História Wicked Games - NorminahG!P - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camren, Camreng!p, Dinah Jane, Fifth Harmony, Lauren Jauregui, Normani Kordei, Norminah, Norminahg!p
Visualizações 300
Palavras 3.110
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Luta, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 28 - Everything So Unexpected


      [Point Of View's Dinah]


    - Você não sentiu isso, Dinah? — Ally perguntou olhando meu supercílio. — Fora o machucado que ainda tem em seu nariz. Não doeu?


    - Eu apenas limpei o sangue, mas depois ocorreu tudo aquilo e acabei esquecendo a dor. Meu nariz não está doendo tan.. AI! — Gritei enquanto ela limpava o ferimento.


    - Não está doendo, Jane? — Ela perguntou de forma cínica. Bufei. — Pare de agir como uma criança, Dinah!


    - Não estou agindo como criança! Dá pra ser mais delicada? — Perguntei.


    - Delicada só a Mani, vou chamá-la!


    - NÃO! — Segurei em seu pulso, a impedindo de tentar chamar Normani. Novamente. — Pode continuar, vou ficar quieta. Prometo!


    - Vocês têm que conversar, Dinah! Sobre vocês! — A baixinha falou séria, voltando a tratar do meu supercílio.


    - Eu sei, Ally, eu sei! Mas ainda estou chateada. Ela praticamente defendeu aquele mauricinho, aquilo foi demais pra mim — Respondi, claramente irritada.


    - Ela está com medo, DJ! E você a tratando assim, falando somente o necessário, só vai deixá-la pior.


    - Eu vou protegê-la, isso não vai mudar. Nunca. — Suspirei — E vou conversar com ela, sobre nós. Está bem?


    - Assim espero. — Ela murmurou — Pronto! Curativo feito. Espero que não chame nem eu, nem Lauren ou Camila para trocar... — Ela falou como uma mãe dando sermões.


    - Não irei. — Respondi prontamente. Ela deixou um beijo em minha testa e então saiu do banheiro. Respirei fundo algumas vezes e então sai dali também. Olhei no espelho do closet de Normani, ajeitei o cabelo e coloquei o boné. Peguei minhas coisas e desci as escadas.



  (...)


      Horas depois...


    Eu estava sentada na poltrona do avião que Verônica havia mandado preparar. Camila sentou com Lauren, Ally com Ariana, e Normani comigo. Os outros decidiram entre si.

Estava com a cabeça encostada no estofado bastante confortável, todos já haviam comido algo, pois ninguém havia almoçado e já estava tarde, menos eu. Eu não conseguia sentir fome alguma. Só conseguia pensar no quanto estava perto de colocar as mãos no Thierry e dar-lhe uma boa surra. A ansiedade tomava conta de mim fazendo com que eu não sentisse fome. É claro que já havia pensado em Normani também, na verdade, eu sempre pensava na morena, que agora se encontrava dormindo ao meu lado. Eu sabia que não estávamos bem, e pensar nisso sempre me assusta. Tenho o pressentimento de que algo vai acontecer, e será bom e ruim ao mesmo tempo. Confuso, eu sei. Mas eu prefiro mesmo que seja só um pressentimento, causado também pela minha ansiedade.


    - DJ? — Ouvi a morena chamar calmamente, então virei para encará-la. — Está tudo bem? — Ela perguntou e eu neguei, olhando para aqueles castanhos. — Podemos conversar? — Assenti. — Será que dá pra você falar alguma coisa?! Está me deixando agoniada apenas mexendo a cabeça.


    - Desculpe. — Murmurei ainda olhando em seus olhos.


    - Será que você pode parar com isso, por favor? — Ela pediu depois de longos segundos. Era explícito que ela estava ficando sem graça com aquilo, mas eu não conseguia parar.


      [Flashback On]


     - Será que dá pra você parar com essa merda?! Que porra! — A morena amarrada a minha frente falou irritada. Me diverti internamente com aquilo.


