História Wildest Dream - (Fanfic Kim Taehyung) - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Kai, Personagens Originais, Suga, V
Visualizações 5
Palavras 2.712
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero gostem😘
Desculpem qualquer erro

Capítulo 3 - Coragem


Fanfic / Fanfiction Wildest Dream - (Fanfic Kim Taehyung) - Capítulo 3 - Coragem

A voz harmoniosa da Ariana Grande está a cantar alto em meus ouvidos Into You quando me espanto levemente. Dormir tão rápido que nem mesmo lembro a que momento exatamente desabei. O calmante que havia tomado antes de minha partida para o aeroporto ao menos me serviu para alguma coisa, estou me sentindo menos pesada e tensa até. Já é noite lá fora quando observo pela pequena janela oval ao meu lado que mostra uma vista turva de nuvens escuras. São exatamente 7:30 o que me faz recordar o quanto já estamos perto de nosso destino. Estremeço levemente em imaginar o que papai possa ter preparado para mim.

Prisão – a palavra vaga em minha cabeça.

Puxo delicado o meu vestido que havia subido um pouco revelando um pouco mais de minha pele pálida, o que tal ação leva-me a sentir uma dor aguda que atinge a palma de minha mão direita, me fazendo parar imediatamente. A analiso rápido, cada cantinho do curativo feito ali na procura de algum vestígio de sangue. Não posso me esquecer que levei cinco pontos e disso não posso descuidar. Repouso-a sobre minha perna da maneira mais delicada o possível sem se quer mexer um dedo analisando e pensando o quanto cheguei no momento de minha ira.

Não houve se quer um quadro inteiro ou qualquer enfeite de porcelana que possuía sobre minha penteadeira por inteiro. O sentimento de revolta e pura frustração eram tão intensos em mim que me levaram a uma insanidade que desconhecia ate então. Mesmo com Bong Gi por ali perto tentando impedir a loucura, pedindo a todo instante para parar, eu não o escutava, parecia estar surda a todo ruído a minha volta, inerte ao mundo que caia sobre minha cabeça. Era somente eu e minha ira e nada mais. Só parei mesmo depois que já não havia o que quebrar e a dor na palma de minha mão se tornar insuportável demais assim como o sangue que gotejava intenso.

Afastando a atenção de minha dor lembro-me do livro que possuía em mãos antes de cair em sono. Meus olhos calmos porem rápidos, deslizaram para o lado, em seguida para o chão capturando o objeto caído ao lado de minha poltrona, mas perto da de Seo Joon. Devagar e delicadamente me agacho para alcança-lo, mas o objeto é puxado antes mesmo que o toque.

- Aqui está! – Seo Joon leva o objeto a minha direção com um sorriso simples onde o agradeço formalmente pelo ato cavalheiro.

O livro realmente estava bem mais próximo a sua poltrona, mas não pensei em pedir para o mesmo ajunta-lo já que estava concentrado a mexer em seu celular e por mim isso não convinha.

Tomo o livro com a mão machucada e retraio os dedos por um momento, mas não detenho o resto da ação.

“Lembre-se que foi você que causou isso...”- meu inconsciente joga enquanto está sentada a lixar suas unhas.

- Está tudo bem? – ele pergunta ao ver minha expressão.

Sorrio desajeitada.

- Sim...sim...é só um leve incomodo, nada demais para se preocupar - repouso o objeto sobre as pernas enquanto desfoco a atenção para minha mão que parece aumentar o incômodo. Respiro fundo me acalmando.

Porque não lembro de fazer o resto com a mão esquerda?

Seo Joon somente a me observar, percebe minha inquietação, mas mantém-se respeitoso quanto a minha vontade de não comentar o porque de minha mão está enfaixada. O silêncio paira por alguns instantes quando uma curiosidade repentina me bate.

- Seo Joon?

Ele tira a atenção de meu curativo encontrando meus olhos gentis e curiosos.

- A garota que você falou... – faço um gesto pra trás – ela... é a Ji Soo?

- Sim... sim. A Park Ji Soo.

