História Wicked Game - Capítulo 24


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Exibições 193
Palavras 4.462
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá!!!! Quanto tempo, não?
Vim postar mais esse capítulo e tem um para mais tarde. Desculpem a demora, mas os vestibulares estão chegando e infelizmente a vida não é só escrever :( peço que continuem por aqui!!! A história só ta começando. O capítulo de hoje eu fiz com todo amor pra vocês e já vão desculpando se tiver erro ortográfico porque meu programa não ta corrigindo e o capitulo era muito longo para que eu pudesse revisar com cautela.

Capítulo 24 - Capítulo Vinte e Quatro


Fanfic / Fanfiction Wicked Game - Capítulo 24 - Capítulo Vinte e Quatro

Justin

Lançaram um travesseiro contra mim. Respirei fundo e ergui a cabeça avistando Chaz parado ao lado da cama com outro travesseiro, prestes a jogá-lo também. Ergui a mão indicando que parasse, então ele o jogou na ponta da cama.

- Levanta caralho. Você vai cozinhar pra gente hoje. – e deu-me as costas saindo do quarto.

Resmunguei sozinho. Também fazíamos isso há três anos quando íamos à casa de fazenda, onde eu dividia a cozinha com Ryan ou com Britt e fazíamos a comida. Não ficava ruim, mas dava trabalho pra caramba. E eu também estava com preguiça

Ouvi uma música vinda do andar de baixo. Era eletrônica e entrava abafada em meu quarto, mas com certeza estava muito alta no primeiro andar. Rolei até o outro lado e chequei as horas no telefone. Eram dez da manhã. Ah, não dava para acreditar que o filho da puta havia me acordado às dez da manhã de um domingo.

Sai da cama sentindo o corpo um pouco pesado graças às cervejas da madrugada anterior. Caminhei até o banheiro e tomei um banho gelado e rápido, vestindo uma calça jeans clara em seguida. Minha mente voltou há algumas horas atrás enquanto eu penteava o cabelo e dei risada. Agora era só esperar para ver qual Beatrice eu encontraria, se ela iria passar por cima daquilo ou se diria alguma coisa. Façam suas apostas!

Sai do quarto e a música ficou mais alta e mais viva. Caminhei até a escada e avistei as garotas de pé em frente a tv. Britt e Marie tinham os braços abertos e dançavam no ritmo, Corb e segurava o controle e buscava por outra música enquanto a voz de Nico & Vinz explodia cantando Am I Wrong. Os caras estavam deitados nos sofás com seus telefones em mão. Logo as garotas estavam fazendo algo parecido com dançar.

Desci até a sala e me sentei na poltrona livre. Queria continuar dormindo, mas todo o clima contradizia meus pensamentos. A música alta e leve, os meus amigos acordados, o dia muito claro e muito vivo. Há algum tempo eu não via algo assim tão cheio de vida própria.

- Bom dia! – Britt disse tascando um beijo na minha bochecha.

Eu a olhei com muita preguiça e apenas dei um sorrisinho em agradecimento.

- Vai para a cozinha logo. Você tem que preparar o peixe. – Chaz disse.

Olhei rapidamente para ele. Que merda de peixe? Preparar o peixe? A única coisa que eu estava pensando em fazer era colocar alguma comida congelada no micro-ondas e depois na mesa.

            Marie saiu da sala indo até a cozinha e voltando com quatro garrafas de cerveja que distribuiu entre todos, mas neguei a minha. Eu ainda não havia me recuperado totalmente.

            - Ué. Que diabos aconteceu? – Ryan perguntou rindo.

            - Deixa pra mais tarde.

            - É melhor a gente ir para os fundos – disse Britt se levantando com uma cerveja em mãos – Deixa a música tocando.

            Fomos todos para a área. Enchemos os congeladores de lá com as cervejas e as bebidas e puxamos uma das mesas com cadeiras brancas para debaixo de um dos sombreiros.

            Ficamos sentados por um tempo enquanto discutiam o que eu teria de fazer na cozinha com o Chaz. Não me enfiei no assunto porque não queria ficar discutindo atoa logo cedo e eu estava mais morto que vivo. Porra, eu não tinha dormido nem cinco horas. Logo minha cabeça começaria a querer explodir.

