História Wicked Game - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Hyoyeon, Jessica, Seohyun, Sooyoung, Sunny, Taeyeon, Tiffany, Yoona, Yuri
Tags Girls' Generation, Snsd, Soosun, Taengsic, Taeny, Yoonhyun, Yulsic
Visualizações 260
Palavras 4.540
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olááááár >3<

Se eu demorei? Muito.
Se eu peço desculpas? Um milhão delas.

Mas vamos ao capitulo, lá embaixo eu explico.

Boa leitura.

Capítulo 10 - Instability


Fanfic / Fanfiction Wicked Game - Capítulo 10 - Instability

 

 

Tiffany-

 


Me sentia sonolenta e fraca, meu corpo todo doía e era difícil me acostumar com a claridade daquele local. Naquele momento eu só enxergava borrões em branco e nada mais que isso. Quando meus olhos finalmente se acostumaram com aquela forte luz branca que mais parecia um sol do que uma simples lâmpada, eu pude enxergar claramente o que estava ao meu redor.

Eu me encontrava nua, minha nudez totalmente exposta para o nada, deitada em um fino colchonete com uma coberta que mais parecia um trapo da mesma cor daquelas paredes. Eu sabia que estava trancada ali, mas ainda assim, por algum motivo corri desesperada até a porta na tentativa de abri-la e fugir para o mais longe possível daquele lugar que tanto me apavorava. Minhas pernas fracas e frágeis ao serem obrigadas a sustentar o meu corpo no caminho até a porta, quase cederam me fazendo cambalear para o lado e dar de encontro com a parede do quarto. Quando finalmente consegui chegar a porta, constatei o que eu já imaginava. A porta estava trancada, sem qualquer chance de escapatória para mim. Meu coração batia tão rápido que poderia explodir a qualquer momento, eu precisava sair dali o mais rápido possível, mas não conseguia entender como nem porque estava presa.

O ar começava a faltar aos meus pulmões, mesmo com um pequeno ar condicionado velho tentando me mandar o máximo de ar puro que ele podia, meus pulmões se recusavam a trabalhar normalmente. Eu me sentia claustrofóbica. Naquele quarto não existiam janelas ou qualquer outro tipo de coisa que me desse algum tipo contato com o mundo externo. Eu estava presa como um animal. Voltei ao fino colchonete com a esperança de que sentada, aquela falta de ar e a taquicardia me deixassem em paz e meu cérebro finalmente começasse a funcionar para me dar respostas sobre como eu vim parar aqui. Ao me sentar, ouvi um pequeno badalar de um sino bem abaixo de mim. Procurei por ele e o encontrei preso em uma coleira totalmente rosa, com um nome em ouro gravado em letras cursivas “Tippa”.

Engoli em seco ao me lembrar da única pessoa que me chamava desse jeito.

A coleira estava presa ao meu pescoço de modo frouxo, o que me deixava ver bem as suas letras. Mas Não tive muito tempo para digerir aquilo, logo a porta foi aberta com um grande estrondo, fazendo o meu coração praticamente pular para fora do meu peito. Era ela, a minha dona. Seus olhos castanhos agora tomavam um tom mais negro e sombrio, e o seu sorriso doentio crescia em seus lábios. Foi inevitável impedir que meu corpo todo se arrepiasse com aquela cena. Eu suava frio, minha respiração que já estava acelerada atingiu uma velocidade inimaginável até para mim. Eu estava entrando em pânico. Taeyeon tinha nas mãos um chicote de couro preto, daqueles usados para adestrar cavalos rebeldes. Era isso o que eu era. Um animal para ela.

Como um déjà vu, senti minhas costas e os meus glúteos arderem como fogo. Minha pele rosada e marcada queimava, e dos meus olhos caíam lágrimas silenciosas que só serviam para deixa-la ainda mais sorridente ao me encarar. Flashs rápidos surgiram em minha mente, me lembrando do que ela era capaz de fazer comigo. Me lembrando a que ponto sua insanidade podia chegar.

