História Wild - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Costia, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Indra, Jasper Jordan, John Murphy, Lexa, Lincoln, Marcus Kane, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Clarke Griffin, Clexa, Distopia, Lexa, The 100
Exibições 28
Palavras 1.364
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Hentai, Romance e Novela, Survival, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Capítulo curtinho e simples porque estou em período (fodido) de provas, mas não queria postar muito tarde. Logo volto com um maiorzinho, prometo :3

Capítulo 4 - Cheiro de Shampoo de Morango


Passei o pouco que restou da noite em claro, remoendo a briga com Octavia e os supostos sinais do interesse de Lexa por mim, que eu, sinceramente, não conseguia enxergar. Até gostaria, por um lado. Quem não gostaria de ter alguém como Lexa manifestando qualquer tipo de afeição?

Levantei e caminhei até o espelho, parando para analisar minha figura por alguns instantes. Meus cabelos completamente desgrenhados, os primeiros sinais de olheiras da minha vida e o corte do canivete enrolado por um pano aleatório que eu encontrei no chão da van eram os principais indicadores de que eu talvez não soubesse tão bem onde estava me metendo. Eu era privilegiada, sim, não havia dúvida; só o fato de eu considerar fatores estéticos como indicadores de más escolhas já era o suficiente para explicitar isso. Entretanto, o que – ou quem – poderia me livrar da mentalidade de garota branca de classe alta? E eu me considerava tão diferente das outras...

Coloquei qualquer coisa no corpo e decidi dar uma volta pelo prédio, descobrir algum lugar novo. Ao passar pelo corredor, notei que a porta do quarto da comandante estava aberta, e Ontari estava na cama, dormindo como uma pedra e roncando tão alto que me admirei por não ter ouvido antes. Lexa, porém, não estava lá. Será que Ontari dormiu aqui ontem também?, perguntei-me, mas preferi não ir a fundo com esse questionamento, percebendo que a resposta poderia me incomodar de alguma forma – eu não sabia dizer qual.

Considerei subir as escadas, mas acabei optando pelo elevador. Pelo andar mais alto do elevador. Era o 15, o que era bem alto. Agora me perguntava se todos os andares eram ocupados pelos órfãos, mas era pouco provável, nem havia tantos assim. Enquanto esperava a hora de descer, peguei o celular para checar rapidamente as mensagens: doze. Desisti. Depois lido com isso. Ligações, mais de 30: muitas da minha mãe, algumas do Wells, algumas do Kane e apenas uma de um número desconhecido. Uma dor aguda se manifestou desde o corte na minha mão até o meio da minha testa, espalhando-se por todo o meu corpo no mesmo instante. Por que eu não tenho simplesmente um frio na barriga?, pensei, gemendo mentalmente.

Ao chegar no último andar, onde não havia nada além de uma escada e de grandes janelas que se valiam das luzes da cidade para iluminar ali, meu coração apertou quando meus olhos localizaram imediatamente a rua da minha casa. A última ligação recebida havia sido de Abby, a pior melhor mãe do mundo, com apenas alguns minutos de diferença do número desconhecido. Novamente aquela sensação terrível, aquela dor no peito: eu sabia quem era, eu só precisava confirmar. Decidi ligar para a minha mãe, embora ela certamente estivesse dormindo – eu sabia que havia deixado o meu toque no máximo, e isso me cortava um pouco o coração.

Antes de qualquer coisa, desliguei todos os dispositivos de localização. Agora estou segura, pensei, e liguei. Ela atendeu no terceiro toque, um tanto afobada:

- Clarke! Está tudo bem? Onde você está? Seu pai disse que não sabe, mas você não está lá.

Era só isso que eu queria saber, obrigada.

- Mãe, está tudo bem, eu estou segura em um lugar seguro com pessoas que me fazem sentir segura. – era uma mentira cabeluda, mas tanto eu quanto ela precisávamos disso. – Eu preciso de um tempo. Pra processar tudo. Pra falar com o meu pai, pra ler as letrinhas miúdas, pra perdoar você.

- Eu sei, filha, mas você está me deixando virada em nervos, sua cretina. – ela respondeu, e eu não pude evitar aquela risadinha básica. – Do que você está rindo? Olha, onde você está, hein? Se não está no seu pai...

- Relaxa. Já vou pra lá. E falo com você outra hora, mas não se preocupe. Tenha um bom dia.

