História Wicked Game - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Hyoyeon, Jessica, Seohyun, Sooyoung, Sunny, Taeyeon, Tiffany, Yoona, Yuri
Tags Girls' Generation, Snsd, Soosun, Taengsic, Taeny, Yoonhyun, Yulsic
Visualizações 253
Palavras 5.307
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oláaar >3<

Hoje eu estou muito feliz, muito contente hehe'
A historia já tem 100 favoritos e eu sei que pra alguns é pouco mas pra mim é um numero bem maior do que eu esperava. Muito obrigada à todos vocês que acompanham os capitulos e gostam da fic.
Agora vamos ao capitulo.

Boa leitura e nos vemos lá embaixo ^^

Capítulo 11 - Puzzle


Fanfic / Fanfiction Wicked Game - Capítulo 11 - Puzzle

 

 

Tiffany -

 

 

Ser obrigada a ficar deitada por horas sem fazer absolutamente nada era tedioso. Não sei porque Hyoyeon insistia em me deixar presa a essa cama até que meus exames ficassem prontos. Exames esses que pra mim, eram desnecessários já que eu tinha dito que me sentia muito bem umas trilhões vezes só naquele dia. Infelizmente Hyoyeon era o tipo de medica que só acreditava vendo, e por isso colocou dois seguranças na porta do quarto de hospital para evitarem que eu fugisse dali. Ou teria sido de Seohyun essa grande ideia? Talvez para me proteger das loucuras de Kwon Yuri. Eu não tinha certeza ainda. Apenas sabia que dois seguranças não seriam suficientes para impedir que a morena chegasse até mim se essa fosse a sua vontade.

No tempo em que passei presa ali, não conseguia parar de pensar em Taeyeon, em Jessica e principalmente em Yuri. O que estaria passando pela cabeça da morena agora? Será que o seu novo objetivo era mesmo matar a nós três? Só de pensar nisso eu me sentia tonta. Que Yuri era capaz de qualquer coisa para ter o que quer, isso já era óbvio. Mas eu sentia que precisava fazer algo que impedisse seus planos insanos urgentemente, ou em pouco tempo nós três estaríamos mortas. Precisava fazer algo que nos protegesse da sua ira, só não sabia o quê. Denunciar Kwon estava fora de cogitação, aquilo não me ajudaria e talvez piorasse ainda mais as coisas para nós. Yuri tinha muitos recursos e privilégios, seria difícil achar alguém corajoso o bastante para pedir um mandato de prisão à morena só pelo fato dela ter me ameaçado. Seu pai tem uma grande reputação na política do país e qualquer um que se intrometesse nos assuntos dele ou de sua família pagava caro por isso.

Com toda a certeza a polícia de Seul não nos ajudaria em nada quanto a Kwon Yuri. Todos podiam ser cegamente controlados pelo governador que sabia muito bem como subornar cada um deles, ou simplesmente ameaça-los. Kwon Yuri não poderia ser parada por ninguém enquanto fosse filha de quem é e fosse acobertada em tudo o que faz de errado. Garota mimada. Como eu pude ser louca a ponto de gostar dela, mesmo que por um breve momento? Esse foi o meu maior erro.

Eu estava vestida com um fino e confortável avental de hospital observando o dia claro pela grande janela do quarto e desejando sair de lá o quanto antes. Não demorou muito para Hyoyeon adentrar o lugar sorrindo ao me ver. Uma pena que eu não pude retribuir aquele sorriso, já que ela estava me mantendo presa naquele quarto contra a minha vontade. Maldita hora em que Seohyun me trouxe até aqui. Depois do que aconteceu na empresa entre mim e Yuri, meus sentidos apagaram e eu não fui capaz de protestar. A carga emocional foi tanta que meu corpo não foi capaz de suportar, e quando me dei conta já estava aqui. Depois do que eu passei, tendo uma arma apontada para minha cabeça, desmaiar era até uma reação um tanto normal, mas eu ainda acreditava que aquilo não era motivo bom o suficiente para me trazer até aqui. Eu estava perfeitamente bem.
 