- Ah...- balanço a cabeça leve olhando de leve em direção a garota que está a cochilar sobre o ombro do rapaz ao seu lado – Ela e muito bonita.

- Sim, ela é.

- Deve ser muito gentil também.

Um sorriso preguiçoso desenha em seus lábios o que me faz notar algo estranho pelo jeito distante que ele toma.

- É... claro... ela é uma boa garota – ele olha para suas mãos que apertam o celular.

Seo Joon e um rapaz forte que acho ter uns vinte e seis anos, um pouco gordinho, que carrega uma gentileza somente no seu olhar.

- Você também e muito bonita – ele muda de repente quebrando o foco e o silêncio que já queria se instalar.

- Ah...- sorrio envergonhada pelo elogio – obrigado.

Uma comissária passa ao nosso lado elegantemente a observar discretamente os passageiros quando a chamo. Estava com vontade de tomar algo forte para espertar minha cabeça e todo o meu corpo antes de pousarmos e começar minha mais nova rotina, monitorada.

- Com licença, você poderia me trazer uma xícara de café.

- E claro senhorita. Só um momento- Ela se afasta graciosa para atender ao meu pedido.

Começo uma conversa calma e bem descontraída com Seo Joon, do qual realmente confirmo no quanto ele e uma pessoa prestativa e gentil a todos aqueles que andam com o mesmo. Ele trabalha com a Ji Soo desde o seu debut e me relata quantas vezes foi cansativo seu trabalho me arrancando leves sorrisos com certas situações que o mesmo já passou neste emprego que alias e o seu primeiro. Mas mesmo que ali a me distrair, me fazendo esquecer o que me aguarda, minha mão não deixa de incomodar, o que me preocupa cada vez mais, me levando a atenção várias vezes a mesma.

A comissária volta com o meu pedido e alguns acompanhamentos interrompendo a conversa.

- Oh! – me espanto por tudo que ele trouxe - so irei ficar com a xícara de café, obrigada.

Ela ri leve, assentindo educadamente com meu desejo me passando a xícara logo em seguida. No mesmo instante que tomo a alça da xícara para provar a bebida a dor na minha mão se torna insuportável me fazendo derrubar todo o conteúdo ao lado de minha poltrona, com muita sorte não queimando-me ou própria comissária que deu um leve pulo para evitar o acidente.

- Senhorita! – a moça me olha preocupada.

- Ai! – noto que no centro da atadura que estava bem branquinha começa a surgir um leve pontinho vermelho o que faz meu coração disparar um pouco, pois ela vai aumentando de acordo que mecho os dedos.

Seo Joon assim como alguns que estavam a vista e atentos me olham curiosos pela reclamação que acabou que por sair alto.

- Esta tudo bem? - o rapaz me pergunta notando que tudo tem a ver com meu machucado.

- Sim, sim – minto vergonhosamente vendo o ponto se aumentar – esta tudo bem, não há com o que se preocupar, foi somente minha mão.

- A senhorita não se queimou? – a comissária me analisa me passando um lenço.

- Não, nada relacionado ao café. Não se preocupe, eu que derramei a bebida – repouso o livro de lado me levantando para ir ao banheiro – só preciso no momento verificar meu curativo. Gostaria que me conseguisse somente gazes.

- E claro senhora - a comissária bem seria leva as coisas de volta, para atender novamente meu pedido enquanto uma outra limpa a bagunça.

Minha mão só dói onde não consigo nem ao menos disfarçar a expressão. Torço para que não tenha sido nenhum dos pontos a ter rebentado ou tudo ficará ótimo de uma maneira sarcástica a se falar.

Peço licença para Seo Joon que ainda me olha preocupado enquanto caminho rumo ao banheiro rápido para fazer o que era preciso.

São poucos os olhares da primeira classe que me vem caminhar graciosamente e silenciosamente ate o banheiro onde não me detenho a tal caso.

