História Wildest Dreams - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Lily Collins
Personagens Justin Bieber
Exibições 68
Palavras 4.605
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Six


Anna’s Point Of View

Acordei com o barulho de algo caindo e quebrando vindo da sala. Nem liguei muito, queria voltar a dormir, mas não deu nem dois minutos e ouvi o barulho de outra coisa caindo. Logo depois vieram os latidos de Alex que provavelmente também havia sido acordado com os barulhos.

Bufei e levantei da cama. Eu já tinha um leve palpite sobre quem estava destruindo minha casa. Peguei um roupão de seda que estava pendurado no banheiro e escovei os dentes.

— Ai caralho! – ouvi Gabe berrar. Revirei os olhos e fui para a sala. O vaso que eu quase joguei em Justin ontem estava agora quebrado em mil pedacinhos no piso branco. A cadeira caída que eu levantei ontem à noite estava novamente jogada no chão. Em compensação, o corpo havia sumido. – Que merda, porra! – fui até a cozinha e encontrei Gabe fazendo, ou melhor, tentando fazer café. Ele estava parecendo um zumbi. Alex o encarava com curiosidade. Seus olhos brilhavam como se ele falasse: “que retardado!”

— Parece que alguém acordou de mal humor. – me encostei no batente da porta da cozinha e cruzei os braços. 

— An, me ajuda! Eu tava tentando fazer café, e acabei queimando minha mão! – exclamou e depois pressionou a cabeça por causa da provável dor que sua fala acarretou. – E o gosto ainda tá uma merda!

— Claro que tá uma merda. É café! – ri de sua situação.

— Você vai me ajudar ou não? – perguntou irritado. Já vi que ele acordou com a macaca hoje. Seu cabelo estava uma bagunça e seus olhos verdes estavam vermelhos e inchados. Mas mesmo com a cara de cu, meu irmão continuava bonito.

— Ai ai. – olhei para o teto. – O que eu não faço por esse menino, senhor? – olhei de volta para meu irmão e ele me encarava sorrindo. Me aproximei e limpei a bagunça que ele havia feito. Joguei o café que ele fez fora e coloquei a cafeteira para fazer um novo.

— Aliás... – Gabe chamou minha atenção. – Como eu vim parar aqui? Eu não me lembro...

— Claro que não se lembra. – ri lembrando de seu estado deplorável da noite anterior. – Você passou da bebida, Gabe? – perguntei o encarando séria.

— Não, juro que não. – negou com a cabeça. Fiquei mais aliviada. – Então? 

— Então o quê?

— Caralho mulher! Eu to com a cabeça explodindo e você me faz repetir as coisas! 

— Escuta aqui, você me respeita hein! Não sou essas putinhas que você pega na rua não, tá me entendendo?

— Claro que não! Você é minha irmã. – deu de ombros e sorriu sarcástico. Fiz uma cara ofendida e dei um tapa em sua mão recém-queimada que ele segurava contra o peito. – Ai caralho! Filha da pu...

— Termina pra você ver a sua bunda no asfalto da rua! – desafiei com o dedo em sua cara.

— Ai porra. 

— Pede desculpa!

— Quê? Eu não vou pe...

— Pede ou vai pra rua. – cruzei os braços e sorri de canto. Eu estava adorando isso.

— Desculpa. – falou resignado.

— Bom. – empinei o nariz. 

A luz vermelha da cafeteira que indicava que o café estava pronto ligou. Desliguei a máquina e despejei um pouco do café em uma caneca. Mesmo não bebendo café, eu sei fazê-lo pois sempre preparava para meu pai. Claro que não sob as mesmas circunstâncias e não do mesmo jeito. Meu pai não ficava de ressaca e eu preparava seu café com creme e canela. Mas como agora se tratava de café cura-ressaca, tinha que ser puro e forte. Entreguei a caneca para Gabe e ele deu um gole.

— Credo! Também tá horrível! Cadê aquele seu café gostosão?

