História Wicked Game - Capítulo 31


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Exibições 110
Palavras 3.514
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mais um cap de BEASTIN!!!
Espero q gostem TOO DE FERIASSSSS vai ter cap com mais frequencia manas
Beijitosss e

Capítulo 31 - Capítulo Trinta e Um


Marie olhou com o cenho franzido para minhas roupas jogadas no chão. Eu estava inspirada pelo espírito natalino e comecei a fazer algumas doações. Felizmente o dia 25 daria numa sexta-feira, e emendaríamos com o fim de semana em Stratford, retornando na segunda, que perderia aula na faculdade.

            Depois de uma discussão acalorada com minha própria mãe sobre não passarmos o Natal juntos de novo, aceitei o convite para viajar com meus amigos. Era um pouco dolorido pensar que eles me queriam mais por perto que meus próprios pais, e Britt havia repetido milhões de vezes no telefone que eu estava carente, de qualquer forma, eu nem ligaria para eles na noite de Ceia.

            Talvez eu estivesse carente mesmo, mas não me importei.

            As roupas que eu doaria eram jogadas sobre a cama, e as que eu ficaria voltavam para o armário. Já estava há mais de duas horas naquilo, querendo ocupar a cabeça para não ficar mais decepcionada.

            Corb e Chaz haviam decidido que iriam para Stratford também, e eu já estava preparando para ouvir minha amiga chorando quando se desse conta de que estava longe dos pais. Ryan e Britt também estavam confirmados, assim como eu, Marie e Chris.

            Nosso voo sairia no fim da tarde de quinta, e chegaríamos tarde da noite. Havia gastado minha grana economizada com aquilo e ainda mantinha o resto para gastar com muita comida.

            - Já comecei as doações. – falei.

            - O Justin está na sala.

            Arregalei os olhos. As marcas de lágrimas ainda estavam no meu rosto, e eu não estava no melhor clima para conversas. Merda.

            - Fala pra ele vir aqui. – eu disse.

            Enquanto isso fui rápido ao banheiro e lavei o rosto, voltando a mexer com as roupas enquanto ele não aparecia.

            Justin parou na porta e olhou ao redor. Talvez ele nunca tivesse visto nada mais desorganizado, e eu me lembrava de como o seu era muito bem arrumado. E eu tinha me esforçado para bagunçar ainda mais aquele quarto com todas aquelas roupas espalhadas no chão.

            - O que aconteceu por aqui? – ele perguntou com um risinho.

            Eu o olhei. Usava uma calça jeans clara e surrada com uma blusa branca de manga curta, contrastando suas tatuagens escuras. Ele se sentou na beirada da cama empurrando as roupas para o canto.

            - Espírito natalino? – perguntou.

            Dei risada e assenti.

            - Já decidiu o que fazer no Natal? – ele insistiu.

            - Vou para Stratford.

            Como ele não disse nada resolvi encará-lo. Estava com o cenho franzido, meio duvidoso sobre o que tinha ouvido.

            - Não vai passar com a sua família? – perguntou de novo.

            - É exatamente isso que vou fazer.

            Dessa vez eu o olhei muito bem decidida. Eu ia passar o Natal com meus amigos, eles eram minha família.

            - Seus pais estão por lá?

            Justin estava dificultando minha vida.

            - Não. Eles querem passar o Natal sozinhos. – falei com amargura – E depois vão começar um cruzeiro por ai. Você já viu uma família que se nega a passar a noite de Natal com os filhos?

            Ele não respondeu.

            - Você ia demorar uma eternidade até chegar à Rússia.

            Dei de ombros. Eu só queria minha casa.

            - Que bom que eles me impediram. – falei.

            - Eles estão sendo sensatos. É só uma noite.

            - Não é só uma noite.

            - Bee, é só o dia 25. Você se cansaria para ir até lá para passar uma noite.

            - Tudo bem, Justin. Não importa, porque eu não vou mais. E eu não estou nem ai. Só que quando eu tiver a minha própria vida, eu vou passar os natais com a minha família.

            - Você tem a sua própria vida.

            - Você veio aqui para falar sobre o natal? – perguntei com grosseria.