— Tiffany. - Ouvi a voz de Hyoyeon me chamar. — Como está se sentindo? - Perguntou pela milésima vez. Hyoyeon era um amor de pessoa, mas eu estava começando a sentir uma necessidade grande de gritar com ela para que me deixasse ir embora.

— Eu estou bem, Hyoyeon. Quantas vezes terei que dizer? - Falei cruzando os braços. e me controlando para manter o meu tom de voz baixo. Ela riu.

— Seus exames ainda não chegaram do laboratório, então vim te fazer companhia durante esse tempo. - Falou enquanto prendia seus longos cabelos loiros em um rabo de cavalo. Depois desse tempo todo eu achei que ela já tinha visto todos os exames e finalmente iria me liberar. Que droga!

Eu já estava considerando a possibilidade de sair correndo dali com roupa de hospital e tudo. Não aguentava ficar nem mais um minuto naquele quarto, tudo ali era deprimente e monótono. Depois de ser quase morta, tudo o que eu menos queria agora era ficar num hospital sendo observada e controlada por médicos e enfermeiros. Hyoyeon começou a puxar conversa comigo sobre dores, tonturas ou insônia que eu pudesse estar sentindo ultimamente mas eu negava tudo o que ela me perguntava. Tenho certeza de que até uma gripe faria ela querer me internar aqui por dias. Hyoyeon também dizia estar preocupada comigo e com os recentes acontecimentos. Para ser sincera até eu estava preocupada com o meu bem estar, minha vida estava por um fio e eu mal sabia o que fazer para me defender e ter alguma chance contra Kwon. No meio da minha breve conversa com a médica, ouvimos alguns cochichos do lado de fora e logo em seguida uma batida na porta, revelando se tratar de Choi Sooyoung. Ótimo.

Hoje com certeza será um ótimo dia pra mim. Hyoyeon comprimentou a delegada que ainda estava na porta e se retirou logo em seguida com alguma desculpa esfarrapada sobre ir ver se meus exames tinham finalmente chegado.

Assim que Sooyoung adentrou o quarto, gotas de chuva começaram a caír sobre as pessoas lá fora, o céu se fechou em um cinza apavorante e um vento tão forte quanto a chuva que caía passou pelas janelas do quarto beijando a minha pele. Era como se o universo me avisasse que a presença dela ali não me traria nada de bom. Sooyoung parecia aliviada de não ter o trabalho de expulsar a médica do quarto, e eu a agradeci mentalmente. Mais uma pergunta de Hyoyeon sobre o meu estresse e aquele hospital viria a baixo.

— Olá, Hwang. Como se sente? - Caminhou até mim e sentou-se na cadeira ao lado da cama. — O dia não foi fácil, não é? - Revirei os olhos. Sério, se alguém mais me perguntar como eu me sinto, eu juro que pulo no pescoço. Não importa se é uma delegada ou o Papa.

— O que quer, delegada Choi? Sei que a sua ilustre visita não é apenas para saber do meu estado de saúde atual. - Eu não estava com cabeça para formalidades, ela queria algo e eu queria saber o quê.

— Não é óbvio? Kwon Yuri foi até a sua empresa e te ameaçou com uma arma. Você realmente achou que eu não viria até aqui? - Ela riu baixo.

Pra falar a verdade, eu não achei que ela viria aqui. Achei que ela iria ignorar esse incidente para proteger o próprio pescoço das garras do governador assim como todos em Seul parecem fazer quando o assunto é Kwon Yuri. Mas eu sabia que não era só por isso que Sooyoung estava aqui. Eu tinha certeza que existia algo a mais, o seu sorriso não podia esconder a necessidade que ela tinha de me dizer algo, algo muito importante pra si. E se ela estava tão feliz com isso, significava que eu não ficaria do mesmo jeito. Eu realmente não esperava a sua presença hoje. Eu estava preocupada com tantas coisas que tinha me esquecido de que Choi e sua colega Lee ainda estavam nos observando.

