História Wild Games - Capítulo 18


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Categorias Mortal Kombat, Tomb Raider
Personagens Lara Croft, Sonya Blade
Tags Lara Croft, Mortal Kombat, Sonya Blade, Tomb Raider
Exibições 11
Palavras 1.019
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, FemmeSlash, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Segui o fluxo dos últimos capítulos, adiando um pouco mais a parte sangrenta, mas creio que irão gostar bastante deste capítulo e do seguimento da história. Enjoy!

Capítulo 18 - My Lady


Fanfic / Fanfiction Wild Games - Capítulo 18 - My Lady

LARA’S POV

Meu ar foi tomado completamente, senti uma dor forte no peito e uma leve tontura ao ver aquela espécie de flecha perfurar o abdômen de Cassie. O primeiro instinto foi de partir pra cima daquele monstro com olhos de fogo, que havia derramado o sangue da minha menina por todo o salão. Dois ou três homens me seguravam, mas me livrei deles em segundos. O primeiro com um soco no nariz, o segundo com um movimento que quebrou seu pescoço e o terceiro, joguei pra longe como um boneco feito de pano. Teria matado o homem das correntes, se é que posso chamar de homem, mas ainda tinha esperança de tê-la com vida. Por um instante odiei Sonya por trazer minha filha para aquele lugar, que tinha mais a ver com ela do que com minha pequena, que obviamente aos 17 anos, não tinha preparo suficiente para um torneio que nem sequer estava a nível de qualquer combate na Terra.
- Qual é o seu nome - Perguntei com a voz tomada pela fúria que me invadia cada vez mais.
- QUAL É O SEU NOME???
- Scorpion.
- Então é esse sujeito que tenho que matar!
- Vai ter que…
- Vou buscá-lo no inferno, se for preciso!!!
Sonya surgiu em meio a multidão alguns poucos minutos depois, insistiu pra que eu deixasse que a levassem. Já estava sem forças para discordar, sem forças pra lutar. Ela me arrastou para o quarto outra vez. Eu andava como se estivesse no “piloto automático”, já não sentia nada, não sentia sequer as lágrimas que insistiam em cair pelo meu rosto.
- Me escute - disse ela, me sentando na cama e continuou - Eu disse que iria proteger a nossa filha e eu vou!
- Ela está morta - sussurrei a encarando com desprezo - Um único golpe daquele maldito e ela já caiu sem vida. É isso que você chama de lutar? O que a fez pensar que esse era lugar pra ela? Só por que é o seu lugar?
- Lara, me escute! Eu sei que é difícil pra você entender, na verdade não posso nem imaginar o que está sentindo, mas Cassie vai salvar a todos. É o seu destino! Eu demorei a entender e aceitar, mas…
- NÃO!!! NÃO DIGA MAIS NADA!!!!
Não queria ver e nem ouvir nada que ela tivesse a dizer, levantei e ia em direção a saída, quando Sonya me segurou por trás, colocando seus braços em volta do meu corpo. Tentei escapar, mas ela tinha muita força. Tentei me soltar, fugir, calcei o pé na parede e a empurrei, mas ela não me soltou. A encarei por cima do ombro com o olhar furioso, trincando os dentes.
- Confia em mim!
- Olha só o que eu ganhei por confiar em você!
A loira me arrastou até a cama e se jogou, com o peso do seu corpo sobre o meu, me fez cair na cama. Fiquei deitada de bruços, ainda a encarando. Cada movimento dela me deixava  ainda mais furiosa. Ela fez questão de colocar seu corpo todo sobre o meu e me prender com as pernas e os braços, colocou os lábios na minha orelha e sussurrou bem baixo.
- Pela última vez, me escute. Não posso explicar em voz alta, as paredes aqui escutam, enxergam e você não imagina o quanto. Cassie está bem, não posso explicar agora, mas confie em mim. E não resista, agora que começamos, isso deve parecer outra coisa.
Falou como se eu pudesse resistir, a aquela altura, já não conseguia mover um músculo. Aquela posição me excitava, mas não podia estar pensando nessas coisas na situação em que estávamos. Respirei fundo, mesmo com dificuldade e apenas a encarei. Não disse nada e afirmei com a cabeça, sabia que podiam estar nos observando. Me perguntei se ela estaria se aproveitando da situação, ou era apenas uma encenação para manter o plano. Sonya continuou com sua explicação, mas seu tom de voz parecia cada vez mais provocante e sedutor. Ou era apenas coisa da minha cabeça?
- Alguns guerreiros que estão de fora do torneio aparecem para surpreender os competidores, sempre, em qualquer lugar, com o objetivo de eliminá-los antes de uma luta importante. Acredito que isso já explica a morte de Cassie.
- Você é uma vadia!
- Continue…

SONYA’S POV

Sai de cima dela, precisava respirar um pouco. Deitei na cama ao seu lado, com uma postura despreocupada, como de costume. Lara me odiava e o faria por um bom tempo. Às vezes, até pensava se sua vida teria sido melhor se não tivesse me conhecido.
- Lute comigo, Sonya!
- Não, eu não vou lutar com você!
- Vamos!!!
- …
- O que foi? Perdeu o jeito? Ou está na hora de se aposentar?
- Hahaha.. Não vai me convencer a lutar com você! Não hoje!
Passou um instante e a expressão de Lara era de uma reflexão profunda.
- Você me ama?
- É claro que eu a amo, mas… Acho que não sei amar como se deve.
A morena apenas concordou com um gesto leve, um gesto que me desarmou. Seu olhar era triste.
- Sabe… Você foi quase como uma deusa. Minha inspiração, meu fascínio, minha obsessão, meu amor. Eu a venerava. Você foi tudo pra mim! Mas não consigo lembrar de uma só vez em que você demonstrou sentir o mesmo. Então… Isso passou e só o que restou foi… Fragmentos do meu próprio fracasso.
Meus pensamentos me traíram completamente, o que ela dissera me havia me tocado profundamente, tampouco lembrava de sentir algo tão intenso. A peguei pela mão, fazendo-a levantar. Fui tirando todas as minhas armas devagar, deixando-as no chão, ao lado. Mantive o olhar junto ao dela todo o tempo.
- O que está fazendo?
Tirei o cinto, as luvas, as botas, tudo! Mas precisava despir mais do que meu corpo, queria despir minha alma. Me abaixei devagar, ficando de joelhos e finalmente desviei o olhar do seu, baixando a cabeça e disse quase num sussurro.
- Ao seu dispor, minha senhora.

 



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