— Aquele café é pra quem merece. Essa é a sua cura. – dei de ombros. Ele bufou e deu mais um gole.

— Ok. Agora você vai me dizer como vim parar aqui?

— Ah sim. Justin te trouxe. – disse me lembrando de ontem à noite. Do que – quase – fizemos enquanto Gabe estava desacordado... Ok, não pense nisso.

— Você já o conhecia? – perguntou. Deu mais um gole do café e largou a caneca sobre a pia.

— Eu...

— Ah, claro que já. Às vezes eu esqueço que ele é famoso. – deu um tapa na própria testa, fazendo uma careta depois. Bem feito. Isso foi por me interromper.

— Na verdade... – comecei a explicar que eu já o conhecia pessoalmente. 

— An, por mais que esteja morrendo para ouvir o que você tem pra falar... – o idiota me interrompeu novamente. – ...eu realmente não estou aguentando a dor. Vou ir pro meu quarto ficar no escuro. – disse se virando e saindo da cozinha.

— Filho da puta. – resmunguei contrariada. Odeio quando ele faz isso.

— Ih, tá longe disso. – colocou a cabeça rapidamente para dentro do cômodo e depois foi embora. Me virei para a pia e vi que o café ainda estava pela metade na caneca. Revirei os olhos. Esse menino é muito mal agradecido. 

Joguei o resto do café fora e sai da cozinha com Alex me seguindo. Nem sabia qual seria a programação do dia. Eu sabia que hoje teria a reunião decisiva do filme, mas ninguém me contou que horas seria essa reunião. Por isso que não pude sair com Matt hoje. O que é até bom. Não sei se conseguiria olhar em seus olhos sem me sentir culpada.

Comecei a procurar por meu celular, queria ligar para Wilson, ele provavelmente sabia o horário. Achei meu celular que estava em cima da mesa de centro do mesmo jeito que deixei ontem. Acabou que eu não o coloquei para carregar, mas por algum milagre, ainda tinha um resto de bateria. Disquei seu número e esperei ele atender.

Fala Anna.

— Oi Will, bom dia.

Bom tarde. Agora fala o que você quer.

— Por que você acha que eu quero alguma coisa?

O quê? Então é esse o dia que você vai finalmente me chamar para fazer compras no shopping? – fez uma voz afetada.

— Menos Will, menos. – revirei os olhos. – Aqui, você pode me falar que horas vai ser a reunião? 

Como assim? Lola não lhe disse? – Lola era uma de suas assistentes, ou melhor, Lola era uma piranha toda oferecida

— Não.

Anna, eu já estou na Sony. A reunião começa daqui a meia hora!

— O que?! 

O que Lola tem na cabeça? Não é a primeira vez... – me ignorou. Ela fez de propósito, com certeza. – Enfim. Onde você está? Já está vindo?

— Eu to em casa! Vou me arrumar! Avisa pro pessoal que eu vou me atrasar.

Como assim em cas... – desliguei em sua cara. O mundo dá voltas. Sai correndo para meu quarto para me arrumar.

O relógio marcava 12:30, – como Gabe acordou antes das 5 horas da tarde, eu não sei – o que significa que a reunião começaria às 13 horas. E o caminho até a Sony era gigante, isso sem contar com engarrafamento.

Tomei uma rápida ducha e quase cai no box por estar com pressa. Sai correndo do banheiro molhando todo o chão por onde eu passava e coloquei minhas roupas. Uma lingerie branca, uma calça jeans e uma camiseta azul. Bem básico mesmo. Não havia tempo para ficar escolhendo roupas. Coloquei meu vans preto e peguei meu celular e as chaves.

Sai correndo do apartamento, com o cabelo todo molhado e nem um pingo de maquiagem, esperei pelo elevador. Nem deu para me despedir de Gabe. Bom, ele nem merece. 

