História Wild - Capítulo 1


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Minha primeira história original que posto na internet, espero que gostem e façam boas proveito de sua leitura.
Bom dia, boa tarde e boa noite. ♥

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Wild - Capítulo 1 - Prólogo

Prólogo

Livro 1 - Aurora

Wild

 

As velas estavam apagadas e as cortinas fechadas, o garoto estava sentado sobre a cama com medo do silêncio intenso que dominava sua casa. Ouvia as batidas do próprio coração, o sangue passando pelas veias e até mesmo das células se reproduzindo em seu corpo, portanto, era incomum aquele silêncio ensurdecedor de repente naquela noite.

        A casa sempre estava cheia de criados, visitantes e familiares, mas não naquela noite. O pequeno garoto parecia pressentir o perigo que lhe assombrava no enorme quarto escuro e, os olhinhos cor de outono lacrimejavam quase em lágrimas. Ele fechou as pequenas mãos e encolheu-se na enorme cama sentindo que o coração pularia para fora do peito.

        No outro lado da mansão, o filho mais velho observava o pai sentado sobre a poltrona em meio a escuridão iluminada por poucas velas, a mãe estava em pé de frente à lareira e seu pequeno irmão, Louis, estava sentado ao chão brincando com os próprios dedos. Ele mesmo não entendia o motivo de estar sendo chamado pelo pai no meio da noite, quem dirá o pequeno Louis.

        Desconfiava que o patriarca havia tomado uma decisão em relação aos gêmeos, Louis e Benjamin, e ele temia por isso. Benjamin, ao contrário de Louis, era fraco, tímido e indefeso, e além disso, ficara três anos em coma e acabando por acordar há alguns meses. Já Louis era muito falante, extrovertido, autoritário e tinha uma aura má em alguns atos, exatamente como tinha que ser um líder da família Blacker. Entretanto, isto estava longe de ser o problema real.

        — Meu filho... — o pai chamou-o em um tom alto, mas pausou tentando achar as palavras certas enquanto levantava-se da poltrona. — Já deve imaginar o que tenho para lhe dizer, mas ainda assim irei dizer-lhe. — pausou olhando para o rosto de seu primogênito detalhadamente.

        Seu pai era um homem de idade incalculável, mas ainda parecia no auge de seus trinta anos com longos cabelos negros, olhos em tom de vermelho escuro, a pele branca, a barba negra e a postura impecável de um homem bem vivido.

        — Diga, meu pai. — o filho respondeu tentando parecer confiante.

        — Sabes que nunca pediria a você isso se eu pudesse fazê-lo, mas como não tenho outra opção, confiarei está tarefa  somente a você. — o pai disse com uma confiança na voz e um olhar impiedoso quase que contrariando a postura triste da mãe logo ao seu lado. — Terá de matar um dos gêmeos.

        Ele sabia desde o começo que aquilo teria de ser feito, mas não por ele.

— Por que está tarefa tem de ser minha? — Sebastian respondeu quebrando o silêncio e assustando o pequeno Louis. — Não sou o único filho que tens, há Joseph, Thomas, Nathan e John, e você escolhe justamente eu. — o tom de voz do rapaz demonstrava a indignação e os passos aproximando-se do pai.

— Se não matar um dos dois, ambos irão morrer e você é o mais velho, querido. — a mãe finalmente interveio parando entre o filho e o pai. — Posso abrir mão de um dos dois, mas não dos dois. — ela suspirou tocando a mão quente no rosto do filho.

Sua mãe parecia não envelhecer nunca. Os olhos azuis, os cabelos ondulados e negros, a pele pálida, o sorriso gentil, o corpo pequeno e magro, as mãos quentes e o ar maternal que só ela tinha naquela casa, naquela família, naquele mundo. Sua mãe era a única que lhe dera o carinho preciso para que ele não se torna-se um monstro como o pai.

Sebastian abaixou o olhar e suspirou compreendendo a mãe. Ele sentiu um dor imensuravelmente sentimental no peito, como se ar estivesse envenenado e ele não conseguisse respirar mais. Afastou-se da mãe temendo que pudesse sentir como ela estava se sentindo e lançou um olhar ao pai, que estava de costas e encrava o fogo da lareira.

— Saíam da casa e levem o Louis com vocês essa noite. — ele engoliu as palavras secas e respirou fundo ao ver a expressão de dor de sua mãe. — Por favor, me perdoe, mãe. — ele pediu e ela assentiu com os olhos cheios de lágrimas enquanto pegava Louis no colo.

Ele virou as costas e saiu andando temendo desistir se olhasse mais uma vez para a mãe. As botas pesadas faziam um barulho alto no assoalho de madeira lustrosa, os corredores estavam cada vez mais escuros e ele podia ouvir a movimentação dos pais assim que começou a subir as escadas. Entrou em seu quarto, — o penúltimo do corredor —, e bateu a porta com força. Não podia se descontrolar ou seu pai sentiria sua indecisão. Frio como uma pedra, ele se jogou na cama e ficou olhando para o teto por longos minutos. Vinte e um anos, irmão e assassino, que vida linda que terei, ele pensou quase que rindo de nervoso.