— Sabe, Hwang? Quando eu ouvi os seus funcionários relatando o estado de loucura de Kwon Yuri, eu pensei: Está mais do que óbvio que ela é mesmo a atiradora da Kim. Não havia outro motivo para ela ir te ameaçar, não é mesmo? - Ela sorriu, dobrando suas pernas na poltrona ao meu lado e relaxando o seu corpo. Sooyoung estava finalmente culpando Kwon pelo acidente. Talvez o plano da Tae mereça um pouco de confiança no fim das contas. Ela continuou. — Afinal, você é ou pelo menos era, a namorada de Kim Taeyeon… Enfim, eu ainda não me sentia satisfeita com isso, existia algo que me incomodava, algo não se encaixava. Então um dos seus funcionários disse algo interessante. Disse ter ouvido Kwon dizer a você, que “descobriria o que aconteceu naquele dia.” Naquele momento minha mente deu um clik e eu me lembrei de uma outra frase dita por Kim Taeyeon. “Porque quem ela ama, está apaixonada por mim.”

Engoli em seco, aquela conversa estava indo para um caminho perigoso demais para mim, para todas nós. Minhas mãos estavam soando por debaixo do cobertor branco. Eu tentava controlar minha respiração para que ela não percebesse o quanto aquele assunto estava me incomodando. Devia ter desconfiado, Sooyoung não culparia Kwon nem se a mesma fosse a verdadeira atiradora. Choi Sooyoung e toda a sua equipe policial foi comprada no momento em que Taeyeon acusou Yuri.

— Quando Soonkyu a questionou sobre a quem ela se referia ao dizer isso, Taeyeon respondeu que se referia a você.

Sim, eu me lembrava disso. Taeyeon quis proteger Jessica e aproveitou que eu já tinha algum tipo de contato com Kwon Yuri à algum tempo, que todos sabiam e usou isso ao seu favor. Mas eu sempre soube que aquela era uma mentira frágil demais. Eu nunca tinha visto Yuri antes do acidente acontecer, sendo assim não teria como Kwon estar apaixonada por mim e querer matar Taeyeon para me ter com ela. Essa era a história de Jessica, não minha. Agora a frágil mentira da menor estava se despedaçando diante dos meus olhos, em meio as mãos firmes da Choi.

Sooyoung estava inquieta na poltrona, acho que eu poderia dizer até que ela estava um tanto eufórica em me contar seus pensamentos. Ela tirou do bolso do seu blazer cinza um pequeno bloquinho de capa preta e uma bonita caneta azul com o emblema da polícia de Seul, inclinou o seu corpo sobre a minha cama apoiando seus cotovelos na mesma e colocando o caderno proximo a mim de maneira que eu pudesse ler o que ela escrevia. Seus longos dedos passaram a fazer rabiscos com nomes e linhas no papel branco.

— Já faz alguns dias desde que começamos a procurar evidências que comprovassem que Kwon Yuri estava obcecada por você e por isso quis matar a Kim, mas não achamos nenhuma ligação entre você e Kwon Yuri até esse ano quando o seu nome apareceu em todas as revistas de fofoca da Coreia. Não acha estranho?

Eu estava começando a ficar inquieta com aquela conversa, aonde Choi Sooyoung queria chegar? Se ela já tivesse descoberto tudo, nós seríamos presas por anos. Maldita Kwon, sempre no meu caminho. Sooyoung passou a escrever no bloquinho de notas, primeiro o meu nome e depois o de Yuri no papel. Ela fez uma linha entre o meu nome e o da morena e logo depois a cortou com um X.

— Foi então que Soonkyu achou evidências que ligavam Kwon à alguém próximo. E esse alguém é Jessica Jung. - Sorriu abertamente para mim, e eu senti um breve arrepio percorrer minha espinha. Choi Sooyoung estava ligando os pontos e isso era péssimo para todas nós. O nome de Jessica foi escrito ao lado do de Yuri, uma linha se formou entre um nome e outro. Um círculo logo em seguida separava os dois nomes do meu. Ela continuou:

— Kwon Yuri é uma investidora fiel do renomado restaurante da Jung, você sabia? E isso já faz um pouco mais de três anos. Bem antes da tentativa de homicídio, Jung e Kwon já tinham relações em negócios.

