História Wild Flower - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Cameron Bright, Miranda Cosgrove, Saga Crepúsculo
Personagens Alec, Aro Volturi, Caius Volturi, Demetri Volturi, Felix, Heidi, Jane, Marcus Volturi
Tags Alec, Alec Volturi, Aro Volturi, Caius Volturi, Cameron, Cameron Bright, Demetri, Demetri Volturi, Felix, Heidi, Jane, Jane Volturi, Marcus Volturi, Miranda, Miranda Cosgrove, Volturi
Exibições 54
Palavras 2.129
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello babes, estou aqui com mais um capítulo. Amanhã é a FUVEST, então não vi melhor forma de relaxar se não escrevendo. Irei dedicar o cap a Potterhead, que deixou um comentário maravilhoso no cap anterior (como sempre) e um ânimo muito forte em mim para que continuasse a história. Muito obrigada bae, sério, você É muito especial pra mim, n sabe o quanto. Irei dedicar também a CorvoMalkaviano, que me deu ideias loucas e sempre me anima com seus comentários, obrigada por tudo! falyna_urbano, que deixou um comentário bem bacana aqui na história, estou imensamente agradecida pelo apoio e pelo carinho. jessicaviana, que alegrou-me com sua presença por aqui, seja sempre bem vinda! TainaraP, que comentou também por aqui e já deixou marca em meu coração! E é claro, a GiuPotter, que também marcou presença por aqui, obrigada mesmo pelo apoio bae <3
Bom, é isso, vamos ao capítulo? Boa leitura a todos <3

Capítulo 7 - Combate Interno


O ar fresco batia no meu rosto estava denso e carregado com um ar de chuva. Fechei meus olhos e respirei fundo, a fim de sentir aquele clima agradável com mais prazer. Chuvas eram normais na época de primavera e não tinha tempo melhor para mim que algo nublado, às vezes. 

Eu estava em uma clareira, depois de uma floresta afastada da cidade, olhando e estudando o lugar com delicadeza rica em detalhes. Isso me trazia lembranças de meu pai treinando-me quando era apenas um garoto, em um espaço amplo e aberto, explicando-me quaisquer lições importantes para levar-se em um duelo. 

Minhas mãos, ao ter esta nostalgia, desceram para a bainha e tiraram Insensatez do lugar. A linda espada brilhou à fraca luz do dia. O aço Malkaviano brilhava, preto e totalmente letal. As almas foram ceifadas com ela por ordens de outro. Eu não orgulhava-me muito, mas ficava feliz por saber ainda os ensinamentos de meu pai.

Com movimentos precisos, tirei meu casaco e o deixei ao chão. Claro que tinha habilidade perfeita para treinar com qualquer veste que portava, mas quanto mais perto ao passado eu estivesse em meu treino, melhor minha mente viajava para os momentos e movimentos acompanhavam isso.

Lembrando-me do garoto com vestes simples, ao lado de seu mestre, e empunhando uma espada de madeira, eu comecei o treino. Braço elevado para a esquerda, perna direita apoiada para frente, cotovelos alinhados e então o espetáculo começa.

Primeira investida foi tão nostálgica que fechei meus olhos. A voz de meu pai pairava em minha mente, sussurrando correções.

— Alec, erga essa postura. - Disse ele, com um tom autoritário. - Não vai querer lutar como um desajeitado, vai? 

Não senhor.

Com a postura perfeita, eu ainda endireitei minhas costas para cima, obedecendo as ordens de Richard. Eu podia ver perfeitamente meu pai ao meu lado, com meus olhos fechados, em uma imaginação distante. 

Meu saiu de sua posição e começou a andar em círculos, falando instruções e eu apenas obedecendo. Parecia loucura, mas sua lembrança era tão presente em minha vida, deixava-me mais calmo. Mais isento de qualquer preocupação.

Mais humano.

Pai... Sinto sua falta.