As famílias de demônios eram sempre traiçoeiras e assassinas, matavam seus entes queridos como se fossem animais, não tinham um amor real pelos outros, não respeitavam as regras familiares que sua mãe lhes contou quando crianças. Sabia que seu pai traía sua mãe sempre, que matava alimentava-se de humanos e assassinava sem dó nem piedade os demônios de famílias menores. 

Aquilo não era a família que ele queria ter.

Ouviu a porta da frente bater e em seguida o barulho das rodas da carruagem contra os ladrilhos do pátio da mansão, eles se foram até o amanhecer. Ele levantou-se rapidamente, pois não sabia quanto tempo teria até eles voltarem e correu para fora do quarto com passos largos. Os olhos dele estavam lacrimejando e a dor no peito só aumentava quanto mais perto estava do quarto de Benjamin. Não mataria seu querido irmão mais novo sem ao menos tentar salvá-lo.

— Sebastian? — a voz de um de seus irmãos lhe chamou e o mesmo parou congelado. — O que está acontecendo? — o mesmo questionou.

— Joseph, tenho uma tarefa. — Sebastian respondeu virando e deparando-se com os olhos verdes sonolentos e o cabelos negros caindo sobre o rosto. — Nosso pai, me deu uma tarefa de...— foi interrompido.

— Vai mesmo matar o Benjamin? — Joseph questionou-o com um expressão duvidosa enquanto prendia os longos cabelos negros para  trás. — Ou irá fugir para salvar a vida dele? — indagou mais sério.

— Joseph, me ajude. — Sebastian parecia implorar ao mais novo agarrando suas mãos. — Abra o portal para mim e fuja comigo e Benjamin. — encarou os olhos verdes do irmão e o mesmo pareceu tentado a esta escolha.

 — Você sabe que papai me acharia em qualquer lugar. — Joseph afirmou cabisbaixo. — Abrirei o portal para você e Ben, vão para o mais longe possível e nem mesmo eu saberei para onde. — disse empurrando o irmão.

— Mas você? — Sebastian indagou com os olhos marejando em lágrimas. — Ele irá te matar, Joseph. — afirmou. — Por favor, venha comigo, por favor!— exclamou, porém o irmão parecia impassível.

— Ele não irá me matar, pois nem saberá que abri o portal para você. — Joseph afirmou e Sebastian sacou as lágrimas, abraçou o irmão e saiu correndo em direção ao quarto do pequeno irmão.

Assim que abriu a porta, deparou-se com o mesmo sentado nos pés da cama e ao chão estava um dos criados. Ele suspirou e aproximou-se sentindo o olhar de ambos sobre si. Ele ajoelhou-se em frente a Benjamin e ao lado do pequeno garoto, e sorriu.

— Sebastian, Louis bateu em Willian. — Benjamin choramingou com seus olhinhos brilhantes fazendo Sebastian olhar para o garoto e ver os hematomas roxos em seu rosto. — Disse para ele que daqui um tempo, irá matá-lo. — disse soluçando.

— Vai ficar tudo bem. — acariciou a mão pequena de Benjamin e os cabelos loiros de Willian. — Nós vamos embora daqui essa noite, e você, Will, não apanhará mais de ninguém. — Sebastian murmurou.

— Mas e a mamãe? — Benjamin questionou assustado.

— A mamãe não irá, mas quer que você viva em outro lugar por enquanto, certo? — Sebastian questionou e Benjamin assentiu rapidamente. — Não levaremos nada daqui, apenas as roupas que estamos vestindo e como não sei onde vamos, coloquem casacos grossos. — Sebastian indicou levantando-se.

— Eu não tenho casaco. — Willian respondeu sem graça enquanto desviava os olhos verdes de Sebastian.

— Vista um casaco de Benjamin e vamos. — respondeu indo até a porta, onde deparou-se com Joseph andando com passos silenciosos. — Alguém o viu? — Sebastian questionou e Joseph negou com a cabeça. — Vamos, meninos. — chamou-os.

— Meninos? — Joseph questionou-o.

— Vou levar junto um dos criados que está ameaçado de morte por Louis. — Sebastian respondeu e Joseph entreabriu os lábios incrédulo.

— Por Louis? — Joseph questionou mais a si mesmo do que o próprio irmão.

Sebastian puxou os capuzes cobrindo os cabelos e rostos de ambos os garotos. Os olhos brilharam para o irmão e ele abraçou Joseph com força e carinho, e em seguida, o mesmo abraçou Benjamin e Willian em uma despedida triste que impedia lágrimas.

— Fecharei remotamente do meu quarto o portal, então, corram. — foi o último pedido de Joseph naquele corredor escuro com poucas velas e sem nenhum quadro nas paredes, nem mesmo uma foto de família.

Os conselhos da mãe, as brigas com o pai, as brincadeiras entre irmãos e os desentendimentos dos mesmo ficariam todos para trás e, eles buscariam uma vida melhor e era nisso que Sebastian estava crendo. Não mataria seus irmãos por nada neste mundo e mesmo que fosse morto por um deles, sua honra individual estava intacta... por enquanto.

(...)


Notas Finais


— Obrigado por lerem, deixem seus comentários, críticas e ideias. Desde já, agradeço.


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