**Jantar**

A mesa estava farta e bonita, com direito a velas e flores vermelhas disposta ao meio. Senhora Lee, a governanta havia caprichado em todos os sentidos da decoração assim como a senhora Park nos belos e fartos pratos a nossa frente segundo ordens. Sentado a cabeceira da mesa com minha madrasta a sua esquerda, meu pai conversa sorridente com o Senhor Kim e sua esposa a direita sobre situações que já haviam passado juntos quando mais jovens antes de se tornarem os magnatas que são hoje. Bong Gi está a minha direita enquanto Kai – como mais o trato - a minha frente, me encarando ao tomar sua bebida como um predador a sua presa, me deixando desconfortável. Esse seu jeito, esse olhar bem conheço. Tomo um copo de agua desviando seus flertes da maneira mais fria que consigo abaixar os olhos para o prato que continua intacto a minha frente.

- Tudo bem? – meu irmão nota meu desconforto apertando minha mão de leve. Aperto-a com força em uma maneira que de tranquiliza-lo.

- Meu jovem Jongin...- papai chama Kai assim como a atenção de todos a mesa.

- Kai, por favor Senhor Wang... – ele faz um sinal de respeito.

- Meu filho! - sua mãe sorri ficando um pouco corada diante o pedido do filho – Ele e sua preferência...

- Tudo bem Senhora Kim, tenho certeza que ele tem motivos para gostar de ser tratado assim – meu pai lança a frase com sua curiosidade bem visível.

Kai esbanja um de seus belos e perfeitos sorrisos.

- Kai para mim é forte e com significado de marcante somente no pronunciar.

Metido! - meu inconsciente joga e não descordo.

- Muito bem filho, e exatamente assim que gosto das pessoas a minha volta, determinadas e persistentes em suas escolhas – meu pai fala com orgulho pelo modo de comportamento de Kai que até parece um filho realmente para ele – Mas, voltando agora para minha curiosidade de início... e você... o que pretende fazer depois que juntarmos nossos interesses em um só?

Sei bem o que ele quis dizer com isso.

- São muitos projetos e vontades a serem alcançadas Sr. Kim – ele olha novamente para frente, agora firme e sério assumindo uma postura a mais que sua idade – mas o que posso dizer é que nada será tão impactante quanto as propostas que tenho para o futuro das empresas. Pretendo torna-las ainda de maior renome no mercado do que já são, procurando deixa-las com prestigio nacional ainda maior que já possuem.

Sua mãe aperta sua mão orgulhosa pelas palavras enquanto os demais o aplaudem, em exceção a mim que permaneço da mesma forma.

- Criou muito bem o seu filho meu amigo – papai dar um leve tapa no ombro do Sr. Kim.

- O fiz um jovem futurista, de grandes ideias e responsabilidades do qual só irá me orgulhar ainda mais.

- É o correto. Meu filho Bong Gi – meu pai aponta para meu irmão que fica sério – se tornou um dos melhores cirurgiões e logo logo estará ganhando prestígio nacional também, mesmo que não queira seguir os meus passos... por enquanto – ele ri e meu irmão retribui meio que sem jeito apenas concordando.

- Minha linda e delicada Sun Hee...- Senhora Kim fala sorridente desviando agora as atenções em minha direção – Só lhe deve orgulhar.

- Sim. É formada em moda e ótima fotógrafa marca reconhecida por toda a Coreia do Sul, demonstrando o seu talento na administração já com sua própria empresa.

- Nossos filhos se tornaram nosso orgulho – Sr. Kim fala feliz.

- Sim meu amigo.

- Terei uma nora maravilhosa – ele fala olhando para o filho e simplesmente fecho a cara, sem nenhum contentamento por toda a situação, não me importando se estou notando ou não.

- Sun Hee... – Bong Gi chama minha atenção pela terceira vez de leve em meu ouvido mas o ignoro como todas as outras vezes. Não pretendo deixar tudo passar mais uma vez como eles querem, não mesmo.

Kai se levanta graciosamente arrumando seu terno elegantemente.

- Meu amor... – sua mãe o toca na mão.

- Tudo bem omma... tenho algo a fazer já que todos estão a falar da Sun Hee.

