História Wild Wolves - Interativa - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Tags Ditadura, Fairy Tail, Interativa, Liberdade, Lobos, Magia
Visualizações 34
Palavras 1.053
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá.
Eu queria pedir desculpas para aqueles que não consegui responder o comentário :/ Eu estou com um momento bastante corrido da minha vida (faço curso técnico e ensino médio, estou no último semestre e tá um CAOS) e pedir desculpa por esse capítulo ser BEM menor que os anteriores, meus pêsames.
O motivo deste capítulo existir é para ser uma introdução ao arco. Nele aparece bem poucas pessoas e são coisas rápidas, entretanto é importante para que entendam o arco... Ele envolverá uma parte do passado do Guren - pouca coisa - e também bastante sobre os traumas dos personagens; espero que gostem ^^
E peço desculpas de novo por qualquer erro e a falta de respostas :=

Capítulo 5 - Doppelganger


Fanfic / Fanfiction Wild Wolves - Interativa - Capítulo 5 - Doppelganger

Arco Um: A Vila Chiaki

Música de Abertura: Demons de Imagine Dragons

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..

...

A chuva caia violentamente na aldeia ao pé da montanha. O som dos trovões e a luz dos raios perfuravam os céus como disparos de armas de alto calibre. Os ventos fortes e devastadores destruíam as plantações e derrubavam algumas árvores. O chão de terra da aldeia tornou-se lama. Por mais difícil que fosse a situação do lugar, os moradores não se importavam com aquilo.

— Finalmente pegamos esse desgraçado! — Exclamou um adulto de cabelos negros, escorridos pela chuva. O tom de ódio fazia a empolgação de todos os aldeões crescer junto ao dele.

— Acorrentem-no! — Os outros gritavam, mais barulhentos que o temporal avassalador.

Os grilhões de metal presos em seus pulsos e tornozelos doíam. Estavam apertados demais, sentia a pele sendo arranhada e os ossos sob o metal sendo torcidos. As correntes ligadas aos grilhões o puxavam sem qualquer preocupação, o arrastando pela lama.

— Espanque-o! Torture-o! Apedreje-o! Mate-o!

Os punhos dos adultos eram pesados e faziam os ossos tremerem. Os chutes e pisadas em seu corpo esmagavam a carne. As pedras que jogavam em si cortavam a pele. Era ali que morreria? Em um linchamento?

— Parem! — Aquele mesmo homem exclamou. As pessoas ao redor da criança recuaram. — Tenho uma ideia melhor...

Os olhos verdes ficaram opacos quando viram a foice de cultivo nas mãos dele. O sentimento de terror fez a adrenalina ignorar as dores e impulsionou a criança a se arrastar para longe daquele psicopata. As lágrimas escorriam para limpar o rosto enlameado.

As risadas impregnam em sua alma, destroem qualquer esperança de sobrevivência. Quando a vida está para acabar, tudo parece mais devagar: as risadas, os movimentos, a chuva... Pode ver sutilmente o cabo da foice mover horizontalmente com a lâmina curvada aproximando-se cada vez mais de seu peito. Não houve resistência alguma da parte do peito quando a foice perfurou seu tórax e fincou a ponta no chão.

Sangue escorreu lentamente pela lâmina e a surpresa de algo o transpassar impediu que a dor o alcançasse rapidamente, porém ao baixar os olhos para a foice o impulso de dor rasgou seus neurônios. Gritou com todo o ar que restava em seus pulmões.

Guren abriu os olhos. O corpo suava frio. Caído do sofá com a luz do sol sobre os seus olhos, o pesadelo foi encerrado. Suspirou erguendo o corpo.

— Quanto tempo eu não lembrava disso? — Indagou a si próprio, colocando a mão em cima do centro torácico. — Eu dormi no Hall, hein... Tsc.

O castelo estava silencioso, era até estranho. Não ouvia as confusões das garotas e nem as competições imbecis de seus colegas de mesmo sexo. Olhou para suas roupas – camisa preta e calças largas de moletom.

