História Wild Love - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Cameron Dallas, Derek Luh, Elizabeth Gillies, Magcon, Sam "Wilk" Wilkinson
Personagens Aaron Carpenter, Cameron Dallas, Carter Reynolds, Christian Collins, Crawford Collins, Dillon Rupp, Hayes Grier, Jack and Jack, Jacob Whitesides, Mahogany LOX, Matthew Espinosa, Nash Grier, Nate Maloley, Personagens Originais, Sammy Wilkinson, Shawn Mendes, Taylor Caniff
Tags Drama, Festa, Novela, Romance
Exibições 26
Palavras 3.044
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HELLO!!!! Demorei por causa do ultimo mês corrido de aulas :( mas espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 18 - Seventeen



"Todos os meus amigos me dizem

Que eu deveria seguir em frente

Estou deitada no mar, cantando sua canção foi assim que você a cantou

Amar você para sempre não pode estar errado

Mesmo sabendo que você não está aqui

Não seguirei em frente é assim que nós tocamos  

E não há remédio para a memória

Seu rosto é como uma melodia

Não vai sair da minha cabeça

Sua alma está me assombrando

E me dizendo que está tudo bem."

   Madison vem me ignorando desde o dia que Chelsea anunciou sua gravidez, Johnson estava mil vezes mais protetor e nada havia acontecido comigo, não sabia se era um sinal bom ou ruim. Eu trocava mensagens com meu irmão, agora não mais no anonimato, seria melhor assim, eu o peguei de surpresa, assim como fui pega por Cora. Não estava recebendo mais tantas mensagens, às vezes era pega pelos meninos mexendo nas coisas da minha família, eles diziam para esquecer e falavam sutilmente que haviam falecido. O que eles não entendiam, era que aquela é minha família. 
   Eu estava na varanda, ouvindo música e pensando na vida, até que alguém senta do meu lado e fala algo, fazendo com que eu leve um susto, tiro os meus fones e me viro para Cameron. 
   —O que disse? 
   —Eu perguntei se estava tudo bem. —Ele solta uma risada.
   —Sim, e você? 
   Ele apenas assentiu e ficou me encarando, sinto minhas bochechas corarem. 
   —Você fica muito fofa assim, Mack. 
   —Para com isso, está me deixando com vergonha. —Rio e empurro os ombros dele.
   Meu celular apita chamando a atenção de ambos, Cameron tenta olhar mas escondo rapidamente, suspiro de alívio ao ver que era apenas meu irmão. "Estou saindo de Londres, Little Mack, vamos nos ver em breve!" Sim meu irmão estava vindo para a Califórnia, eu estava muito feliz e sorri abertamente ao terminar de ler.
   —O que foi? —Ele pergunta.
   —Curioso! —Finjo irritação e ele sorri.— Não que seja da sua conta mas uma pessoa muito distante está vindo me visitar. 
   —Você deve ser uma garota muito importante, hum? 
   —Claro que sou. —Jogo os cabelos rindo. 
   Ele segura meu rosto e me beija, arregalo os olhos surpresa, incapaz de corresponder, ele percebendo isso para o beijo. 
   —Me desculpe, eu... 
   —Tudo bem, Cameron, eu só não quero me comprometer.
   —Por quê? —Ele fala com raiva. 
   —Eu não posso me envolver, Cameron, não posso entrar em relacionamento sabendo que... 
   Me amaldiçôo por quase fala que iria morrer, mas infelizmente ele percebeu que eu ia falar algo e me olha curioso. 
   —Sabendo o que, Brooklyn? Que você ama o Sam? 
   —Não, Cameron, eu simplesmente não posso me envolver com ninguém, eu não quero fazer as pessoas sofrerem. 
   Ele me olha um pouco decepcionado e me da um beijo na bochecha. 
   —Nos vemos depois... Eu acho. —Ele passa a mão na nuca e sorri. 
   Assinto e ele vai embora me fazendo soltar um suspiro aliviada, ele não fez perguntas, e sabia que não falaria nada para ninguém.
   —Você vai morrer, Brooklyn, esse é seu futuro. —Resmungo emburrada para eu mesma. 
   Entro na minha casa e meu celular apita, abro a mensagem maravilhosa, alguém sentiu a ironia? 
