História Wicked Game - Capítulo 33


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Exibições 131
Palavras 3.644
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


oii lindasss
to bem triste essa semana com o q aconteceu com a chape, nem tive cabeça p postar ontem
espero q gostem

Capítulo 33 - Capítulo Trinta e Três


Justin

Acordei com uma dor de cabeça do caralho. A porta do meu quarto estava aberta, e desci depois de trocar meu jeans por uma calça de pijama. Franzi o cenho ao ver Christian derramado no nosso sofá, de barriga pra cima enquanto roncava. Chaz estava lavando as vasilhas, e Corb estava ao seu lado com uma cara nada boa. Ela praticamente morava com a gente também. Ela me olhou com um olhar mortal quando abri a geladeira.

            - Bom dia – eu disse com a voz muito rouca e franzi o cenho para mau hálito.

            - Só pra você – ela rosnou.

            Nem pra mim, pensei.

            - O que ele ta fazendo no sofá? – perguntei ao não conseguir me lembrar muito bem do desfecho da nossa noite.

            - O que a bebida não faz – Corb rosnou.

            Chaz suspirou e jogou o pano de prato sobre a pia, virando pra me encarar.

            - A Corb tá com raiva de mim – ele me olhou feio – Depois que você ligou pra ela.

            Não me lembrava disso. Uma sirene de alerta disparou em minha mente e a encarei com curiosidade.

            - Te liguei? – perguntei já preocupado.

            Ela deu um risinho e cruzou os braços.

            - É. Obrigado por dedurar o Chaz que disse que não ia demorar com vocês – ela o olhou de soslaio.

            - E porque eu te liguei? – perguntei já com medo e também já sabendo da resposta. Seu risinho virou um sorriso cheio de graça.

            - Pra falar com a Beatrice, óbvio.

            Merrrrrda. Cocei a nuca um pouco nervoso.

            - E eu falei? – perguntei baixo.

            Corb estava claramente se divertindo.

            - Não. Eu fiquei com raiva por você ter me ligado no meio da madrugada pra concertar suas merdas e porque o Chaz gritou no telefone e desliguei na sua cara.

            Suspirei aliviado.

            - Mas você conseguiu o número dela depois.

            - Ah, fala sério. – peguei outro copo de água gelada.

            Dessa vez sua risada saiu mais viva.

            Os dois foram para a sala e tentei me lembrar sozinho dessa parte da noitada, mas não vinha à minha cabeça.

            Definitivamente eu deveria procura-la.

            Era sábado, e eu havia acordado às onze da manhã. O que era um milagre. Subi pro quarto e notei uma mensagem da Pattie dizendo que minha passagem para Stratford estava marcada, e coincidentemente uma do Jeremy perguntando se eu apareceria para a Ceia em sua casa, e me senti muito bem respondendo que não. Eu desconfiava de que as mensagens vinham de minha madrasta, porque o Jeremy sabia que eu só passava os natais com a Pattie.

            Tentei organizar o quarto antes de ir pro banho e me vestir pra sair.

 

            Bati a porta do carro ao descer no gramado da casa de Marie, Corb e Bee. As janelas do apartamento de cima, que era onde elas moravam, estavam abertas. Olhei para casa já esquecendo a ordem das coisas pelas quais eu tinha que me desculpas. Respirei fundo.

            - OI! – gritaram atrás de mim. Meu coração saltou.

            Virei-me e encontrei Britt.

            - Você não trabalha mais? – perguntei franzindo o cenho contra o sol.

            - Na verdade, é por isso que meu chefe me dá essas folgas. Eu trabalho muito – seu sorriso era enorme.

            Atrás dela estava Beatrice, calada e séria. Ela me olhou por breves segundos antes de desviar para as casas ao redor.

            - O Ryan sabe? – perguntei.

            - Claro. Ele até me esqueceu no aeroporto – e deu risada forçada.

            Eu não era o único fodido.

            - Quer entrar? Almoça com a gente. – Britt disse.

            - Ah, eu já entro – falei e olhei para Beatrice, indicando que ela esperasse.

            Bee se mexeu, inquieta. Esperei Britt se afastar.

            - Hmmm... Eu nem sei por onde começar – falei.

            - Comece por não me ligar de madrugada bêbado – ela me encarou sem cerimônia – Ainda mais depois daquela cena no estacionamento.

            Fiz que sim.

            - Podemos conversar? – perguntei.

            Ela respirou fundo.

            - Você não tem nada para me explicar, o Chris já me contou o que podia. Agora eu já sei o que vocês todos fazem, o que só aumenta o quanto me sinto ridícula com todos vocês mentindo durante esse tempo.

