História Wicked Game - Capítulo 34


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Exibições 114
Palavras 3.566
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Festa, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


vocês me deixam animada a ponto de começar um capitulo tarde da noite
sao as melhores leitoras do mundo!!!!
espero q gostem, e o capitulo foi longo e até revisei ;)
botei até fotinha kkkkk

Capítulo 34 - Capítulo Trinta e Quatro


Fanfic / Fanfiction Wicked Game - Capítulo 34 - Capítulo Trinta e Quatro

 

Minha maquiagem se resumia a um rímel e um batom vinho mate muito escuro. Estava usando calça jeans preta e uma blusa branca de tecido transparente com um sutiã de renda preta por baixo, que ficava bem visível. Britt implorou para fazer ondas no meu cabelo, e agora eu tentava bagunça-lo para deixar com um ar sexy, nos últimos dias eu estava tirando forças do chão para me arrumar.

            Marie pediu que eu arrumasse o seu batom, e o desborrei com cuidado enquanto ela fazia biquinho. Korbie estava maravilhosa em um salto alto com um vestido curto, e Britt havia conseguido ficar maravilhosa mesmo em seu vestido de cetim dourado chamativo. Nossa, minhas amigas eram bonitas pra porra.

            Dava para ouvir os garotos no gramado conversando alto enquanto fumavam. Terminamos de nos arrumar e trancamos a casa, descendo em seguida. Tínhamos um rumo que eles haviam decidido entre si, mas não nos avisaram o que era, e eu estava ansiosa para saber o que aprontaríamos.

            Justin me olhou com intensidade dos pés a cabeça quando me aproximei, e esticou sua mão para mim. Quando a toquei, me fez girar na sua frente e me roubou um beijo na bochecha quando me puxou para si, então olhou pro meu rosto.

            - Ta de batom – ele deu um sorrisinho sacana.

            Respirei fundo, sabendo que ele ia falar algo.

            Me deu um selinho e franziu o cenho.

            - Não sai, é? – perguntou.

            O batom era realmente permanente. Fiz que sim duas vezes.

            - Eu vou ter tirado tudo antes de te deixar em casa de novo.

            Dei risada e me virei para meus amigos.

            - Vamos logo. A noite não pode esperar – Chaz disse animado.

            Cada um foi no seu carro, e chamei Marie para ir conosco. Ocupei o banco de passageiro enquanto Justin dirigia para muito distante de casa com o som do carro ligado em uma música animada. Nós conversamos durante o caminho e só paramos quando ele pegou uma estrada de terra suspeita no meio do caminho. Isso me assustou, e ele colocou a mão na minha perna ao perceber.

            - Fica calma. Vamos encontrar o John e o seu melhor amigo também.

            Relaxei um pouco, mas só fiquei melhor quando ele parou no que parecia um estacionamento improvisado no meio do nada. O carro tremeu com o baque da música alta do lado de fora, e Justin disse para não deixar nada a vista, e que eu deixasse o telefone no carro também.

            Marie desceu analisando todo o lugar com atenção. Adiante havia uma multidão de pessoas e dois paredões de caixas de som muito altos, no centro muita gente dançava animadamente e ao redor as pessoas transitavam e conversavam descontraidamente. Havia também vendas de bebidas em barracas de madeira improvisadas. Nunca tinha ido numa coisa parecida com aquilo, era diferente e parecia muito legal.

            - Bem vinda a um racha – Justin disse estendo os braços e depois os fechando ao redor dos meus ombros e dos de Marie.

            Caminhou assim conosco até encontrarmos os outros. Korbie parecia muito animada, e perguntei se ela já tinha ido num racha sem nos contar.

            - Nunca fui. Fiquei pedindo o Chaz por um tempão – falou.

            - Eu já fui. É muito animado – Britt disse – Só não se percam.

            Fiquei em alerta. Justin colocou a mão no meu ombro.

            - Pode relaxar, Bee. – ele disse suavemente.

            - Vamos encontrar o John e o Chris. – Ryan disse.

            Seguimos para o meio da multidão, passando ao redor do bolo de gente que dançavam ao ritmo de músicas animadas que um DJ comandava. Justin comprou cervejas para nós e mantinha-se sempre atrás de mim, mas não grudado como Korbie e Chaz estavam. Isso me sufocava só de ver.