"Não se preocupe, vai demorar um pouco até você morrer, docinho, tem uma pessoa antes de você." Como alguém pode ser tão cínico? Eu realmente não sei. 
(...)
   Christopher chegaria hoje de viagem, ele disse que não precisaria ir ao enterro dele, passou mais ou menos dois meses desde a ultima mensagem do anônimo, eu estava novamente afastada dos meninos, falava com Chelsea a respeito de sua gravidez e tudo, falava com Anne também. Shawn e Nash me chamaram para passar o dia de Ação de Graças, mas prometi ao meu irmão que passaria com ele. Como Chris não chegava, fui à casa da Anne conversar com a mãe dela, eu falava com a tia Gina todos os dias, só não contei a ela que iria morrer. 
   —Quer um chá? —Ela ofereceu dando aquele sorriso que ela sempre abre quando me vê.
   —Não, obrigada, Gina. 
   —Anne acabou de sair com Dillon, acho que podemos conversar em paz. 
   Suspirei, acho que seria melhor eu contar tudo a ela, então eu abri a boca, sobre as mensagens, ameaças, minha morte brevemente e aproveitei para entregar a caixa que eu havia preparado para ela. 
   —Quando eu morrer, quero que abra essa caixa com os meninos, por favor. —Pedi, ela me olhava com lágrimas nos olhos, e eu não conseguia olhar diretamente. 
   —Brooklyn, você deve procurar a polícia! 
   —Não! Isso será pior. —Suspiro. 
   Ela me olha com pesar, como se eu fosse sua filha, sei que ela me considerava assim e eu a considerava minha mãe. 
   —Tem coisas para todos? 
   Assinto e sorrio, eles não precisavam saber, apenas quando já estivesse feito. 
   Conversamos por mais algum tempo até Anne chegar e me arrastar para o quarto dela, ela parecia nervosa. 
   —O que aconteceu? 
   —Dillon foi longe demais. —Ela respirou fundo e sentou-se na sua cama bagunçada. 
   O quarto da garota estava repleto de roupas jogadas pelos cantos, sapatos e maquiagens, possuía também alguns livros e materiais da faculdade dela, Anne com certeza era uma garota bagunçada. 
   —O que quis dizer com isso? 
   —Eu e o Dillon, nós... Nunca, sabe... —Ela começa a gesticular e arregalo os olhos.
   —Anne você é virgem?! 
   —Não! —Ela joga o travesseiro em mim. —Eu e ele nunca fizemos, eu posso fazer alguns comentários mas era de brincadeira, sei que não sou mais virgem mas com ele seria muito especial sabe? Não soube como reagir, então apenas sai correndo. 
   —Você deve fazer com ele quando se sentir pronta. 
   —Mas eu deveria estar! —Ela fala exasperada. 
   —Não, Anne, você não está, você pode se sentir pronta porque já fez com outra pessoa, mas agora é o Dillon, uma das pessoas que você mais ama. 
   —Tenho medo dele não gostar sabe? 
   —Anne, ele te ama e vai amar o momento de vocês com certeza.   
   Ela sorri e me puxa para um abraço o qual correspondo com força, meu celular apita e cortamos o abraço, abro e vejo que era meu irmão, "Cheguei na sua casa, Little Mack."
   —Importante? 
   —Sim. —Abro um sorriso e ela me olha maliciosa.— Pare! É meu irmão! 
   Ela faz uma cara confusa e murmuro um "te conto depois" dando um beijo na bochecha dela e saindo correndo. 
   A minha casa e a das Marin eram bem próximas então fui correndo para chegar rapidamente, abri a porta de casa animada e fui surpreendida pelo silêncio. 
   —Chris?! —Chamei mas ninguém respondeu. 
   Ando até a sala e paro na porta ao ver dois pés suspensos no ar, meu coração se apertou e comecei a dar passos curtos, a visão começou a ficar mas ampla então vi meu irmão com uma corda no pescoço pendurada no corrimão da escada. 
   Seu corpo estava suspenso no ar bem na minha frente, ele estava morto na minha frente! Minhas pernas fraquejaram e meus olhos queimaram, minha garganta rasgava com gritos que eu nem havia percebido que estava soltando. 
   Alguém me segurou e me tirou da sala, ouvia alguém ligando para a polícia, e eu só sabia chorar e gritar como uma criança, de novo. Como se já não bastasse Alyssa, eu vi meu irmão morto também. 