            - Eu não menti para você. Você nunca perguntou o que eu fazia da vida.

            Beatrice deu um riso pequeno e levou as mãos até a cintura. Estava usando um short muito curto de corrida com uma regata da nike, ambos pretos.

            - E eu não podia te contar – completei.

            - Que você é a merda de um investigador? Ou que trabalhava com meus irmãos e o Chris? Ou que sabia exatamente tudo sobre o caso Tyler?

            Eu não podia falar sobre nada disso.

            - Exatamente, Bee. Eu não podia te contar nada disso. É sigilo de trabalho – falei com calma – E sobre o Tyler, até nos retiraram do caso dele.

            Ela encarou a casa atrás de mim.

            - O pior disso talvez nem tenha sido me esconder essas merdas todas – ela cruzou os braços – Você foi estúpido comigo aquela manhã.

            - Eu sou estúpido.

            O sol estava me derretendo, ou eu estava nervoso, ou os dois juntos.

            - A gente não pode entrar? – perguntei.

            - Pode ir pra sua casa – ela passou indo até a entrada de sua casa – Não temos mais o que conversar.

            Fui atrás.

            - Eu já me coloquei no seu lugar, Justin. – ela se virou – E já entendi que você estava transtornado o suficiente com a morte do Jerome para não querer culpar o Tyler. Você me disse que havia sido ele porque você acreditava, não é mesmo sua culpa se eu quis acreditar nisso. Eu fiz a merda com o Tyler. Eu entendo o seu lado...

            Ela havia feito justamente o que eu tinha pensando anteriormente. Se posto em meu lugar, a única coisa que eu achei que ela não teria feito por mim. E ela fez, e a culpa agora era inteiramente minha e de minha grosseria. Beatrice era uma garota incrível, exatamente como eu imaginava, e eu não queria estragar tudo.

            - Você está fazendo exatamente o que tinha me deixado frustrado – cortei-a.

            Bee ficou confusa.

            - Você está tentando me entender – engoli em seco – Eu fiquei irritado aquela manhã porque eu queria que você entendesse meus motivos para não querer ajudar Tyler, é o que você está fazendo agora. A culpa é inteiramente minha. Eu não devia ter sido grosso com você, não devia mesmo. Me desculpe por isso, não é uma coisa que eu consiga mudar.

            - Você nunca tinha sido estúpido comigo. Na noite anterior, inclusive... – ela não terminou a frase, mas a imagem de uma Beatrice relaxada me veio à mente.

            Assenti.

            - Só me desculpa. – foi tudo o que disse.

            - Vê se não me liga mais pela madrugada. – ela passou por mim e segurei seu braço.

            - As coisas vão ficar assim? – perguntei.

            - Você quer que eu simplesmente finja que você não disse nada sobre confiança ou sobre me virar contra meus irmãos? – ela me olhou com raiva – Porque eu não vou! – seus ombros se ergueram e despencaram em seguida – Você ainda deveria ter me dito sobre o Tyler.

            - Por que só eu, Beatrice? – me irritei – O Christian também sabia, os seus irmãos sabiam!

            - Por que você, Justin??? – indagou de volta – Pensa bem em porque você! Era em você que eu estava confiando sobre o Tyler. Foi com você que eu passei por isso. Para de fingir que você não errou.

            - Eu não to fingin... Ok, Beatrice. Fica com raiva.

            - Eu já estou!

            Apenas assenti e voltei para o carro, ligando o ar rapidamente tendo a certeza de que derreteria. Vi Beatrice subir para seu apê e liguei o carro, dando o fora dali com a cabeça em mil.

 

            BEATRICE

 

            Afundei-me no sofá com a raiva pulsando nas veias. Britt perguntou baixinho o que tinha acontecido, mas me levantei fugindo de seu interrogatório e me enfiando numa ducha gelada em seguida. Devia ter aproveitado a oportunidade para dar um chute no saco de Justin. Eu não ia desculpá-lo tão fácil quando ele tinha feito uma coisa tão grave.

            Britt apareceu na porta e disse que não iria mais fazer o almoço, e que iriamos todos para a praia e comeríamos por lá.

            Vesti meu biquíni, agradada com a ideia. Ia conseguir me relaxar com o mar. Sempre conseguia.

