História Wildest Dreams - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Oh My Girl
Personagens Mimi, YooA
Tags Miyoo, Omg, Para Seokjzn
Exibições 55
Palavras 3.212
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Então, primeiro gostaria de dizer o mais clichê
PARABÉNS MEU AMOOOR ( vulgo @seokjzn)
Essa plot foi em homenagem a ela, pq ela ama OMG
É minha primeira fic sobre esse ship
Eu pessoalmente gosto da Mimi e ela ama a Yooa, então decidi fazer esse couple
Como não tenho money para lhe dar um presente físico, espero que goste desse emocional
Amo você seu ser humano irritantemente fofo, minha vida seria um cocô sem você ❤ ❤
Enfim, boa leitura e espero que gostem :3

Capítulo 1 - Capitulo Único.


Fanfic / Fanfiction Wildest Dreams - Capítulo 1 - Capitulo Único.

Yoo Shi Ah não aguentava mais ser obrigada por seu pai a ir todas as férias para a casa de veraneio da família para conhecer alguma nova namorada. Seus pais eram separados e desde então ele mudava de namorado do mesmo tempo em que mudava de gravata. Era cansativo além de irritante ter que conhecer todas aquelas mulheres.

E agora não seria diferente. Lá estava presa no carro com o motorista por que seu pai não tinha coragem suficiente para ir busca-la pessoalmente e obriga-la a ir. Precisava de um interlocutor para isso, pensou revirando os olhos.

– Me acorde quando estivermos lá, Jung. – disse para o motorista enquanto colocava os fones.

Fechou os olhos permitindo se sair daquela realidade ao som de Daughter. Sempre se perguntava por que sua mãe fora e não a levara junto? Por mais que pensasse não achava a resposta para isso.

O carro subitamente parou num solavanco a acordando. Yooa abriu os olhos e os arregalou ao ver uma garota em frente ao carro. A loira que usava a mesma farda que a sua, mas estranhamente não lembrava se de vê-la em sua turma. Se tivesse visto, com certeza lembraria se do semblante rebelde dela.

Ela parou e fitou Yooa, que ainda assustada não conseguia parar de olha-la. O contato só parou por que alguém a chamou atenção, fazendo a garota virar o rosto e tornar a correr pelos carros. Estava fugindo, notou vendo a garota sumir entre as pessoas que atravessavam a rua.

– O-O que foi isso? – pronunciou se ainda atordoada.

– Não sei dizer, senhorita. – disse Jung limpando a garganta e dando partida no carro novamente.

Tentou voltar a dormir, mas não conseguia. Então apenas admirou a paisagem rural tomar conta de sua visão. Todo o verde costumava a acalma-la dos prédios e barulhos de carros em Seul. Nada disso havia mudado, pelo menos isso.

Dessa vez o carro demorou certo tempo para chegar ao local esperado. Jung abriu a porta traseira esperando Yooa, que fitava a casa de veraneio com nostalgia, descer. Ao entrar, notou que estava tudo igual antes. Arrumado, porém empoeirado e vazio.

Olhou para Jung que segurava sua mala e riu soprado. Seu pai nem mesmo havia chegado, estava só como sempre. Desde que sua mãe a deixou com aquele homem.

– Pode deixar isso no meu quarto. – disse num suspiro.

Observou Jung subir as escadas e aproveitou dar uma olhada na casa. Os móveis cobertos por lençóis velhos, Yooa caminhou inconscientemente até eles e os retirou revelando a mobília limpa e quase nova. A última namorada de seu pai quis reformar a casa, pois pensava que iria ser a próxima senhora Yoo. Coitada, pensou.

Só havia uma senhora Yoo e ela não estava mais lá, mas ainda sim seu pai não ousava mudar nada que ela tocara um dia. Era estranho. Ele havia a magoado, não a deixado de amar. Nunca iria entender o que se passava com o coração das pessoas. Era um lugar perigoso do qual não ousava entrar tão cedo.

O barulho do baque da porta a fez saltar e olhar para a entrada. Onde estava ela. A garota loira de mais cedo, só que dessa vez estava suja e sendo carregada a força por um homem de preto. Ela se debatia e gritava, enquanto uma mulher apareceu ao seu lado. A mulher lembrava a garota, só que um pouco mais velha.

– Não faça mais isso, Mimi. Você sabe o que poderia ter acontecido com vo... – falava, mas ao notar Yooa estagnada no meio da sala, sorriu sem graça. – Oh! Você deve ser Shi Ah, certo?

