História Wicked Game - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Mitologia Grega, Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Ares, Artemis, Atena, Dionísio, Hades, Hefesto, Hermes, Percy Jackson, Perséfone, Poseidon, Zeus
Tags Aredite, Bimmbinha, Percabeth, Posena
Visualizações 25
Palavras 3.300
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Josei, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 6 - Flor de Lótus


Ártemis tinha vários planos, para caso o primeiro falhasse.

Ir a Las Vegas decididamente não se encaixava em nenhum deles.Entretanto ela fora  moralmente obrigada a seguir Atena e os demais. E visto que Ares parecia realmente maravilhado com a idéia de conhecer os cassinos, tinham que redobrar a vigilância sobre o deus da guerra.

—Estou curiosa para saber o que aconteceu com Poseidon. — decretou a morena, enquanto terminava de fazer as suas malas. Estavam dentro do quarto no hotel em que estavam hospedadas, uma idéia que partira de Apolo que insistira para que eles trocassem dracmas por notas de dólares, já que dracmas no mundo dos mortais não valia absolutamente nada. E mesmo que odiasse admitir em voz alta, seu irmão gêmeo estava certo. — O mar parecia excepcionalmente agitado hoje. E não os vemos desde ontem, basicamente.

Atena concordou com um aceno de cabeça.

—Isso é realmente muito suspeito. — admitiu, crispando os lábios pensativa. — Mas não devemos nos preocupar com o Aquaman, ele sabe se cuidar muito bem. — afirmou. — Agora vamos, temos que impedir que aquele esquentadinho quebre  algumas costelas.

Do outro lado do quarto,  Ártemis respondeu um sonoro sim, enquanto puxava a mala preta.

—O que você está levando ai dentro? — perguntou a mãe de Annabeth, curiosamente.

—Apenas o básico. — Ártemis garantiu, sorrindo divertida.

[...]

Escorada no batente da porta, Sally olhava de maneira apreensiva para seu unigênito, que estava alegremente colocando algumas cuecas extras dentro da mala. Os  olhos azuis de Percy percorreram a primeira gaveta de sua cômoda, ao encontrar o que procurava ele sorriu e colocou-o dentro da mala também, era seu iphone, um item imprescindível para alguém que ficaria tantas horas no volante ao lado de Annabeth Chase.

—Mãe. —  repreendeu, ainda de costas para a mulher. — A senhora está fazendo de novo.

—Me desculpe se eu me importo com meu filho! — bradou Sally, aproximando-se a passos lentos dele. Não importava de que ângulo ela o observasse, Percy parecia muito com Poseidon. — Quando você voltar de Los Angeles, conversaremos sobre aquele acampamento durante as suas férias. — sentenciou, em tom sério.

—Por quê? — ele riu, sem parar de organizar as coisas dentro da mala. Somente minutos depois, tendo separado as camisas das bermudas, permitiu-se girar o corpo para encarar a mãe diretamente nos olhos. Sorrindo divertido, ele a envolveu em um abraço apertado. — É apenas Los Angeles, mãe, não é como se eu fosse cometer algum delito por lá.

—Isso não me diz nada, Perseu, você ainda irá para o acampamento. —disse, finalizando aquele assunto. Deixaria para discutir os pormenores quando ele retornasse da viagem. — Divirta-se, e tome conta de Bela. — pediu delicadamente.

—Com a minha própria vida. — ele jurou, beijando as mãos da mais velha. — Ela é como uma irmã pra mim. — confessou, divertido. — E a senhora, mãe, por favor tome cuidado com aquele estorvo do Gabe, se ele fizer alguma coisa contra a senhora...

—Quanto a isso, pode ficar despreocupado — afirmou com confiança, não abrindo espaços para perguntas, emendou — Grover se ofereceu para vir cortar a grama. — dera de ombros, passando as mãos pelos cabelos escuros do filho. — Quero que se divirta, Percy, você merece mais do que ninguém. Mas não passe dos limites.

Ele sorriu, afastando-se dela.

—Como quiser, sargento. — e então batera continência para a mulher.

—Agora se me der licença, irei ver se Bela precisa de ajuda. — alertou-lhe a Srta. Ugliano, embora detestasse ser chamada dessa maneira.

