História Wild Soul - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais
Tags Abo, Jikook, Jimin Ômega, Jungkook Alfa, Kookmin, Universo A/b/o
Exibições 570
Palavras 2.030
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Leiam as notas finais dessa vez, por favor!

Capítulo 1 - Samguk


Fanfic / Fanfiction Wild Soul - Capítulo 1 - Samguk

Goguryeo, Baekje e Silla.

Três grandes reinos que dominaram a península coreana e Manchúria na maior parte do primeiro milênio na Ásia. Reinos de fortes guerreiros, espertos e poderosos, rodeados por lendas, histórias sobre eventos estranhos e exorcismos. Goguryeo era um reino de guerreiros guiados por reis agressivos e valentes, Baekje era um reino mais pacífico, se comparado ao reino Goguryeo. Silla era o mais fraco dentre os três, mas cresceu e tornou-se forte quando de dentro deles um grupo específico de guerreiros se ergueu. A maior das lendas que circulava por aqueles reinos, naquelas épocas, era a lenda dos guerreiros Navajo, guerreiros nascidos em Silla, excelentes em caça, astutos em combate e extremamente fortes. Eram guerreiros que se destacavam por não serem submissos a nenhum dos reinos impostos, no entanto. Ocupavam a reserva natural de Seoraksan, uma grande floresta de mata densa que se localizava no ponto central entre os três reinos. Os Navajo não eram conhecidos somente por estes motivos, mas pelas lendas a respeito da origem de sua força. Eles não eram tão poderosos desde o início de seu surgimento. Grandes devotos aos deuses da natureza, eram um grupo de guerreiros que juravam ser abençoados por estes deuses, mas não demonstravam grande risco além de não obedecerem ao rei de Silla. Assim seguiu até os guerreiros oficiais do reino, a mando do rei, começarem a intimidar os navajo.

Diziam as lendas corridas pelo povo que, o primeiro líder dos navajo, Park Hyunju, estava sob grande ameaça de vida por parte dos outros guerreiros, tendo como única saída recorrer ao templo dos deuses da natureza, que ficava no centro da floresta, para implorar aos deuses que o ajudassem. Lá naquele templo, após ter suas preces recusadas por todos os outros deuses, Gaia, deusa mãe da terra, teria o escutado, ajudando aos navajo com o poder de se comunicarem com animais e conectarem-se com a natureza. Desde este acontecimento, os navajos se tornaram um povo forte, guerreiros de excelência que assustavam a todos os reinos. O boato, de longe, terminava por aí. Uma das servas do reino de Goguryeo, numa noite fria na qual havia sido ordenada a buscar água no rio que fluía no meio da floresta, havia visto o tão temido líder dos Navajo urrar de dor, entre as árvores. Preocupada, cogitara aproximar-se do tal, mas evitara concluir suas ações ao ver que o grande líder estava rasgando suas vestes, retirando sua armadura e ficando nu por completo. O maior espanto da jovem, no entanto, foi ao ver o líder transformar-se em um grande lobo, de proporções surreais e grandes olhos vermelhos.

Este era como uma fera ferida, rugia alto e rosnava. Petrificada diante do medo, derrubou o vaso com o qual pegaria da água, atraindo a atenção do grande animal para si. Sorrateiro, o grande lobo teria se aproximado da jovem. No dia seguinte, encontraram o corpo de uma jovem dilacerado, completamente destruído. Dali em diante, o medo dos navajo somente aumentou pelos povos dos reinos. Uma coisa era certa: os navajo não eram mais humanos. Eram híbridos. Poderosos humanos-lobos que poderiam dominar a humanidade a qualquer momento. Um risco para os seres humanos. A cada dia, cresciam mais e mais em poder e quantidade.

Quando uma intensa guerra se iniciou entre os povos dos três grandes reinos, o exército dos poderosos navajo estavam sob o comando do jovem Park Jaeyong, tataraneto do primeiro grande líder. Indo contra a aparência comum das raças de povos asiáticos, o jovem possuía cabelos claros, esbranquiçados e grandes olhos castanhos, mesmo que fossem levemente puxados. Era um guerreiro simpático e conhecido pelas jovens de todos os reinos, ganhando o amor de muitas, mas não se envolvia com nenhuma. Todos temiam por misturarem-se aos navajo e terem seus filhos transformados em lobos, ou devorados. Neste período, o jovem guerreiro conhecera Jeon Jaehee, uma boa moça órfã, serva do reino de Silla. Conta-se os boatos que haviam se casado e Jaehee dera à luz a um casal de gêmeos, mas nada fora confirmado. Não muitos anos após os conflitos serem iniciados, tudo se agravou e Jaeyong fora o responsável por escolher lutar pelo grande reino de Goguryeo, que parecia ser o mais forte dentre todos, conduzindo os navajo. No entanto, de modo inesperado, muitas mortes foram contabilizadas e os povos se enfraqueceram, a queda dos três reinos fora inevitável. Não se sabe até os dias atuais qual pode ter sido o fim de Jaeyong ou dos navajos. Se teriam os gêmeos de Jaehee vingado ou não. Os povos afirmavam que Jaeyong havia fugido com seus gêmeos e Jaehee, mas nada podiam confirmar, de fato.