— Pronta para brincar, Tippany? - Sua voz rouca cheia de malícia chegou aos meus ouvidos como um sussurro fazendo meu coração errar uma batida.

Foi então que eu soube, Taeyeon iria me castigar. E aquela não seria a primeira vez, muito menos a última.

 

                                                                                                             ***

 

Depois de ter o mesmo pesadelo pela terceira vez aquela noite, eu acordei em total pânico mais uma vez. Já passava das quatro da manhã e eu me sentia totalmente exausta já que todas as vezes em que peguei no sono, fui acordada pelo mesmo pesadelo. Ao despertar, não pude deixar de sentir um enorme alívio por estar no meu próprio quarto, e saber que a porta do meu quarto estaria aberta para mim sempre que eu abrisse meus olhos. Mas aquele alívio não era o suficiente para me fazer dormir novamente, por mais que eu estivesse cansada. O silêncio ensurdecedor do meu quarto só me deixava mais apreensiva sobre voltar a dormir. Não conseguia deixar de me perguntar porque eu tinha o mesmo pesadelo? Porque ele sempre começava e terminava do mesmo jeito? Eu não conseguia responder. Talvez eu estivesse fazendo uma tempestade num copo d’água. Taeyeon não era aquele monstro que tanto me assustava em meu pesadelo, ela não podia ser. Mas aquele sorriso, aquele olhar que ela me deu em meus sonhos, foi o mesmo que recebi dela ao me contar sua proposta. Eu estava realmente assustada e totalmente confusa do que faria a seguir. Flashs da noite anterior voltavam em minha mente me fazendo relembrar tudo o que ela disse, tudo o que senti.
 

 

Flash Back on~

 

— O que acha? - Taeyeon me observava com um sorriso sinistro nos lábios, como um caçador estudando sua presa. Aquilo me deu arrepios até a espinha. Ela só podia estar brincando, algum tipo de brincadeira estúpida e sem graça. Ela não achava mesmo que eu aceitaria tal coisa, achava? Ter que dividi-la com outras e ser exclusiva dela apenas para sexo era absurdo. Só uma garota estúpida faria isso.

O tipo de acordo que Taeyeon queria fazer comigo não me traria o perdão dela, só serviria para que me humilhasse e me usasse o quanto quisesse, e não era esse o meu objetivo naquele momento. Eu a queria de volta, como minha namorada, como a mulher maravilhosa que ela sempre foi pra mim. Eu não queria uma dona, ou um Mestre que me desse ordens o tempo todo e me fizesse vê-la com outras garotas pelo simples gosto de me ver sofrendo por isso. Eu queria e precisava da Taeyeon gentil e engraçada que me conquistou a anos atrás com o seu sorriso de criança travessa. Era só isso, mais nada. Mas ela insistia que eu não a merecia como antes, que eu não era mais digna do seu amor. Ela estava tomada por ódio e rancor e eu não tinha ideia de como fazer aquilo parar.

— Taeyeon... O que você acha que eu sou? - Falei ainda com lágrimas nos olhos. O que ela tinha proposto me pegou totalmente de surpresa. — Eu não sou um brinquedo que você pode usar e jogar fora quando quer. - Rebati. — Eu sei que errei com você mas não mereço isso. - Ela sorriu, o sorriso mais cínico que eu já tinha visto em seus lábios, como se eu contasse mentiras e ela já soubesse toda a verdade.

— Vejo que você está um pouco receosa, então vou te dar três dias para se decidir. Se aceitar, apareça em minha casa e lá conversaremos melhor sobre as regras que você precisa seguir e o que deve fazer. - Ela se aproximou e com uma das mãos tocou o meu queixo lentamente, roçando seu dedão em meu lábio inferior me fazendo fixar meu olhar no seu. — Pense bem, Tiffany. É a sua última e única chance de poder ter algo comigo.