– S-Sim, mas pode me chamar de Yooa. – respondeu vendo a garota, que presumiu ser Mimi, parar de se debater e olha-la.

– Prazer em conhecê-la, Yooa. Sou a...

– Namorada do meu pai, eu sei. – interrompeu a e viu Mimi fazer uma careta.

A mulher por sua vez, baixou os olhos, envergonhada. Yooa não teve a intenção de ser rude, mas não conseguiu segurar. Era frustrante conhecer essas mulheres, era sempre a mesma coisa. Sorrisos amáveis, educadas, fingindo gostar dela para conquistar seu pai.

Jung desceu as escadas e correu para ajudar a mulher com a filha delinquente. Enquanto Yooa saia dali, sem ser notada. Ao chegar no seu quarto antigo, jogou se na cama. Teria que aguentar as férias inteiras com aquela garota maluca e mãe? Ela se debateu, irritada. 

– Vai ser um verão longo. – pensou alto fechando os olhos.

 Mais tarde naquele mesmo dia, o pai de Yooa chegou. Já era noite e o jantar estava servido. A mesa não tinha um dos melhores climas, todos estavam em silêncio como estatuas e a filha da mulher, namorada de seu pai, não tinha chego. Ou melhor, se recusava a descer.

Yooa entendia a garota, já tinha passado por aquela fase. Fugir para não ser obrigada a passar o verão com a namorada do pai, ficar trancada no quarto e ignorar todos o verão inteiro. Mas sabia que ela não iria ter êxito nessa missão, logo iria desistir. Ninguém nunca conseguia.

– Yooa, querida. – disse seu pai, fazendo a sentir uma ânsia, ele nunca fora tão afetivo.

– Sim? – o olhou franzindo o cenho.

– Poderia chamar Mi Hyun para o jantar?

Ela poderia ter dito não só para envergonha-lo na frente da mulher, mas não o fez. Estava cansada daqueles joguinhos, como havia dito antes, ela já tinha desistido dele. Apenas assentiu e saiu da mesa, agradecendo mentalmente ao pedido do pai. Mesmo não querendo ir atrás da garota, porém era ainda melhor do que ficar ali sentada entre os dois.

Subiu as escadas e parou na porta do quarto em que Mi Hyun ou Mimi, tanto faz, estava. Bateu diversas vezes, mas nada. Era apenas uma suposição e podia estar bem errada quanto ela, mas tinha a sensação que ela não estava nesse quarto. Yooa respirou fundo tentando se controlar, aquela garota já estava passando dos limites.

Ela pretendeu ir até a sala de jantar contar para seu pai e a namorada que Mimi havia fugido. Mas ouviu um barulho na cozinha, então seguiu para os fundos da casa, na ponta dos pés. A porta estava aberta e ela pôde ver alguém caminhando lentamente em direção ao bosque.

– Aonde pensa que vai? – falou e a garota virou se num salto.

Ela tinha o cabelo solto e uma franjinha cobrindo lhe parcialmente os olhos. Usava um moletom azul claro e uma bermuda clara, sapatos e uma mochila. A mochila de costas representava claramente que ela iria fugir para o meio da mata. Maluca, pensou Yooa.

Mimi a ignorou. Apenas deu lhe as costas novamente e correu em direção ao bosque.

– Ei! – gritou Yoaa.

Olhou para os lados, praguejou e sem opção seguiu a garota maluca. Para o azar da loira, Yooa era rápida. Pelo menos as aulas de atletismo que seu pai pagara serviram para algo e ela logo alcançou Mimi. Puxando seu pulso com força e a impedindo de se desvencilhar.

Ela analisou sua silhueta. Mimi era muito bonita. Observou os olhos escuros e injetados, impressionantes debaixo das sobrancelhas castanhas – a cor natural de seu cabelo, talvez. Seu olhar por fim parou sobre os lábios delicados dela, reparando como o inferior era curvilíneo e suave, antes de notar o que fazia e arrastar o olhar para o chão.

– Me deixe em paz. – disse Mimi a despertando.

Notou uma tristeza conhecida dos olhos da garota, sabia pelo que passava e até entendia seus motivos.

– Quer me contar o que aconteceu? – Yooa manteve a voz baixa, esforçando se para que não saísse irritada.