     - Ué, acho que tenho o direito de olhar pra onde eu quiser, não é mesmo?  — Falei arqueando uma sombrancelha. — Então, quero olhar pra você. — Continuei a encarando atentamente.


     -Por favor, para! — Ela pediu, usando um tom de voz que – não sei se foi proposital mas acredito que não – me fez arrepiar.


     - Você é linda. — Eu acabei pensando alto demais, mas depois nem liguei. Era a verdade mesmo. A vi revirar os olhos.


      [Flashback Off]


    - Você é linda. — E, novamente, pensei alto demais. Como um estalo, ela pareceu lembrar da mesma coisa que eu. Mas dessa vez ela não revirou os olhos, no lugar ela deu um sorriso da maneira mais sincera.

Eu havia me perdido completamente naquele castanho que seus olhos possuiam – Era o que eu pensava.


    - Nós precisamos conversar — Ela murmurou depois de alguns segundos. Tentei despertar dos meus devaneios, e então assenti novamente. — Me desculpa, eu não quis dizer aquilo hoje mais cedo. Soou errado, confuso, contraditório, enfim. Não era pra sair daquele modo. Sei que você está chateada, e não é pouco.


    - Mani, eu não sei o que você quis dizer, e nem me interessa mais. Eu só estou preocupada agora, com o que você está omitindo de mim. Eu sei que tem algo. — Falei tranquilamente. Ela começou a brincar com os próprios dedos e suspirou algumas vezes. — Eu estou aqui, Mani. Não vou deixar você.


    - Eu só estou com medo, Dinah. Apenas isso.


    - Eu não vou deixar nada acontecer com você.


    - Mas, e você? 


    - Eu sei me cuidar.


    - Mas e se..


    - Se acontecer algo comigo, você estará em perfeitas condições pois não deixarei acontecer nada com seu corpo maravilhoso, então cuidará de mim. — Falei sorrindo, e ela também não se conteve e acabou rindo também.


    - Você não vai me deixar agora, não é? — Ela perguntou de repente, me fazendo franzir o cenho.


    - Por que essa pergunta agora? — Perguntei — Eu já disse que..


    - Não pergunta nada de volta, apenas me responda. Por favor! — Ela insistiu — É só isso que eu preciso.


    - Se isso for fazer você se sentir mais aliviada... — Suspirei — ...Não, não vou deixar você! Mas agora me responde o porquê. — Fui pega de surpresa quando ela soltou seu cinto e me abraçou. Retribui depois de alguns segundos e me permitir sentir o cheiro de seu perfume amadeirado, que eu tanto amo, impregnado na sua roupa. Apertei seu corpo em meus braços, enfiei o rosto na curva de seu pescoço e exalei aquele cheiro que me deixava anestesiada. Ela levou uma mão até minha nuca e iniciou um leve carinho. Tentei me contentar com o fato de que ela não iria me dizer o motivo para aquilo e resolvi não insistir. Passar-lhe segurança. Talvez isso fosse o melhor a se fazer naquele momento. — Você está passando a maior parte do tempo se preocupando com o futuro. Tentando prevê-lo. Mas eu te peço, por favor, para que não faça isso. Querer desvendá-lo não vai lhe ajudar em nada. Você só criará expectativas e as chances de algo ruim acontecer só aumentarão, e é nessa hora que a vida vem e lhe passa uma rasteira. Então você vai ficar lá, se perguntando onde errou e se sentindo culpada, sem nem ao menos entender como tal coisa aconteceu. É isso que a vida não quer, Manz! Que você passe tempo demais pensando no que pode acontecer amanhã, enquanto algo está lhe sendo proporcionado bem diante desses belos olhos. Por isso ela é obrigada a fazer algum acaso ruim acontecer. Pra vê se você se desprende dos pensamentos e teorias que seu cérebro cria, e aproveita os pequenos momentos bons que ela está lhe dando... Eu estou aqui, Manz. Pra você e por você. Não tenho medo de admitir isso, pois você está me dando coragem o suficiente para deixar aos poucos essa minha frieza de lado e, permitir uma Dinah Jane que eu enterrei anos atrás, florescer novamente. — Respirei fundo, me sentindo aliviada.