Mas que droga! Eu queria gritar, bater e matar Jessica se possível. Como Kwon é investidora do restaurante dela e porque diabos eu não sabia disso? Em um momento crítico como esses em que todas nós podemos nos dar muito mal, Jessica decidiu por esconder algo tão sério como isto. Nós teríamos uma longa conversa depois que eu saísse daqui. Isso se eu conseguisse sair daqui livre.

— Eu não me envolvo nos negócios de Jessica, principalmente em seu restaurante. Isso é algo que deve ser tratado com ela, não acha delegada Choi? - Me forcei a sorrir com o mesmo deboche que ela sorria para mim, e tentei parecer o mais calma possível. Qualquer comportamento estranho poderia ser percebido por ela e isso seria pior para mim. Sooyoung se levantou bruscamente, me assustando de imediato. Andou até a grande janela que estava aberta deixando todo aquele ar frio invadir o quarto. Suas mãos puxaram as bordas e as fecharam com força fazendo um ruído um tanto assustador.

— Eu só queria que vocês soubessem que por mais que embaralhem as peças deste quebra-cabeças, elas continuam se encaixando.

Eu queria xinga-la e mandar ela embora do quarto a ponta pés mas não tive palavras para responder algo coerente, não conseguia raciocinar direito. Eu estava nervosa, confusa e com raiva demais pra isso. Taeyeon não conseguiu esconder sobre a relação de Kwon e Jessica. Talvez nem ela mesma soubesse dos negócios entre as duas, e algo assim poderia ser a chave para Sooyoung nos destruir. Suas palavras foram claras como água, ela sabia que Kwon não era culpada e faria de tudo para provar isso. Choi Sooyoung se retirou do quarto silenciosa e com o seu grande sorriso estampado em seus lábios, mais um motivo para eu querer sair daqui o mais rápido possível e procurar aquelas duas. Precisamos pensar em algum jeito de explicar essa “relação de negócios” sem nos comprometer. Porém Jessica ainda estava sumida e Taeyeon… bem, não sei mais como falar com Taeyeon sem me sentir desconfortável por nossa ultima conversa e também não sei como controla-la, seria melhor achar a Jung primeiro e depois ir até Taeyeon. Me levantei subitamente fazendo os seguranças me olharem confusos e se aproximarem de mim para me segurar.

— Se algum de vocês tocar em mim eu juro que hoje mesmo estarão demitidos por justa causa. - Falei entre dentes, estava com tanta raiva que poderia matar o primeiro que me segurasse.

Eles se entreolharam assustados e abaixaram as cabeças demonstrando que não me impediriam de sair se eu quisesse. Andei até uma pequena cômoda onde estavam guardados alguns dos meus pertences, como celular, bolsa e a roupa que eu estava vestida no momento em que fui trazida aqui. Peguei todos e os levei até o pequeno banheiro do quarto para me vestir e sair de lá o mais rápido possível. Quando terminei e abri a porta do cubículo, dei de cara com uma Seohyun irritada e carrancuda. Mais gente pra eu ter que discutir hoje.

— Não me diga que você está pensando em ir embora antes de ter alta. -  Ela disse, seu tom de voz firme e suas mãos na cintura como uma mãe, me repreendendo pelo meu erro.

— Sim, vou embora e nem tente me impedir, Seohyun. - Ela entortou a boca, demonstrando não estar contente com o que eu disse. — Se quer me ajudar de algum jeito, me leve para o restaurante da Jessica. Preciso falar com ela urgente e com todo o estresse que tive hoje não acho que tenho condições de dirigir. - Ela assentiu e na mesma hora, Hyoyeon entrou no quarto me pegando já vestida e pronta para ir.

 

                             ***

 

Felizmente Hyoyeon me deu alta já que meus exames não estavam apresentando nada muito grave, apenas estresse excessivo era o que eu tinha e quem não teria se estivesse na minha situação? Tenho que me preocupar com a proposta de Taeyeon, com a irresponsável da Jessica desaparecida e com a louca da Yuri querendo nos matar. Ah, espera. Ainda tem a Sooyoung cada dia mais perto de descobrir a verdade sobre o acidente. Tem como ficar calma com isso tudo acontecendo ao mesmo tempo? Acho que não.