            Ele não me respondeu por alguns segundos, então perguntou o que aconteceu. Marie passou pelo corredor e puxou a porta com força, deixando claro que não queria ouvir nossa conversa. Suspirei fundo e deixei as roupas de lado, Justin se levantou e se deitou na minha cama sem cerimônia, como se fizesse isso sempre, então me puxou para perto, o que foi muito estranho, mas me deixei repousar ao lado de seu corpo grande. Seu cheiro bom exalava de seu corpo.

            - Não quer me dizer o que aconteceu? – perguntou baixo.

            - Não... É até melhor não encontrar com a minha mãe no Natal, certamente nós discutiríamos, é melhor ficar no meu canto. Eu só... – mordi o lábio, incerta sobre o que falaria. Eu não gostava de falar isso com ninguém, muitas vezes eu nem admitia para mim mesma, mas eu sentia falta de casa, e muitas vezes, mesmo já tendo morado três anos fora, eu me achava incapaz disso – Sinto falta de casa. Não de casa, tipo, a estrutura, mas dos meus pais. Resolveria também se eles viessem até aqui.

            - É normal. Está tudo bem, você pode esperar mais um pouquinho.

            - Mais um ano? Tem um ano que eu não os vejo, e eles parecem não se importar com isso.

            - Eles se importam, mas as coisas não são tão fáceis. A Rússia não é logo ali.

            Que se foda. Eles eram meus pais. Eu os queria por perto.

            - Foi uma escolha sua vir para a Califórnia?

            Sua pergunta tocou no ponto certo. Pensar nisso me fazia ficar mais leve, pensar que era uma escolha minha.

            - É. Acho que fiz isso comigo mesma. Eu brigava muito com a minha mãe, o que não significa que eu não a ame. Mas eu tenho mais certeza disso quando estamos longe, quando nós estávamos no mesmo teto não dávamos muito certo. E era só comigo. Ela sempre se deu bem com meus outros irmãos.

            - E o seu pai?

            - Ele era mais apegado a mim do que aos outros, acho que porque ele via como eu e a mamãe éramos, então ele meio que supria a grosseria dela com muita atenção. Ela não é uma pessoa ruim. E também não acho que ela não me ame, ou que me ame diferente, só que a gente discutia muito. Achei melhor fazer faculdade fora, e eu também queria começar a fazer as coisas sozinhas.

            - Você se da muito bem fazendo as coisas sozinha. – ele observou – Parece que você da conta de ser dona da própria vida.

            - Todo mundo tem que dar. Eu só comecei mais cedo que os outros – sentei-me na cama, de frente para ele.

            - Você e todos os seus irmãos.

            - É. Nossos pais meio que nos criaram para isso, acho que é por causa da prof... – falei demais – Da profissão deles.

            - Da profissão?

            O meu pai era um ex general russo, e a minha mãe trabalhava com ele. Eu sempre achei que eles nos criavam para sermos imunes aos embates da vida, e que a ausência deles nos treinava para não ficarmos abalados se um dia eles fossem tirados de nós em meio ao trabalho pesado. Sim, também acho que tive uma adolescência perturbada pensando nisso.

            Não sei se eu devia falar isso à Justin, mas de qualquer forma eu disse. Ele estava muito longe de conhecer meus pais, então tanto faz. Falei exatamente o que pensei, e ri para não demonstrar muita seriedade no assunto chato.

            - Faz sentido. – ele comentou pensativo – E deu certo.

            - Claro que não. Ninguém é treinado para perder os pais – revirei os olhos – Não quero falar disso. – fechei os olhos com força e respirei fundo – É um assunto resolvido na minha vida.

            Ele assentiu. Minha mão estava sobre minhas pernas dobradas, e ele juntou meus dedos dois a dois, levantando-os, como se fossem brinquedos, de forma descontraída. E de tudo, isso foi muito estranho. Era um gesto simples, mas me fazia ter pensamentos complexos demais. Beatrice McCandless nunca foi uma pessoa de muitos toques e afetos, havíamos acabado de falar sobre como eu havia sido criado de uma maneira mais rígida. Não fui criada para muitos carinhos, e também nunca recebi muitos, talvez por isso eu fosse tão travada e tão assustada com quaisquer gestos.

            Mas aquilo era bom, e eu não tirei minha mão dali.

            - A Corb está melhor? – ele perguntou.

            Fiz que sim.

            - E com quem você vai para Stratford? – Justin me olhou com curiosidade.

            - Com o Chris – ele torceu o nariz e eu abri um sorriso largo – E com a Britt, Ryan, Corb, Marie, Chaz... Você não vai?

