História Wild Soul - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais
Tags Abo, Jikook, Jimin Ômega, Jungkook Alfa, Kookmin, Universo A/b/o
Exibições 350
Palavras 2.188
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Park Yang Mi na capa! ><

Capítulo 2 - Seoraksan


Fanfic / Fanfiction Wild Soul - Capítulo 2 - Seoraksan

Coréia do Sul, 1994.

 

— Sigam todos juntos pela trilha! — a moça jovem e alegre avisou o grupo de turistas que guiava.

O dia estava ensolarado, mas quanto mais fundo adentravam a mata, mais frio ficava o ar. Não somente estrangeiros, como também os próprios coreanos seguiam curiosos aquela trilha, ansiando por chegarem até a reserva natural de Seoraksan.

— Este parque é também definido como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. — tornou a explicar para os turistas, sendo prontamente traduzida por seu ajudante. — É um lugar incrível, cercado por picos notáveis de mais de mil de duzentos metros sobre o nível do mar.

Os turistas ficaram surpresos e maravilhados com a informação. A guia turística distraiu-se por um momento, com uma simpática senhora alemã, enquanto a explicava com calma sobre o grande parque, esquecendo de avisar que não deveriam desviarem-se para os lados. No meio do grande grupo, Park Yang Mi era uma coreana curiosa. Nunca tivera a real chance de conhecer aquele lugar tão magnífico citado em suas aulas de história, pois sempre fora proibida de ir sozinha até o lugar por seus avós que viviam perdidos em suas crenças. Yang Mi vinha de uma família muito fiel às crenças que seguiam e uma delas era a dos guerreiros navajo, onde todos afirmavam que seriam perigosos guerreiros lobos, mas ninguém nunca pudera confirmar tal coisa. Desde então, nunca pudera de fato pisar na grande floresta, já que, segundo os livros de seus avós que vinham de geração em geração, aquele era o lugar dos navajo, mas por conta de sua universidade, ganhara a oportunidade de seguir junto a um grupo de turistas e aprender sobre a beleza da grande reserva natural.

Enquanto todos aguardavam a guia responder aquela senhora para continuarem o caminho, Yang Mi olhou ao redor, encantada com a altura das árvores, quando uma coisa lhe chamou a atenção. Não estava nas árvores, mas no chão. Um grande símbolo de pedra, camuflado por terra e folhas, mas que ainda tornava perceptível sua existência. Viu que o estranho símbolo contornava por completo a trilha, corria como um corredor ao lado do caminho pelo qual seguiam e se perguntou como não o havia percebido antes. Aproximou-se daquilo, ignorando o fato de que estava saindo da trilha e sorriu, completamente curiosa. Estavam todos ali, não havia problemas, não é mesmo? Um vento frio percorreu forte, espalhando as folhas que haviam no chão, permitindo que a Park enxergasse um símbolo de lobos. Uma alcateia. Eram muitos, desenhados sobre o grande símbolo, cravados naquela pedra. Abaixou-se até que pudesse tocar aqueles lobos e sentiu o relevo sob seus dedos, arrepiando-se.

O que aquilo poderia significar?

Sentiu-se ser observada e ergueu a cabeça, olhando para o lado proibido da floresta, que estava diante de seu rosto. Um par de olhos. Eles brilhavam como uma pedra de rubi, por trás das moitas que haviam por ali. Sentiu um calafrio percorrer suas costas. Estava curiosa, queria saber o que poderia ser aquilo. Olhou disfarçadamente para o grupo de turistas, que ainda cercava a guia tirando suas dúvidas e assegurou-se de que ninguém a observava. Seguiria até aquela moita e voltaria, certo? Não era nada demais, menos de três metros de distância da trilha. Prendeu os longos cabelos castanhos com um elástico e ergueu-se. Pisou sobre o símbolo, avançando. Sua mente lhe gritava o perigo, mas Yang Mi não pretendia parar.

Aproximou-se sorrateira daquela moita e, como um gato, olhou-a por trás, encontrando o lugar vazio. Ficou perdida, olhando a sua volta, tentando encontrar aquele par de olhos tão encantador. E foi quando Yang Mi o viu. Sorria sarcástico e estava nu. Os braços cruzados de modo defensivo sobre o peito forte. Os cabelos claros bagunçados sobre a face bonita. Era como uma escultura em forma de gente. Seus olhos eram vermelhos. Sentindo o coração bater forte, a garota deu passos vacilantes para trás, até bater suas costas contra uma árvore. Viu a criatura que não se arriscava dizer que era humana se aproximar, sorrateiramente, como ela havia feito a pouco. E, em poucos segundos, estava cara a cara com Yang Mi. A jovem tremulou os lábios, pronta para gritar caso aquilo a tocasse, mas foi surpreendida quando outro saiu dos matos. Era como este que a encarava, possuía cabelos castanho-avermelhados e olhos grandes, brilhantes, como os do primeiro. Vestia uma calça de pano velho, no entanto.