            Paramos perto de uma das cabanas em que os meninos reconheceram velhos amigos e por ali ficamos. Chris e John chegaram depois, e meu irmão me apresentou uma garota chamada Blake que disse ser sua amiga, e não pestanejei, porque era isso que eu e Justin também falávamos.

            Blake era legal, e nos levou para dançar no meio da galera. Ela tinha um papo bom e acabei descobrindo que também surfava quando podia. Como Korbie e Britt só davam trela pros namorados e Marie não parecia muito interessada em me fazer companhia, acabei ficando com Blake. A gente bebia e dançava, sem se importar com muita coisa.

            Justin me olhava muito. Às vezes com insinuação nos olhos, às vezes só por segurança, se certificando que eu estava por perto. E isso era fofo, mas também vinha de Chris e de todos os garotos. Eles ficavam sempre alerta. Eu não estava ligando porque sabia que eles estavam ali para o caso de algo dar errado, e meti o pé na barraca bebendo sem me preocupar, dançando sem vergonha. Depois minhas amigas se juntaram a nós e tudo ficou mais legal, até que eu já estava na fase de rir de tudo.

            - Ai, vai começar – Ryan apontou para a direção onde todas as pessoas estavam indo.

            - Começar o que – Marie perguntou alto.

            - O racha, Marie. – Corb riu ao responder.

            - Eu quero ver! – Britt falou animada.

            Justin torceu o pescoço quando o olhei para ver o que ele achava. A ideia daquele lugar ser perigoso ainda vagava na minha mente bêbada.

            - Vamos lá – ele segurou minha mãe e apontou algo pro Chris, que sorriu fazendo que sim, e Justin fez careta.

            Fomos para onde a multidão ia, mas o John nos fez cortar caminho, e logo estávamos na primeira fila do racha. Não exatamente na primeira fila, mas na traseira de uma caminhonete de um dos amigos deles. Justin me deu a mão para subir e ficou embaixo, perto de mim. De lá dava para ver todos os carros posicionados e prestes a sair, então uma garota com uma com poucas roupas segurou uma arma para cima. Meus olhos arregalaram, e os garotos deram risada de mim. Ela atirou confete para cima e imaginei ter sido esmagada pelos carros que zarparam, mas nenhum deles a atingiu. Meu peito até doeu.

            Depois disso não dava para ver além, e decidi descer.

            - Quero fazer isso um dia – falei alto.

            - Mas nem pensar – John riu.

            - Eu já fiz – Britt se gabou.

            - Eu vou fazer! – afirmei.

            John riu.

            - Ta mais fácil eu te prender em casa, querida – meu irmão pagou de ciumento.

            - Verdade, linda, isso não é pra você. – Justin disse afastando meu cabelo do rosto. Foi estranho ouvi-lo me chamar de linda.

            - Não, lindo, eu vou sim – falei com ironia. – Não existe isso de não é pra mim.

            Ele apenas ergueu as sobrancelhas e continuou me olhando, então roubou um beijo e continuou com os lábios pregados nos meus, me retirando da nossa rodinha de amigos e passando o braço por trás do meu pescoço para me beijar forte. Segurei seu rosto com as duas mãos e dei risada.

            - No dia que eu e um dos caras corrermos, talvez – ele disse baixo com a boca esbarrando na minha – Pra eu ter certeza que não vão passar por cima de você. E vai ter que ser de calça jeans.

            - Pode até ser essa parte pra não me esmagarem. Mas vestida do jeito que eu quiser – falei e ele pressionou os lábios contra os meus e me beijou com vontade, me deixando um pouco derretida e perdida, sem me importar com as pessoas que esbarravam em nós. Então se afastou e nós dois demos risada.

            Voltamos pra nossa rodinha regada a conversa boa e a bebida. Eu e as garotas rimos muito e percebi que Marie não estava por perto.

            - Cadê a Marie? – perguntei a todos.

            - Com o Chris – John respondeu esperando minha reação. Justin também esperou.

            Eu sorri, animada com a ideia. Seria demais!

            - Nem acredito – falei com um sorriso.

            Justin pareceu relaxar também.

            - O que foi? – perguntei.

            - Pensei que você ia ficar com ciúme dele.

            - Ele é meu amigo – dei ênfase.

            - Então me da um beijo pra provar.

            Beijei sua boca e mordi seu lábio inferior, muito feliz para me importar com a falta de vergonha na frente do meu irmão e dos meus amigos. Eu gostava daquele cara que estava beijando, e ele beijava bem pra porra. Não dava pra evitar.