            Fez que não.

            - Você vai perder! – falei como uma criança.

            Ele sorriu e entrelaçou os dedos na minha mão, então me puxou para deitar ao seu lado.

            - Qual o problema com o Chris? – perguntei.

            Justin claramente não queria falar sobre isso, o que aumentou minha curiosidade. Chris me falaria, mas eu temia que ele me contasse apenas seu lado da história, conhecia bem meu amigo. Ele era sincero comigo, mas ele ia querer se gabar em alguma briga.

            - Tivemos uma briga.

            Pensei um pouco sobre o que poderia ser. Eu só sabia que eles eram amigos antes disso tudo, mas que acabou e repente.

            - Por causa de alguma garota?

            Sua risada me fez sorrir também.

            - Claro que não. Uma coisa mais séria, mas como você disse: esse é um assunto resolvido na minha vida, e a gente está bem assim.

            - Tá bem? Vocês nem ficam no mesmo lugar.

            - Exatamente o que eu quero. – ele disse mais sério.

            - Me conta o que houve – eu sabia que meus olhos imploraram, e sabia que ele estava quase falando, mas mudou de ideia no último minuto – Não vim aqui pra isso.

            - E pra que você veio? – revirei os olhos.

            Ele ergueu os olhos até os meus e seu dedão roçou meu lábio inferior, me fazendo ficar alerta. Seus dedos tocaram a minha nuca e inclinaram minha cabeça para frente, de modo que meus lábios esbarraram nos seus, e eu entreabri os lábios, dando entrada para sua língua precisa, quente e macia. Suas mãos apertavam a lateral de meu corpo, e me perguntei se era para não correrem para outros lugares. Passei as minhas pelos seus braços fortes até chegarem às suas. Ele quebrou o beijo com outros menores e mais delicados.

            - Me conta! – eu o olhei e Justin suspirou fundo.

            - Ah, Bee. Não vou te infernizar com as coisas que eu acho do cara, ele é seu amigo, e eu não vou criar intriga entre vocês. Já não basta que ele fica puto quando sabe que eu to por perto. Deixa isso pra lá, não faz bem pra ninguém.

            Foi minha vez de suspirar e revirar os olhos.

            - Você é tão chato quanto ele – me levantei da cama, mas Justin me puxou pelo braço e me virou de frente para ele enquanto se mantinha de joelhos na cama e um sorrisinho sacana brotava em seus lábios.

            - Eu não vim aqui pra ser insultado – ele disse me roubando um selinho. Eu encarei seu rosto bonito e ele segurou meu rosto com a mão direita e deu vários selinhos em meu rosto enquanto dizia que não valia a pena mesmo reviver histórias ruins – Tudo bem? – seus olhos me encararam.

            - Nunca vou poder falar nada sobre histórias ruins com você? – perguntei. Eu tinha algumas.

            - Você pode. As minhas te traumatizariam – ele deu um ultimo selinho e desceu da cama – Quer sair pra comer?

            Franzi o cenho para o “traumatizariam” que ele disse, mas não fiz mais perguntas, pois sabia que ele as desviaria de si. Não ia bater na mesma teclar, e se ele não queria se abrir, eu não poderia forçar. Sabia muito bem como era não querer contar algumas coisas, e isso eu sabia respeitar muito bem. Só não sabia até quando minha curiosidade iria me deixar respeitar.

            Justin foi para casa tarde da noite, depois de me dar vários beijos enquanto a gente comia batatas fritas e finalmente assistia Juventude Transviada juntos. Ele quase já sabia as falas de cor, e me irritava contando o filme de propósito. Havia sido bom, e não me perguntei antes de dormir o que eu estava fazendo com a vida, apenas deixei acontecer. Eu só não queria me apaixonar.

 

             

            Cheguei à Faculdade com as garotas e estacionamos na vaga de sempre. Havia muita gente ainda fora das salas, e muitos grupinhos formados. Algo tinha acontecido, porque as pessoas cochichavam mais. Elas nunca estavam sozinhas, sempre em duplas ou grupos, falando entre si. Marie e Corb também repararam e me perguntaram se eu sabia de algo, e eu não sabia.