SANTA MÔNICA – CALIFÓRNIA

Cuspindo uma grande quantidade de areia, os olhos azuis voltaram  a se abrir, enquanto ele rolava para o outro lado, deitando-se de barriga, com o rosto voltado para o céu. Respirou com dificuldade, sentindo todos os membros de seu glorioso corpo doer com a tentativa de se sentar.  Em sua testa havia um corte profundo, de onde o sangue escorria até chegar a curvatura de seu pescoço,Poseidon levou dois dedos até suas pálpebras, apertando-as brevemente antes de tentar novamente se sentar na areia, ao fazê-lo, ele inspirou e respirou fundo com pesar. Quantos dias haviam se passado desde o maldito ocorrido?  Três? Quatro? Não fazia muita diferença.  Não muito surpreso ou comovido, percebeu que estava sendo observado por alguns banhistas, em sua maioria, mulheres com curiosidade e interesse latente em seus olhos.

Daquela vez ele não iria perdoar o irmão mais velho por se intrometer. Não era problema dele as coisas que aconteciam debaixo d’água e mesmo assim, novamente, Zeus manteve-se no meio do caminho, como uma rocha ou montanha. Obrigando as suas pernas a se moverem, Poseidon levantou-se em um pulo, estando perfeitamente consciente de que estava nu. Algumas garotas, de aparentemente dezessete ou dezoito anos gritaram – e ele nunca saberia dizer se era de empolgação, deslumbramento, constrangimento ou pavor. – estalando o pescoço, rumou em direção ao calçadão. E em um simples estalar de dedos, ele estava vestido o suficiente para que não houvesse mais nenhuma gritaria por parte dos mortais.

“Em que parte dos Estados Unidos, vocês estão agora?” questionou o senhor dos mares, erguendo sua cabeça momentaneamente para encarar o sol.

“Poseidon? O que aconteceu com você?” bem no alto, o sol tomava a forma da face do deus solar, com os olhos arregalados e a boca cheia de dentes, uma visão que apenas ele tinha, e que provavelmente assustaria os banhistas.

“Não quero falar disso agora.” Avisou, bruscamente. “Me diga, sobrinho, onde você e sua corja estão nesse exato momento?” questionou, levemente irritadiço. Não podia retornar ao mar e seu tridente havia sido confiscado. Ele duvidava muito de que as coisas pudessem piorar para seu lado.

“Estamos chegando em Las Vegas, cidade do estado de Nevada.”

“Excelente, estou chegando aí.” Decretou, parando subitamente de andar ao notar que estava descalço e prestes a atravessar a rua, com uma sobrancelha arqueada, o deus observou alguns passos seguindo seus trajetos de maneira corriqueira.

Dirigir não parecia tão difícil... E de qualquer forma, ele era imortal. Isso provavelmente o dava algumas vantagens...

[...]

—É uma pena que você não queira ir. — e ao dizer isso, colocou uma mão sobre o ombro de Grover.

—Existe uma diferença enorme em “não querer ir” e “não poder ir” — afirmou Grover, arqueando uma sobrancelha. — Mas não se preocupe,  eu me sinto lisonjeado por lhe ser útil em alguma coisa meu amigo — sorriu. — E é sempre bom ganhar um dinheiro extra. — riu.

—Que bom que pense assim. — Percy sorriu. — Se aquele imbecil fizer qualquer coisa que seja contra você ou minha mãe, não hesite em me ligar.

—Anotado.

Nesse mesmo momento, no andar de cima do sobrado, Sally e Annabeth ajudavam Bela a terminar de colocar suas coisas dentro da mala cor de roa,emprestada pela morena.

—Você vai adorar a exposição de artes, tem relíquias do mundo inteiro. — Chase vibrou com suas próprias palavras. — E depois, quando ela for encerrada, podemos fazer uma visitinha a Las Vegas. — gritou, batendo palmas.

Bela franziu o cenho.

—Las Vegas? O que é Las Vegas?

—Talvez seja melhor não levá-la com vocês — Sally adiantou-se, notando o semblante subitamente confuso da loira. — É muita coisa para ela assimilar — explicou gradativamente, olhando para Annabeth. — Todas aquelas luzes, musicas e gritarias... Quer dizer, é um pouco demais até mesmo para vocês.

—Srta. Jackson — assim como boa parte das pessoas, a arquiinimiga de Percy também se recusava a chamar a mãe do moreno pelo mesmo sobrenome de Gabe, era demasiado repulsivo, duas coisas completamente distintas. — Garanto a senhora que Bela e Percy estarão muito seguros em minha companhia. — então pegou a mão dela, apertando com delicadeza. —Não há necessidade de se preocupar, acredite, eu sei muito bem lidar com crianças teimosas.