 

Flash back off~

 

 

Depois daquelas palavras minha mente deu um nó em total confusão, Taeyeon caminhou até a porta e me deixou sozinha com mil e umas perguntas sem respostas em minha mente. Eu nunca imaginei que me encontraria numa situação dessas, não conseguia acreditar que aquilo era real e não uma brincadeira ridícula dela. Como eu conseguiria vê-la beijando outras pessoas e ter que aguentar isso calada? Fora as coisas que ela muito provavelmente me obrigaria a fazer. Se Taeyeon não seria só minha, do que adiantaria eu passar por tudo isso? No final, talvez eu nem teria o que eu quero, já ela… poderia fazer o que quisesse comigo. Era esse tipo de pensamento que me atormentava o tempo todo.

Aquilo era insano demais, só de me imaginar sendo obrigada a ser submissa a ela, minha cabeça começava a girar, eu pensava e pensava mas não conseguia me decidir se aceitar essa proposta a traria de volta pra mim ou só pioraria as coisas. Eu tinha um plano que poderia dar grandemente errado, meu plano era fazer o que ela queria e dar a ela a impressão de que eu tinha pago a minha divida. Talvez assim ela voltaria a me tratar como antes, talvez assim o nosso relacionamento voltasse a ser o mesmo de dois anos atrás. Mas eu não sabia se isso daria certo, as coisas podiam sair do meu controle em um piscar de olhos e tudo podia dar errado. Era disso que eu tinha mais medo. Eu precisava de alguém de fora, alguém em que eu confiasse cegamente para me dizer se aquilo era mesmo uma tremenda loucura da minha parte ou se era a minha única chance de reconquistar Taeyeon. E esse alguém só podia ser Seohyun.

Minha mente parecia estar em um julgamento, separando as possíveis vantagens e as consequências que minhas decisões poderiam causar ao aceitar aquela proposta, e devo dizer, as consequências estavam ganhando das vantagens em disparada. Mas eu simplesmente não conseguia me decidir. Eu já tinha desistido de dormir depois de tantos pesadelos em uma única noite, e todos relacionados a ela e aquela maldita proposta. Caminhei pela sala e liguei a TV na esperança que algo nela me distraísse daquele caos em que a minha mente se encontrava e quando dei por mim, o sol já iluminava todo o apartamento. Era cedo, mas eu precisava sair dali e me distrair com algo que valesse a pena, além de ficar pensando em Taeyeon e a sua proposta insana. Tomei uma ducha rápida e me arrumei para ir a empresa, já estava na hora de voltar ao trabalho e lá eu poderia conversar com Seohyun e pedir seus preciosos conselhos.

Quando cheguei ao primeiro andar do meu prédio percebi uma movimentação diferente do porteiro. Seu nome era Benjamin, ele trabalhava ali a anos e acumulava elogios dos moradores por seus mais variados serviços. Ben, como eu o chamava carinhosamente, olhava pra mim com um olhar nervoso e agitado enquanto suas mãos procuravam por algo dentro dos seus bolsos ou das pequenas gavetas do balcão onde ele permanecia por boa parte do dia. Quando me aproximei dele para oferecer minha ajuda o mesmo me entregou uma chave de carro. Eu estava confusa, ele sabia bem que eu ainda não possuía um carro e sendo assim não tinha porque ele me entregar uma chave. Percebendo a minha confusão ele se explicou rapidamente.

— Uma jovem chamada Im Yoona pediu que eu lhe entregasse as chaves do seu novo carro, senhorita Hwang. - Disse ele com um sorriso tímido e uma voz doce.

— U-Um carro? - Falei um pouco assustada. Yoona não tinha me dito nada sobre o carro na noite anterior. Pensei que teríamos que remarcar a compra. Ele riu da minha feição e pediu que eu o acompanhasse até a garagem do prédio.

Saimos da entrada do prédio e fomos até a garagem onde ficava os carros de todos os moradores e visitantes dali. Ao andarmos por algumas fileiras de carros consegui ver a Mercedes benz branca de Jessica ainda estacionada em uma vaga dedicada a mim, mas que eu ainda não a usava. Não pude deixar de pensar em quando ela finalmente voltaria aqui para buscar seu carro e talvez até conversar comigo sobre algum novo jeito de parar Taeyeon e a sua perigosa sede de vingança. Seria bom que ela convencesse sua prima a desmentir essa história da Kwon ser sua atiradora, mas eu sabia que aquilo seria quase impossível, até mesmo para a super cobra.