    - Você está se tornando uma parte de mim, DJ — Ela falou baixinho. Sorri involuntariamente ao ouvir aquilo. Confesso que, no fundo, eu estava um pouco supresa, pois nunca tive a oportunidade de receber esse tipo de.. Declaração?!


    - Estou? — Perguntei, me martirizando em seguida. “Você é uma idiota por perguntar isso, Dinah!”


    - Sim... Você está — Ela respondeu sorrindo. Acho que estava ciente de que eu ia cometer uma idiotisse dessas. Me afastei o suficiente, apenas para encarar seu rosto:


    - Me desculpa, eu não devia ter..


    - Não precisa se desculpar — Ela pousou seus dedos em meus lábios, me fazendo calar a boca. — Eu sei que peguei você de surpresa com isso, mas saiba que não me arrependo. Sei que sou correspondida. Suas atitudes mostram isso.


    - Devo dizer que tenho sorte por te você. — Falei a encarando feito uma boba. Percebi que ela ia falar algo, mas simplesmente a calei um beijo, que pro meu azar foi interrompido por uma voz que eu conhecia bem, quando estava prestes a aprofundá-lo.


    - Meu casal! Se isso não acontecesse logo, eu ia quebrar a cara da DJ! — Camila falou batendo palminhas e pulando. Respirei fundo procurando manter a calma. Já faziam horas que eu não beijava Normani, e quando o momento que eu tanto desejo acontece, me surgi a Camila. “Calma!” Normani sussurrou rindo em meu ouvido. Nos afastamos e eu encarei Camila com um olhar mortal.


    - Oi, Mila! — Normani fala educadamente, como sempre, e Camila senta em seu colo, jogando as pernas em cimas das minhas. A olho incrédula.


    - Vai se fuder, Camila! — Empurro suas pernas e quase a faço cair.


    - Ai Cheechee! Credo, que mau humor! — Ela reclama se ajeitando em cima de Normani, que só fazia rir. — Você terá muito tempo para beijar e até mesmo para..


    - Por que você não aproveita e vai procurar o que fazer com a sua namorada? — Pergunto de braços cruzados.


    - Porque ela foi buscar algo para comermos, e também porque me deu vontade de ficar aqui com o meu casal. — Ela passa os braços ao meu redor, me abraçando fortemente.


    - Ally tira a Camila daqui!!! — Choramingo para a baixinha que estava sentada um pouco mais a frente. — Me solta, Camila, você está me sufocando! ALLY! LAUREN!


    - Para de gritar, Dinah! Quase todos estão dormindo — Normani me repreendeu entre risos. — Vem cá, Mila! Me abraça!


    - Por isso eu amo a Mani — Camila resmungou me mostrando língua e se jogando na morena novamente. Revirei os olhos. “Latina abusada!”


    - Vocês viram a.. Ah, você está aqui! Trouxe bananas e chocolates — Lauren falou entregando as guloseimas nas mãos da namorada, que estava radiante com as bananas em sua frente.


    - Eu preciso ir ao banheiro! — Normani falou tirando Camila de seu colo. Em seguida, ela saiu correndo e Lauren sentou em seu lugar, colocando a latina em suas pernas.


    - Vocês estão bem? — Lauren perguntou se referindo a mim e a morena que acabará de sair. Camila estava atenta nos observando, apenas comendo sua banana.


    - Sim. Decidi não perguntar mais nada a ela. Será melhor. Vou somente tentar distraí-la, das maneiras que estiverem ao meu alcance. — Falei sorrindo.


    - Você está certa. — Camila falou após mastigar. — Espere. Vamos ter que saber em algum momento.