– Quer me contar por que ainda não me soltou? – Os olhos escuros de Mimi encontraram os dela, encarando-a com uma expressão severa.

Yooa a soltou relutante, na esperança de que o gesto submisso aplacasse sua repentina explosão de fúria. Ir atrás daquela garota era tolice, não havia ninguém ali para socorrê-la caso Mi Hyun ficasse violenta. Era sua chance de fugir, mas não o fez.

Inexplicavelmente, continuou ali. Parada, fitando a garota com sérios problemas de comportamento, esperando uma resposta.

– Você não deveria ser assim, senhorita Olhos Castanhos. – disse Mimi cruzando os braços.

– C-Como?

– A garota mais popular da escola, a filha prodígio. – falou e Yooa controlou a vontade de revirar os olhos. – Todos amam você, sabia? Não falam de outra coisa.

A risada amarga de Yooa saiu involuntariamente e ela fitou a loira com leve irritação.

– Você não me conhece. – seu tom era calmo, mas seus olhos castanhos estavam frios.

– E nem você me conhece. No entanto, está no meio desse bosque atrás de mim. – rebateu franzindo o cenho. – Por quê?

Ela mordeu o lábio, fazendo Mimi pousar os olhos em sua boca por um longo e inquietante minuto, antes de se voltar para os olhos castanhos. Yooa não tinha como responder aquilo, não sabia ao certo por que correu atrás dessa garota. Empatia, talvez?

Mimi a lembrava de que como ela era no começo da separação de seus pais e talvez isso a fez querer cuidar dela. Mas falar isso em voz alta seria vergonhoso, então apenas fitou a mão da loira estendida a sua direção e automaticamente levantou o olhar para ela, confusa.

– Já que está aqui. Que tal uma caminhada? – sugeriu.

Yooa ponderou um breve momento. Sabia que não devia. Mas aquela garota maluca tinha algo de estranho e magnético ao mesmo tempo que a fazia aceitar. Aquela provavelmente seria sua única chance de passar algum tempo em sua companhia até o verão acabar e seu pai terminar partindo o coração da mãe dela.

Mimi pareceu entender seu silêncio como um sim e pegou a pequena mão de Yooa. A morena por outro lado, tentou conter um arquejo. Sentiu um arrepio surgir nas pontas dos dedos e subir lentamente pelo braço, até atingir seu ombro e deslizar para o coração, fazendo o estranhamente bater mais rápido.

– Você já andou de mãos dadas com alguém? – Mimi perguntou e ao vê-la negar com a cabeça, riu baixinho. – Fico feliz em ser a primeira.

Elas se embrenharam lentamente na mata e em poucos instantes a casa sumiu de vista. Yooa inesperadamente gostou de como sua mão se encaixava na dela e como os dedos de Mimi curvavam se atrás dos seus.

A loira segurava sua mão com cuidado, porém com firmeza, apertando a de vez em quando, talvez para certificá-la de sua presença. Yooa chegou a pensar se era assim que deveria ser segurar a mão de alguém. Não que tivesse experiência alguma no assunto.

 – Você é calada demais. Pode falar comigo, juro que não mordo. – Ela abriu um sorriso cativante, que fez Yooa sentir o rosto esquentar.

Ela era linda séria, mas sorrindo, chegava a ser bela.

– Por que fugiu? – falou baixinho.

Vendo Mimi ignorar a pergunta e voltar se a olhar a mata. Mas notou que ela havia começado a apertar sua mão com mais força. Yooa fez o mesmo, como se quisesse mostrar que estava ali e não precisava ter medo. Por mais, que tivesse.

– Não queria voltar para casa. Nem vim para aqui. – disse um tempo depois. – Perdi uma coisa importante e estou mal há semanas.

Ela ficou surpresa com a sinceridade de Mimi.

– Se perdeu algo, talvez devesse procurar.

– O que perdi está perdido para sempre.

Yooa estreitou os olhos.

– Sempre é muito tempo, não acha?

Mimi parou abruptamente, fazendo a esbarrar em suas costas e olhou para os lados.

– Não sei onde estamos. – resmungou.

Yooa reconhecia aquele caminho. Já tinha se metido naquelas matas muitas vezes, a fim de fugir também.

– Vem. – disse puxando Mimi para a esquerda.