Benjamin parou em frente à um carro que estava estacionado ao lado da mercedes da Jung, Foi quando o carro apitou que consegui despertar dos meus pensamentos. Aquele Porsche Macan cinza escuro belíssimo era meu?! Quando Ben percebeu que eu não estava acreditando naquilo, ele mesmo me disse, com todas as letras que aquela belezinha realmente era minha e eu quase caí pra trás. Seohyun tinha um bom gosto, isso eu nunca pudi negar mas dessa vez ela se superou em todos os aspectos possíveis e me fez a melhor surpresa que eu podia ter naquele dia.

Entrei em meu novo carro com um sorriso que mal cabia em meu rosto. Agradeci a Ben com um aceno e um sorriso que ele soube retribuir perfeitamente. Dirigi em direção a empresa para poder dar um grande abraço na minha melhor amiga e mata-la com todo o meu amor em agradecimento. Mas quando cheguei lá o clima parecia um pouco pesado entre Yoona e ela. As duas estavam falando uma com a outra formalmente e mal se olhavam quando faziam isso. Aquilo estava muito estranho mas eu descobriria o motivo logo logo.

— Olá, Yoona. - Me aproximei da castanha lhe dando um grande abraço, afinal eu sabia que ela participou da minha surpresa. Ela sorriu e me abraçou de volta.

— Acho que já viu o seu novo carro, estou certa?

— Sim e eu amei, muito obrigada. Eu não tenho palavras pra agradecer pela surpresa que vocês me fizeram. Eu realmente precisava disso.

— Ah, não me agradeça. Seo Joo-hyun que fez tudo, eu apenas o levei até você. - Ela sorriu fraco e se retirou do escritório da maknae com alguns documentos em suas mãos.

Assim que Yoona saiu, Seohyun se mostrou mais irritada que antes. Seu rosto se transformou na personificação do próprio demônio e ela parecia estar transbordando de pura raiva. Mas como eu já conhecia bem a maknae, aquilo não me assustava nenhum pouco. Seohyun tinha uma pilha de papéis em sua mesa e bufava toda vez que terminava de ler e assinar um por um. Comecei a me perguntar se eu estava deixando trabalho demais pra ela resolver, afinal tem acontecido tanta coisa na minha vida que às vezes até esqueço que tenho que administrar uma grande empresa de moda e tudo recai sobre a pobre maknae. Desde que eu cheguei ela não levantou seu olhar pra mim em nenhum momento, exceto quando abracei a Im. O que já era de se esperar devido ao seu ciúmes meio possessivo com a mais alta. Me aproximei dela e sentei na cadeira a sua frente esperando que ela me desse um pouco da sua atenção mas ela só se mostrou mais irritada, acho que até o som da minha respiração a irritava hoje. Me pergunto o que eu teria feito pra essa Áurea de ódio recair sobre mim, será que apenas um abraço em Yoona provocou tudo isso?

— Nem me pergunte, Hwang. Não quero falar sobre isso. - Ela disse, sua voz ecoando pela grande sala quebrando o nosso silêncio.

— Eu não disse nada. - Sorri debochada.

— Mas pensou. Consigo ouvir seus pensamentos perfeitamente, sei o que quer perguntar.

— Então por favor Jo Hyun, me responda. Porque eu só te deixo em paz quando souber o motivo de tanta raiva. - Ela bufou mais uma vez, revirando os olhos e jogando a caneta em qualquer canto do escritório. Só pude ouvir o objeto se despedaçando ao se chocar com a parede de concreto.

— Eu odeio Im Yoona. - Colocou as mãos nas têmporas e começou a massagear o local levemente.

— Oi? - Falei confusa.

— Ela simplesmente não sabe o que significa um relacionamento. Prefere sair com as amigas do que ficar comigo. Ela só pode ser louca. - Nesse momento eu soltei uma gargalhada tão alta que provavelmente a própria Yoona escutou do lado de fora do escritório. Seohyun não gostou nada da minha reação.