Seohyun que estava acompanhada de Yoona por sinal, tentou argumentar comigo sobre ir para a sua casa e descansar. Afinal nas palavras dela, lá poderia cuidar melhor de mim e eu não teria que me preocupar com Taeyeon ou Jessica e muito menos Yuri já que a casa de Seohyun era praticamente uma fortaleza cheia de muros e seguranças. Seohyun prezava muito por privacidade e segurança e eu respeitava isso. Não aceitei sua proposta, é claro. Sabia que ela só queria o meu bem mas eu me sentiria incomodada lá. Agora que ela tem uma namorada, deve ter seu espaço respeitado mesmo que insista que não.

Quando finalmente paramos de discutir dentro do carro, eu consegui convencê-la a rumar até o restaurante de Jessica. Não demorou muito para chegarmos lá, e eu sai do carro as pressas ouvindo atras de mim Yoona pedir para que as esperasse, mas ignorei. Tinha que falar com Jessica logo. Ao entrar no grande restaurante percorri todo o local com os olhos, ele parecia ter passado por uma pequena reforma e ampliação nos últimos dias. Em outras circunstâncias eu teria até ficado feliz pelo crescimento do restaurante que a Jung tanto amava, mas agora eu só conseguia imaginar se o dinheiro de Kwon estaria envolvido nisso.

Eu andava em direção a cozinha, era o lugar onde Jéssica costumava passar a maior parte do seu tempo, foi quando um homem bem vestido me parou informando que o lugar estava aberto apenas para os funcionários. Aproveitei a presença dele e perguntei por Jessica. Ele ficou um pouco receoso em responder, quando me identifiquei como uma amiga ele disse que ela não aparecia por lá à dois dias e que estava cuidando de tudo até que ela voltasse.

Para Jessica não aparecer em seu ninho de cobrinhas adestradas onde era praticamente a sua segunda casa, só podia ser porque algo estava muito errado com ela. Voltei ao carro de Seohyun e pedi que rumasse até a casa da Jung, mas quando chegamos na mesma, estava vazia. Onde diabos essa mulher poderia estar? Eu só conseguia pensar em Jessica jogada em uma estrada de terra, morta com um tiro na cabeça. Até Seohyun estava começando a cogitar a possibilidade de irmos a delegacia de Sooyoung relatar o desaparecimento da Jung. Pedi a ela que esperasse apenas mais um pouco, eu queria falar com Taeyeon antes de ir a policia, ela tinha que ser a primeira a saber disso, e talvez a prima de Jessica soubesse onde ela estava.

Seohyun deu o volante para a sua namorada pois já estava uma pilha de nervos assim como eu, Yoona era a única mais calma de nós duas, então foi a sorteada a dirigir e nos levar até Taeyeon que morava um pouco mais distante dali. Durante a viajem até lá eu só conseguia pedir mentalmente para todos os deuses existentes que deixassem Jessica viver. Eu não queria, mas estava realmente preocupada com ela. Nós tínhamos nossas desavenças mas se algo ruim acontecesse com ela, eu não me perdoaria por não tê-la avisado sobre Kwon antes. Me sentiria culpada pelo resto da vida.

Quando chegamos ao nosso destino, me senti estranha como se o lugar fosse algo totalmente novo pra mim, como se eu nunca tivesse colocado os meus pés lá. A casa de Taeyeon era grande, tinha apenas uma outra cor e alguns poucos detalhes diferentes da ultima vez que eu a vi mas a sensação de estranheza continuava em mim. Ignorei aquele sentimento e rumei até a porta de entrada, eu estava tão nervosa que minhas mãos tremiam ao tocar a campainha. Fiz isso uma, duas, três vezes e nada. Nenhum som podia ser ouvido de dentro da casa.

