História Wild Flower - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Cameron Bright, Miranda Cosgrove, Saga Crepúsculo
Personagens Alec, Aro Volturi, Caius Volturi, Demetri Volturi, Felix, Heidi, Jane, Marcus Volturi
Tags Alec, Alec Volturi, Aro Volturi, Caius Volturi, Cameron, Cameron Bright, Demetri, Demetri Volturi, Felix, Heidi, Jane, Jane Volturi, Marcus Volturi, Miranda, Miranda Cosgrove, Volturi
Exibições 25
Palavras 1.336
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá pessoas! Acabei de lançar o capítulo no Nyah na conta Viria e vim correndo para cá para poder atualizar para vocês também! Bom, queria deixar avisado e pedir desculpas desde já pelo capítulo estar um tanto parado, ele é mais explicativo, então já viram como o esquema funciona, não? Pois bem, quero dedicar ele a Potterhead que... meu, esse cara sempre, mas SEMPRE mesmo me deixa muito feliz quando analisa a história e comenta com palavras tão bonitas, tão eficientes, tão boas, obrigada por sempre me dar ânimo e alegria para poder continuar com a história! Valeu mesmo! Também quero dedicar ao CorvoMalkaviano que percebe as coisas melhor que eu nos capítulos e me dá umas ideias fantásticas, olha muitissimo obrigada por sempre estar me apoiando! Sério, não largo por nada a honra de ter sua presença aqui. falyna_urbano, que deixou um comentário por aqui e fiquei super feliz com sua presença, querida muito obrigada! jessicaviana, obrigada pela presença, é sempre uma honra! GiuPotter, que marcou presença e deixou um comentário bem bacana, obrigada mesmo e seja muitissimo bem vinda. TainaraP, que apareceu logo no primeiro capítulo me dando alegria, obrigada. Gostaria de agradecer aos favoritos novos, vocês são demais! Obrigada mesmo e aos leitores fantasmas, meus gasparzinhos, obrigada por estarem acompanhando! Então é isso, boa leitura a todos!

Capítulo 8 - O Valor da Palavra


— Quer dizer que nunca viajou?- Perguntei, enquanto cortávamos caminho pela floresta até a cidade. - Nem para uma cidade vizinha? 

— Não. - Confirmou ela, descendo do tronco deitado ao chão o qual equilibrava-se enquanto andávamos, prontamente. - Nunca.

— Como sabe que nunca saiu das áreas de Veneza? 

— Simplesmente sei, conheço Veneza com a palma da minha mão, e as regiões de limites tão bem quanto. Penso que saberia se estivesse fora da cidade. 

Calei-me alguns segundos, assentindo e concordando com a afirmativa. Era um bom ponto para justificar-se. Sei bem como tinha esse conhecimento, pois o meu para com a cidade era idêntico. Veneza era como meu segundo lar, conhecia-a como um pai conhece tão bem uma filha. Vi esta cidade crescer e prosperar e fiquei encantado com o que podia oferecer. 

— Entendo. - Falei por fim, estendendo uma mão para ajudá-la a subir em um outro tronco caído ao chão. - Não tem curiosidade de viajar? 

— Ah, sim senhor. - Respondeu-me, equilibrando-se em seu novo obstáculo, sorrindo. - Meu sonho é viajar. Mamãe continha uns livros antigos em nossa casa e eu passava o tempo todo lendo-os e descobrindo histórias de diversos lugares, meu sonho era viver minha própria aventura. 

— Livros é? Quais deles? 

— São tantos, me perdoe a confusão, não lembro de todos.

Soltei um riso divertido, achando graça em seu pedido de desculpas.

— O que? - Perguntou, quando soltou minha mão e desceu do tronco, com o cenho franzido. - O que tem de tão engraçado?

— Nada. - Afirmei, virando minha cabeça para encará-la. Seu rosto estava em uma expressão emburrada. - Apenas achei seu pedido de desculpas formal de mais. 

— E o que tem? 

— Estamos em uma conversa informal. 

— Mas o senhor é uma pessoa de posses. - Mencionou, o tom mostrando orgulho de sua posição. - E mamãe ensinou-me que devo falar corretamente sempre quando necessário, pois assim a comunicação torna-se fácil.

Deus, como ela era teimosa. 

— Deve falar do modo que sabe. - Rebati, andando ao seu lado, encarando seu rosto teimoso. - Orgulhar-se de suas raízes não é problema algum.

A conversa finalmente cessou e os olhos castanhos desviaram-se dos meus, começando a ter um novo ponto de vista para olhar. Como se o chão fosse muito mais interessante do que a paisagem à nossa frente.

— O que eu disse? - Perguntei, percebendo seu silêncio. - Perdoe-me se expressei-me mal.

Ela, ainda encarando o chão, soltou um riso.

— Não, senhor. Expressou-se de maneira maravilhosamente bem. 

— Então por que a mudança de comportamento repentina?

Ela demorou alguns segundos para responder-me, tempo o suficiente para refletir em minhas palavras enquanto aguardava-a soltar alguma explicação. 

Por fim, sacudiu sua cabeça e sorriu, fazendo com que seu rosto voltasse a encarar o meu.

— Não é nada. - Assegurou-me novamente. - Apenas tive uma lembrança, suas palavras soaram como uma válvula de memórias para mim. 

Válvula de memórias? Eu a fiz recordar-se de algo?

— Perdão se a fiz lembrar-se de fatos ruins.

— Pelo contrário. - O bom e velho sorriso voltou aos seus lábios. - Foram lembranças significativas, agradeço pela ajuda. 