Encerrei a chamada antes de ouvir a sua despedida; eu sabia que isso me amoleceria fácil, fácil. Estando longe, agora minha mãe não parecia tão ruim assim, eu mal lembrava de suas falas cheias de preconceito para o fato de eu querer viver a vida como artista e de toda a pressão que me fazia sentir para tornar-me uma médica de sucesso.

Ouvi um barulho de passos um tanto distante, mas já fiquei em estado de alerta. Lexa, que usava shorts de pijama e um moletom cinza, saiu das sombras e começou a caminhar na minha direção. Fiquei aliviada por ser ela, alguém que não quer “minha cabeça numa bandeja”, parafraseando Octavia. Seus olhos estavam um pouco inchados, dando a entender que estava ali chorando, e eu imediatamente lembrei do acidente com Ontari. Ela deveria estar se sentindo muito culpada, já que elas eram – pelos menos aparentemente – muito próximas. Eu sei que me sentiria mal se estivesse no lugar dela, muito, muito mal.

- Lexa? Você ainda não dormiu?

- Não tive sono. – respondeu simplesmente, dando de ombros. – Decidi fazer algo de produtivo, como ir ao terraço ficar olhando para o nada. – fiquei um bom tempo perguntando-me de que maneira aquilo era produtivo antes de perceber que ela estava fazendo um trocadilho. Soltei um riso atrasado e, portanto, sem graça, meio envergonhada pela minha lerdeza. Ela arqueou uma sobrancelha. – Era a sua mãe?

- Onde? – franzi o cenho. Droga, Clarke, você está muito burra, xinguei-me mentalmente ao perceber, mais uma vez, que ela estava perguntando sobre o telefonema. Ela riu de canto, como se tivesse falhado na tarefa de segurar. – Ah. Era, sim. Ela está preocupada, descobriu que não estou na casa do meu pai.

- Você pretende ir para lá quando, exatamente? – perguntou. Seu rosto se transformou numa expressão que eu não conseguia decifrar, era um misto de ansiedade, medo e tristeza.

- Como assim? Quando eu terminar de ajudar vocês, é claro. – sorri, tentando forçar um jeito mais descontraído. – Por que a pergunta?

- É que... – Lexa parecia estar tomando muito cuidado com as palavras que usava, selecionando-as uma a uma, o que fazia com que realizasse longas pausas. Seus olhos estavam cheios de lágrimas e, ao perceber que eu havia notado, desviou o olhar para o chão. – é que eu não quero que mais alguém se machuque por minha culpa.

- Você agiu por reflexo, como qualquer pessoa faria. Não foi culpa sua, foi só...

- Um acidente. – ela completou, voltando à feição indiferente, um pouco melancólica. – Sempre é só um acidente, é claro.

Por que eu tenho a impressão de que não foi a primeira vez que ela atirou em alguém do próprio time?

- Lexa, eu... eu sinto muito... – disse e, meio sem jeito, envolvi-a em meus braços, encaixando minha cabeça exatamente no seu pescoço. Seus cabelos tinham cheiro de morango, shampoo de criança. Era bom. – eu não quero que você se sinta assim...

Ela permaneceu ali, estática, sem mover um único músculo para fugir ou aderir ao abraço, o que não me deixava entender se ela estava gostando ou não. Sua respiração era quase inaudível, mas seu coração batia rápido e forte, tanto que eu conseguia senti-lo próximo do meu, e ele se acalmava à medida que eu acariciava suas costas. Não sei quanto tempo ficamos daquele jeito, mas sei que levei um susto enorme quando ela recuou brutalmente.

- Vo-você me chamou de Lexa? Acho que está passando dos limites, Griffin. – ela disse, de repente parecendo completamente outra pessoa, confusa e irritada. Caminhou rapidamente até o elevador, apertando todos os botões possíveis ao mesmo tempo. – Está mais do que na hora de dormir. Boa noite. Dia. Sei lá.

Agora, eu permanecia ali, estática, sem mover um único músculo para descer as escadas ou me jogar pela janela, mas completamente sozinha. Senti vontade de chorar e fiz, um tanto envergonhada e sem saber muito bem por quê, e depois desci as escadas, degrau por degrau, andar por andar, passei pelo corredor até o meu quarto e notei que uma certa porta estava fechada: provavelmente Lexa e Ontari dormiam lado a lado.

Joguei-me na cama e percebi o quanto estava exausta, olhos pesados. Antes de pegar no sono, o cheiro de shampoo de morango consumiu todo o quarto, o que me fez sorrir pela primeira vez em um bom tempo.


Notas Finais


Meio sem conteúdo, tirem suas próprias conclusões heheheh


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