Seohyun estava impaciente encostada ao lado do carro, ela gritou um “Talvez ela não esteja em casa, vamos embora.” Mas eu não conseguia ir embora, não era possível que Taeyeon não estava em casa, ela passava o dia todo naquele maldito ateliê que ficava nos fundos, pintando. Taeyeon odiava sair de lá pra qualquer outra coisa. De novo a imagem de Jessica morta me veio a cabeça me fazendo arrepiar de súbito e ao lado dela a de Taeyeon totalmente ensanguentada, meu coração começou a querer pular para fora do meu peito. Por sorte me lembrei de que na época em que eu e Taeyeon namoravamos, uma cópia da sua chave ficava na minha mão, presa ao meu chaveiro. Ela me deu como um pedido para que eu fosse morar com ela. Era algo que ela pedia muito na época. Depois do seu acidente eu nunca tive coragem o suficiente para entrar aqui.

Peguei o meu chaveiro da bolsa e para a minha sorte, a chave continuava lá, intacta. Inseri a chave na fechadura e a rodei ouvindo um clique logo em seguida. Praticamente invadi a casa correndo por todos os cômodos e chamando por Taeyeon, eu ja estava desesperada por não conseguir encontra-la na casa mas quando entrei em seu quarto ela estava lá. Com seu rosto amarrotado, e cabelo bagunçado como se tivesse acabado de acordar, envolta de lençóis brancos que escondiam parcialmente a sua nudez. Jessica estava ao lado dela, agarrada ao seu corpo de forma possessiva, como um cão de guarda protegendo o seu dono. Seu olhar preso em mim não tinha expressão alguma.

Engoli em seco. A cena toda me deixava tonta, e enjoada. Era de revirar o estômago. Em outras circunstâncias eu estaria feliz por elas estarem bem e vivas, mas vendo como Jessica se agarrava a Taeyeon, como o quarto todo tinha cheiro de sexo, eu só pude sentir raiva delas e nada mais que isso. Vendo que eu estava sem palavras Taeyeon sorriu aberto para mim.

— Oh, Tippany. Espero que não se importe em brincar à três - Sorriu alternando seu olhar entre mim e Jessica que continuava indecifrável enquanto me encarava. Taeyeon estava se divertindo com aquilo tudo, disso eu tinha certeza. Ela realmente falou sério quando disse que não seria exclusivamente minha como antes.

Meus olhos encheram-se de lágrimas com aquela cena, e com o tom debochado de Taeyeon para comigo. O quão burra uma pessoa pode ser em apenas uma vida? Enquanto eu rodava toda Seul de carro com Seohyun e Yoona a procura de Jessica para falar com ela e por preocupação também, ela estava aqui. Deitada na cama da mulher que eu amo, transando com ela e provavelmente rindo da minha cara.

Parabéns, Jessica. Mais um ponto pra você. É Incrível como me subestima a cada dia, seus jogos são tão sujos que as vezes eu só queria fazer com que você engolisse a Taeyeon de uma vez e nunca mais aparecesse na minha vida.

Deixei as duas lá aos beijos e caricias e saí da casa aos prantos, eu não queria que elas nem Seohyun me vissem chorar, eu não queria preocupa-la ainda mais porque ela já fazia tanto por mim, eu colocava tanto de mim sobre suas costas. Eu sabia que Seohyun já estava cansada disso, mas eu não pude controlar minhas lágrimas, a minha vontade de gritar e quebrar aquele quarto inteiro era enorme mas eu não fiz nada, não tive a capacidade de dizer uma palavra. Eu só sabia chorar. Ela conseguiu me ver agachada na frente da porta de Taeyeon chorando como uma criança e me trouxe até o carro. Porque eu não quis ouvir? Porque não fui pra casa dela descansar? Se tivesse feito isso, eu seria poupada de tanta humilhação, de toda essa dor que me consome agora.

Se Taeyeon estivesse na cama com qualquer outra, não me doeria tanto quanto doeu vê-la com Jessica.

 


 

Taeyeon-

 


 

Eu estava acordada a horas, mas não conseguia sair da cama. Era como se não tivesse nenhum bom motivo para tal. Jessica estava ao meu lado, com um dos braços ao redor da minha cintura e sua cabeça aconchegada em meu peito. Ela dormia tranquilamente, seu sono era calmo e seu corpo emanava um calor gostoso naquele dia frio. Me lembrava a nossa infância quando dormíamos juntas em nossas casas, Jessica sempre dava um jeito de se deitar ao meu lado e me abraçar como um urso de pelúcia, e agora ela fazia o mesmo. Eu gostava daquilo desde aquela época, não posso negar que o seu cuidado e carinho comigo eram algo que me fazia quere-la por perto cada vez mais.