            A festa correu assim, e às vezes, quando alguém ia pra longe, todo mundo tinha que ficar alerta. Aconteceu comigo, mas John me encontrou depressa com um sermão ridículo na frente de todo mundo, me deixando irritada, e fazendo Blake beijá-lo para acalmá-lo.

            - Não sou criança, John – falei alto, sentindo Justin começar a me puxar para perto.

            - Você só é irresponsável – ele parou de beijar Blake – Se fosse o Johan, tinha feito a maior cena com você.

            Dei de ombros.

            - Ta bom – Justin me puxou para si e beijou meu ombro – Você é linda demais para se estressar. – mordi o lábio para não rir – Mas fiquei um pouco atordoado. Tem homem sem noção nessa merda aqui.

            - Quero cerveja – pedi.

            Ele me deu a mão e foi até a barraca mais próxima comigo. Soltou pra cumprimentar o cara. Ele parecia diferente ali, mais menino, mais solto, mais jovem, menos preocupado. Não sei se era o cabelo bagunçado ou se eu estava muito bêbada, mas ele parecia ainda mais divertido e incrível. Um cara leve e despreocupado era tudo que eu queria.

            Senti uma mão na minha cintura e virei dando de cara com um homem muito alto e muito forte, que não me impediu de manda-lo dar o fora. Ele segurou meu rosto.

            - Fica calma boneca, ta com alguém? – perguntou roçando seu corpo no meu.

            Tentei o empurrar. Olhei ao redor, mas ele tinha me tirado de perto da barraca e isso me desesperou. Eu o empurrei com toda força e senti uma mão na minha cintura, me relaxando ao sentir que era Justin, que era seu toque.

            - Vadia do caramba – o outro gritou.

            - Ai filho da puta, repete o que você disse – Justin se exaltou.

            - Essa vadia ai, irmão.

            - Vadia não, porra. Você vai respeitar ela.

            Fiquei assustada e engoli em seco, empurrando Justin para trás com meu corpo.

            - Ta me ouvindo???

            - Não sabia que era sua mina, patrão.

            - Patrão é a porra. Tu vai respeitar ela porque vai! Mesmo se ela não for minha mina.

            - E eu não sou. – falei baixinho, mas Justin me ignorou.

            - Filho da puta sem educação eu quebro a tua cara.

            - Eita porra – Chris apareceu com Marie logo atrás dele. Ela me olhou com um sorrisinho e apoiou a testa nas costas do meu amigo. Até esqueci da briga ali do lado para sorrir pra minha amiga.

            - Vem – puxei Justin pelo braço. Ele foi comigo.

            - Cara imbecil – resmungou.

            - Sim. Você é o único cara legal daqui – falei rindo.

            - Ta me zoando, Bee? Eu ia quebrar a cara dele se tivesse tentado de novo. – ele me olhou.

            - Mas não quebrou. – eu passei o braço no seu pescoço quando voltamos pro nosso bolinho – E mandou ele me respeitar sem ser mina de ninguém. Gostei de ver.

            Ele olhou por baixo e dei um selinho.

            - Linda – ele me deu um selinho de volta.

            - Você já disse hoje.

            Eu não era acostumada com elogio e preferia que Justin não os dissesse pra não ter que ficar vermelha na frente dele.

            Ele bebeu pra caramba depois disso, talvez pra relaxar, e eu também, porque queria me divertir. Aquele lugar não esvaziava nunca, e já eram quase quatro da manhã. Eu já estava péssima, via dobrado e não conseguia ficar em pé por muito tempo sem me escorar em algo. Os casais formados tinham se dispersado, e apenas Ryan e Britt estavam se agarrando onde eu e Justin estávamos.

            Ele deixou a garrafa sobre o congelador em que estava escorado e passou as mãos por minha cintura. Percebi que ele olhou para a mancha roxa que se atenuava em meu pescoço há uma semana, desde o amaço no seu quarto.

            - Ainda tá ai? – perguntou – Desculpa. – ele deu um selinho leve por cima.

            Apoiei a cabeça no seu ombro, inspirando fundo o seu perfume que ainda continuava forte. Ele se arrepiou e me esforcei em não soltar uma risadinha.

            - Dorme comigo hoje – ele disse.

            A ideia me deixou um pouco confusa.

            - Hum? – perguntei.

            - Dorme comigo. Em casa. Não to pedindo pra fazer nada, só dormir.

            - Eu não disse que você pediu algo – dessa vez eu ri.

