História Wild Flower - Capítulo 6


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Categorias Cameron Bright, Miranda Cosgrove, Saga Crepúsculo
Personagens Alec, Aro Volturi, Caius Volturi, Demetri Volturi, Felix, Heidi, Jane, Marcus Volturi
Tags Alec, Alec Volturi, Aro Volturi, Caius Volturi, Cameron, Cameron Bright, Demetri, Demetri Volturi, Felix, Heidi, Jane, Jane Volturi, Marcus Volturi, Miranda, Miranda Cosgrove, Volturi
Exibições 41
Palavras 1.501
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLHA EU AQUI DE NOVO. Gente, perdão pela demora do capítulo, eu estou em semana de vestibular então vocês sabem como a coisa fica tensa aqui né? Primeiramente eu já vou pedindo desculpas por esse capítulo, ele está um tanto parado porque ele é mais explicativo do que qualquer outra coisa, mas enfim, ele é bom para entendermos o decorrer da história. Os agradecimentos vão a Potterhead que, cara como eu posso dizer?, sempre me ajuda a ter inspirações e um ânimo total para escrever essa história, sério, você sem dúvida é uma pessoa muito carismatica, simpatica e que tem um futuro brilhante! Eu agradeço demais por estar depositando sua ilustre presença aqui na fanfic, obrigada mesmo! Também quero agradecer a CorvoMalkaviano que me surpreende em cada comentário, me dá umas ideias loucas e me faz rir sempre. Obrigada mesmo por me ajudar, sério, eu não mereço toda essa sua dedicação, você é uma pessoa brilhante! Agradeço todos os dias por sua presença aqui comigo <3 falyna_urbano, que deixou seu comentário aqui na fanfic, fazendo-me sorrir de entusiasmo por sua presença maravilhosa, obrigada mesmo pelo apoio querida, eu só tenho a agradecer pela atenção e dedicação! jessicaviana, obrigada pelo comentário que deixou na fanfic, eu gostei bastante de você por aqui, espero nos encontrarmos mais vezes, pois adorei sua pessoa. Sério, obrigada mesmo, eu sou muito grata pelo apoio. TainaraP, que deixou um comentário tbm, obrigada pelo carinho querida, eu sou eternamente grata pela sua presença aqui! GiuPotter, deixou seu comentário no cap anterior, seja mais do que bem vinda pessoa, eu espero que você goste da história, elaborei ela exatamente para pessoas maravilhosas como você. Muito obrigada pelo carinho. Enfim, vamos ao capítulo? Abraços e boa leitura a todos!

Capítulo 6 - Memórias de um Mestre


As quatro palavras pairavam na minha cabeça como uma influência interminável, assombrando-me a cada segundo que se passava. Não sei porquê diabos me interessei por esse título, mas garanto-lhes que despercebido por mim ele não passou. 

Deixei de lado os outros livros e sentei-me à uma mesa da biblioteca pública, puxando rapidamente uma cadeira no instante anterior. Eram fileiras e fileiras delas, cada uma no seu lugar, sustentando pessoas curiosas para embarcar em novos horizontes. 

Mas para mim, parecia que estava sozinho.

O clima ficou completamente parado. O tempo parou. Eu estava com uma ansiedade de abrir e listar alguns trechos daquela história, para convencer-me de que isso não passava-se de uma paranoia barata. 

Meus dedos pousaram na capa assim que coloquei o livro à mesa. Abri-o com uma agilidade sem tamanho, quase arrancando suas delicadas folhas. Ele portava uma caligrafia agradável, veio-me à mente de que poderia ser de uma mulher. 

A Dama das Flores, por V.M.Evans. 

As folhas estavam densas e pegajosas enquanto andava por elas na noite de uma lua sem tamanho proporcional para uma iluminação adequada. Completamente enraivecida eu estava por não ter encontrado ajuda. Minha mãe, jazia totalmente sem saúde alguma em uma cama e meu dever era simplesmente achar um médico para ajudá-la. 

A missão não ocorreu com sucesso. 

Passei o dia inteiro nesta cidade, batendo de porta em porta, perguntando sobre o conhecimento de algum intelectual em medicina, mas nada. Negavam-me as respostas por falta de conhecimento ou por pura maldade. 