As portas do elevador se abriram e lá dentro estava Shiloh. Ele arregalou os olhos quando me viu, mas logo depois abriu um sorriso sarcástico. Entrei no elevador e apertei o botão para a garagem.

— Dormiu mais que a cama? 

— Há há. – dei língua para ele.

— Sabia que quem dá língua pede beijo? – sorriu malicioso e me puxou pela cintura.

— Me poupe Fernandez. – empurrei seu peito e me soltei dele. Ele riu de mim. Meus cabelos pingando.

— Vai ficar resfriada... – murmurou. Dei de ombros. Meu sistema imunológico era forte e o tempo estava quente, então nem me preocupei. – É impressionante.

— O quê?

— Até com o cabelo todo molhado e sem nenhuma maquiagem, você continua linda!

— Eu sei. – pisquei. Ele riu pelo nariz e negou com a cabeça. 

— E como está a Sam?

— Melhor sem você.

— Outch! Essa doeu no coração.

— Que bom. – empinei o nariz e olhei para o lado como uma verdadeira patricinha. Ele riu. Por mais que fosse uma brincadeira, ambos sabíamos que tinha um fundo de verdade. O elevador chegou até a garagem e eu saí correndo. 

— Tchau né! – gritou para mim enquanto eu abria a porta da minha BMW. Apenas acenei com a mão e entrei no veículo. Dei a partida e arranquei com o carro. Durante o caminho, eu dirigia feito uma louca. Quase atropelei a típica velhinha de andador que atravessava a faixa de pedestres.

No tempo em que estava no carro, eu tentava dar um jeito no meu cabelo. Parecia uma cachoeira de tanta água, o banco ficou todo molhado, mas deu para secar um pouco.

Cheguei até a portaria da Sony. Eram 13:15. Eles teriam que perdoar meu atraso. 15 minutinhos. Dei meu nome e ID e os seguranças liberaram minha passagem. Estacionei na vaga mais próxima da entrada do prédio e sai do carro correndo que nem uma maluca.

— Senhora Beaumont! – uma das recepcionistas me chamou e correu para me acompanhar em meu caminho até o elevador. 

— Sim?

— Vou levá-la até a reunião. Todos já lhe aguardam. – falou com uma pontinha de reprovação. Decidi ignorar esse fato.

— Obrigada. – entramos no elevador e esperamos até que este chegasse ao andar que ela apertou em silêncio. As portas se abriram e nos apressamos até a mesma porta da última vez. Ela abriu as grandiosas portas duplas e entramos. Todos olharam para nós.

— Finalmente a princesa chegou! – exclamou Jack irritado. Ele e esse apelidinho. Revirei os olhos internamente. Olhei em volta e a maioria das pessoas ali me encaravam em repreensão. Por último, olhei para Justin, que parecia estar se divertindo com a minha situação. 

Levantou-se e veio até mim. Por que ele estava fazendo isso, eu não sabia. Prendi a respiração. Justin parou em minha frente e passou uma mecha de cabelo para trás de minha orelha. Sorriu.

— O secador quebrou? – riu pelo nariz e eu fiz uma careta. Justin me deu um beijo na bochecha e se afastou. Will estava atrás dele.

— Amém você chegou menina! 

— A culpa não foi minha! – cruzei os braços.

— Sim, eu já expliquei para todos. 

— Parece que Jack não te ouviu. – falei alto para que Jack pudesse ouvir. Ele apenas sorriu sarcástico.

— Bem, não ocorrerá novamente. Já dispensei Lola.

— Tadinha. – dei de ombros – eu não ia com a cara dela – e me aproximei da mesa. Cumprimentei todos que eu conhecia – incluindo Jack – mas haviam algumas pessoas que não estavam na última reunião. Will me indicou a cadeira ao seu lado e ali sentei. Justin ficou em minha frente.