— Oh, por favor me desculpe Seo mas isso é muito engraçado. - Seohyun estava mesmo com ciúmes e possessão?! Isso era super novo pra mim, nunca a tinha visto desse jeito por alguém.

Era fofo como ela se comportava com Yoona, como o seu ciúmes não conseguia ficar oculto em seus olhos e muito menos em suas ações. Mas com minhas gargalhadas ela ficou mais brava ainda. Tentei me controlar ao máximo até porque a minha vida estava em jogo ali. Eu queria convencê-la a reconsiderar seus ciumes, ela não podia querer afastar a garota de suas amizades só porque agora estão juntas. Yoona era a sua namorada e não sua propriedade.

Propriedade, era isso o que eu teria que ser de Taeyeon se aceitasse o que ela me propôs. Aproveitei aquele momento para conversar com Seohyun sobre esse assunto tão delicado pra mim, esperava que ela me desse uma boa solução do que fazer já que eu não tinha ideia.

— Ótimo, você também está contra mim. Obrigada, Tiffany. - Falou irritada.

— Seo… preciso que me ajude. - Falei um pouco receosa, aquilo era difícil até de falar.

— Hm? Em que?

— Taeyeon. - Ela suspirou pesadamente e pela primeira vez me olhou com compreensão. Seohyun era capaz de esquecer seus próprios problemas para poder me ajudar. Essa era uma das suas melhores qualidades, colocar os outros a sua frente.

Contei toda a história da minha conversa e da proposta insana de Taeyeon, tudo nos mínimos detalhes possíveis a ela me escutou atenta a tudo sem questionar nem dar opinião até que eu finalmente terminasse. De primeira ela ficou boquiaberta, pra ela era dificil de acreditar que Taeyeon tinha feito tal proposta mas logo ela se mostrou pensativa sobre o assunto, tentando resolver a charada que a minha vida se tornou e naquele momento eu estava literalmente nas suas mãos. Eu realmente precisava dela agora.

— O que acha que eu devo fazer? - Perguntei apreensiva, tanto silêncio de sua parte já estava me incomodando. Eu precisava de uma resposta, e precisava já.

— Acho que você deveria aceitar... E acho que não deveria. - Achei que ela estivesse brincando mas seu olhar firme e sua feição séria me diziam o contrário. Se ela estava tentando me ajudar, não deu certo. — Veja bem, se você aceitar, existe a possibilidade de com isso, depois de um tempo quando a sede por vingança cessar, Taeyeon volte a ser como antes e tudo se resolva finalmente. Mas isso não é certeza, entende?

Sim, eu entendia perfeitamente. Taeyeon ainda era apaixonada por mim como seus beijos me confessaram a um dia atrás, mesmo que ela me negasse, ainda existia uma conexão entre nós, algo forte que nos controlava e nos unia mesmo contra a vontade dela. Mas isso não era suficiente, não era garantia de que sua personalidade gentil voltaria.

Desde que acordara, Taeyeon estava diferente, estranha. Como se existissem duas dela, e eu estivesse conhecendo essa Taeyeon intimidadora e fria apenas agora. Fui pega de surpresa com suas mudanças, até sua própria prima com quem conviveu a vida toda se surpreendeu com sua repentina sede de vingança por Yuri. Quem imaginaria que a doce Kim Taeyeon acusaría Kwon Yuri pelo seu acidente, ou devo dizer tentativa de homicídio? Aquilo realmente nos pegou de surpresa, e agora mais essa: Uma proposta insana que eu jamais acharia que poderia ser feita a mim, por ela.

As coisas realmente tinham mudado muito, e eu teria que me adaptar a essas mudanças se a quisesse de volta, e eu a queria. Eu a queria desesperada e loucamente. Uma situação como essa pede medidas desesperadas, e eu estou desesperada. Seohyun me conhecia bem, e me aconselhou cautelosa a aceitar o que Taeyeon havia me proposto, afinal ela sabia que eu não desistiria assim tão facil do amor da Tae, muito menos agora que ela tinha voltado a vida. Nós achávamos que ela não me faria nada de tão ruim, nem me machucaria fisicamente, pelo menos era o que acreditávamos. Era o que esperávamos dela. Mas eu sabia que aquilo poderia mudar, eu sabia que algo nela estava errado, só não sabia o que exatamente.