— O que pensa que que estás a fazer, Jeon Jitae? — repreendeu o de cabelos claros com voz forte.

— A humana foi quem adentrou nosso território, Park Junyoung. — mordeu os lábios num sinal de raiva. — Não é como se eu houvesse a chamado.

— O que acha que pensarão os outros a verem o líder perto de uma humana? Ponha-se em seu lugar! — alertou-o.

— Cuide de suas coisas, capitão Junyoung. Não é como se isso rendesse problemas somente a mim, já que também estás aqui! — apontou para o outro.

— Isso é um problema. — o outro negou. — Humana! Qual é seu nome? — Yang Mi franziu o cenho, olhando de um a outro, completamente perdida com aquele diálogo. Humana?

— Park... Yang Mi... — cerrou os olhos.

— Park? És uma Park? — o rapaz de cabelos claros gritou. — O que faz aqui? Digo... como veio parar aqui? — Yang Mi apontou para a trilha e se desencostou da árvore, assumindo sua postura autoritária de sempre. Cruzou os braços e olhos para os rapazes de forma descarada.

— Posso saber como não ter vergonha de sair nu, sabendo que nós “humanos” — fez aspas com as mãos. — Passamos bem ao lado? Ya! E você! — apontou para o outro. — Se ele é líder e você capitão de seja lá o que for, tenho pena daqueles que obedecem a vocês!

— O que disse? — o rapaz de cabelos mais escuros rosnou. — Repita!

— Você é surdo? — desafiou-o. — Se não ouviu, o problema é seu!

Sem ao menos notarem, aproximaram-se ambos, nervosos, ignorando ao rapaz de cabelos claros.

— Acho melhor que não brinque conosco, humana.

— Acho melhor não desafiar uma humana, sua coisa. — apontou o dedo para ele. — Aposto que não gostaria de tomar uma bifa na cara de uma humana.

— Estás a me ameaçar?! — ergueu a voz.

— Não rosne para ela como um alfa, Junyoung. Ela é humana, é imune a este tipo de coisas. — o outro o alertou. — Melhor que nos afastemos. Podemos fingir que isso nunca aconteceu.

— Mas aconteceu! — ambos Yang Mi e o rapaz de cabelos escuros gritaram, juntos.

— Isso é incrível. Como podem ser tão iguais? — riu, encantado com a situação. — O que faremos agora?

— Nada! Não faremos nada, Jitae. — o rapaz bagunçou os cabelos. — Converse com ela. Vou garantir que ninguém da alcateia se aproxime desta região. — despediu-se, deixando somente o líder e a garota Park naquele local.

Yang Mi suspirou nervosa e observou o grupo de turistas finalmente começar a se mover. Tentou correr para sair daquela área e os acompanhar, mas foi impedida pelo tal líder, que tão rápido quanto ela pode notar, aproximou-se e segurou-lhe.

— Onde pensa que vai?

— Preciso seguir meu grupo. —  disse simplista.

— Não pode simplesmente entrar em nosso território e sair. Existem coisas que devem ser esclarecidas. — explicou, calmo.

— Não quero saber quem vocês são, nem me interessa contar sobre vocês. — puxou o braço das mãos do líder. — Preciso concluir minha tarefa da universidade, que é a coisa mais importante.

— De qualquer forma essas coisas precisam ser esclarecidas. — deu de ombros. — Siga-me. Vamos nos sentar em algum lugar para conversarmos. Se for rápida, com sorte juntar-se-á a seu grupo novamente antes do entardecer.

A mulher suspirou e o olhou, desconfiada. Ela não queria esclarecer nada, só queria sair dali o quanto antes. Acompanhou o rapaz até uma parte repleta de troncos de árvores no chão. Ele sentou-se em um e Yang Mi repetiu seu ato, sentando-se em um outro mais distante dele.

— Por que me chamou de humana? —  Yang Mi começou, curiosa. — Acaso também não o é?

— Sim... e não.

— Explique-se. — exigiu.

— Conhece a lenda dos navajo? — olhou-a.

— Sim, claro que sim! Cresci ouvindo isto. — revirou os olhos. — Por conta dessa baboseira, sempre fui proibida de me aproximar da floresta por meus avós.

— Então devia ter os obedecido. — olhou-a intensamente. — Yang Mi riu, mas quando percebeu que o outro permanecia sério, seu semblante se fechou. Ela assimilou tudo e, pela primeira vez, um choque de realidade e medo passou por seu olhar. Yang Mi levantou-se apressada, quase caindo no processo.

— É mentira. — acusou.

— Se conhece bem a lenda, sabe que não. — suspirou.

— Coisas assim não existem.