            Chaz e eu fomos para a cozinha.

            - Porra, você ta mais morto que vivo. – ele disse me empurrando.

            Não dei ouvidos. Quando estávamos tirando os objetos dos armários Beatrice apareceu na cozinha se arrastando. Usava uma blusa branca grande e se usava short por baixo era muito curto, porque não dava para ver. Seu cabelo estava preso em um coque alto e ela mantinha uma expressão séria e irritadiça.

            Chaz olhou para mim e apontou com a cabeça para Bee. Eu apenas ergui as sobrancelhas. Que maravilhoso encontrar pessoas que acordam de bem com a vida.

            - Bom dia. – Bee passou por nós indo até a geladeira e tirando um copo com suco de manga.

            - Dormiu bem? – perguntei.

            - Não gosto de dormir fora da minha cama – ela respondeu com a voz rouca e depois me olhou – Mas nada contra sua casa.

            Dei de ombros.

            - O pessoal tá lá fora – Chaz disse olhando para fora.

            - Na luz... – Bee disse com a voz caindo.

            Chaz e eu demos risada.

            - Querem ajuda com alguma coisa? – ela perguntou caminhando até a porta.

            Chaz respondeu que não. Beatrice parou de caminhar e se escorou no batente da porta, escorando as pernas em formato de 4 enquanto olhava fixamente para fora.  Ela olhou para mim por alguns segundos antes de olhar para Chaz também com cara de poucos amigos. Bee voltou para o interior da casa e a ouvi subir as escadas.

            Comecei a ajeitar algumas coisas com o Chaz.

            - Aconteceu alguma coisa? – Chaz perguntou.

            - Não sei. Deve estar com sono. – dei de ombros.

            - Não é isso que estou perguntando.

            Olhei-o. Ah!

            - A gente ficou ontem. – eu disse.

            Ele deu uma risadinha.

            Continuamos ali interpretando bem o nosso cargo de cozinheiros. Os outros conversavam alto do lado de fora para que eu e o Chaz conversássemos também e assim seguimos. Beatrice desceu e foi se juntar com eles também.

            Eles começaram a discutir por algum motivo. Fui pegar uma cerveja quando comecei a sentir sede e me sentei por alguns minutos ao lado de Britt.

            - Beatrice!! – Britt esbravejou – Por favor. Eu vou embora amanhã.

            - Que saco! – Bee disse se levantando e indo para a cozinha.

            - Torta de pêssego. – Britt sorriu para mim com uma piscadinha.

            Esvaziei minha garrafa antes de entrar na cozinha de novo. Eu voltei pra colocar o peixe no forno enquanto o Chaz fazia purê de batatas.

            - Acabei minha parte. – Chaz disse  – Quer ajuda com alguma coisa ai?

            Neguei. Ele olhou para mim e depois para Bee e deu uma risadinha seguida de uma piscadela. Olhei para Beatrice que ainda não tinha desamarrado a cara. Chaz saiu da cozinha e ficamos a sós.

            - Ta irritada com o quê? – perguntei-lhe.

            - Não estou irritada.

            Não contrariei. Ela me olhou rapidamente e balançou a cabeça negativamente.

            - O que foi? – perguntei.

            - Não sabia que você cozinhava.

            - E muito bem.

            Ela ergueu as sobrancelhas e quase riu.

            Bee passou por mim indo até a pia do outro lado e eu segurei seu braço na volta, fazendo com que ela parasse de frente para mim. Beijei seu rosto.

            - Ta cheirando a peixe. – ela disse com um risinho.

            - É a pior parte. Vai durar um mês. – respondi – Você tem alguma coisa contra homens peixe?

            Ela deu risada e balançou a cabeça negativamente.

            - Ótimo. – eu disse antes de beijá-la.

            Segurei seu rosto firmando-o junto do meu. Ela quebrou o beijo e deixou os lábios esbarrarem no canto de minha boca antes de se afastar e voltar ao que fazia. Eu a olhei. Que bom que eu tinha encontrado uma Beatrice que não fugiu, mas ninguém sabia quanto tempo duraria.