    - Tudo bem. — Suspirei — Mas agora será que vocês podem voltar pro lugar de vocês?! Saiam! — Empurrei as duas que sairam resmungando. Camila me xingou de tudo o que veio em sua mente, mas eu nem liguei, no fundo ela me ama mesmo. No final, consegui fazer elas irem sentar. Fiquei preocupada com a demora de Normani e resolvi ir atrás dela. — Manz? — Chamei e antes que eu pudesse bater na porta, ela foi aberta e Normani tomou um pequeno susto quando me viu.


    - Eu estou bem, DJ — Ela falou sorrindo e tocando em meu rosto.


    - Eu só pensei que..


    - Eu sei o que você pensou, mas pode ficar tranquila, estou bem. Vem! — Ela me puxou de volta até o lugar onde estávamos. Passei por Lauren e Camila, então:


    - Oi, delícia! — Camila passou a mão pelo meu membro, através da calça e sorriu sacana. Me esquivei a olhando de cara feia e Normani desferiu um tapa em sua mão.


E assim seguimos a viagem inteira...


Camila me perturbando

Lauren ameaçando contar algum podre meu para Mani

Ally, que eu gritei por ajuda, se juntou as duas e ficou me zoando.

E Normani, que ria e me batia quando Lauren contava o nome de alguma mulher que.. Enfim.

Eu fiquei apenas tentando me defender, – sem sucesso algum, é claro! – tentando argumentar algo, mas nenhuma deixava. Fiquei me perguntando o porquê desse preconceito só comigo.


  (...)


       Moscou - Rússia. 07 de Fevereiro de 2017, 08:23 AM


    Finalmente... Depois de 17 horas e alguns minutos de voo, chegamos na Rússia!


Eu não aguentava mais ficar dentro daquele avião. A única parte boa ali dentro, foi poder estar de bem com Normani e fazer aquele clima pesado ir embora. Falando na morena, ela não solta minha mão desde que descemos, e isso está sendo maravilhoso.


    - Eu estou viajando o mundo só com esse caso. — Verônica falou estalando as costas. — É bom voltar aqui.


    - Você já veio aqui? — Lauren perguntou


    - Eu tenho uma casa aqui Jauregui. — Verônica respondeu — Tive que morar nesse país por uns tempos, logo no inicio da minha carreira no FBI.


    - Entendi. — Lauren murmurou.


    - Acho melhor irmos logo. Agora são 08:25 AM — Lucy falou olhando em seu celular. 


    - Esse fuso horário me deixa louca — Camila resmungou bocejando, arrastando sua bolsa.

Segui com Normani para onde haviam três carros pretos estacionados. Pedi para Lauren dirigir e a mesma aceitou. Os outros se dividiram com Verônica e Valentin.


    - Dinah? — Lauren chamou assim que abriu a porta do motorista. Ela estava encarando um ponto fixo dentro do carro e seu semblante era sério. Mas que porra aconteceu agora? Caminhei rapidamente até ela, ainda segurando na mão de Normani.


    - O que foi, Laure.. — Interrompi minha fala assim que segui seu olhar. Dei um pulo pra trás assustada e Normani virou de costas com as mãos na boca. Tinha um homem, muito bem vestido, morto ali.


    - Chame a Verônica, Camz — Lauren falou para a namorada que estava ao seu lado, com uma expressão de dúvida. Camila nem precisou dar dois passos, pois Verônica surgiu atrás de nós junto com Lucy para saber o que estava havendo. Sua reação não foi nada diferente da nossa.


    - O que vocês estão fazendo paradas aq.. Jesus! — Valentin se aproximou e levou a mão ao peito ao se deparar com a cena. Por instinto, ou algo parecido, puxei Normani para o meu lado. Mas ainda de costas para o homem apagado ali. Ela não queria ver aquilo, e nem eu deixaria. — O que diabos é isso?


    - Chame todos aqui, Valentin! Eu não quero que ninguém tire os pés desse lugar e nem se afaste dois metros de mim ou da Dinah. — Verônica avisou digitando algo em seu celular.