   Tentei me soltar da pessoa que me segurava mas isso só serviu para ela me apertar mais, meu corpo estava fraco, eu me sentia uma burra. 
   —Por favor, acalme-se! —A voz suave de uma garota quase não foi ouvida por causa de meus soluços. 
   —A polícia está chegando, Carly! 
   A garota sem ser a tal Carly, que era a pessoa que me segurava, parou na minha frente com um copo d'água, ela tinha o sotaque diferente e sua aparência me fez confirmar que não era americana. Pegue o copo de sua mão mas minhas mãos tremiam muito, bebi o máximo que consegui, me acalmei um pouco, eu não quero mais viver aqui, eu não quero mais ver essa casa. 
   —Que bom que você se acalmou. —A garota chamada Carly me solta e olho para o rosto das duas claramente. 
   As duas eram muito bonitas, e possuíam a beleza muito diferente uma tinha os cabelos castanhos, pele morena e olhos verdes bem claros, ainda mais vibrantes que os meus e a outro era asiática, com a pele bem brava, olhos puxados e cabelos negros, elas pareciam me encarar sem saber o que falar, só então me toquei que estava encarando as duas como uma psicopata. 
   —Ér... Eu sou Carly Jackson e essa é minha amiga Park SooHyun, mas pode chamá-la de Skyller. 
   O nome dela, a aparência dela e o sotaque dela confirmaram minha dúvida se ela era ou não americana. 
   —Sou Brooklyn. —Solto em um murmuro assim que percebo seus olhares sobre mim.
   Não demorou muito e a polícia chegou, um deles me levou com as duas garotas até a delegacia para depor, outros levaram o corpo. A polícia me perguntou cada detalhe, eu respondia sem esconder nada, tanto Skyller quanto Carly também deram depoimento, Sammy, Chelsea e Anne não paravam de me ligar ou mandar mensagens, a polícia iria investigar minha casa, eles disseram que fariam o máximo, mesmo que eu não acredite muito nisso. Depois de umas boas horas conversando com as duas meninas, finalmente fomos liberadas. 
   Carly e Skyller me levaram até a casa da tia Gina, as duas me desejaram pêsames e passaram seus respectivos números para quando eu precisasse. 
   Toquei a campainha da tia Gina e ela me atendeu sorridente. 
   —Brook? —Seu sorriso foi substituído por uma expressão de curiosidade e confusão.
   —Me desculpe, eu sei que não é uma boa hora, mas eu precisava, não sabia pra onde ir, eu... —Minhas palavras começaram a se enrolar com as lágrimas que corriam desesperadamente pelo meu rosto. 
   —O que? Entre, querida. —Ela pega meu braço e me puxa delicadamente para dentro.
   Meu rosto já rubro pelo choro piorou quando vi a família de Anne, a vergonha que eu estou sentido tranca minha garganta e trava minhas pernas. 
   —Gente, essa é minha filha adotiva não oficializada, Brooklyn.
   Todos vieram me cumprimentar, Anne me abraçou e apresentou todos da sua família, eu abria um sorriso forçado. Gina me puxou delicadamente até o andar de cima desculpando-se com seus familiares que ficaram confusos. 
   —Brooklyn, o que houve? 
   Sinto meus olhos queimarem e lágrimas grossas escorrerem pelo meu rosto, ela apenas me abraçou e deixou eu chorar como uma criança que acabou de perder um brinquedo. 
   —E-Ele morreu... —Falei com a voz embargada e ela me olha anda mais confusa. 
   —Quem morreu, querida? 
   Apenas nego com a cabeça chorando mais, soluços escapavam da minha garganta e eu sentia os braços de Gina ainda mais firmes. 
   Meu celular apitava sem parar, só então eu tive um choque de realidade, foi ele. Abro as mensagens, a maioria vindas da Anne perguntando o que tinha acontecido, outras dos meninos perguntando o motivo de ter a polícia na minha casa e se eu estava bem e finalmente daquele número bloqueado maldito que vem me infernizando a tempos. 
    "Feliz dia de ação de graças, Little Mack :)"
   