Eu caminhei a cidade inteira. Dei muitas voltas por Veneza, mas nada de achar o maldito médico. Os comerciantes estavam rindo de mim, os nobres que passavam pelo centro apenas para ter uma vista agradável da cidade cochichavam sobre minhas vestes. 

Eu me sentia humilhada. 

Como que uma pessoa do campo sentir-se-ia confortável na cidade, com esses olhares maldosos e julgadores. Não era de espantar-se que minha ira sempre vinha se desencadear quando minha mãe falava algo sobre a "bondade humana" ou "caridade para o próximo." 

Eles não ligavam para a gente. Ninguém gostava de pessoas sem condições alguma de comprar um único alimento semanal. Na parte da cidade baixa nem ousei procurar, lá sei que o perigo mora aguardando o próximo bote.

Agora cá estou eu, nessa floresta imunda, com a lua refletindo seu fraco brilho ao céu, retornando para minha casa sem sucesso algum. Minha mãe morreria, ela sabia que estava despedindo-se e eu odiava o fato de ela sempre ter razão.

Neguei sobre sua doença ser grave. Falha no argumento. 

Bati o pé na questão de que ia melhorar. Não foi meu dia de resposta com sucesso. 

Ela disse-me hoje mais cedo que estava partindo. Dúvidas não poderiam mais permanecer em mim. 

Saí desesperada após esse discurso, à procura de ajuda, mas nem isso eu tive. Fui obrigada a voltar para a casa, assistir a morte de minha mãe e lamentar-me pelo resto de minha vida por não ter feito absolutamente nada para impedir. 

Eu me sentia acabada. 

Sentei-me em um tronco próximo e comecei a chorar. A noite não era mais comum. Escuridão tornou-se favorável ao meu luto antecipado. Como eu necessitava de dinheiro, como eu precisava salvar a vida dela... mas não podia. O castigo de Deus para os pobres era simplesmente deixá-los sem malditas moedas que abençoava uma vida inteira.

Meus olhos ergueram-se aos céus, as estrelas estavam agrupadas, umas ao lado das outras, acolhendo-me como uma filha desolada. 

Essa paisagem não poderia ser mais bela... se o assunto retratado não fosse morte. 

Meus olhos subiram do livro para frente, encarando a biblioteca sem focar em um único ponto. Eu estava tentando imaginar o sofrimento da personagem do livro e por um único motivo medonho, consegui sentir sua angústia. Lembro-me de meu pai, morto por uma doença mundana, jogado em uma terra qualquer, esquecido pelo tempo antes de nós.

Lembro-me como se fosse ontem dos gritos de dores que ele dava na cama, do cuidado que nossa mãe tinha com ele, das histórias que contava para mim e para Jane no final de sua vida. Lembro-me de tudo como se fosse ontem. 

Meu pobre pai, morto pelo tempo.

Agarrei o livro e levantei-me. Eu precisava dele. Precisava daquela história comigo, necessitava descobrir tudo sobre, a dor  do passado que veio a me atingir foi tão grande que quase me fez sentir-me humano novamente. 

Andei até o bibliotecário e o chamei. 

— Pois não, senhor? 

— Este livro. - Comecei, mostrando-o. - Quer quanto por ele?

O bibliotecário pegou-o de minhas mãos e analisou-o. Virou-o ao contrário, leu o título umas duas vezes, franziu a testa. Abriu, folheou e enfim disse: 

— Um instante, irei dar uma olhada nos arquivos. 

Eu aguardei. Fiquei ali, olhando para a parede branca com os registros dos livros da cidade enquanto o homem procurava pelos inúmeros papeis algo familiar. Ele olhava do livro para o nome dos arquivos começados com a letra "A". Depois, migrou para o setor com a letra "D". Logo após, observei-o indo para a letra "F" e tive a conclusão de que este livro não era para estar aqui. 

— Senhor. - O homem finalmente disse, virando-se e encarando-me. - Este livro não consta em nossos registros. Gostaria de deixar um cadastro dele? 

Se deixasse um cadastro, eu o perderia e ele poderia ser lido por mais pessoas. Sentia que a dor da personagem foi tão íntima e pessoal que não poderia deixar cair nas mãos de alguém que não pudesse compreende-la.