— Bom, agora que todos chegaram, podemos começar. – começou Wallois, na cabeceira como da última vez. – No meio tempo de quinta-feira até hoje, as audições foram encerradas e o elenco foi decidido. A esta hora, o photoshoot que o senhor Bieber e a senhorita Beaumont fizeram na Vogue ontem e o elenco oficial já devem estar sendo divulgados. 

— Mas ontem uma das funcionárias da Vogue me disse que o elenco já havia sido divulgado. – falei. 

— Parte do elenco já havia sido divulgado, de fato, mas ainda faltavam três personagens que foram decididos nas últimas horas da tarde de ontem.

— Ah sim.

— Tudo bem. Essa reunião é para decidirmos os últimos detalhes e cláusulas e para acertarmos os dias para as gravações. – continuou. 

— Vamos apresentar ou reapresentar cada ator ou atriz e seu papel no filme. – falou Paul Gamerd se levantando e indo para a frente de uma tela branca. Na tela, apareceu uma lista com os nomes dos atores que compunham o elenco e seus respectivos personagens ao lado. – Certo. Justin Bieber protagonizará como Scott Bueller. – Justin acenou a cabeça para que as pessoas o reconhecessem. – Annabelle Beaumont protagonizará como Taylor Blank. – acenei quando todos olharam para mim. – Jennifer Ehle como Maggie Blank, mãe de Taylor. – olhei para minha futura “mamãe”. Puta merda. Ela também é a “mamãe” de Anatasia Steele em “Fifty Shades of Grey”! – Tony Goldwyn como Marcus Tont, padrasto de Taylor. Nick Robinson como Logan Bates, futuro “ex” de Taylor... – parei de prestar atenção quando senti algo esbarrar na minha perna por baixo da mesa. Olhei para a frente e vi Justin me encarando. 

Ele abriu um sorriso de tirar calcinhas quando viu que chamou minha atenção. Ele estava lindo, como sempre. Sua camisa de gola v branca marcava seu troco firme e as mangas ¾ deixavam algumas tatuagens a mostra. 

Foi inevitável lembrar do que – quase – fizemos ontem à noite, e ele parecia pensar a mesma coisa julgando pelo seu olhar. Me olhava da mesma forma de ontem. Com desejo, como um animal. Supus que meu olhar não estaria muito diferente. Não vou mentir, minha vontade era ligar o foda-se e terminar o que começamos ontem. Mas claro, existe uma coisinha chamada bom-senso.

Nosso contato visual foi interrompido pelo barulho das grandes portas de mogno sendo abertas. Até mesmo Paul Gamerd que ainda estava em seu monólogo sobre o elenco, parou seu discurso e encarou a entrada.

Pela porta, passaram duas crianças correndo, uma menina e um menino. A menina parecia uma bonequinha com seu vestidinho roxo com bolinhas brancas e o menino parecia um anjinho. Logo atrás deles, vinha uma siliconada loira irritada. As crianças foram em direção a Justin e o abraçaram.

— Crianças! Eu falei para não entrarem! – esbravejou. 

— Jay, essa bobona não tá deixando a gente fazer nada! – resmungou a menina com os olhos cheios d’agua. O menino só olhava para todos em volta. – Ai eu perguntei o que que a gente podia fazer. E sabe o que ela falou? 

— O que ela falou? – perguntou Justin. Enxugou uma lágrima que escorreu dos olhos da menina e a sentou em seu colo.

— Ela disse que a gente podia morrer! – começou a chorar. Justin olhou para a siliconada com raiva. O menino começou a andar pela sala.

— E-eu não falei nada disso! – tentou se defender. – Eu... Esses pestinhas que estavam me deixando maluca! Não param de berrar no meu ouvi... – Justin ergueu a mão calando-a.

— Vá embora. – mandou firme. Olhou de volta para sua irmã e secou suas lágrimas. Vendo que ela estava bem, girou os olhos pela sala e parou-os perto de mim. Mais precisamente, ao meu lado. Segui seu olhar e vi que o menino estava ali me encarando.