— Achei que nossas caraterísticas físicas e nosso linguajar haviam lhe dito tudo.

— PERUCAS E LENTES DE CONTATO EXISTEM! — acusou. — Meu Deus, eu não posso acreditar que estou ouvindo um absurdo desses!

— Acalme-se! — ergueu o tom da voz. — Não quero ter que apagar mais um humano por surtar ao descobrir sobre nós. — Yang Mi estremeceu, olhando-o assustada.

— “Apagar mais um humano”? — negou. — Eu... e-eu preciso sair daqui.

— Antes de ir, prometa que não fará algo desnecessário, como sair contando a todos sobre nós, ou realmente vamos dar um fim em você. — alertou-a.

A Park respirou fundo e assentiu. Não iria falar, de qualquer forma. Aquela era uma lenda coreana muito antiga, desde o primeiro milênio. Não é como se fossem acreditar nela, tantos anos depois. Os tempos eram outros, não faria bem a ninguém abrir a boca.

— Está sendo sincera sobre isso? — Jitae a olhou preocupado.

— Estou. Não é como se fossem acreditar em mim... de qualquer forma. — deu de ombros. — Só... não me peça para aceitar ou digerir esta informação, pois não o conseguirei tão cedo.

— Tanto faz se você aceita ou não, não é como se fossemos nos ver novamente. — levantou-se. — Você já sabe por onde sair. É só descer a trilha e em quinze minutos estará onde seu grupo está.

Yang Mi o olhou uma última vez, querendo gravar aqueles traços físicos tão diferentes, antes de sair. Não ia mentir e dizer que o lado mais curioso de sua pessoa não queria saber como eles eram, por que queria sim. Ela poderia ter feito perguntas e mais perguntas a ele. Saber se eles eram, literalmente híbridos, mas sua única opção naquele momento era sair dali e esquecer o que havia acontecido. E, um tanto quanto perdida, foi o que fez.

(...)

Três meses.

Havia completado três meses que Yang Mi os havia visto, mas não conseguia esquecer. Havia tirado notas excelentes nas atividades da universidade, mas sua mente vivia cheia com aqueles olhos marcantes daquelas duas figuras mais do que inesquecíveis. Era uma noite de quinta-feira quando decidiu que não aguentaria mais aquilo. Ligou para uma amiga e pediu ajuda da mesma para convencer seus pais de que ela passaria a noite em sua casa, prometendo-a que a explicaria depois a situação. A jovem, após o jantar com os pais, arrumou uma mochila com roupas, comida e alguns itens básicos. Despediu-se dos pais e seguiu como uma aventureira pelas ruas da Coreia. Depois de pegar transportes e demorar um bom tempo para chegar a reserva natural, ela já estava frente a frente com o grande portão que protegia o parque, fechado por conta da hora. Era meia noite e cinquenta e três minutos quando ela sorriu confiante e, mesmo com todas as grades de proteção, conseguiu pular o portão. Era assustador ver aquela floresta no meio da noite. Ligou a lanterna que carregava consigo e, a passos vacilantes, desceu pela trilha, focando seus olhos no símbolo mal coberto no chão. Ele ainda estava ali. Era tão real quanto eles. Após cerca de quinze minutos de caminhada, chegou ao mesmo ponto no qual estava, quando decidiu adentrar a floresta e, ainda na trilha, mirou a lanterna para as árvores, ansiando por encontrar alguém. Nada.

Respirou fundo e decidiu se aproximar. Tudo estava silencioso demais, o que era estranho, se tratando de uma mata onde vivem bichos. Sentou-se ao chão, encostada a árvore na qual havia se encostado naquele dia a três meses atrás e cruzou as pernas, colocando a mochila a sua frente. Esperaria ali, com certeza alguém a notaria. Fosse o líder ou o capitão. Batucou os dedos contra o objeto a sua frente e revirou os olhos, impaciente. Não era alguém que conseguia esperar as coisas simplesmente acontecerem. Para se livrar do tédio, começara a cantar uma música qualquer. Fechou os olhos e balançou a cabeça no ritmo. Estava absorta em sua própria mente, mas um barulho de galhos sendo quebrados a fizera abrir os olhos. Sorriu abertamente, encarando em expectativa aquela moita na qual o havia visto na primeira vez. Olhos dourados e grandes brilharam por entre as folhas e Yang Mi pôs-se de pé em um pulo.

— Ya, pensei que você demoraria para aparecer, sabe? Eu não gosto de esperar e-

A lanterna de Yang Mi caiu no chão, assim como sua voz morreu ao passo que o que se escondia se mostrou. Não era uma pessoa, como ela esperava. Não era o capitão ou o líder, mas sim um lobo. Um lobo gigante, muito maior do que os lobos comuns. O bicho rosnou alto para Yang Mi e ela sentiu que, no fim das contas, fora um erro buscar novamente aquilo.


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...