Passando por uma abertura entre árvores, elas chegaram a uma pequena clareira cujo solo era coberto por grama espessa. Girassóis, ervas daninhas e vaga-lumes espalhavam se pelo verde. A atmosfera era silenciosa e transmitia paz. Havia somente uma árvore afastada de todas as outras e caminharam em sua direção.

– Chegamos. – disse abrindo os braços num gesto amplo. – Bem vinda ao meu Paraíso.

– Whoa! Aqui é lindo, Yooa. – arquejou Mimi fazendo a rir satisfeita.

A loira tirou um cobertor xadrez de dentro da mochila e o forrou aos pés da amoreira, sentando se lado a lado. Ficaram num silêncio confortável até Mimi puxar uma garrafa de dentro da bolsa. Yooa a olhou abrir o vinho e o beber na boca da garrafa.

– Você bebe? – questionou surpresa.

– Às vezes é bom. – disse franzindo o nariz, em seguida estendeu a garrafa para ela. – Quer?

  Yooa bebericou educadamente o vinho, tentando não engasgar quando o líquido de sabor estranho encheu sua boca. Ela cantarolou distraída e escutou um risinho baixo vindo de Mimi.

– Já havia bebido alguma vez? – perguntou.

Yooa negou com a cabeça.

– Fico feliz de ter sido a primeira.

Ela corou e escondeu o rosto atrás dos cabelos longos.

– Muito obrigada por me trazer aqui, Yooa. – disse chamando sua atenção.

– Eu costumava passar muito tempo aqui quando não queria conhecer as namoradas do meu pai. É bastante tranquilo. – admitiu.

– O que eu perdi você sabe o que é? – perguntou num sussurro e Yooa a olhou, séria.

– Eu posso imaginar o que seja. Eu já passei por isso, Mi Hyun.

A loira encarou tentando conter a alegria de ouvir seu nome sendo recitando por Yooa. Era mil vezes melhor que sua canção favorita.

Yooa por sua vez, sorriu tristemente para garota ao seu lado. Ela sabia muito bem o que Mimi tinha perdido. Havia perdido a si mesma e não existe coisa pior que isso. Mas ainda assim, sempre era tempo demais. Ela iria se encontrar mais cedo ou mais tarde.

– A sua mãe ama você, ela não tocou na comida o jantar quase todo preocupada com você. Deveria fazer as pazes com ela. – Yooa ficou surpresa com as próprias palavras, até mesmo mais que Mimi que a fitou estarrecida.

– Talvez eu deva escutar você. – concordou.

Yooa se assustou quando a loira pousou sua cabeça em seu ombro, percebeu que o vinho já fizera efeito sobre ela. Mas não ousou tirar a cabeça dela de seu ombro. Logo em seguida, Mimi começou a acariciar seu braço, tentando chamar a atenção dela.

– Você não jantou. – recordou Yooa.

Mimi sorriu e assentiu.

– Realmente, não jantei. Estava mais concentrada na minha fuga.

– Espera.

Yooa levantou se, afastando a cabeça da loira de seu ombro, por mais que não quisesse fazer isso. Ela abriu um sorriso e pegou umas amoras maduras e com a mão cheia voltou se em direção a Mimi.

– Toma. – ela sorriu e lhe ofereceu as amoras.

Mimi a olhou como se tivesse hipnotizado, como se a fruta fosse um tesouro.

Yooa riu e abriu a mão, com as amoras na palma, como uma criança oferecendo doces. Mimi aceitou e as levou imediatamente a boca, mastigando todas de uma vez. Yooa segurou o riso diante da cena. Ela realmente estava faminta, percebeu.

Depois de observa-la devorar as amoras com avidez, tornaram a posição anterior. Com a cabeça da loira em seu ombro. Elas ficaram ali sentadas, imóveis. Olhando a escuridão engolir os céus e os vaga-lumes junto às estrelas clarearem o lugar.

– Você já se deitou ao lado de alguém e ficou olhando as estrelas? – Perguntou a loira deitando e observou Yooa se deitar de costas encarando o céu. 

– Não.

Mimi entrelaçou seus dedos com os de Yooa e os pousou sobre o próprio coração. Ela sentiu os batimentos lentos sob o toque e encontrou conforto no ritmo constante.

– Você é linda, Yooa. Como um anjo de olhos castanhos encantadores.

Yooa virou a cabeça pra poder olhar para ela e sorriu.

– Eu acho você linda. – falou timidamente.