— Pare de falar comigo enquanto treina. - Bradou meu pai. - Foco.

Ergui a espada para cima e golpeei minha frente, meu oponente invisível. Não sei se tinha forma, porém sabia o que carregava. Toda minha dor, todo meu sofrimento, levou todos os meus sentimentos embora. 

Não podia ter forma. Ou será que podia?

Concentrei-me ainda mais e continuei lutando com o adversário. Ele era rápido, mas eu também era. Ele era ágil, mas eu também era. E a semelhança era tanta que veio a deixar meu oponente tomar forma. 

Abri meus olhos e vi a clareira à frente, porém algo mais significativo. Meu próprio reflexo estava ali, sorrindo, diabólico. 

O Alec de Aro convidava-me para uma luta.

— Você. - Eu disse. - Tomou-me tudo o que tinha de bom. 

Ele, ainda sorrindo, balançou a cabeça, discordando de minha teoria. Sua espada era igual a minha e seu casaco preto era idêntico ao que usava poucos minutos atrás. 

— Não. - Murmurou. - Você matou tudo o que tinha de bom. Inclusive seu pai. 

Soltei um berro e o ataquei. Queria tirar aquele sorriso diabólico do rosto. Queria arrancar ele dali. Queria matá-lo, assim como matei tudo o que encontrava-se de vivo dentro de mim. 

— Não ouse a falar de meu pai! - Urrei, travando uma batalha contra ele. - Não ouse a relar no nome dele. 

— Nosso pai, você diz. 

— Você não é eu!

Meu reflexo virou-se e deu uma investida em meu rosto, fazendo-me cambalear para trás e quase cair. Quase cair. Meu equilíbrio era perfeito, por que eu quase caí? 

— Você é fraco. - Disse ele, socando a espada em meu rosto, não acertando por pouco. - Você é insensato.

Disso eu tinha certeza. 

— Nosso pai morreu por sua culpa. - Continuou, desferindo golpes. - Você não foi capaz de salvá-lo de sua doença. 

— Cale a boca!- Gritei quase cortando sua cabeça. Dando um passo para frente e querendo fazer sua imagem desaparecer. - Cale a boca!

— Não ter argumentos para rebater porque sabe que é verdade.

— Não!

— Renda-se Alec, deixe a escuridão lhe tomar por completo. Mate esse resíduo que ficou em você. 

— Eu já estou morto a tempos. - Desferi um golpe em seu rosto, cortando a pele seca. - Não há nada para ser salvo. 

O sorriso, mesmo sendo golpeado, voltou. 

— Não. Você ainda tem uma coisa boa em você. 

Franzi o cenho e meu braço baixou, a luta cessou e minhas forças foram embora junto com todas minhas certezas. 

— Sua aura branca. Isso significa que nem tudo em você está morto, mate o amor antes que seja tarde.

Quando essas palavras foram ditas, meu corpo foi jogado para trás e caiu ao chão. Meus olhos fecharam-se e apertaram-se em desespero. 

Amor. Que tipo de amor?

Nunca amei ninguém a não ser minha família. Todo o tipo de sentimento foi tirado de mim. E a aura do amor não era a branca, pelos meus conhecimentos. Então, o que quis dizer com isso? 

Os olhos abriram-se e viram o sol brilhando no meu rosto, porém algo fazia sombra. O que seria? 

— O senhor está bem? - Uma doce voz atingiu meus tímpanos. Abri os olhos desesperado e os arregalei. - Precisa de ajuda? 

Era ela. Com seu vestido branco, o cesto de flores nos braços, os cabelos longos caindo em meu rosto. O seu cheiro, era completamente viciante. 

— Você. - Disse, surpreso. - É você. 

Ela franziu a testa. 

— Sim. - Confirmou, assentindo a cabeça. - E você é o homem que fala "por favor" demais, não? 

Relaxei a expressão e soltei um riso.

— Sim, sou eu.

— Gostaria de ajuda?