Der repente uma grande gritaria e confusão se fez presente do lado de fora do escritório. Eu podia ouvir a voz de Yoona claramente gritando pelos seguranças do prédio. Passos apressados e gritos desesperados podiam ser ouvidos do outro lado da porta. Seohyun e eu nos entreolhamos assustadas tentando imaginar o que estaria acontecendo lá fora quando Yoona invadiu a sala rapidamente e fechou a porta atrás de si, Seohyun se colocou à minha frente e a questionou sobre o que estava errado, mas a mais alta mal teve tempo de abrir a boca e explicar. Em poucos minutos a porta foi bruscamente aberta e um vulto de cabelos negros como a noite passou por trás de si caminhando apressada até mim. Seus olhos cheios de mágoa e ódio me olhavam como se pudessem me matar a qualquer momento. Não era surpresa tê-la aqui, afinal mais cedo ou mais tarde ela viria saber porque estava sendo acusada de tentativa de homicídio. Eu só não sabia como lidar com isso agora quando eu só conseguia pensar no bem estar de uma pessoa… Taeyeon.

Do outro lado da sala Yoona tinha olhos assustados e sua respiração descontrolada podia ser ouvida perfeitamente assim como a de Seohyun que estava ao seu lado segurando seu braço com tanta força que acho que ele poderia quebrar a qualquer momento. Com tanto nervosismo e pânico já incorporados em apenas uma sala, eu tentei me manter calma o máximo possível para que as coisas não piorassem ainda mais para nós. Quando os seguranças finalmente chegaram a nossa sala já não eram mais necessários, eu não poderia fugir de Kwon Yuri uma vez que ela já teria me encontrado. E devo admitir, nem queria.

— Você sabe que não vou deixar isso barato, não sabe? - Disse ela se aproximando de mim de um jeito ameaçador.

Sua mão direita se moveu rapidamente até suas costas retirando de lá uma pistola preta e a encaixando em um silenciador logo em seguida. Sua arma estava apontada para mim, mais precisamente para a minha cabeça. Meus seguranças ao verem aquilo moveram suas mãos até suas armas e as apontaram para a morena ordenando que ela se afastasse de mim imediatamente, mas ela parecia não ligar. Sua atenção estava voltada para mim e era só com nossa breve conversa que ela se preocuparia agora. Mas eu não tinha uma resposta pra ela.

— Eu poderia te matar aqui mesmo pelo o que sua querida Taeyeon fez comigo. Seria ótimo vê-la sofrer por você. - Ela cuspia as palavras com tamanho ódio que minhas esperanças de sair viva daquela sala se tornaram quase nulas em questão de segundos. — Você sabe que vou desmentir essa palhaçada e vou fazer vocês duas pagarem caro, tão caro que você e sua amada Taeyeon vão preferir a morte a me ter como inimiga novamente. - O jeito como ela pronunciava o nome de Taeyeon, com tanto nojo e ódio, o jeito como nos ameaçava como se ela fosse uma vítima de nós duas me deixaram tão irritada a ponto de agir de forma impulsiva.

— Taeyeon cometeu um erro, Yuri. Se deixou levar pelo ódio que sentiu ao saber que você me usou para tentar mata-la. Eu queria evitar que ela o fizesse, mas não pude. Sei que desculpas não servem de nada agora, mas é só o que eu posso dizer. Não posso culpa-la por querer te ferrar, você bem que merece.- Ela pareceu mais irritada, seus olhos cor da noite estavam em chamas de puro ódio. Que diabos eu estava fazendo? Confrontar a fera só me deixaria a mais um passo da vida após a morte. Yuri balançou a arma na frente do meu rosto e encostou a ponta do silenciador em minha testa de forma ameaçadora. Eu tinha certeza que ela iria atirar. Fechei meus olhos por puro impulso e ouvi a risada doentia dela em resposta.