            Corb mandou uma mensagem ao Chaz e disse que eles estavam nas escadarias ao fundo do prédio. Nós três já estávamos quase atrasadas para a aula, e passamos direto para a cantina. Fui até a máquina de café e me pus a esperar na fila, analisando com cautela a movimentação diferente. Foi quando senti todo o meu corpo gelar e meu coração bater mais rápido. Avistei Tyler McKena sentado em uma das mesas da cantina, com um de seus antigos amigos ao lado. Apenas um deles. Ele estava mais magro e um pouco abatido, mas era Tyler McKena. Marie apareceu rapidamente ao meu lado, de olhos arregalados, e tinha o visto também. Corb já não estava com ela.

            - O que ele está fazendo aqui? – perguntei um pouco desesperada.

            - Meu Deus, Beatrice. – ela falou quase sem voz.

            Nós encaramos sua mesa, e Tyler me viu. Ele se levantou, como se fosse até mim, e recuei automaticamente. A bagunça da época em que ele havia sido preso me veio à mente, as conversas no gramado da Faculdade, a discussão com Justin. Jerome. Fechei os olhos ao me lembrar da figura humana no chão da casa de Justin e seus amigos. Quando os abri, estavam marejados. Tyler havia sido solto? Ele estava preso. Ele havia confessado matar um cara e agora estava solto?

            Puta. Merda.

            - Os meninos devem saber de alguma coisa. – Marie disse – Ele está solto há mais ou menos duas semanas, segundo algumas meninas – ela apontou para trás.

            Tentei respirar fundo e assenti.

            Fomos para o fundo das escadas. Justin me olhou meio que na defensiva no mesmo momento em que o encarei. Ele mantinha a calma, mas sabia o que eu estava fazendo ali.

            - Eu ia te contar – ele disse com um cigarro entre os lábios. Então soltou a fumaça.

            - Você IA me contar? – quase gritei.

            - Você não tinha contado pra ela? – Ryan perguntou.

            Justin fez que não com naturalidade.

            - Contar o que? – Corb perguntou.

            - Tyler McKena está na Faculdade de novo. – Chaz respondeu.

            - Minha nossa! Um assassino! – Corb falou de olhos arregalados.

            - Ele não é um assassino – Justin disse com desdém.

            - O que você tá falando? E o Jerome? – Marie perguntou.

            - Não foi ele. – Justin ainda tratava o assunto com desdém e desinteresse, com o maldito cigarro entre os lábios.

            - Quem foi? – perguntei tentando manter a calma.

            - Não sabemos – ele deu de ombros.

            - Como não sabemos? – eu gritei. Justin me olhou quase com um olhar mortal dessa vez, principalmente porque eu havia gritado, acho.

            - Não grita de manhã – ele olhou pro céu e baixou os olhos até mim – As investigações apontaram que não foi ele.

            - Como você sabe? – perguntei de olhos semicerrados.

            -Apenas sei.

            Fechei os olhos com irritação. Como ele sabia dessa porra e não tinha me contado?

            - Do mesmo jeito que você sabia que havia sido ele? – perguntei querendo indicar que ele não sabia de NADA. Isso pareceu o irritar, mas Justin apenas deu um trago no Marlboro.

            - Alguém me explica! – eu gritei e me virei para os outros.

            - Calma, Bee. – Chaz disse – Isso é tudo. O Tyler foi solto e não cometeu o crime. Eu não sei de muito, não estou nessa investigação, mas o que precisamos saber é que ele não é o culpado.

            - E ele ficou preso por todo esse tempo? – Marie tirou a pergunta de minha mente.

            - Infelizmente.

            - Ninguém o mandou assumir o que não fez – Justin disse com desprezo.

            - Cala a boca! – eu o olhei com fúria, ao que ele soltou uma risada seca.

            Justin balbuciou alguma merda antes de sair de onde estávamos. Eu quis jogar uma das pedras que enfeitavam o gramado em sua nuca, mas apenas desejei que ele fosse pro inferno. Ryan pediu que eu me acalmasse, e me manteve com ele e Marie até que eu me sentisse mais calma.

            Mas não era simples. Jerome havia morrido. Tyler havia assumido. Que merda era essa? Eu não entendia nada. Já havia aceitado não entender o porquê da prisão do Tyler antes, mas não ia deixar passar dessa vez. E na verdade eu estava assustada e indecisa, sem saber em que acreditar. Tyler não havia mesmo feito aquilo? Ele estava certo quando disse que as pessoas diriam coisas ruins a seu respeito? Mas ele mesmo tinha assumido a culpa! Senti meus lábios marejarem e mordi os lábios até doerem, me forçando a parar de chorar. Respirei fundo antes de decidir ir embora para casa. Eu não queria assistir aula nenhuma.