            Terminei e deixei o peixe para grelhar no forno antes de subir para tomar um banho e minimizar o cheio de peixe que me irritava.

            Quando desci de novo todos, inclusive Bee, estavam sentados ao redor da mesa abaixo do sombreiro. Havia uma vaga entre Britt e Chaz. Mantemo-nos ali por um longo tempo até nosso almoço estar de fato pronto, e então fomos para a mesa de madeira.

            Todo mundo falava ao mesmo tempo e ria das piadas de Ryan. Britt o mandava calar a boca. Os dois eram uma peça, e o nosso clima era bom. Colocamos todas as comidas sobre a mesa junto com as bebidas e nos servimos.

            Chaz e Corb discutiam o que colocariam no prato. Marie e Beatrice falavam sobre a sobremesa. Peguei um prato para mim e coloquei minha comida. Almoçamos em meio risadas, vozes altas, conversa boba, gritaria e gargalhada.

           

            Beatrice foi pegar a sobremesa na geladeira. Estávamos de novo debaixo do sombreiro. As meninas tinham trocado suas roupas por biquínis e tomavam sol nas espreguiçadeiras brancas enquanto eu e os caras bebíamos cerveja e jogávamos conversa fora.

            Bee gritou perguntou onde estavam as vasilhas de sobremesa e apareceu na porta.

            - Justin, eu não sei onde está! – ela gritou da porta.

            Eu me levantei e caminhei para a cozinha pela milésima vez naquele dia.

            - Vai lá pegar as vasilhas, Justin! – Marie gritou de uma das espreguiçadeiras.

            - Vai lá, Bieber! – Britt gritou – Pegar as vasilhas. Só pegue as vasilhas ok!

            Dei risada.

            - Justin, pega só as vasilhas! – Chaz berrou da cadeira.

Ryan gritou alguma coisa que não entendi.

            Beatrice balançou a cabeça enquanto ria.

            Peguei as vasilhas e voltamos para a mesa.

            Bee sentou-se conosco e ficamos conversando enquanto as meninas tomavam sol do outro lado. Depois ela se juntou as amigas.

            - Vou fingir que aquele dia que você disse que não ia ter nada com a Beatrice nunca existiu. – Ryan disse me olhando.

            Eu não respondi.

            O que eu podia fazer se quando ela estava por perto eu sempre a queria? Eu achava, todas as vezes que Beatrice estava longe, que dava para me controlar quando ela estivesse perto, mas ia além do que eu achava. Quando ela estava por perto, era diferente e o desejo vinha mais forte, e eu nunca soube como controlar muito bem essas coisas. Quando estávamos longe eu sabia do estrago que tudo isso poderia gerar no futuro, no cuidado que eu devia ter com a pessoa que Beatrice era, mas quando ela estava por perto não fazia nenhum sentido não querer tê-la. Bee era linda, engraçada, leve e inteligente. Ela também era confusa e fora dos eixos, mas essa não é uma coisa sobre a qual eu possa falar. Era ruim lembrar que eu havia tentado fazer as coisas certas há um tempo perguntando se havia algo rolando, porque eu queria saber se eu devia embarcar naquela, e se ela havia dito que não, eu devia me manter longe. Mas mesmo tendo dito que não Beatrice sempre esteve perto de um jeito meio suspeito, de um jeito que não devia. De um jeito que a tornava insana por não ter me deixado de lado, e de um jeito que me fazia querer que ela ficasse.

            Eu sabia que Beatrice era também muito além do que eu via. Que sua história era muito além do que eu sabia. Que sua essência ia além do que eu podia sentir. sabia que Bee tinha complexos maiores, problemas pelos quais ela preferia passar sozinha, segredos que eu tinha vontade de saber também. Beatrice parecia uma pessoa aberta e muito leve, e leve de fato ela era, mas era um mistério também.