— Não vou te matar, Tiffany relaxa. - Passou o braço livre pelo meu pescoço fazendo meu corpo se encostar ao lado do seu. — Seria muito fácil te matar agora, mas na frente de tantas testemunhas, não seria sensato, sabe? Eu seria presa logo depois de sair daqui. - Ela sorriu pra mim, e aproximou seus lábios do meu ouvido. — Então faça-me um grande favor. Avise a sua querida Taeyeon que ela vai pagar caro pelo o que fez. Eu vou descobrir o que aconteceu naquele maldito dia e vou provar que não tive nada a ver com essa tentativa de homicídio. - Disse com convicção e eu não tinha dúvidas de que ela encontraria a verdade mais cedo ou mais tarde. — A sua vida e a dela estão nas minhas mãos. - Ameaçou. Pude ouvir Seohyun gritar para que a tirassem de perto de mim a força se necessário, mas os seguranças nada podiam fazer uma vez que se se aproximassem demais ela poderia se descontrolar e atirar em mim. Yuri continuava me encarando de um jeito doentio e ameaçador, ignorando os gritos histéricos de Seohyun e o choro silencioso de Yoona a nossa frente. Posso dizer que eu nunca a tinha visto desse jeito e me perguntava se ela não teria ido atrás de Taeyeon ou de Jessica antes de me encontrar aqui.

Os seguranças tentaram se aproximar dela mas Kwon percebeu o movimento deles e me jogou para cima de Seohyun e Yoona, saindo correndo da sala logo em seguida, meus seguranças correram atrás dela mas eu sabia que nenhum deles a pegaria ou atiraria nela, afinal não se tratava de uma mulher qualquer, e sim de Kwon Yuri a filha do rico governador de Seul. Se qualquer um deles encostasse em um único fio de cabelo dela, ele estaria no mínimo desaparecido na manhã seguinte. Yuri se foi aos berros amaldiçoando cada fio de cabelo de Taeyeon. Ela estava totalmente desequilibrada.

Quando a situação se acalmou um pouco percebi o quanto estávamos em perigo. Eu não duvidava que Kwon seria capaz de qualquer coisa para nos fazer desmentir aquela história toda, mas vê-la com uma arma apontada para a minha cabeça foi insano. Eu realmente não tinha dúvidas que morreria hoje, ainda estou tentando entender como meu coração está batendo sem problema algum.

Eu conseguia ouvir a voz de Seohyun abafada ao longe me chamando, pedindo que eu me sentasse em alguma cadeira dali. Podia ouvir os funcionários da empresa adentrando a sala com suas vozes estridentes e assustadas, podia ouvir a alta sirene da policia chegando ao prédio e as luzes da viatura sendo refletidas nas janelas de vidro do edifício ao lado mas eu não conseguia me mexer. Nada daquilo me fazia despertar do transe em que eu estava, do medo que me acometeu e me paralisou ao imaginar se Yuri já teria feito algum mal a Taeyeon ou a Jessica num momento desses, ou até mesmo se ela estaria rumando em direção a elas duas ao sair daqui.

Meu coração estava acelerado, minha respiração estava ofegante e descompassada. Eu estava sonhando novamente? Eu rezava para que esse fosse só mais um pesadelo inútil, mas meu subconsciente sabia que aquilo tudo era real. Eu estava acordada, e Yuri mataria Taeyeon. Yuri mataria a todas nós.

 


 


Notas Finais


Ai meu deus, Yuri ta louca.

Gente peço desculpas mais uma vez pela demora, eu realmente tentei não demorar mas as vezes é dificil ter tempo pra escrever e mais dificil ainda conseguir colocar as ideias perfeitamente no papel. Então peço desculpas.

Espero que voces tenham gostado do capitulo de hoje e peço que por favor comentem porque isso é muito importante pra mim e é o que me da forças pra continuar escrevendo essa historia maluca que eu inventei e que voces tem a paciencia de ler.

Obrigada a todos ^^


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