            A praia estava relativamente movimentada, como nos fins de semana. Ryan estava enfrentando uma Britt furiosa, e Chaz se sentou com ele num dos restaurantes com vista para o mar enquanto eu e as garotas estendíamos nossas cangas na areia, tomando sol por um longo tempo. Enquanto minha bunda fritava no sol, pude repensar sobre as várias discussões com Justin na última semana. Nós nem tínhamos nada concreto e estávamos nessas discussões todas, o que era um pouco ridículo. E pensei comigo mesma o que eu esperava que ele fizesse além de pedir desculpas, e se tinha algo para fazer. Não sei se foi o excesso de sol na cabeça que começou a me fazer se arrepender de não ter dito que estava tudo bem, porque não havia como ele ir além daquilo. O que eu esperava? Que ele fizesse uma cena com o Tyler para eu desculpá-lo? E qual o sentido em ficar com raiva se ele havia pedido desculpas, o que parecia muito vindo do tipo de cara que ele era. Ele havia feito o certo e o que estava ao seu alcance.

            Virei de barriga para cima. Korbie e Britt tinham passado protetor solar, enquanto Marie e eu lambuzamos de bronzeador. Deixei que o sol me corasse, fixando a marquinha de biquíni em minha pele e sentindo seus raios fortes me acalmarem um pouco. Quando já estava me sentindo muito quente, fui para o mar com Marie.

            - O que foi? – ela perguntou quando estávamos em meio a ondas leves.

            - Eu devia ter desculpado o Justin. – falei logo – Ele me pediu desculpas.

            - É... Não tem muito a se fazer além de deixar isso pra lá, mesmo que eu entenda que tenha ficado com raiva.

            Assenti.

            - Ele tinha seus motivos. – falei baixo.

            Ela me deu o mesmo sermão sobre não guardar raiva, e eu sabia muito bem disso.

            Encontramo-nos no restaurante em alguns minutos, e eu pedi peixe frito.

            Pedi a Britt seu telefone para mandar uma mensagem a Justin.

            Encontra com a gente no restaurante da praia.

            Não recebi resposta imediata, e me senti um pouco tensa quando ele respondeu demorando um pouco entre cada mensagem.

            Não vai dar.

            To de babá.

            Britt puxou o telefone de minhas mãos.

            - Ah, o Justin ta com a Jazzy e o Jaxon. – ela disse sorrindo.

            - Fala pra eles virem aqui. – Chaz falou.

            Lembrei-me dele já ter falado sobre seus irmãos quando fomos na cachoeira artificial em sua casa de fazenda.

            Tomei o telefone de Britt.

            Traz os dois. É a Beatrice.

            Ele não respondeu por um tempo maior.

            Vc vai ficar de cara feia?

            Sorri sozinha.

            Não...

            Demorou um tempo até que eu o visse andando devagar pela areia até o restaurante com duas crianças pequenas. O menino parou na porta de entrada e olhou por todo o estabelecimento, parando em nós e acenando euforicamente. Justin nos viu depois, seguindo o irmão enquanto segurava a mão de uma garotinha que também correu em direção à Britt para abraça-la. Justin me olhou quando parou diante da nossa mesa, e eu me senti um pouco ridícula por ter brigado e depois me arrependido.

            - Quanto tempo! – Britt disse.

            - Você nunca mais foi na minha casa – a garotinha falou sorrindo enquanto girava a mesa cumprimentando todo mundo com abraços. Jaxon a seguindo.

            - O Justin me contou sobre sua apresentação de ballet. Quero ir na próxima – minha irmã disse.

            - É um saco – Jaxon disse, arrancando sorrisos.

            Jazzy sentou-se entre mim e Britt. Justin sentou-se entre mim e Marie, com Jaxon ao seu lado.

            - Essa é a minha irmã – Britt apontou para mim.

            - Não era um cara? – ela me olhou de cenho franzido.

            - Tenho três. Elas se chama Bee.

            - Oi, Jazzy. – eu disse e ela deu um risinho.

            - Nome legal. Bzzz. – deu risada de novo e esticou os braços pra pegar batatas.

            - Bzzz – Justin repetiu dando risada enquanto balançava a cabeça negativamente.

            - Fizeram as pazes? – Chaz perguntou com graça.

            Revirei os olhos.

            - Ela é a sua namorada? – Jaxon perguntou – Ela é bonita, né – e fez os caras rirem.

            - Não – Justin respondeu – Ainda não. – e piscou pro irmão.

            Jaxon riu sozinho.

            Nós jogamos conversa fora por um bom tempo, tanto que fomos embora por volta das cinco da tarde, depois de levar as crianças no mar. Justin as deixou com o pai na volta, em que peguei uma carona com ele. Ele perguntou se eu queria descer quando estacionou de frente para uma grande mansão, mas fiz que não, e ele desceu com os irmãos me deixando no ar condicionado até voltar. Fiquei vendo-o entra de mãos dadas com os dois pequenos naquela casa enorme, num bairro nobre.