            Tinha uma lista de prós e contras em minha mente. Meus contras não eram muitos, mas muito perigosos. Eu não era a pessoa que Beatrice merecia. Eu não era aquilo que ela via, eu era além do que ela podia saber. Não queria ser o desastre da sua vida, sua desilusão ou coisas do tipo. Não queria começar sabendo que uma hora terminaria da pior forma possível. Havia sua família. Seus irmãos, coisas essas que não deveriam me importar, mas como seria namorar a irmã do cara com quem fui traído? E eu sabia ainda que existia em Bee o pensamento de que eu a usava, e nunca foi assim.

            Beatrice era tão complexa que pensar nela me deixava confuso. Tentei livrar minha mente daquilo e limpar minha consciência, era o que o meu desejo queria, e eu não costumava deixa-lo na mão.

            Eu a olhei. Estava sentada em uma das espreguiçadeiras enquanto segurava um copo de água gelada. Seu cabelo castanho claro ficava ainda mais claro sob o sol, e sua pele reluzia. Ela gargalhou de algo que Britt disse. Eu me lembrei de seu sorriso. Ela tinha os dois dentes da frente grandes e levemente afastados de um jeito engraçado e muito bonito. Se eu pudesse defini-la e se tivesse esse direito, ela seria uma garota de praia. Vivia sempre dourada, sempre leve, forte e sensível ao mesmo tempo. Eu sabia que ela não era tão durona assim, mas esse era um fardo que todos os McCandless se viam obrigados a carregar. Seu nome já carregava um peso que poderia nos bloquear.

            Tão serena e tão leve.

            Bee olhou para além da paisagem. Ela também havia perguntado mais cedo o que havia além. Parecia fissurada com aquilo. Deve ter comentado algo sobre isso com Britt, pois as duas olharam para a mesma direção e Britt disse algo que a fez rir de novo.

            - Vai babar. – Ryan disse.

            Eu o olhei e ri.

            Por que não?

            Tentei não pensar nela pelo fim da tarde.

 

            Estávamos todos ao redor da piscina. Chaz e as garotas estavam na água há horas, e eu e Ryan tínhamos posto nossas cadeiras perto. A noite já havia caído e decidimos ir embora à madrugada.

            Estávamos conversando sobre coisas aleatórias e Beatrice era a única de fora da conversa. Seus pensamentos a deixaram séria. Ryan percebeu também.

            - Pensando em que Bee? – ele perguntou.

            Ela não o ouviu.

            - Ei – ela o olhou – Ta pensando em que ai?

            - Nossa cara. To pensando na aula do senhor Craig de amanhã. – respondeu concentrada.

            Chaz foi o primeiro a gargalhar e não parou mais. Todos nós rimos também e Bee deu um risinho sem graça.

            - Você é demais! – Chaz disse ainda rindo.

            Dei risada de novo. Então aqueles eram seus pensamentos complexos?

            - Eu também achei que ela estivesse pensando na relatividade da vida numa noite de domingo fora da cidade. – Ryan disse.

            Ela riu de novo.

            Voltamos aos outros assuntos.

           

Beatrice

           

            Sai da piscina me sentindo quase morta. Meu corpo inteiro pesava e eu estava pensando em minha cama, há muitas horas dali. Não queria passar a noite no colchão que não era o meu.

            Parei na varanda de fora e fiquei olhando para as árvores além. Parecia ainda mais bonito do lado de lá. Justin dissera mais cedo que era bonito durante o dia, mas eu não tinha tido a oportunidade de ver. Comecei a pensar nas probabilidades de errar o caminho de volta se entrasse mata adentro. Não devia ser só mato.

            - Quer ir lá? – Justin apareceu ao meu lado na varanda.

            Eu o olhei. Seus ombros estavam vermelhos pelo sol e ele não estava mais tão branco como sempre. Era lindo assim bronzeado.

            - Não é perigoso? – perguntei.

            Ele fez que não.

            - Tenho uma coisa para te mostrar do lado de lá. – disse.

            Fiz que sim.

 

            Não vi Justin avisando a ninguém onde iriamos e eu também não. Descemos a lateral da casa em direção àquele lugar que eu tanto havia namorado durante o dia. Ele caminhava à frente, mas me esperou antes de entrarmos onde a grama era mais alta.