— Você é bonita. – falou tímido. Nem preciso falar que me derreti com essa fofura.

— Aw, brigada. Você também! Qual seu nome?

— Jaxon Bieber. – respondeu me fazendo arregalar os olhos. Porra, Justin tinha um filho? Olhei para Justin e para a menina em seu colo. Aquelas crianças eram filhos do Justin? Puta merda. Voltei meu olhar para Jaxon que ainda me encarava. – Qual seu nome?

— Anna. – sorri. Ele era um Justin em miniatura. Jaxon abriu um sorriso lindo.

— Então, alguém pode tirar essas crianças daqui para que eu possa continuar? – perguntou Gamerd. Ele parecia estressado por ter sido interrompido.

— Meus irmãos vão ficar. – ouvi Justin dizer simples. Irmãos! Não pude deixar de suspirar. Senti alívio. Tá, por que eu senti alívio? Ele ainda está noivo. E ainda tem a chance de possuir filhos. E eu não sei o que eu estou considerando. Para com isso Anna, pensei comigo mesma. Jaxon olhava para os lados como se não soubesse para onde ir.

— Quer sentar no meu colo? – perguntei para ele, que prontamente assentiu com a cabeça e subiu em minhas pernas. Abraçou meu pescoço e apoiou a cabeça em meu ombro. Enquanto Paul Gamerd voltava ao seu monólogo, Jaxon ficou quietinho em meus braços.

—...e Phillip Troy Linger como Danny Fett. Vocês conhecerão os figurantes em um outro momento. – terminou Paul. Consigo ouvir o coro de “aleluia” vindo dos céus! Amém.

— Cabô? – perguntou a menina no colo de Justin. Todos – exceto Paul – rimos. 

— Calma mocinha. – riu Steven Wallois. Pigarreou. – O pessoal da empresa e seus empresários fizemos uma video-conferência mais cedo e decidimos que os melhores dias para as gravações serão terça e quinta. Mas precisamos lembrar que o filme trabalhará muito com as paisagens, portanto iremos filmar em diferentes lugares. Iremos viajar e isso requer mais do que apenas esses dois dias da semana. Mas vocês serão avisados com antecedência. – explicou. – Bom. Antes de encerrarmos, vamos entregar os contratos de cada um. Eles já foram revisados por seus empresários, caso queiram tirar dúvidas. –  Pegou várias pastas de dentro de um armário na lateral da sala e foi entregando cada pasta para seu respectivo dono. Quando recebi a minha, abri a pasta e peguei as folhas em mãos. Comecei a ler.

Este contrato visa... E uma monte de bla bla bla. Passava meus olhos pelas páginas até que uma parte me chamou atenção. Limites. Puta merda. Estou no mundo de Fifty Shades, não é possível! Minha mãe é a mãe da Anastasia, até meu apelido é igual ao da Anastasia e eu estava prestes a assinar um contrato com limites! Só faltava a palavra “rígidos” ou “suaves”. Sim, eu li 50 Shades of Grey, não me julgue. Ok. Respira. Me acalmei e comecei a ler aquela parte em específico.

Respirei aliviada. Ali só constava o que eu permitia que fosse exibido ou não. Estava tudo certo ao meu ver. Levantei os olhos e vi que ele estava me encarando. De novo. Havia algo a mais em seu olhar desta vez. Anna, para com isso. Já estou começando a ter ilusões. Ri de mim mesma e desviei o olhar para o menino em meu colo. Ele estava dormindo feito um anjinho. Suas bochechas rosadinhas e seus cabelos loirinhos contribuíam para essa imagem. Vi quando Wilson aproximou sua cadeira da minha.

— Deu uma olhada? 

— Sim. – falei baixo para não acordar Jaxon. 

— Algum problema? 

— Não.