Seu sorriso, tão firme e repleto de dentes branqueados foi o argumento final para convencer a mais velha que, embora relutante, não levantou mais objeções. Embora Anna acreditasse que toda aquela passividade de Sally tivesse comprometido de alguma forma o caráter – mais do que altamente duvidoso  - de Percy, no fundo ela sabia que seus pensamentos eram mais movidos pela inveja do que qualquer outra coisa. Ela desejava profundamente  ter conhecido sua mãe. Perseu tinha sorte, sem sombra de dúvidas.

—Só me prometa que se alguma coisa der errado, vocês irão me ligar imediatamente? — suplicou, com os olhos repletos de amor e preocupação, enquanto abraçava fortemente Chase, que retribuía solenemente.  — Por favor.

—Vamos sim, com toda certeza. — a tranqüilizou. — Bom, agora temos de ir, do contrário iremos pegar um trafego daqueles. — anunciou, em seu melhor tom de voz autoritário que havia adquirido durante seu treinamento como escoteira da Úrsula Maior.

*

Após as despedidas, banhadas por lágrimas de uma saudade precipitada e alguns abraços amigáveis, o trio finalmente adentrou o Toyota Camry 2006 vermelho da ex-parceira de química de Percy.  Bela sentou-se no banco do carona, do lado da motorista, que se preparava para dar a partida. Fazia um clima ameno e agradável em uma sexta feira treze, o que deveria ser o prelúdio de que algo ruim estava para acontecer.

A morena ligou a rádio, colocando em uma estação de pop eletrônico, enquanto ligava a ignição do carro e em seguida dava a marcha, pisando no acelerador, desaparecendo suavemente da visão de Sally e Grover, que gritavam entusiasmados para o trio.

—O que é isso que está tocando? — Bela perguntou, de cenho franzido, mesmo que estivesse ali há praticamente um mês, ainda tinha certa dificuldade em adaptar-se a cultura estadunidense o que só reforçava a suspeita de Annabeth de que ela era estrangeira.

—Miley Cyrus. — respondeu ela, ora olhando pelo retrovisor ora para a estrada a sua frente agora desacelerando a velocidade.  — É ‘Girls Just Wanna Have Fun’, ela está fazendo cover.

—Cover? — Bela parecia ainda mais confusa. — Vocês têm gírias bem esquisitas. — alegou, amarrando os longos cabelos dourados em um rabo de cavalo alto, mexendo nos botões do carro ao seu lado, até encontrar um que baixava a janela do carro, ela sorriu aliviada ao sentir o vento balançar os seus fios dourados.

No banco de trás, Percy escutava uma das músicas  mais aclamadas do AC/DC em seu Iphone, enquanto olhava através da janela, o trafego seguia intenso por aquela avenida, o que o fazia acreditar que deveriam chegar até a ponte por volta das cinco horas da tarde.  Balançando a cabeça de maneira inquieta, o moreno pusera-se a assobiar. Seguiram viagem em completo silêncio, vez ou outra as vozes animadas de Bela quebravam o clima de tédio, fazendo com que a sua mais nova amiga risse exasperadamente das suas perguntas, pouco comuns.

 [...]

—Não é só porque somos imortais que isso te dá o direito de acelerar dessa maneira! — grunhiu Ártemis no banco de trás. — Desacelera Apolo!

No banco do motorista,o loiro gargalhou.

—Vamos lá maninha, um pouco de emoção de vez em quando não faz mal a ninguém — e ao dizer isso, pisou com força no acelerador, fazendo o carro correr a mais de cento e vinte km por hora. Atena estava surpreendentemente calma no banco traseiro, com a cabeça encostada no assento, limitava-se a revirar os olhos volta e meia resmungando sobre a imbecilidade do deus solar. — E você, Atena, está quieta. Por acaso está pensando em Poseidon?

O absurdo daquelas palavras fizera com que ela se engasgasse com a própria saliva.

Di Immortales! — exclamou, com os belos olhos arregalados em descrença e horror. — Você por acaso bebeu urina ao invés de água, irmão?

Ele dera de ombros, sem se importar com os gritos psicóticos de Ártemis para que desacelerasse o automóvel, ao seu lado Ares estava silenciosamente adorando o espetáculo, deliciando-se ao ver os pobres e incapazes mortais serem transformados em meros borrões diante de seus olhos esverdeados.

—Você está esquisita desde o sumiço do Aquaman. — insistiu ele. — Afrodite concordaria comigo que isso é um indicio ardente de sua óbvia paixão por ele.

—Afrodite vê coisas onde não tem! — rebateu secamente.  —Ela e aquela mania obsessiva de querer juntar casais que se odeiam.

Somente então, o deus da guerra resolveu se pronunciar.