            Ele retornou e respirou fundo.

            - Agora eu entendi esse seu carro – falei me referindo à sua Range Rover preta.

            Olhou-me magoado.

            - Eu comprei esse carro sozinho. – falou voltando a dirigir.

            Uau.

            Justin me levou para sua casa, onde Britt também estava. Eu usava apenas um short jeans que já estava molhado por causa do biquíni. Depois de ter ficado horas com Jazzy no colo enquanto Britt segurava o Jaxon no mar, eu me sentia cansada e faminta. Pedi por comida e Justin foi ver o que tinha na geladeira, eu o ajudei, encontrando algumas frutas e misturando com iogurte de morango. Britt subiu pro quarto com Ryan e pedi que me chamasse quando fosse para casa. Fui pro de Justin com ele e me joguei na cama, saindo quando me lembrei do short molhado.

            Pedi uma blusa sua, e ele abriu uma gaveta qualquer jogando uma camisa azul clarinha que eu vesti jogando o short pro canto e me deitando na sua cama depois, com cansaço.

            - A gente vai assistir o quê? – perguntei largada na cama.

            Justin jogou o controle para mim e foi pro banho, saindo em seguida com uma bermuda de flanela e fechando a porta de vidro, ligando o ar e se deitando ao meu lado de barriga pra baixo, o braço sobre minha barriga.

            - Praia me deixa cansada. – comentei baixo.

            - Dorme um pouco.

            Ele passou o dedo indicador na provável marca de sol que tinha abaixo dos meus olhos.

            - Por que resolver me desculpar? – perguntou finalmente.

            Deitei de lado com um sorriso e foi minha vez de jogar os braços sobre suas costas.

            - Não adianta ficar com raiva. Não vou ficar com raiva pelo resto da vida mesmo – dei de ombros.

            Ele riu.

            - Que ótimo pra mim.

            Ficamos em silencio por um tempo.

            - O que eu te disse de madrugada?

            Dei risada. Eu não estava em casa quando Justin ligou, havia ido receber Britt no aeroporto no meio da noite e Marie é quem havia atendido um Justin muito bêbado.

            - Nada demais – brinquei.

            - Fala sério.

            - Nem me lembro.

            - Eu tava bêbado pra porra.

            - Verdade que o John e o Chris estavam com você?

            Havia sido o que Corb me explicou.

            - É. Por isso deu ruim – ele riu de olhos fechados, parecendo cansado. Reparei que seus ombros estavam avermelhados por causa do sol, e ele só tinha nos esperado um pouco.

            Fiz carinho nos seus ombros, me sentindo um pouco estranha com isso, mas ele não pareceu reparar.

            - Como é trabalhar com meus irmãos? – me senti no direito de perguntar.

            - Com o John é uma boa. Não falo com o Johan – ele não poupou a verdade, aparentemente.

            Dava para entender.

            - Eu sinto muito pelos meus irmãos e por você

            Justin ergueu os braços contra o colchão, retesando os músculos bem marcados do braço e deitou de novo com a cabeça nos travesseiros, então me puxou para perto, aninhando meu corpo no seu. Enfiou sua mão esquerda nos meus cabelos embolados, e senti a ponta de seus dedos acariciando-os.

            - Você não tem que sentir. Faz tempo, a gente nem se conhecia. E está tudo bem entre eu e Britt, e entre eu e você. Então, esquece isso.

            - Mas é tenso entre você e Chris.

            - Não tem que preocupar com isso, Bee. Ele não vai ficar fazendo inferno, já passou da idade.

            Dei um risinho e suspirei fundo.

            - Se você diz. – eu beijei seu queixo.

            Ele beijou minha têmpora de volta e me deixei apreciar do carinho na nuca até pegar no sono.

 

            Encontrei Justin na sala com Chaz e Ryan, dando risada de algo.

            - A Britt ainda ta dormindo? – perguntei na escada.

            Ryan respondeu que sim e Justin virou-se e olhou pra camisa que eu usava com o cenho franzido. Fingi não reparar seu desgosto por eu ter descido de biquíni e blusa.

            Me sentei no braço do sofá, ao seu lado e prendi o cabelo muito bagunçado. Justin pareceu gostar menos ainda. Os garotos deram uma risadinha.

            - Eu amo a Beatrice – disse Ryan.

            Chaz se levantou indo até a cozinha e fingiu fazer cócegas na minha axila, e eu gritei alto, com agonia. Chutei seu traseiro e eles deram risada.

            - Eu odeio isso. – falei alto enquanto ria – Idiota.