— Ora, então... Não há de que. 

Continuamos caminhando por algum tempo, colocando coisas em questões por diálogos interessantes e outras vezes em silêncio, até chegarmos nos limites da floresta, encarando o começo da cidade.

Ela despediu-se de mim ali, dizendo que tinha de voltar. Concordei, pois já estava ficando tarde e não gostaria de que o sol se posse, deixando ela ao relento na escuridão. Observei-a sair e fiquei ouvindo seus passos por um bom tempo, tendo ciência de que chegaria bem em sua casa. Poderia partir para a minha assim que tivesse essa certeza.

 

Fechei a grande porta de madeira que separava o hall do lado de fora. Jane, ao ouvir minha chegada, correu até ali e encarou-me furiosa.

— Onde esteve?

Meu olhar cruzou-se com o dela.

— Fui treinar, ora. - Expliquei, mostrando Insensatez na bainha, defendendo-me parcialmente de sua acusação. - Por que?

— Alec, estou sentindo cheiro de sangue humano.- Rebateu.-Foi outra mulher?

Deus, ela ainda continuaria com esse assunto?

— Responda-me!

— Por que se importa?

— Porque me incomodo com isso que você faz com essas pobres criaturas. - Irritada, deu um passo a frente, fuzilando-me com o olhar. - Elas não têm culpa de nada.

— Não matei mulher alguma. - Confessei. - Muito menos tive relações sexuais por esse período que estive fora. Pode confiar em ter minha palavra.

— Ter a sua palavra? - Questionou-me, cruzando os braços. - Como, se ela não vale nada?

Meus olhos arregalaram-se em ódio.

— Perdão?

— Você ouviu-me. - Respondeu, furiosa. - Não tem palavra, Alec. Não teve palavra nem com nosso pai, quando disse que ajudaria salvá-lo.

— Jane, você foi longe demais.

Ela parou de falar por alguns instantes, percebendo o que acabou de dizer, porém mesmo assim não arredou sua opinião.

— Olhe, eu...

— Basta. - Bradei, erguendo minha mão direita em sinal de silêncio. - Já disse tudo o que necessitava. Pode ir aos seus aposentos.

— Não irei retirar-me.

— Então eu vou. - Rebati, contornando sua pessoa e seguindo caminho pela casa. - Boa noite.

 Os protestos que começaram de seus lábios foram altos, mas ignorei todos, fazendo ecoar apenas aquela maldita frase em que até eu mesmo culpava-me. Meu pai não teria morrido se eu não salvasse-o, eu estava com tudo em mãos, não o fiz por medo.

 

Chegando em meu quarto, fechei a porta e desabei na cama. Não, não queria mulher alguma. Não, não queria dormir também, até porque eu não podia. Eu desejava apenas ficar ali e refletir em meu passado, pensando no que ocorreu de errado para que nossa família desmontasse.

Parece que todas as respostas apontavam-se como minha culpa. Meu pai pegou uma doença grave, morreu porque não tínhamos dinheiro para pagar seu tratamento. Mamãe pediu-me para que procurasse algum emprego na cidade, a fim de conseguir alguns trocados para remédios básicos, mas nem isso consegui.

Senti-me sem honra. Sem moral. Sem vida. Depois que este morreu e tivemos que o enterrar nos fundos de nossa casa, por falta de onde colocá-lo e não desejando que fosse jogado em uma vala qualquer, eu refleti que poderia estar enterrando minha honra ali também.

Mamãe não cansava de repetir que a culpa não foi minha, mas eu sabia que era. Não consegui nem tirar a dor de meu pai quando este estava para morrer. Eu o fiz sofrer do incio ao fim.

Se tivesse algum resíduo de água em meu corpo, com toda certeza estaria chorando. Pensar em minha família doía. Pensar em tudo o que perdemos doía. Não tínhamos muito, a cidade repugnava-nos por eu e minha irmã ter poderes especiais e por nosso pai conseguir ter uma intimidade maior com este mundo, mas nós pertencíamos uns aos outros.

Tudo foi tirando de nós. Até nossa vida. Foi aí que permiti que Alec Vanhellsing morresse e desse lugar para Alec Volturi. Um ser sem misericórdia. Um morto-vivo. Um vilão horrível e temido.

Matei muitas pessoas, não orgulhava-me disso, mas mesmo assim supria a necessidade de sentir-me vazio.

O devaneio que tive em meus pensamentos não passava-se de um desespero por ter algo de bom em mim. Porém, nós dois sabiamos que tudo estava morto.

Não. Você ainda tem uma coisa boa. 

Essa voz ecoou novamente em minha mente. Mas que diabos...

Sua aura branca. Isso significa que nem tudo está morto, mate o amor antes que seja tarde.

Matar o amor. Eu não sentia amor por nada. Deveria estar tendo alucinações novamente. Por isso não agradava-me ficar com minha mente desocupada, acabava pensando em coisas assim e conversando com minha consciência doentia.

O passado não era mais bem vindo em minhas memórias. Focaria apenas no que estava ao presente.

— Leonard. - Chamei. Ouvi os passos apressados do criado, subindo as escadas. Levantei-me de onde estava e fiquei frente à porta. Esta abriu-se apressada, a figura deste encontrava-se assustada.- Acalme-se homem, apenas traga Meredith ao meu quarto.

— Sim, senhor. - Respondeu-me. - Agora mesmo.

Era hora de esvaziar meus pensamentos.


Notas Finais


Até o próximo!!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...