Ajuda? Eu era um vampiro. Por que iria gostar de ajuda? 

— Não, tudo bem, eu...

— Está ferido? - Perguntou, tocando a mão em meu rosto, procurando por possíveis ferimentos. - Posso lhe ajudar se sim. 

Fechei meus olhos ao sentir o toque quente. Era o mais humano que já cheguei em toda minha vida imortal. Lembrava-me minha mãe, acariciando meu rosto quando machucava-me, tentando acalmar-me. Isso me lembrava minha casa. Isso me lembrava do antigo Alec.

— Ei. - Chamou-me novamente. - Abra os olhos, está me assustando.

Abri e fitei seus olhos castanhos. Ela baixou a mão de meu rosto e pegou em minha mão, ajudando-me a erguer-me nos pés. 

— Consegue andar?

Eu emiti um som de risada. 

— Não estou ferido. - Confirmei. - É difícil com que me machuque, acredite em mim. 

Ela franziu o lábio e segurou minha mão ainda mais forte. 

— Venha, vou preparar um chá para que se sinta mais disposto.

Como explicar à ela que não tomo chá ou qualquer tipo de líquido mortal?

— Eu não tomo...

— Não teime. - Cortou-me, puxando-me para frente. - Eu insisto.

Bom, se teimasse, deixaria claro quem era e revelaria a verdade sem querer. Que mal faria algum tempo tomando um tanto de chá? Não tinha o mesmo gosto que quando era humano, mas ainda assim não era tão ruim.

— Tudo bem. - Confirmei, deixando com que ela levasse-me. - Mostre-me o caminho.

 

Andamos alguns metros até avistarmos uma singela estufa, que abrigava-se ao lado de uma cabana pequena e enfeitada com flores. Então era aqui que ela vivia?

— Não é nenhum palácio - Começou, fitando-me enquanto andávamos. - Mas lhe garanto que é aconchegante. 

Sorri e assenti, seguindo-a até nos aproximarmos na porta de entrada. 

— Um segundo. - Pediu-me, abaixando-se e pegando a chave escondida no vaso. - Deixo esta de reserva quando necessito.

Franzi o cenho.

— Reserva? - Perguntei, dando um passo para trás enquanto ela abria. - Onde está a chave original? 

Ela olhou para trás e sorriu, um sorriso doce e puro, com diversão nos olhos.

— Deixo para depois essa história, sim? - Sua mão ergueu-se e ela gesticulou para que eu entrasse. - Por favor, sinta-se à vontade.

Adentrei, olhando em volta. Uma cabana pequena, com vasos de flores nas janelas e pequenos livros surrados em prateleiras juntas na sala. A lareira estava apagada, com um pequeno caldeirão pendurado. O único cômodo para dormir estava com a porta fechada, contendo uma guirlanda de flores. 

Sem cortinas, as janelas mostrava-nos o campo do lado de fora, coberto por gramas e paisagens de infinitas florestas.

— Bonito aqui. - Observei, sentado-me na cadeira de madeira, perto de uma mesa redonda. - Viveu sempre aqui?

— Desde pequena. - Explicou-me, indo perto da janela e despejando um tanto de água em uma chaleira. - Não conheço outra casa se não esta.

— Muito bem. - Concordei. - E gosta mais da cidade ou do campo?

Ela passou por mim e foi ascender a lareira, com duas pequenas pedras que encontravam-se ao lado do carvão.  Esfregou umas nas outras em silêncio, esperando o familiar estalo acontecer e ascender a lareira.

— Do campo. - Respondeu-me, pendurando a chaleira ao lado do caldeirão, com o objetivo da água aquecer para fazer o chá. - Nunca tive muita relação com o povo da cidade, então deve ser por isso que prefiro aqui.

Endireitei-me na cadeira e virei-me para ver melhor sua pessoa. 

— Nunca teve muita relação? Você passa a tarde toda entregando flores às pessoas.