(...) 
   Hoje seria o funeral do meu irmão, os meninos me deram o máximo de apoio e eu sou grata a eles por isso, ainda mantinha contato com Carly e Skyller, éramos praticamente obrigadas já que a polícia não parava de fazer perguntas, eles achavam que era suicídio, perguntavam se ele era infeliz, se tinha distúrbios, eu podia afirmar que não, mas não podia, isso só iria antecipar a minha morte. 
   Me olho no espero com aquela roupa preta, eu me sentia tão mal vestindo preto por mais que me deixasse bonita, meus olhos inchados me encaravam, Anne não insistiu em me arrumar pois ela sabia que não conseguiria muito, não pude apenas escapar do seu batom vinho que ela obrigou-me a usar e o rímel à prova d'água sabendo que eu iria chorar mais. 
   Caminhei com um pouco de dificuldade por causa do tamanho dos saltos, eu não queria ir, mas precisava, todos os meus amigos estariam lá. Entro no quarto de Gina encontrando a caixa que dei a ela, peguei a carta que havia escrito para o meu irmão, coloquei com cuidado dentro da bolsa e fui para a sala, desci as escadas devagar e tive a visão do Sammy com um terno totalmente preto, ao seu lado estavam Chelsea, Johnson, Anne, Dillon, Gina e inesperadamente Carly e Skyller. 
   O clima ficou um pouco tenso, mas logo foi cortado por um Gilinsky entrando afobado e com muita raiva, seus olhos queimavam de ódio, eu nunca tinha o visto assim antes, atrás dele veio uma Madison com exatos cinco dedos marcados em seu rosto, mas a mão não era de Jack, era uma mão com dedos finos e consideravelmente menor que a de Gilinsky. 
   —Jack, o que está acontecendo?! 
   —Ah vai dizer que não sabe, Madison? —Ele da um sorriso irônico. 
   —Não, eu não sei! —Ela bate o pé como uma criança emburrada. 
   Logo entram, Avery, Aria e Mary, as duas últimas com olhos arregalados e Avy mantinha uma expressão de raiva também. 
   Jack tira um telefone do bolso e Madison arregala os olhos, eu e os outros não estávamos entendendo exatamente nada. 
   —Por que você não explica isso, Madison, fala para ela! Fale que é você! —Gilinsky se aproximou e Madison recuou.— AGORA EU QUERO QUE VOCÊ FALE! 
   Madison começou a tremer, Johnson tirou Chelsea da sala e eu fiquei onde estava, Avery olhava para Madison como se pudesse matá-la a qualquer momento, Jack percebeu que ela não falaria tão cedo e desbloqueou o celular, digitando algumas coisas e enviando em seguida, pouco tempo depois meu telefone apitou em minha bolsa, quando abri a mensagem reconheci o número e a mensagem dizia "Sim, era a Madison.
   Aquilo me pegou em cheio, meu sangue ferveu e nem vi quando joguei Madison no chão e comecei a dar tapas ou socos em qualquer ponto do seu corpo, a adrenalina tinha subido tanto que minhas unhas  mesmo curtas arranhavam  e tiravam sangue da pele dela, e ela nem se quer tentava se defender, não sei por quanto tempo eu bati nela, mas voltei a realidade quando senti braços rondaram meu corpo e me tiraram de cima dela, tentei me soltar a todo custo mas continuava sendo impedida. 
   Meus cabelos cobriam meu rosto me impedindo de ver a minha arte, mas pelo choro esganiçado, eu tinha feito um trabalho ótimo. 
   —VOCÊ O MATOU! 
   —N-Não.... Eu não...
   —Era você o tempo todo. —Falei e limpei as lágrimas do meu rosto que eu nem havia percebido que tinham descido.
   —Brooklyn, por favor... 
   —Por favor o que?! Te perdoar? Eu me sinto traída, uma das minhas melhores amigas matou o meu irmão, você parou para pensar? 