            - É que... Fico com medo de você achar que to pedindo pra...

            - Transar? – dei risada de novo, mas ele estava sério.

            Ele sacudiu meu corpo de leve.

            - É sério. Fica comigo essa noite.

            - A noite já foi. – brinquei.

            Ele desistiu.

            - Tenho aula amanhã cedo. Já vou perder na segunda, não posso perder amanhã.

            - Eu te levo.

            - Que tal quando eu voltar de viagem?

            Iria para Stratford no dia seguinte, no fim da tarde, e retornaria dali quatro dias. Nem eu sabia se queria esperar.

            - Você não ta com medo, tá? Eu não vou te forçar a nada. – falou.

            Justin estava sempre se preocupando com o que eu pensaria de suas ações. Dei risada.

            - Você só vai transar comigo quando eu quiser – falei um pouco alto demais.

            - Wow! – Britt soltou ao lado e Ryan deu risada – Tadinho – ela apertou a bochecha dele, que revirou os olhos e ficou irritado.

            - Ta bom, Bee. – disse irritado por Britt ter ouvido.

            Pegou de volta sua cerveja e deu um gole. Eu queria dormir com ele. E ir além do dormir, se eu não entrasse em pânico na hora H. Eu queria porque tinha pensado nisso depois de sair de sua casa pegando fogo em todas as entranhas, e também havia pensando nisso depois de sua mensagem de boa noite, me sentindo muito ridícula com os pensamentos sacanas que me vieram depois em que me imaginei beijando cada tatuagem sua visível e não visível, e querendo saber o som do seu gemido. Querendo-o entre minhas pernas. E de novo isso passou por minha cabeça, então apoiei no seu pescoço de novo pra ele não me ver corada.

            Eu não sabia se tinha hora certa, mas eu queria que fosse com ele. Não, não era minha primeira vez. Havia sido um fracasso, com um garoto tão inexperiente quanto eu ao sair do ensino médio, e o trauma me seguiu até o meio da Faculdade, com um já bem experiente, mas que me fez sentir humilhada de tão insegura, e eu não queria que a terceira fosse pior ainda, embora eu imaginasse que Justin nunca deixaria que fosse.

            - Ok, mas só porque vou ficar quatro dias fora. – falei e beijei seu pescoço de leve.

            - Não precisa. Já perdi a vontade. – disse com uma criança.

            - Eu vou!

            Ele não disse mais nada e ficou emburrado até que eu desamarrei seu bico de tanto encher o saco. Quando comecei a sentir tanto álcool sendo rejeitado no meu estômago, pedi para irmos embora. Ele concordou e nos despedimos de Britt, que ainda iria ficar mais, porque não tinha Faculdade pra ir no dia seguinte como eu tinha.

            Voltamos para onde o carro estava, e eu começava a suar frio e sentir ânsias. O carro estava intacto, o que deixou Justin aliviado.

            - To passando mal – segurei sua mão quando chegamos no carro. Ele se virou para me encarar e o afastei, sabendo que vomitaria em breve.

            - Merda. – ele sussurrou baixinho – Bota pra fora logo.

            - Como assim? Não consigo.

            - Bota o dedo na garganta.

            Fiz que não.

            Ele se aproximou, insinuando que faria isso, e eu recuei.

            - Já fiz isso muito mais que imagina. - falou.

            Fiz cara de nojo. Eu queria chorar com a agonia da ânsia que sentia, sentindo o suor me envolver.

            - Não tem problema, Bee. – ele disse.

            - Você não vai enfiar o dedo na minha goela! – falei alto.

            Ele assentiu e virou-se para abrir a porta, dizendo pra eu sentar virada pra fora. Eu quis rir do cuidado dele e o esforço impulsionou o vômito, me fazendo levar a mão até a boca, prendendo. Justin puxou meu braço e soltei tudo, me curvando para frente e ajoelhando no pequeno espaço entre seu carro e outro. Justin se sentou no banco com as pernas pra fora, mas no chão do carro, e segurou meu cabelo enquanto eu sentia o mundo sair de dentro de mim. Fechei os olhos pra não ver aquilo.

            - Eu vou morrer – falei – To falando sério.

            - Para com isso. Já terminou ai?

            - Eu só vomitei as Américas. Faltam a Ásia, A Europa e a...