Coréia do Sul, 1979.

 

— Pare de correr, Yang Mi! Pretende quebrar os vasos de sua avó? — Yang Mi cruzou os braços ao ouvir as palavras da mãe e bufou, irritada.

— Ah, não se preocupe querida. — a doce senhora sorriu, acenando para a mãe de Yang Mi. — Nossa pequena Yang Mi não é uma criança desastrada.

— Vó! Onde foi o vô? — Yang Mi gritou, jogando-se no colo da avó. — Eu quero ouvir uma história!

— Ele foi buscar o livro, meu bem. — desviou o olhar da pequena garotinha para a mãe da mesma. — Querida... pode ir até o mercado principal comprar alguns vegetais?

— Claro, sogra! — assentiu, sorrindo. — O que devo comprar?

— Tem uma pequena lista na mesa da cozinha. — apontou.

Assim que a nora se distanciou, a doce senhora suspirou, aliviada. O avô de Yang Mi se aproximou com o livro antigo em mãos e olhou para a esposa, esperando pela confirmação.

— Eu a despachei para o mercado.

— Oh, sim, isso é uma boa coisa. — o senhor sentou-se, abrindo o livro e atraindo a atenção da agitada neta.

— Vô! O que é isso?

— Essa é a história que vou ler para você hoje. — sorriu. — Você gosta de príncipe e princesa?

— Claro! — Agitou-se no colo da avó. — Eu sei que eles são felizes para sempre!

— Mais do que isso. — abriu o livro e mostrou a neta as letras completamente borradas. — Hoje você vai conhecer o príncipe Park Jihyun e a princesa Jeon Nara.

— Woah! — Yang Mi arregalou os olhos. — Quem são esses?

— Estes são seus tataravôs. Eles são os pais de nossos pais. — apontou para o livro. — Aqui está a história deles. — clareou a garganta para começar a narrativa.

“Park Jihyun era um dos líderes mais espertos e agressivos, desde o início da linhagem dos navajo. Sempre estratégico e de difícil acesso, Jihyun fora alguém memorável, que sabia bem como conduzir uma guerra, um ataque. Ele era o líder lobo mais ágil e feroz que já haviam visto. Jeon Nara era uma formosa moça da tribo navajo, filha de um dos melhores capitães de equipe de Jihyun. Sempre bem vista pelos outros rapazes, Nara era apaixonada pelo líder Park e fazia questão de que este soubesse deste fato. Em pouco tempo, o líder se apaixonara pela jovem e formaram um casal. Os deuses, no entanto, eram contra a união de ambos os jovens, já que o líder havia sido destinado a Jeon Soohyun, prima de Nara. De diversas formas os pais da Jeon haviam avisado a mesma que não deveria prosseguir com aquilo e ir contra a vontade dos deuses, sendo completamente ignorados pela mesma. Nara deu luz a uma bela menina, alguns anos após estarem juntos, surpreendendo a todos. As coisas iam bem e todos cogitaram que os deuses os haviam perdoado por irem contra seus mandamentos, até a chegada dos que ansiavam pela morte de toda a tribo. Os navajo foram alvos de um poderoso grupo inimigo, que os rodeava desde os tempos mais antigos, tentando dar um fim a linhagem deles. O líder Jihyun fora cruelmente assassinado em batalha, mesmo como um poderoso lobo e os deuses que os navajo tanto cortejavam não o haviam ajudado. Triste e solitária, Nara quebrara todo o templo que havia no centro da floresta onde eles adoravam os deuses e tentara o suicídio, sem se importar com a bela filha que tinha. A moça falhou e permaneceu viva até os quinze anos de sua filha, quando uma doença desconhecida a abateu. Os navajo, tristes pela morte do casal, fizeram-lhes pedras memoriais no lugar onde o antigo templo dos deuses ficava, para lembrarem-se deles para sempre. O casal que havia sido negado pelos deuses. Um novo templo fora construído ao lado do memorial e os navajo pediam todos os dias perdão aos deuses pelo o que havia acontecido. Gaia, irritada por ter sido desobedecida por aqueles que ajudara tanto, impôs um castigo sobre a linhagem dos navajo. Daqueles tempos em diante, toda sexta geração geraria dois filhos que seriam destinados um para o outro, tal como almas gêmeas, mas se odiariam. Não poderiam casar-se com outras pessoas, no entanto, seus corações aceitariam somente aqueles que tanto odiavam. E seriam amarrados por completo uns aos outros.”