    - Lauren, ajude a Camila e a Ally! Procurem qualquer coisinha que seja, em qualquer canto desses carros. Tem que haver algo, deixado propositalmente. — Falei e as três assentiram.


    - Harry, Louis, Halsey e Ariana. Preciso que vocês venham comigo. Valentin, Keana, Ashley e Josh, se a Dinah pedir algo, façam! Ajudem! Lucy você vem comigo também — Verônica falou seriamente e então caminhou junto aos outros, para dentro do aeroporto.


    - E então, Dinah? — Ashley perguntou, demonstrando estar disposta a fazer o que mandar.


    - Ok. Quero que vocês procurem qualquer coisa que possa nos ajudar por aqui. Explorem essa pista de voo e tentem achar pelo menos um fio de cabelo — Falei para os quatro que me olhavam atentamente. Valentin e Keana ficaram calados o tempo inteiro. Eles se dividiram e começaram a rondar o local. — O local está pouco movimentado. — Murmurei.


    - Vários aviões já devem ter decolado. Daqui a pouco o movimento aumenta, ou talvez não. Depois disso... — Normani explica. Suspirei. — Ele está só sangue? — Ela pergunta se referindo ao homem apagado.


    - Não, e essa é a parte estranha. — Eu respondo e então ela se vira para olhar. — Você já o viu?


    - Não faço ideia de quem seja. E isso me apavora mais ainda. — Ela estreita os olhos, tentando reconhecer a pessoa ali. — Ele está morto mesmo?


    - Com certeza.


    - Mas ele nem está sujo de sangue.. — Ela murmurou com uma carinha confusa. Eu ri e a puxei pela mão.


    - Aprenda uma coisa, amor. Está vendo essas marcas aqui? — Eu pergunto apontando para o pescoço do rapaz e ela confirma — É perceptível que são marcas de mãos. Ou seja, alguém o sufocou até chegar ao desmaio. O único jeito de matá-lo sem deixar impressões, é com um golpe. Em um único lugar.


    - No ouvido? — Ela pergunta demonstrando interesse.


    - Exato. — Concordo sorrindo — Você pode acertar algumas partes bem sensiveis e de extrema importância do ouvido, com qualquer objeto discreto, simples e bastante afiado.


    - Você já fez isso alguma vez? — Ela perguntou.


    - Infelizmente, sim. — Suspirei abaixando a cabeça. — Era um senhor. Dono de uma marca de perfumes que estava prestes a se aponsentar. Para agilizar isso, o filho único, que comprava drogas de Thierry, o pediu para dar um fim em seu pai, pois queria logo tomar posse das empresas que só cresciam cada dia mais. Thierry me mandou ir lá. Me apresentou pro moleque, mas não revelou meu rosto. O senhor estava dormindo quando cometi aquilo. Foi rápido.


    - E ele não tinha esposa? — Ela perguntou e eu neguei.


    - Pelo o que eu soube, era divorciado. Ninguém desconfiou de que o mataram. Eu limpei o pouco sangue que continha em seu ouvido. O filho disse que a causa da morte foi um infarto e que ele tinha sérios problemas de saúde. Ninguém desconfia até hoje, e o filho viciado está lá. Comanda as empresas e esbanja toda sua riqueza pelos quatro cantos do mundo, como sempre quis. — Finalizei cruzando os braços.


    - Uau. — Foi o que ela pronunciou, em um tom de voz claramente surpreso.


    - Eu não quero mais ter que fazer isso, Manz — Falei após alguns segundos em silêncio.


    - E você não vai! Pode ter certeza disso. — Nos encaramos de uma forma cúmplice por alguns instantes. Um sorriso se formou em seus lábios e então sorri de canto.


    - DJ? — Ouvi Lauren chamar e virei em direção a sua voz. A vi se aproximar correndo. — Encontrei esse bilhete embaixo de um dos bancos. — Tirei o papel de sua mão e li:


     “A próxima pode ser o bem tão precioso que você roubou de mim.

      - T.”


    - É uma armadilha. — Murmurei.



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