            Havia uma trilha de terra entre os matos. A lua lá em cima nos iluminava e a casa ficava distante, mas ainda assim visível. Eu ia ao seu lado em silêncio sem saber se deveria dizer algo e também sem ter o que dizer, o que em todo caso me fazia ficar calada. Não sei por que diabos eu estava nervosa. Talvez porque éramos só nós. Só eu e ele. Mas por que ele tinha que ser tão silencioso?

            - Onde estamos indo? – perguntei.

            Não sabia ficar calada.

            Ele demorou um pouco a responder.

            - Você vai ver quando chegar lá.

            Olhei ao meu redor. Dava para voltar correndo seguindo a trilha. Eu queria sair correndo daquelas palavras que saiam dele e saiam de mim sem causar barulho ou chiado, mas que de toda forma saia. O que duas pessoas poderiam estar fazendo a sós quando a outra dizia que tinha algo para mostrar. Com certeza algo especial. Eu não queria que ele me mostrasse suas coisas especiais. Não queria que ele visse em mim uma pessoal especial se eu não era. Aquela droga toda era muito romântica, e eu não queria romantismo nenhum. Não queria que Justin fosse romântico comigo naquele momento! Eu não era romântica. Não queria que pensasse que eu queria ter algo, porque eu não queria. Aquilo me assustava. O meu coração batia tão forte que ele devia estar ouvindo.

            - Eu quero voltar. – falei parando no meio do caminho.

            Justin parou e virou-se para mim. Analisou meu rosto por alguns segundos e fiquei com medo do que eu estava demonstrando.

            Ele olhou para a casa de novo.

            - Está com medo? – perguntou. Eu fiz que não. – Está com medo de mim, Bee?

            Fiz que não imediatamente e pude sentir minha pele esquentar.

            - Não! – quase gritei – não é isso.

            - Tudo bem, vamos voltar.

            Ele passou por mim, voltando.

            - Não estou com medo de você! – repeti em voz alta.

            Ele me olhou brevemente e voltou a andar em direção a casa. Mantive-me parada.

            - Mas a gente nunca chega! – eu disse – E está escuro e no meio do mato. Parece perigoso.

            - Não ia te acontece nada. Vamos embora. – ele disse visivelmente chateado.

            - Não! – eu disse batendo o pé e jogando a cabeça para trás. Ele me olhou e eu desfiz a pose de menina birrenta.

            - Vamos para casa. Você tem razão, está de noite, escuro e tarde. Voltamos numa próxima vez pela tarde, com um guia e o pessoal. – disse com sarcasmo escorregando pela boca.

            Eu cruzei os braços e o encarei.

            - Não era pra tanto. - falei baixo.

            Ele suspirou fundo e voltou a andar para frente, em direção ao que me mostraria. Tudo isso fez com que eu me sentisse péssima, principalmente saber que agora ele me levava contra sua vontade e tudo porque eu dei um chilique ridículo.

            Ele parou de andar de repente e eu parei ao seu lado. Uau.

            Era um lago artificial enorme com uma cachoeira também artificial de onde corria agua de verdade. Uma ponte de madeira corta o grande lago, que mais parecia real. Eu reconhecia um lago artificial, e aquele era incrível. Era iluminado também por luzes laterais e a cachoeira era grande a ponto de caber uma pessoa, corria alta, fazendo barulho. Havia peixes ali também. Subi e desci a ponto do outro lado, curiosa para saber sobre a arquitetura daquela coisa, mas não fui muito além porque Justin sequer se moveu de onde havia parado, olhando com seriedade para o lago. Os filetes de água da cachoeira desciam iluminados de cores diferentes. Era muito interessante.

            - É incrível – eu disse – Parece real porque é imenso. E parece fundo.

            - É. – foi tudo o que ele disse.

            Eu o encarei.

            - Sua família construiu? – perguntei.

            - Não.

            Mas não disse nada além.

            - Não precisa ser rude comigo. Eu não quis te ofender, e não sei por que se ofendeu. – falei.