Hesitante, ela esticou uma das mãos livres e começou a passar os dedos pela sua bochecha, acariciando. A loira sorriu ao sentir seu toque e fechou os olhos. Yooa percorreu seus traços carinhosamente por um longo tempo até seu braço ficar cansado.

Mimi abriu os olhos.

– Você já beijou uma garota?

Yooa ficou muito vermelha e balançou a cabeça.

– Então fico feliz em ser a primeira.

Mi Hyun ficou de lado, apoiando se no cotovelo, e se inclinou para frente. Seus olhos brilhavam com ternura e ela sorriu para Yooa. Ela conseguiu fechar os olhos antes da boca perfeita de Mimi encontrar a sua.

Os lábios dela eram quentes e convidativos, e ela os espalhou pela sua boca com cuidado, como se tivesse medo de machuca-la. Mimi levou a mão até a curva de seu pescoço, acariciando a pele com o polegar enquanto os lábios se moviam suavemente.

O beijo não foi como ela esperava. Yooa nunca pensou que seu primeiro beijo teria gosto de amoras e vinho.

Esperava que fosse descuidado e bruto. Que seu beijo seria desesperado e que talvez suas mãos percorressem sua pele e descessem para lugares de seu corpo que ela não estava pronta que tocassem. 

 Mas Mimi manteve as mãos onde estava, uma acariciando a parte de baixo de suas costas e a outra no seu rosto.  Seu beijo era carinhoso e doce. O tipo de beijo de que ela imaginava que se daria na pessoa amada antes de uma separação.

Mimi suspirou com força, soltou se e pousou os lábios com carinho em sua bochecha.

– Em que você está pensando? – perguntou Yooa.

A loira sorriu e tornou a beijar sua bochecha, seus lábios antes de rolar de costas e olhar as estrelas.

– Estou pensando que talvez meu “sempre” tenha acabado. Pensando no quanto eu esperei para achar você. – ela abriu um sorriso triste para Yooa.

– Desculpe. – sem saber se estava triste ou feliz com a declaração.

– Você está aqui agora. Estou feliz por ter me encontrado, Yooa. Obrigada. – ela a puxou para mais perto, enterrando o rosto em seu pescoço e inalando seu cheiro de baunilha. – Sonharei com sua voz dizendo meu nome pelo resto da minha vida.

Yooa sorriu para a escuridão.

– Você já dormiu com alguém? – Mimi indagou após um tempo.

Ela negou.

– Fico feliz em ser a primeira.

Ficaram em silêncio novamente, ouvindo as cigarras cantarem para o luar.

– Você vai embora, não vai? – sussurrou Yooa ao recordar que seu pai magoava as mulheres, com a mãe de Mimi não seria diferente.

– Sim, mas não até o fim do verão. – assentiu Mimi, então ela sabia.

– Vamos voltar a nos ver, certo? – sua voz era quase um gemido.

A loira suspirou profundamente.

– Vamos ser expulsas do Paraíso logo, Yooa. Nossa esperança é que você me encontre, nem que seja nos seus sonhos mais loucos.

Mimi apoiou se sobre o cotovelo e pairou sobre ela, com os olhos presos nos dela, fitando a com todo carinho e intensidade das profundezas da sua alma.

E então colou seus lábios aos dela novamente.

Aquele verão realmente teve um diferencial. Fora o melhor de sua vida. Não só porque conheceu a loira maluca e tão intensa. Mas por que Yooa também encontrou o que havia perdido e teria julgado – como Mimi – perdido para sempre.

Quando o verão cessou. Cessou seus beijos, conversas e carinhos de madrugada com a loira. Mas ela havia lhe deixado um recado em cima da cômoda antes de ir embora com a mãe, a única diferença, era que ambas estavam de coração partido.

“ Não se esqueça de mim. Vamos nos encontrar de novo, senhorita Olhos Castanhos.

M.”

Sorriu olhando para o bilhete e o pousou levemente nos lábios, selando a promessa com sua amada.

 

❁❁

 


Notas Finais


É isso aê!!
hahaha, foi curtinha mas com muito amor para meu baby @seokjzn que está debutando ( no sentindo 15 anos mesmo lol) dia 19, vulgo amanhã a partir de 00h.
Mas como sou apressada e não aguentava mais segurar essa fic, postei logo haha
enfim, isso é apenas o pouco do que gostaria de fazer por você.
Mas isso é tudo que está atualmente ao meu alcance, espero que goste ❤ ❤
Love u


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