Yang Mi estava completamente envolvida pela leitura do avô, viajando em sua própria cabecinha, na inocência de uma criança em seus cinco anos de idade. A história que o vovô havia lhe contado era muito bonita e Yang Mi gostaria de poder ver aquelas pessoas. Agitou-se no colo da avó novamente, assim que o senhor terminara a leitura.

— Vô! Por que eles morreram? - perguntou, curiosa.

— Porque eles mereceram esse castigo, querida. — a avó de Yang Mi fora quem respondeu. — Eles desobedeceram aos deuses.

— Escute, Yang Mi. — o avô tomou a frente. — Nunca fiquei perto de ninguém com o nome Jeon para não ser castigada, ouviu? — Yang Mi assentiu, ainda perdida. Era uma criança inteligente, mas não conseguia entender exatamente aquilo tudo.

— Não vá nunca para a floresta, tudo bem? — a avó acrescentou. — E mais uma coisa. Voc-

— Estão novamente colocando coisas na cabeça de Yang Mi? — o pai da garotinha apareceu, nervoso com a atitude dos pais. — Parem de contar lendas e deixem minha filha em paz. — pegou Yang Mi nos braços, sem se importar em ser rude.

— Você sabe que não é uma lenda! É casado com uma Jeon! — o senhor apontou o dedo.

— Fiquem calados. — rosnou baixo, piscando rapidamente.

Abraçou a filha de maneira protetora e colocou a cabecinha dela contra seu ombro. Focou seu olhar feroz nos pais, tentando conter o ímpeto de rosnar como um verdadeiro cão para eles. Yang Mi não precisava ouvir nada daquilo. Ela era filha de uma humana, ela era puramente humana. Nunca cairia nas desgraças dos deuses, mesmo que ele próprio fosse um híbrido. Se recompôs quando ouviu sua esposa chegar e suspirou aliviado de que seus pais ao menos tivessem a decência de poupar sua mulher dessas lendas ridículas. Ela não precisava saber de nada daquilo.

— Amor, o que foi? Yang Mi está passando mal? — estranhou ver o marido agarrado de forma tão protetora a filha.

— Não... não é isso. — pigarreou. — Eu apenas... meus pais estavam contando a ela uma história de terror. É isso. —  olhou-os novamente.

— Ah... não se preocupe. Sei que os sogros não fizeram por mal! — sorriu calma, se aproximando e acariciando os cabelos do esposo. — Acho que já os atormentamos demais por hoje, não? Vamos para casa. — sorriu doce.

— Claro. Devemos mesmo ir para nossa casa. — assentiu, concordando com a esposa. — E vocês dois... evitem contar histórias de terror. Cuidado com o livro que pegam. — alertou os pais.

Assim que partiram, o casal de velhinhos suspirou. Estavam entristecidos com a maneira que o filho os tratava. Estavam entristecidos ao verem que ele não lutava por proteger Yang Mi do triste destino que a família deles guardava. O senhor Park já não tinha mais forças contra a voz de alfa do filho, assim como sua esposa, que era uma beta mansa. Abraçaram-se e se perguntaram se seria possível, um dia, viverem como pessoas normais. Desde que haviam fugido de Seoraksan, ansiavam por uma vida como humanos normais.

— Que os deuses poupem nossa Yang Mi desse destino. — a senhora murmurou desolada.

— Yang Mi é uma criança esperta. Sei que ela vai se manter afastada de Seoraksan. — garantiu a mulher.

Mesmo que, no fundo, soubessem que não havia como fugir daquele destino, fariam o possível e o impossível para proteger a neta. Não a permitiriam encontrar-se com um Jeon jamais, nem se aproximar da floresta.

 


Notas Finais


Há quem já tenha conhecido Wild Soul, certo?
Esta é uma fanfic que eu amo e que me foi presenteada pela autora dessas maravilhosas palavras. Sendo minha e tendo o total apoio, incentivo e autorização para tal, decidi compartilhar esse belo trabalho o qual tive o prazer imenso de saber que foi inspirado, um bocadinho só, por This Kind of Love.
Um obrigada infinito para você que me deu essa felicidade e honra que é receber, com muito carinho, essa história incrível. Você tem me cativado muito.
Komawo!

Sobre eu postar Wild Soul: https://spiritfanfics.com/perfil/wildjeon/jornal/marylopez-6714598


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