            Vomitei de novo e de novo. Nunca vi tanta merda dentro de uma pessoa só. Gemi com pavor enquanto ainda me sentia mal. Senti Justin enrolar meu cabelo e passar a mão atrás do meu pescoço, tirando o suor dali. Ele encostou para trás e me passou uma garrafa de água que usei para lavar a boca, a mão e o rosto.

            - Se você começar a dirigir vai vim de novo – falei me levantando aos poucos, me sentindo muito mal. Saltei daquela poça fedida, passando na frente do carro e indo até a outra porta.

            Justin a fechou e entrou no carro, saindo na porta do motorista. Então tirou a camisa e me passou, tirei a minha blusa limpando o rosto com a parte limpa e ele a jogou no chão do carro. Abriu a porta do banco traseiro e se sentou com as pernas pra fora.

            - Vamos esperar um pouco. – disse.

            Fiquei de pé, apoiada no carro e respirando fundo para me sentir bem. Limpando a boca de minuto em minuto com a água.

            - Eu não sou virgem. – falei de repente.

            Justin desabou no banco de trás até se deitar, irritado por eu ter tocado no assunto de novo.

            - Eu nunca disse que era.

            - Mas você achava.

            Seu silêncio me disse que sim.

            - Na verdade eu era em dúvida – ele se sentou de novo e o olhei – Você é muito gata pra isso.

            - Mas não depende de beleza.

            - Eu só achava que algum cara já tinha tentado.

            - Sou traumatizada com a primeira vez. – sentei no chão, apoiando as costas no outro carro e ficando de frente pra ele, que apoiou o cotovelo nos joelhos com um risinho – E com a segunda.

            Seu olhar entregou curiosidade.

            - O primeiro foi com dezessete anos, mais ou menos. Não tinha como ser bom mesmo, eu nem sabia beijar direito e estava saindo do ensino médio com uma carga total de imaturidade – um sorrisinho brotava aos poucos – Nossa, foi horrível! O menino sabia menos que eu, e foi na casa de uma garota muito aleatória, numa festa – escondi o rosto – Não tem nem o que dizer sobre, só que eu quase até chorei de vergonha na hora e fui para casa chorando contar pra Britt e ela fez de mim uma piada – ele sorriu – Justin... O menino mal sabia por a camisinha, quanto mais me foder – sua risada saiu um pouco contida.

            - E a segunda?

            - Eu estava com trauma da primeira, então eu meio que comecei a tremer mesmo bêbada. As garotas armaram isso no meio da Faculdade com um cara que já se formou, e eu bebi pra caralho para o caso de ser muito ruim eu nem lembrar, mas lembrei. O cara era bom – dei de ombros – Ou sei lá, não foi bom pra mim, mas eu sabia que ele sabia o que estava fazendo. Mas ele só quis transar, nem ligou se eu não sabia porra de nada. Eu sai literalmente chorando da festa, de novo. E esse foi pior ainda porque meio que não tinha desculpa pra ter sido ruim... Eu me senti humilhada de tão insegura.

            - Mas você estava insegura...

            - É. E foi horrível.

            Olhei para o céu e dei risada. Pelo menos era engraçado falar disso agora depois de tanto chorar.

            Senti o estômago reclamar de novo.

            - Ainda tem alguma coisa pra sair de mim???? – falei alto e irritada.

            Fui para frente, prendendo a cabeça entre as pernas de Justin, e ele meio que engasgou. Dei risada com isso.

            - Não to te pagando um boquete.

            - Eu sei.... mas parece que tem...

            - Não ligo pro que parec...

            - Tem gente olhando.

            Afastei rápido e avistei um casal parado atrás do quarto, me olhando de boca aberta.

            - Não to pagando boquete pro meu amigo – falei depressa. A mulher me olhou com nojo e o cara olhou pra Justin dando risada.

            Ele puxou a garota e se afastaram. Olhei pra Justin e respirei fundo.

            Ele sorriu.

            - Você não vai dizer nada? – perguntei e ele ficou confuso. Levantei do chão – Sobre as minhas tentativas frustradas.

            Ele me olhou por alguns segundos e um dos cantos de seus lábios se erguer.

            - O que você quer que eu diga? – ele se levantou e me virou me prendendo entre seu carro e seu corpo.

            Colei a boca no seu ouvido, me sentindo um pouco safada com o que falaria.

            - Que você vai fazer melhor...

            Senti seu sorriso na minha orelha.

            - Eu vou fazer gostoso, linda. 


Notas Finais


espero que se divirtam muitooo #BEASTIN


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