            Ele ignorou minha fala e coçou o pescoço.

            - Já podemos ir? – perguntou.

            - Não. – eu o ignorei também – Quantos metros isso tem?

            Olhei-o esperando a resposta.

            - Beatrice, vamos embora. – ele disse dando-me as costas e voltando para a trilha.

            Eu me sentei na ponte de madeira e passei minhas pernas por entre as grades, para que ficassem balançando no ar. Eu queria fazer isso numa ponte grande, mas aquela ali também servia. E era bom e calmo. Percebi que Justin não foi.

            - Pode ir. Eu vou depois. É só seguir a trilha, certo?

            Ele me olhou com deboche.

            - Isso aqui não é meu. Temos que ir. – disse.

            - De quem é?

            - Dos meus irmãos.

            - Os seus pais deram um lago desse tamanho para os seus irmãos? – eu ri – O meu pai me deu uma piscina de plástico e eu já achava o máximo.

            Ele ficou em silencio.

            - O meu me deu um lápis para estudar. – ele falou. Olhei-o – Pelo menos aprendi a desenhar barcos.

            Dei risada e senti meu peito se aliviar por saber que não estava mais tão chateado.

            Ele caminhou até onde eu estava e se escorou na grade oposta. Sai do meu lugar e fiquei ao lado dele, com seu braço roçando no meu. Fazendo isso de propósito. Eu não tinha mais nada para dizer. Virei-me de frente para Justin, seus olhos me encararam perdidos e muito diferentes de como tinham estado durante todo o dia, e ele não estava bêbado apesar de ter bebido.

            Havia reclamado de estar indo ali. Dito que não queria. Mas agora eu não queria estar em outro lugar.

            - Você me trouxe aqui só para ver o lago? – ousei em perguntar sentindo meu estômago revirar quando minha voz sumiu no ar.

            - Você achou que fosse para outra coisa? – ele perguntou com a voz rouca e um pouco sombria. Seu braço direito passou por minha cintura me deixando ainda mais perto. Passei as mãos por seus ombros.

            - Vai fingir que você não é Justin Bieber? – perguntei.

            Justin me encarou com olhos vivos dessa vez.

            Ele riu antes de morder meus lábios. Nunca tinha sido desse jeito. Eu senti uma pequena brasa queimando pontos do meu corpo. Ele desceu as duas mãos até minha cintura subindo e descendo. Afundei o rosto em seu pescoço beijando-o ali e perguntando coisas que não faziam sentido nenhum e que eu não era capaz de pensar muito bem com sua mão subindo e descendo perto de minha bunda.

            - Hum? – ele perguntou um pouco perdido e eu o beijei perto de sua orelha.

            - Hum? – imitei-o.

            Justin riu antes de procurar por minha boca e beijar-me. Entreabri os lábios dando passagem à sua língua precisa e rápida que logo tocou a minha. Simplesmente não dava para pensar, os pensamentos vinham e evaporavam. Eu só me concentrava na sensação boa que era estar ali pensando a bobeira que teria sido se tivesse ido embora. Sua mão desceu até minha bunda e eu mordi seus lábios quando ele me apertou, sua boca escapou da minha e desceu beijando meu pescoço e subiu de novo. Subi minhas mãos por seu braço até segurar seu rosto, para que ele não parasse de me beijar, mas as desci logo de encontro às suas que se encaixaram nos meus dedos e me puxaram para mais perto dele. Justin quebrou o beijo quando nos faltou ar.

            Eu sabia que minha boca devia estar muito vermelha e escorei a cabeça em seus ombros. Ele subiu as mãos por minhas costas.

            - Estava pensando mesmo nas aulas do senhor Craig? – ele perguntou com uma risadinha.

            - Estava – eu dei risada também – Estava pensando em como aprender as coisas que ele vai passar amanhã.

            - Eu te ajudo depois. – disse.

            Eu sorri sozinha e em silêncio. Estudar com o Justin. Ok.