— Você acordou cedo hoje, huh. — A voz grave chamou a atenção de Guren. Morty estava sentado no outro sofá, sem o capuz tampando o rosto. A face de Morty faria qualquer criança chorar de tantas queimaduras horríveis gravadas em seu rosto. — Que bom, assim você pode ir alcançar os outros filhotes na aldeia.

— Alcança-los na aldeia? — Um calafrio percorreu sua espinha. — Morty, o que você mandou eles fazerem?

— Nada demais. Eu pedi para eles se acostumarem com as aldeias ao redor da montanha, por isso os mandei para a Aldeia Chiaki.

O corpo de Guren se moveu instintivamente ao ouvir aquele nome. As mãos do garoto moveram-se a gola de seu mestre e o ergueu do sofá sem dificuldade alguma, a ameaça evidente em seus olhos.

— Você está perdendo a noção das coisas, seu merda? — O tom de voz frio fez Morty erguer as sobrancelhas. — Primeiro o Doppelganger, agora a Aldeia Chiaki?! — Guren o chacoalhou, cerrando os dedos nas roupas dele. — A Alice está com os outros?

— Isso é óbvio. Ela é a Alfa, é obrigação dela estar com os outros.

Por um segundo, as preocupações do de olhos esmeralda desapareceram quando atingiu o soco no rosto de Morty e o derrubou no chão.

— Você devia cuidar da sua filha. Melhor ainda, devia cuidar dos seus filhotes!

O homem se ergueu com um sorriso nos lábios, o sangue escorrendo no canto de sua boca.

— Se está preocupado com eles, é melhor correr... O Doppelganger já está entre eles. — A frase de Morty fez o sangue de Guren gelar. — E você sabe o que acontecerá se chegarem a Chiaki sem saber o que os espera...

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..

...

— Honestamente, o mestre deve estar mesmo desesperado em pegar a encomenda... Nos mandar para buscar sem mais ou menos. — Yume reclamou andando um pouco mais a frente dos outros.

— Morty disse que é importante de qualquer forma. A única coisa que precisamos fazer é trazer a caixa para ele. — Kazuki especificou andando ao lado dos outros. — Entretanto, esta floresta é inesperadamente calma... Não ouço nenhum animal.

— Ah, eu sei o motivo. — Ennie intercalou. — O Guren contou que chamam este lugar de Floresta Negra e os animais só aparecem durante a noite, em forma de demônios... — O tom de voz sombrio e misterioso fez Miwa sentir um calafrio na espinha.

— É-É sério, Alice? — A loira olhou em direção da veterana que deu de ombros, indicando não saber se era verdade. — Então como ele sabe...?

“Ele sempre foi dessa região, então não me surpreende.”

— Mas vocês são irmãos, então devem ter crescido juntos. — Miwa falou outra vez. A risada silenciosa que Alice deu a deixou confusa.

“Vocês entenderam errado. O Guren não é irmão de sangue.”

— Oh, compreendo. Vocês são muito diferentes, em todos os sentidos, para serem da mesma família. — Blake falou com a espada negra de Dust balançando em sua mão canhota.

— Não são tão diferentes assim, os dois são baixinhos. — Ryan falou com uma risada amistosa.

— Eu ainda estou em fase de crescimento.

A frase assustou os outros que se viraram para verem um garoto de cabelo preto e olhos verdes com um cobertor cobrindo seu corpo do pescoço para baixo. Aparentava estar com fadiga por estar encurvado e respirar rapidamente, as mãos apoiadas no joelho para aliviar a tensão dos músculos.

— Guren?

Um sorriso cruel foi escondido enquanto fitava as folhas no chão. Dentes afiados eram alisados por uma língua extensa e negra. Lentamente, “Guren” ergueu a cabeça para olhar o grupo e disse:

— Quem mais seria, imbecis?

Música de Encerramento: In the End de Linkin Park


Notas Finais


Olá!
Bem pessoal, só gostaria de avisar que a partir deste capítulo, os capítulos provavelmente saíram somente nos fins de semanas - ou durante feriados - que ai terei paz e mais calma para escrever.
Me desculpem por isso mas amo vcs sz


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