            - Vamos embora. – Britt desceu – Meu cabelo ta uma merda.

            Levantei para pegar minhas coisas no quarto do Justin e ele veio logo atrás de mim, bateu a porta depois que entrei. Olhei-o.

            - Eles estão achando que a gente transou – disse na defensiva – E a culpa não é minha.

            - Nem minha. – fiz careta.

            - Você desceu com a minha camisa e só de calcinha de biquíni.

            Justin olhou pro meu peito. Arregalei os olhos e coloquei a mão por sobre a camisa, boquiaberta, eu estava sem a parte de cima. Havia tirado enquanto dormia.

            - Eu me esqueci – falei, abaixando para pegar do lado da cama.

            Ele sacudiu a cabeça.

            Senti minha bochecha pegar fogo.

            - Eu não vou descer de novo – falei me sentando na cama, muito envergonhada.

            - Já era. Eles não tão nem ai, só vão me zoar quando você sair.

            Ele me olhou com uma risadinha.

            - E ainda com esse cabelo de sexo – disse rindo.

            - Não to com cabelo de sexo – falei me esquivando. Ele me jogou o short jeans – E foi você que bagunçou.

            Ele me olhou com insinuação e dei de ombros. Vesti o short por baixo da blusa.

            - Não fala que eu fiz isso – ele se aproximou de mim e apoiou as mãos no colchão, ao redor do meu corpo.

            - Mas foi você. – eu o olhei nos olhos.

            Justin se inclinou mais até atingir meus lábios. Dei entrada para seu segundo beijo de verdade depois daquele dia, já que o primeiro havia sido na praia enquanto esperávamos o pessoal pra ir pra casa. Dessa vez ele segurou meu rosto com as duas mãos e apoiou um dos joelhos entre minhas pernas, no colchão. Dobrei o cotovelo, deitando na sua cama com seu corpo acima do meu, sem parar de beijá-lo. Sua língua girou na minha boca, me fazendo soltar um suspiro leve. Suguei seu lábio inferior e ele levou a boca até meu pescoço, onde senti seus dentes e sua língua. Dobrei os joelhos ao redor de seu corpo. Mordi seu queixo quando sua mão tocou a pele nua de minha barriga, subindo e descendo com calma pela lateral. Ergui-me o suficiente para tirar a blusa dele que eu usava, e ele a jogou para o alto da cama. Justin ficou ajoelhado por cima de mim enquanto me beijava na boca, nos ombros, no pescoço e até perto dos seios. Meu corpo estava literalmente em chamas, sentindo mais calor do que quando tomei sol na areia da praia. Ele se afastou um pouco, visualizando meu rosto com a respiração ofegante. O peito subindo e descendo. Justin estava sem camisa, e senti necessidade de colar meu peito no seu, mas antes que eu me inclinasse, ele me beijou de novo. A língua trabalhando com mais precisão e lentidão. Eu o senti em minha coxa, e me assustei com nossa situação, o que não significava que queria parar. Subi a mão pela lateral do seu tronco quando ele sussurrou algo que não tive condições do ouvir no meu ouvido, mordendo o lóbulo da orelha em seguida. Inclinei o corpo para cima, querendo ficar mais perto. Colei a boca em seu pescoço quando seu polegar roçou a linha abaixo de meu seio, e apertei meus dentes contra aquela área, ouvindo-o soltar um gemido baixo. Eu chupei o lugar, sentindo seu sabor.

            Britt gritou do corredor que já estava indo. Eu dei um selinho no lugar que havia chupado, Justin me olhou por alguns segundos me dando um último beijo lento. E se eu dissesse que estava molhada? Ele me deu a mao, puxando pra cima. Seu corpo estava avermelhado e ofegante, e eu não devia estar diferente.

            Prendi o cabelo num coque.

            - Veste isso – ele disse antes de olhar para a região entre meu pescoço e meu peito.

            Eu vesti e peguei meu telefone também.

            Deu-me um beijo na testa antes de eu sair do seu quarto.

            - Ele acabou com a sua boca – Britt franziu o cenho, e eu apertei os lábios, sentindo-os muito inchados.

            Desci pela escada agradecendo por nenhum dos meninos estar lá, mas Ryan nos encontrou em seu carro, e tentei me manter escondida. Já estava escuro.

            Em casa fui direto pro quarto, tomar um banho.

            Fui pra cama me sentindo muito bem com aquele dia, com uma felicidade chatinha que palpitava no peito. Recebi uma mensagem e olhei de imediato. Era do Justin.

            Dorme bem. 


Notas Finais


beijitos


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