—Pode ser um choque para vocês ouvirem isso, mas o ódio ás vezes serve como afrodisíaco para sexo.  — e sorriu presunçosamente, apoiando sua cabeça no antebraço direito.

Atena escancarou a boca, agora mais do que terrivelmente nauseada com aquela hipótese repugnante.

—Está dizendo que eu nutro sentimentos latentes por aquele... Peixe? Toca pro inferno, motorista! — berrou escandalizada.

 Sheraton Gateway, Los Angeles

Como cortesia, Annabeth havia  reservado a melhor suíte do hotel, com uma vista digna de um hotel cinco estrelas. Dentro da suíte havia um quarto adjacente, que era onde Percy dormiria, a morena e a loira dividiram a cama de casal no cômodo principal, cuja decoração deslumbrante fizera com que a patrona do amor perdesse o fôlego, era tudo meticulosamente organizado e limpo, e ostentava um enorme candelabro com luzes fluorescentes no teto, era simplesmente um espetáculo. Perguntou-se internamente o quanto Chase teria gastado, era notório que a garota tinha realmente grana para bancar tudo aquilo.

Simplesmente impecável.

Afrodite andou em direção as longas cortinas de carmesim, empurrando as mesmas para o lado descobriu que havia longas janelas de vidro escondidas.  Ela aproximou-se, estupefata pela visão de prédios e até mesmo algumas casas com piscinas em seus quintais, piscando os olhos brevemente observou, há muitos metros de distância o letreiro de Hollywood.

—Chase, o que é Hollywood? — virou-se para a mesma que, naquele momento, poderia ter tido o começo de um infarto fulminante com aquelas palavras.

—Hollywood? Mentira! — e dito isso começou a pular e a aplaudir, juntando-se a loira para contemplar aquele cenário deslumbrante. Até mesmo o sol, naquela região parecia...Mais imponente. Os olhos azuis piscaram frente a realidade que os cercavam: pelos deuses! Eles estavam em Los Angeles! Apenas a alguns quilômetros de distância da cidade do pecado e, literalmente no berço da dinastia artística dos EUA! Ela prendeu a respiração. —Aquele letreiro é praticamente uma das dez maravilhas do mundo. — comentou, em tom despreocupado.

Percy surgiu lentamente atrás delas, também desejando observar o motivo para tanta histeria feminina.

—Pensei que só existissem sete. — arqueou a sobrancelha.

—Oh, pelos deuses, Percy, cale essa boca. — a outra revirou os olhos e ele sorriu satisfeito, irritá-la era um passatempo delicioso. — Estou falando em um contexto artístico...Que você não é capaz de entender, então cale a boca. — rugiu, afastando-se das janelas e indo em direção as suas mochilas.

—Espera, Chase.  — ele fizera com que a mesma parasse de andar e prestasse atenção nas suas palavras. — Como você conseguiu reservar essa suíte? Eles não pedem RG ou alguma coisa assim? — questionou, fazendo com que ela balançasse a cabeça em afirmação. — E, pelo que sei Bela está desmemoriada e não encontramos nenhum rastro... O que estou querendo saber é se isso não vai nos causar algum problema depois.

—Essa suíte é minha, Percy. — começou explicando. — Ela está no nome do meu pai. — dera de ombros. — Na hora do check in e check out eles só pedem a minha identidade, vocês dois estão como “convidados” — fizera questão de fazer aspas, enquanto explicava. Ele estreitou os olhos, entretanto se absteve de tecer comentários a respeito.

—Muito bem, então, qual será a nossa primeira parada do dia? — indagou o Percy, espreguiçando-se.

—Piscina. — informou Annabeth.

—Piscina. — concordou Bela, olhando para os seus ombros excessivamente brancos. — Eu estou mesmo precisando me bronzear.

[...]

Demorou mais do que ele poderia esperar para alcançar os rastros dos outros. E ele sabia que a principal razão para isso era o seu embate, dias atrás, com o todo-poderoso-irmão.  Para impedi-lo de castigar Anfitrite da maneira que ela merecia ser castigada, Zeus precisou contê-lo através de uma violenta briga entre irmãos. E Poseidon teria levado a melhor, definitivamente, se estivesse com seu tridente no exato momento da invasão do outro. Além do mais,o veiculo que ele havia escolhido diretamente para aquela missão não era dos mais velozes, o que o revoltou em níveis acima do recomendável. Virando a esquerda, seguindo as instruções dadas pelo seu querido sobrinho, ele leu as placas com os nomes das ruas e bairros, distanciando-se cada vez mais do local em que havia acordado. Quando finalmente chegou ao seu destino, já tinha se passado um dia e meio.