Não pude deixar de me sentir um pouco culpada por ter feito com que ela dormisse aqui comigo. Eu sabia o que ela sentia, sabia que usa-la daquele jeito para suprir minhas necessidades era um grande erro, afinal ela era a minha prima e eu me importava de verdade com os seus sentimentos. Mas na noite passada quando ela veio até mim, preocupada com o meu bem estar e disposta a fazer as pazes, com aquele olhar todo arrependido, eu não pude deixar de sentir desejo por ela. Mesmo que isso significasse brincar com seus sentimentos, mesmo que ela me odiasse depois, mesmo assim eu a tomei pra mim em meus braços. Quando percebi que ela não me afastaria, trouxe a castanha até meu quarto e finalmente a fiz minha.

Enquanto eu velava seu sono, pensei no quanto tudo seria mais fácil se eu fosse apaixonada por Jessica assim como ela é por mim. Jessica era linda, seus traços eram perfeitos, seus lábios finos e rosados eram convidativos e acho que nem preciso falar do seu corpo, ela parecia uma boneca feita na medida certa em todos os aspectos possíveis. Qualquer um no meu lugar estaria satisfeito em tê-la do lado. Mas porque eu não conseguia me sentir assim? Eu queria tanto poder retribuir esse amor que ela supri por mim. Talvez assim eu não sofresse tanto por quem não merece nada de mim. Mas sentimentos não são tão fáceis, não são coisas que podemos controlar. Quando eles se instalam em uma pessoa, é difícil faze-los sair, as vezes até impossível.

Ouvi a porta de entrada ser aberta de maneira brusca, e logo depois a voz de Tiffany se fez presente gritando por mim por toda a casa como se estivesse desesperada. Será que ela já teria uma resposta pra mim? Não pude deixar de sorrir. Jessica tinha acabado de acordar e parecia confusa ao ouvir a voz de Tiffany pela casa. Quando a garota chegou até o meu quarto e se deparou com a cena de Jessica nua deitada ao meu lado, ela congelou.

Deixei um singelo sorriso escapar dos meus lábios, Tiffany estava pálida como um papel, por um segundo achei que seus pulmões esqueceram de fazer o seu trabalho direito. Eu podia ver tudo nos olhos da mais alta. Tinha dor, decepção, confusão, e raiva. Muita raiva. Era isso o que eu queria de você, Stephanie Hwang. Sua Raiva, a mesma raiva que você me deu ao saber de Kwon.

Olhei de soslaio para Jessica que encarava Tiffany sem a menor cerimônia e sem qualquer expressão em seu rosto, eu sabia que ela não estava confortável com aquilo mas não tinha muito o que eu pudesse fazer. Os olhos de Tiffany se enchiam de lágrimas enquanto pousavam sobre os meus. Eu estava gostando daquilo, tenho que admitir. Sorri para a maior e pedi que ela ficasse conosco com um tom debochado, mas ela saiu do quarto rumo a porta der repente sem resposta.

Logo em seguida Jessica se levantou rapidamente da cama e começou a catar suas roupas que estavam espalhadas pelo quarto. Eu já sabia, ela iria embora. Suspirei pesadamente, conseguia sentir o desconforto dela com aquela situação, ela estava irritada e eu sabia que um milhão de coisas se passavam por sua mente agora e uma delas era de que eu tinha usado ela para atacar Tiffany. O que não era bem uma verdade, já que eu não sabia que Tiffany viria hoje. Mas também não era uma mentira, eu me aproveitei da ocasião e tirei vantagem disso.

Jessica já estava quase vestida, só faltava encontrar sua blusa. Eu continuava sentada na cama formulando algum tipo de explicação que pudesse faze-la entender que não tinha feito aquilo de propósito, eu só queria atingir Tiffany e ninguém mais. Mas antes que eu pudesse abrir a boca, a garota com traços parecidos com os de Yuri invadiu o quarto batendo a porta na parede com tanta força que achei que a mesma cairia logo em seguida.