            - O Christian pode te explicar – Chaz disse.

            Vi que Ryan o encarou inquieto.

            Assenti, já pegando meu telefone para ligar para Chris.

            - Como o Chris sabe disso? – perguntei de repente.

            Chaz jogou a cabeça para trás e bateu na própria testa, mordendo os lábios.

            - Eu disse que ia dar merda. – Corb comentou.

            - O que ia dar merda? – Marie indagou irritada – O que você sabe que não contou pra gente?

            - Eu não podia! – Corb gritou.

            - Liga pro Justin, Ryan – Chaz disse.

            - Eu não vou falar com o Justin! – falei como se fosse óbvio. E não ia mesmo. O Justin grosseiro e cheio de desdém daquela manhã não era o mesmo que havia assistido filme comigo na noite passada.

            - Ele tem que te explicar algumas coisas – Ryan me disse.

            - Ele não tem que me explicar nada. Vou ligar pro Chris. Ele vai me contar.

            - É uma merda muito grande, Beatrice. – Corb disse como se tivesse propriedade para falar, me irritando – Você vai ter que falar com os dois. Não adianta só ouvir o Chris.

            - Eu vou matar o Christian! O que ele tá me escondendo? – quase gritei enquanto digitava uma sms com letras trocadas para o meu amigo.

            - Tem a ver com seus irmãos também. – Korbie falou depressa.

            - Cala a boca, Corb. – Ryan falou.

            Eu os encarei e deixei meus ombros caírem, derrotada, sentindo medo e angustia. Que merda os meus irmãos haviam feito de novo?

            - Vamos para casa e você os procura depois. – Corb disse.

            - Eu quero ver o Tyler. – falei engolindo em seco.

            - Faz isso amanhã.

           

            Caminhei para o estacionamento sozinha enquanto minha cabeça parecia querer explodir com tantos pensamentos juntos. Justin estava com outro cigarro nos lábios e escorado no meu jipe. Eu o pedi licença e passei por ele até a porta do passageiro, o que foi pior, porque ele impediu que eu saísse parando na minha frente.

            - Escuta – ele disse baixo.

            - Eu não vou escutar nada!

            - Não grita Beatrice. – ele disse com os olhos fechados.

            Seu maxilar estava travado.

            - Eu devia ter te falado no fim de semana. Eu fui a sua casa pra te falar, mas... Eu não quero ajudar o Tyler. – ele deu ênfase em “não quero”.

            - O problema é seu se não quer ajuda-lo, você deveria ter me dito.

            Ele apenas assentiu.

            - Vou te dizer agora.

            - Agora? – dei risada.

            - É. Ou você prefere ficar sem saber? – a grosseria presente de novo.

            - Vou saber com outra pessoa.

            Um dos cantos de seus lábios se ergueu.

            - Com o Christian talvez. – seu olhar se movimentou – Ou com os meus irmãos.

            Vi Justin engolir em seco e sua expressão se fechar. Ele olhou para além do estacionamento enquanto eu o encarava com muita raiva, principalmente pela noite anterior. Principalmente por ele estar sendo exatamente o contrário da noite anterior: grosso e estúpido.

            - Vai lá ouvir a versão dos dois e quando eles tiverem te virado contra mim, você me procura.

            - Ou talvez eu nem te procure.

            Seu maxilar se moveu com rigidez.

            - Você quem sabe.

            Justin me deu as costas.

            - Não se esquece de perguntar a eles porque não te contaram.

            - Não tente me virar contra eles como você fez comigo e Tyler.

            Ele se virou para mim e deu aquela risada seca de novo.

            - Eu te virei contra o Tyler?

            - Eu te disse que ele não tinha feito aquilo. E que ele havia me dito que as pessoas mentiriam sobre isso.

            - Eu havia acabado de ver o meu amigo morto e você queria que eu tivesse condições para julgar se o cara que assumiu que tinha matado o Jerome estava dizendo a verdade?

            - Mas você me fez acreditar nisso. 

           Ele me olhou quase magoado, e suas palavras me machucaram:

            - E eu nunca te pedi para confiar em mim.


Notas Finais


Ee entao??????? façam suas apostas q o aviao ta começando a decolarrr


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