   Ela não falou nada e eu aproveitei para bateu uma ultima vez em seu rosto, agora não só com os cinco dedos que ela entrou, mas com várias marcas. 
   —Por favor suma da minha vida. 
   Madison me olha parecendo desesperada, mas eu não me importo. 
   —Não sou eu quem matou o seu irmão, mas eu sei quem foi, e sei quem vai...
   —EU NÃO QUERO SABER, EU SÓ QUERO QUE VOCÊ SUMA! —Aponto para a porta e ela se levanta do chão e se arruma. 
   —Eu posso até morrer por ter sido descoberta, mas você também vai! 
   Dito isso ela sai batendo os pés e eu solto a respiração, o clima que antes já estava tenso agora estava pior, Avery deu um abraço no Jack, Anne desligou a câmera e eu quase ri por isso, o resto das pessoas estavam... Como posso dizer? Vou ter que usar o termo "chocadas" mesmo. Todos carregavam uma cara de idiotas, ninguém sabia o que aconteceu, na verdade nem mesmo Gilinsky sabia até pouco tempo atrás quando pegou o celular de Madison. 
   —O. Que. Foi. Isso?! —Sammy praticamente gritou. 
   —O que a gente perdeu? —Chelsea e Johnson voltaram para a sala, eles pareciam preocupados comigo. 
   —Não acredito que vocês perderam! —Anne agora possuía uma expressão de descrença. 
   O casal havia saído da sala pouco antes de eu bater na Madison mas provavelmente escutaram os gritos dela, meus e de todos que tentavam apartar a briga. 
   —Eu não posso ficar nervosa, lembra? —Chelsea revirou os olhos. 
   —A sorte de quem perdeu foi que eu gravei tudo. 
   —Anne, apague isto! —Tia Gina deu um tapa em seu braço. 
   —Mãe, isso já foi compartilhado, nem adianta mais, agora precisamos ir, os meninos estão nos esperando. 
(...) 
   Eu descobri que odiava funerais, falei poucas palavras, queria ler a carta na hora que todos estivessem longe, bom, quase todos estavam longe, menos Sammy que insistia em ficar. 
   —Samuel, eu quero privacidade! 
   —'Ta bom você venceu. —Ele se da por vencido e revira os olhos. 
   Vejo ele de afastar e pego a carta que havia escrito para o garoto, sinto meus olhos arderem novamente mas dessa vez eu não iria chorar, eu não posso mais ser fraca. 
    "Christopher, eu sei que temos um passado muito difícil, que perdemos muita coisa, inclusive nossa irmã e nossa mãe. Sei também que na sua percepção até pouco tempo, era que tinha perdido as duas irmãs, uma pelo nosso pai e outra pelo acidente." Parei de ler sentindo aquelas palavras rasgarem minha garganta e as lágrimas quase saindo, mas eu não posso chorar! "Agora você perdeu mesmo as suas duas irmãs..." 
   —Que merda, Chris, era para eu ter ido primeiro. —Dou um soco no chão tentando descontar minha raiva, porém, em vão.— O que essa carta idiota quer dizer  é que apesar de tudo você era a única pessoa sangue do meu sangue e que eu te amo. Desculpe de eu eu não sei me expressar... Me desculpe.
   Amasso a carta e pego o isqueiro que tinha na minha bolsa ateando fogo naquele pedaço de papel, tiro um cigarro da bolça e acendo o mesmo, não tinha o costume de fumar, mas sentia vontade quando estava com raiva, seja lá quem for que tenha matado meu irmão vai pagar por isso, eu morreria mais cedo só para descobrir quem fez isso, quem quer acabar com toda a minha família, mas antes eu só precisava descobrir se o acidente de carro fora mesmo um acidente. 


Notas Finais


Bom ta aí!!!!!! Espero que tenham gostado e vou tentar atualizar com mais freqüência agora, ok? Comentem o que acharam, beijos de luz!


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