HOTEL E CASSINO LÓTUS dizia o atraente letreiro. Ele estacionou o carro de qualquer jeito na calçada, ignorando os inúmeros apelos de alguns pedestres e turistas revoltados e então passou pelo portão principal de Lótus, deparando-se com tantas cores simultaneamente que parecia até mesmo um dos templos de Dionísio. Mulheres bonitas e semi-nuas, como ninfas, desfilavam por entre os homens lhe oferecendo doces e bebidas cor de rosas.  Algumas maquinas estavam rodeadas por adolescentes de aparência estranha. Massageando as têmporas, Poseidon desviou-se de uma comedora de lótus, recusando o doce enquanto, orientado pelo cheiro que sentia, procurava pelo quarteto de bananas.

“Ai está uma coisa que não se vê todos os dias” ponderou ele, deparando-se com Ártemis em uma mesa com alguns dados brilhantes, envolta por alguns homens, a deusa da caça não parecia tão intimidadora e séria como de costume. E aquele vestido roxo realmente lhe acentuava as curvas. Ele pigarreou, engolindo uma risada, ao vê-la beber em um único gole o que parecia ser vodca condensada com morango e alguma mistura excessivamente dócil que ele nunca saberia dizer o nome.

—Onde é que você se meteu? — o moreno sentiu uma mão máscula fixar-se de maneira consistente sobre seu ombro. De soslaio, ele voltou-se para um Apolo já previsivelmente bêbado. — Atena estava chorando de preocupação. — soluçou.

—O que aconteceu com vocês? — questionou, estreitando os olhos. Não era nenhuma surpresa encontrá-los bêbados, bom...Talvez Ártemis sim, mas os outros três não, entretanto,tinha algo de profundamente esquisito em suas fisionomias.  

—Poseidon! — nada, no mundo, o preparara para aquilo: Atena literalmente pulou em seu colo, o agarrando pelo pescoço, fazendo-o se lembrar de vários motivos pelo quais a odiava, um deles evidentemente era a força física descomunal da sobrinha, que teria levado ambos ao chão, não fosse ele próprio tão forte quanto. — Você chegou! — exclamou, com os olhos curiosamente brilhando ao dizer isso.

—Sim, mas gostaria de não ter chegado. — murmurou visivelmente assustado, afastando-a bruscamente. — Recomponha-se, mulher! O que, pelos tártaros, fizeram com vocês?

—Estamos apenas nos divertindo. — ela sorriu, antes de tombar a cabeça para trás em um grito gutural e histérico. Ele analisou a cena momentaneamente, deparando-se com as malditas ninfas desfilando pelo lugar.

Flor de lótus, merda.

Di Immortales! — esbravejou, com ambas as sobrancelhas estreitas. Assim que Atena estendeu a mão para pegar mais um dos doces cor de rosa, Poseidon a impediu,segurando em seu braço. — Essa porcaria entorpece os sentidos! — exclamou, tentando colocar algum juízo naquela cabecinha linda e confusa. — Me admira que justo a sabichona tenha caído em uma dessas. — meneando a cabeça negativamente, ele voltou-se para Apolo, que estava rindo enquanto via a irmã flertar com alguns homens. — Ele está muito drogado. — constatou, piscando os olhos. — Atena, onde está Ares? — indagou, direcionando seu olhar para a morena de cabelos castanhos, que trajava um vestido tão curto que deixava a amostra o que ela tinha de melhor. Ele pigarreou, voltando a si e tentando se focar em sua missão.

A propósito, qual era mesmo a sua missão ali?

—Ele disse que iria seguir o amor... — Poseidon não conseguiu segurar a risada ao vê-la erguer os braços e sair saltitando pelo cassino, imitando uma ave. — Seja lá o que isso significa— ela girou, voltando a ficar frente a frente com seu tio. — Você precisa experimentar um desses doces, é coisa dos deuses.

—Atena, sobrinha, nós somos deuses, caso tenha se esquecido. — ele a chacoalhou pelos ombros. — Volte a si, criatura infame!Por Zeus!

Rindo, ela novamente se afastou dele, o empurrando e girando em direção a uma das máquinas de caça níqueis do cassino.

—Relaxe, Aquaman, nossa missão aqui é nos divertir. Apenas diversão, iuuupi! — ela riu, cambaleando para os dois lados.

Ele esfregou o rosto com as mãos, que Zeus tenha piedade de sua pobre e imortal alma, mas ele estava prestes a estapeá-la. 



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