Me incomodei com aquela presença repentina, não fazia ideia de que ela estava aqui e de que mais alguém além de Tiffany e Jessica me veria totalmente nua hoje, coberta apenas por lençóis e mais nada. Aquela confusão toda já estava me chateando e o jeito que Yoona olhava pra mim me deixava mais impaciente do que de costume. Eu definitivamente não gostava daquela garota.

— Eu espero que vocês estejam felizes. - Falou intimidadora, sua raiva estava mais do que na cara. Eu até me sentiria feliz com o descontentamento dela, mas eu queria me explicar para Jessica que já estava pronta para sair quando foi impedida pelas palavras de Im Yoona. — Nós acabamos de sair do hospital, Tiffany estava internada lá… - Ela começou, Jessica e eu congelamos com a ultima frase. Porque Tiffany estava no hospital? — Kwon Yuri teve um surto e foi até a empresa tentar matar a Tiffany com um tiro na cabeça, enquanto vocês... transavam. - Ela cuspia as palavras, parecia se importar muito com Tiffany mas eu não tinha tempo para pensar nisso agora, meu coração estava acelerado. Jessica tinha uma feição assustada e sua boca estava entreaberta como se ela quisesse dizer algo mas não tivesse coragem o suficiente. — Tiffany quase morreu, mas sabem com o que ela estava mais preocupada? Com vocês duas. - Gritou nos fazendo quase pular com o susto da sua voz. Im Yoona agora parecia outra.

Seohyun apareceu por trás dela caminhando a passos largos e pesados. Ela nós olhou com tamanho nojo, que eu senti ânsia de mim mesma. Ela passou rapidamente por Yoona e parou em frente a mim, seus olhos emanando pura decepção. Aquilo doía tanto. Se Seohyun que não tinha nenhum tipo de relacionamento comigo estava decepcionada, não quero nem imaginar o que Tiffany estaria sentindo agora.

— Ao invés de estar em casa descansando, Tiffany estava rodando toda a Seul preocupada com você Jessica, imaginado onde você poderia estar. E com você também Taeyeon. Ela tinha medo de Kwon vir atras de vocês, e matar as duas. - Ela disse enquanto seu olhar passava de mim até Jessica. — E o que vocês estavam fazendo? - Soltou uma gargalhada dolorosa. — Estavam transando... Eu sinceramente espero que Yuri ache vocês duas.

Eu não sabia o que responder, eu queria me defender. Dizer que eu não fazia ideia do que tinha acontecido com Tiffany antes dela vir parar aqui, mas eu não podia. Seohyun não ouviria as minhas explicações, muito menos Yoona. Meu peito doía e meus olhos sentiam necessidade de deixar que minhas lágrimas lavassem meu rosto. Só a possibilidade de Tiffany morrer por minha causa me deixava apavorada. Eu me sentia culpada e egoísta naquele momento.

— Vamos embora, Seo… Tiffany precisa de nós agora. - Falou Yoona, puxando sua namorada pelo braço até que as duas estivessem fora da casa.

Corri até a janela da sala e de lá pude ver Tiffany dentro do carro com seu rosto vermelho e molhado de lágrimas que ela havia derramado por mim. Me senti tão nojenta e infantil que quase corri até lá para me desculpar, para pedir de joelhos que ela me perdoasse por tudo isso, mas Jessica me parou no meio do caminho. Ela estava com o semblante tão culpado quanto o meu.

— Não adianta ir atrás dela agora… você sabe. - Ela disse com sua voz baixa como um sussurro, e eu sabia que ela tinha razão. Ninguém me ouviria, ou daria importância depois do que viram aqui hoje. Então eu só pude ficar ali, observando o carro ir embora levando consigo quem eu mais amava, e sem nenhuma garantia de que ela voltaria.

 


 

 


Notas Finais


Não consegui revisar adequadamente então se acherem algum erro por favor me perdoem.
Espero que tenham gostado do capitulo, vou ficar esperando pelos comentarios de voces.
Mais uma vez obrigada pelos 100 favoritos \o/

Até a proxima <3


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