— Ah, onde estou com minha cabeça. - Disfarcei, colocando a mão na testa. - O livro é meu, perdão pelo incômodo. Acho que o confundi quando fui pegar alguns outros na prateleira. 

Claro que o bibliotecário achou aquilo muito duvidoso, mas considerando o olhar que dei para ele, deduziu que seria mais sensato em devolver o objeto nas minhas mãos, enquanto encarava-me com o cenho franzido.

Tomei-o como um brinquedo ansiado por uma criança e o coloquei no bolso de meu casaco

— De todo modo, perdão o inconveniente. - Anunciei, acenando e virando-me para a saída. - Até mais ver. 

Ele respondeu o cumprimento enquanto meus pés completavam a caminhada até a porta de entrada, segurando uma das mais outras histórias que teria para ler.

 

— Irmão. - Chamou-me Jane assim que entrei em casa. - Demorou na biblioteca, aconteceu algo? 

— Não, Jane. - Menti, encarando-a. - Nada demais, por que? 

— Você demorou.

— É, eu sei, perdão.

Ela nada mais disse, apenas ficou encarando-me com um ar curioso.

— Você está bem? – Perguntei, por fim, não gostava daquele silêncio todo. – Parece perturbada com algo.

— Não, não é nada. Apenas estou curiosa sobre o baile de amanhã.

Um sorriso iluminou meu rosto.

— Então você vai?

— Claro que vou, Alec. Afinal, se eu não fosse você iria me convencer de todo o jeito.

Encaminhei-me até ela e depositei um beijo em sua testa. Jane fechou os olhos e suspirou alto, relaxando no contato de minha demonstração de afeto.

— Sabe que me preocupo com você, não?

— Eu sei, irmã. Claro que sei. – Disse, afastando o beijo e acariciando seu braço com minha mão direita. – Já lhe contei que não foi por nada que demorei, apenas acabei me entretendo demais com um livro. Não vi o tempo passar.

Um riso foi emitido pela sua garganta. Os lábios perfeitamente fechados, o olhar risonho e um tanto mais aliviado por ter falado a verdade.

— Você e esses seus livros. – Respondeu-me, balançando a cabeça. – Sabe muito bem que papai iria ter orgulho por alguém de nossa família herdar seu gosto para literatura.

Quando Jane mencionou nosso pai, na conversa em que estávamos tendo, ali, no hall da casa, eu fiquei completamente disperso. Lembrei-me da vez em que ele deu-me a espada, ensinou-me a esgrima, lecionou diversas matérias para mim, mas manteve sempre um aprendizado fortemente repetido.

“Sempre busque histórias em livros. Viaje sozinho para várias dimensões sem ao menos sair do lugar. Quando a mente recebe um conteúdo sábio, ela tornar-se mais fiel à sabedoria do que a mais perfeita lógica. A imaginação é um barco que nos retira do vale de lágrimas.”

Ele sabia o que estava falando. Parecia também que sabia exatamente a hora de falar-me isso. Se tivesse algum sinal de água em meu corpo, se esse cadáver ambulante ainda estivesse vivo, eu choraria nesse exato instante.

— Alec? – Jane encontrava-se com o cenho franzido, enquanto encarava-me. – Irmão, está tudo bem?

Balancei a cabeça para os lados.

— Claro. – Afirmei, segurando em seu ombro e o apertando com um cumprimento gentil. – Está tudo bem, irmã. Fiquei disperso por algum tempo.

— Algo importante que queira compartilhar?

— Não, tudo bem. Preciso ficar sozinho agora, colocar algumas coisas em ordem. Nos vemos depois?

Jane franziu o lábio, mas resolveu respeitar meu espaço. Assentiu e deu-me um beijo no rosto, locomovendo-se depois para as escadas e subindo ao próximo andar.

— Leonard. – Chamei-o sem ao menos sair do lugar. – Venha aqui.

O criado rapidamente saiu em passos apressados de onde estava e veio encontrar-me no hall.

— Senhor?

— Pegue Insensatez. Preciso treinar um pouco.


Notas Finais


Até o próximo!!!!


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