Ela recolheu um graveto e começou a mexer na chaleira de ferro, deixando mais centralizada para que pegasse mais calor.

— De fato. - Concordou. - Mas isso não me deixa mais próxima à elas.

— O que? Como...

— Olhe. - Interrompeu-me, virando-se diretamente para mim. - Vamos à estufa recolher algumas folhas para o chá? Garanto que vai gostar das opções que tenho.

— Claro. Mas...

— Venha. - Pela segunda vez naquele mesmo dia, ela pegou em minha mão e guiou-me para fora do ambiente em que estava. - Você vai adorar a estufa, tenho certeza!

Saí da casa com ela e andamos até uma pequena estufa, com as portas fechadas e às vistas embaçadas pelo vidro. Franzi a testa, o que ela guardava dentro deste lugar?

— Quanto tempo tem isso? 

Ela virou a cabeça e sorriu, enquanto caminhava. 

— Muito. - Comentou. - Era de minha mãe.

Assenti e nada mais disse, apenas completamos os poucos passos que faltavam e empurramos juntos a porta dupla que nos separava do lugar. Quando adentrei, não acreditei na quantidade de flores que vi por lá.

Se tivesse ar, com toda certeza ele iria embora, deixando meu corpo observar tudo aquilo, encantado com a beleza do local.

Flores brancas, vermelhas, rosas, de todos os tipos. Rosas, tulipas, margaridas, meu Deus. Como ela conseguia todo esse tipo de variedade? Se eu passasse esse local para um quadro, com certeza me sentiria em paz quando o visse novamente. Era perfeito.

— O que foi? - Perguntou-me, acenando com a mão direita, chamando minha atenção. - O que você está olhando?

Meus olhos desceram para seu rosto e sorri. 

— Não é nada. É só que isso lembra minha casa. 

Seu olhar iluminou-se, como uma criança curiosa para saber o resto da história. 

— Sua casa? 

— Sim. 

— Você gostava de flores? 

Segurei sua mão e apertei gentilmente, ela foi mais perto para escutar a história e encostou-se em meu corpo. 

— Minha mãe gostava. - Contei. - Ela plantava dos mais diferentes tipos em uma estufa que tinha perto de nossa casa. Eram todas lindas, todas contendo dos mais variados tipos. Não dava para ninguém, elas serviam apenas para enfeitar nossa difícil vida.

— Gostei dessa frase. - Respondeu-me. - Gostei mesmo.

— Obrigado. - Sorri. - Por isso decidi construir uma estufa em cada casa que tenho, para homenagear minha mãe.

— Como ela se chama? 

Meus lábios apertaram-se e eu fechei meus olhos, lembrando-me de seu lindo rosto, de seus cabelos loiros caindo nas costas, de seus azuis olhos cintilando para mim enquanto eu contava algo diferente em meu dia.

Mãe.

— Ela se chamava Helena. - Respondi, abrindo os olhos e disfarçando a triste expressão que queria formar em meu rosto. - Era linda como o sol brilhante. 

O sorriso dela transformou-se em uma expressão triste. 

— Ela morreu? 

Sem hesitar, ainda fitando seu rosto, assenti. 

— Morreu, mas já faz muito tempo.

— Eu sinto muito. - Desejou-me. - Espero que ela esteja em um lugar cheio de flores para poder alegrar-se todos os dias.

— Agradeço pelas lindas palavras. - Acariciei sua mão com meu polegar, fazendo pequenos círculos. - Não quer me mostrar as flores que temos aqui?

— Claro! - Animou-se no mesmo instante. - Venha, você vai gostar.

Então eu a segui por aquele lugar nostálgico. Nunca fiquei com uma mulher no mesmo ambiente a não ser para ter algumas horas de relações sexuais, porém me sentia bem com ela tagarelando sobre todos os tipos de plantações que continha ali. Não vi a hora passar por nenhum segundo se quer.


Notas Finais


Até o próximo!!!!


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