            Ele enfiou a mão nos cabelos da minha nuca e eu o olhei. Ele se aproximou e eu fechei os olhos quando sua língua percorreu meus lábios com suavidade. E entreabri ainda mais a boca para seu toque, quase derretendo em suas mãos na base de minhas costas. Ele beijava meus lábios às vezes enquanto eu movia a cabeça em seu ritmo, sentindo apenas sua língua na minha boca. Toquei-a com a minha e antes de perceber o que eu estava fazendo eu repetia o mesmo que ele havia feito comigo, me sentindo envergonhada ao me dar conta do que fazia, mas sem conseguia me conter ou parar. Justin virou-se de modo que eu fiquei no lugar onde ele estava e me prendeu contra a grade antes de me beijar no mesmo ritmo lento e muito quente. Suas mãos seguravam a barra ao meu redor e eu segurava suas mãos. Se existia alguma coisa no mundo que conseguisse ser melhor que aquilo eu ainda não havia sido apresentada!!!

            Gastamos muito tempo nessa coisa que eu nunca havia ousado fazer com ninguém por achar muito intimo. Os meus rolos não passavam de um ou dois dias e eu nunca dava muita intimidade aos homens com quem estive, mas ali estava eu com Justin, porque um dia alguém tiraria os meus freios de mim.

            - É melhor a gente ir. – ele disse.

            Eu assenti, incapaz de falar. Provavelmente minha voz tinha sumido junto com minha sanidade mental. E eu estava com muita vergonha. Mas isso com certeza era algo com que Bieber já era acostumado com suas mulheres mais velhas e mais maduras.

            Desci a pontezinha com ele logo atrás de mim. Meu corpo ainda fervia e eu não via a hora de entrar debaixo do chuveiro. Se eu tivesse ficado excitada só com aquilo com certeza eu me matéria. O que mais aquele cara conseguia fazer só com a porra da língua?

            Voltamos pela mesma estradinha. Perguntei sobre seus irmãos a fim de tirar os pensamentos pervertidos de minha mente. Eram dois: Jazzy e Jaxon. Moravam com o pai na cidade. Quis perguntar sobre sua mãe, mas não perguntei. Minha mente insistia em voltar no que fazíamos. Queria seu beijo de novo.

            Logo estávamos na varanda de entrada da casa. Ouvi a conversa alta vindo de dentro da casa e tentei saber se ainda estava vermelha de vergonha. Passei a mão no rosto como quem não quer nada antes de Justin abrir a porta.

            Foi o pior momento da minha vida. Eu não devia me envergonhar por tão pouco aos vinte anos de idade. Todos estavam na sala, com exceção de Corb. Eles nos olharam com risinhos desconfiados e olhares sugestivos, se eu não estava vermelha, tinha acabado de ficar.

            - Onde é que vocês estavam? – Marie perguntou em alto e bom som.

            Eu não soube o que responder.

            - Não é da sua conta Marie. – Justin disse passando por ela e bagunçando seu cabelo.

            Ela me olhou de olhos cerrados.

Cruzei os braços.

            Corb apareceu saindo da cozinha com duas toalhas. Ela jogou a minha na minha direção.

            - Vou tomar um banho. – eu disse.

            - É. Vai lá, Bee! Ta quente! – Chaz gritou.

            Eu mordi os lábios para não rir e deixei e caminhei em direção a escada.

            - Ta calor em Beatrice. – Britt gritou também – Faz calor aqui na Califórnia.

            - Justin, homem chama. – Marie disse

            Eu os ouvi explodindo em risada e gargalhei também, mas subi para que não vissem quão constrangida tinha ficado.

            Eu devia agir de forma mais madura, mas não conseguia controlar quando me envergonhava. Entrei rapidamente no chuveiro e liguei a ducha na agua gelada agradecendo ao sentir tudo esfriar, inclusive a cabeça e os pensamentos, sentindo-me mais leve e mais cansada também. Com fome e sono, mas imensamente leve e feliz. Respirei fundo aceitando a sensação que me dominava naquele momento.

            Eu não podia fugir daquilo. 


Notas Finais


Espero que continuem por aqui acompanhando tudinho. prometo que assim que passar o enem vou até postar com mais frequencia <3 ate mais tarde.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...