Ele se afasta da mesa levemente e caminha gracioso até minha direção pegando minha mão me fazendo levantar. Devagar ele retira algo do bolso de seu paletó e logo percebo do que se trata, duas caixas de veludo azul reluzente em tamanho médio. Posso escutar leves suspiros de admiração, orgulho não sei muito bem quando notam o que ele está a fazer.

- Essa não é para este momento, quero que você a abra quando estiver sozinha – Kai sussurra a minha frente de maneira que só eu possa ouvir.

Ele toma a outra caixa em sua mão. Sorrir para todos a mesa que estão em expectativa e então a abre, revelando seu conteúdo misterioso. Um anel de prata repousa bem no centro da almofada branca de pano que parece seda, fino e delicado com uma pedra branca e solitária bem ao centro, redonda e bem familiar e irreconhecível aos meus olhos, um diamante médio branco.

Meu coração para e meus olhos se voltam a ele no mesmo instante. Meu inconsciente grita dentro de minha cabeça, sem controle, negando a si o que eu queria que não passasse apenas de palavras, palavras estas que já sabia muito bem que não eram somente algo vazio.

Foi algo rápido e sem nenhum cálculo, somente movido pelas emoções e momento, quando vi já estava me afastando a dois passos dele no qual puxei a minha mão de sua posse sem nenhum pudor ou limite, deixando todos paralisados e boquiabertos ao que fiz, muito mais em parte do Jong-ini que ainda segurava o anel sobre o ar.

Meu pai se levantou no mesmo instante não acreditando no que tinha acabado de presenciar. Sua expressão não era uma das mais agradáveis assim como a dos Srs. Kim.

- Sun... – Kai quis pronunciar meu nome mais não conseguiu.

- Kim Sun Hee... – meu pai falou meu nome como se fosse algo quebrável.

- Ela estar nervosa, SURPRESA... – minha madrasta estava ao meu lado em um piscar de olhos me segurando – ela não esperava por tal cena, NÃO é querida... tudo bem... – ela tenta me levar novamente para onde eu deveria estar mas detenho-me.

- Não – a palavra sae tão frias quanto qualquer tempo de inverno atingindo a todos.

- Sun... – minha madrasta me larga e se afasta para encarar a coragem que tomo no momento.

- Não vou seguir com isso – agora que comecei não posso mais parar, agora que dei o passo que tanto falei dar não posso voltar atrás – Não quero me casar com você Kai.

As palavras o atingem como um soco na boca do estômago do qual este me olha perplexo com minha ação, deixando cair o braço com a aliança.

Vi meu pai deixar se transformar pela raiva naquele exato momento mesmo estando na presença de amigos, onde aquele homem descontraído que estava a sorrir e conversar levemente é engolido por um sentimento que sei muito bem qual é. Ele sai de seu lugar naquele exato momento vindo em minha direção pesadamente, parando ao meu lado pegando pelo meu braço.

- O que você está fazendo Kim Sun Hee?

- O que eu devia ter feito a muito tempo e o que eu havia comentado sobre seguirem com este compromisso contra minha vontade – olho firme a todos a minha frente não deixando meu coração se intimidar com a presença de appa ao meu lado – Eu não aceito esta união, não posso. Tudo isso não passa de um contrato entre empresas onde eu serei a barganha como desculpa para a unção destas. NÃO. Não permito. Somos jovens demais para casarmos ainda mais se não nos amarmos Jong-in e eu não te amo – entrego a caixa dada em sua mão – não posso aceitar isto, pois para mim nada vale, nada significa – faço uma leve reverencia para a todos frisando principalmente os convidados – Mian Haeyo senhor e senhora Kim, mas não posso seguir com isto.

Saio dali sem ao menos me importar em olhar para trás ou se quer me preocupar com o que vai acontecer logo em seguida, somente com vontade de fugir daquela situação, já que ficar não é o melhor a se fazer, quero me isolar e me afastar para respirar e analisar no que acabo de fazer, pelo menos o curto de tempo que meu pai não termina de se dominar pela raiva que agora está a sentir.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...