— Foi o que eu pensei. Afinal, não estou aqui para nada. – puxou as golas de seu paletó e sorriu presunçoso. Era uma figura mesmo. Neguei com a cabeça rindo. – Então já que não há nenhum problema, você já pode assinar. – me entregou uma caneta. Assinei o contrato e entreguei para a secretaria que estava recolhendo as pastas. Depois que todas as pastas foram recolhidas, Jack se ergueu de sua cadeira.

— Bom, é isso pessoal. Qualquer mudança, vocês serão avisados. – finalizou. Todos se levantavam de suas cadeiras. Firmei meus braços em volta de Jaxon e me levantei. Graças a Deus estava de tênis hoje. Jaxon se remexeu e se acomodou mais em meu pescoço. Sua respiração fazia cócegas. Justin veio até mim com sua irmã no colo.

— Tudo bem aí? – apontou para Jaxon. Acenei positivamente. – Você se importa de levá-lo até meu carro? A babá não é muito competente, como você pôde ver... – bufou.

— Claro, sem problemas. 

— Obrigado. – sorriu. Como sempre, foi impossível não retribuir. Olhei para Will e dei um tchauzinho para ele. Justin deu um passo para o lado e fez sinal para que eu passasse na frente. Entramos no elevador e esperamos até que este chegasse até a garagem.

— Oi, meu nome é Jazzy. Você é a Annabelle né? – perguntou a menina no colo de Justin. 

— Sou sim, mas pode me chamar de Anna.

— Ok. – sorriu. – E você vai aparecer na televisão com meu irmão Jay? 

— Vou sim. 

— Que bom. Você é mais bonita do que as outras garotas da televisão.  Eu gosto dos seus filmes. 

— Obrigada princesa.

— De nada.

Justin passou a me guiar quando chegamos ao estacionamento pois eu não sabia qual era seu carro. E então, ele começou a andar em direção a um Aston Martin Rapide vermelho. Era um dos carros de quatro portas mais lindos da face da Terra!

Vendo meus olhos arregalados para seu carro, Justin riu jogando a cabeça para trás. Ri constrangida.

— Pois é. Eu tive a mesma reação quando o vi pela primeira vez. – disse assim que parou de rir. – Isso é porque você ainda não viu meu bebê. 

— Qual é o seu bebê?

— Claro que sou eu! – disse Jazzy fazendo um biquinho. Justin olhou para ela e apertou o bico com os dedos.

— Meu outro bebê. – corrigiu.

— Ah, então é o Jaxon! – rimos da inocência de Jazzy. Justin olhou de volta para mim.

Nissan GT-R. – falou me fazendo rir incrédula. Um Nissan Fucking GT-R!

— Não... – murmurei sem acreditar.

— Sim. – sorriu. – Quem sabe um dia eu não te levo para dar uma volta nele. – piscou.

— Querido, se você tem amor pelo seu carro, você vai me manter bem longe dele. – rimos. Chegamos até o carro de Justin e ele abriu a porta de trás. Lá havia uma cadeirinha e deduzi que era para Jaxon. Cuidadosamente o coloquei na cadeirinha e o prendi com os cintos ali acoplados, seguindo as instruções na lateral da cadeirinha.

— Você já fez isso antes? – perguntou Justin do outro lado do carro enquanto colocava o cinto de segurança em Jazzy, que estava sentada ao lado da cadeirinha. 

— Isso o que? 

— Colocar alguém na cadeirinha. – fechou a porta e deu a volta no carro, parando em minha frente, ao lado da porta do motorista. Neguei com a cabeça. – Como você fez isso? Nunca consigo entender aqueles cintos.

— É só seguir as instruções.

— Mesmo assim. Acabo sempre me embolando todo. – deu de ombros. – Bom, eu preciso ir.

— Tudo bem. – sorri. 

Me pegando de surpresa, Justin me puxou pela cintura com uma mão e colou nossos lábios em um rápido selinho. Se afastou e sorriu safado.

— Até terça. – disse abrindo a porta do carro.

— Até. – foi a única coisa que pude dizer. Me virei e segui até meu carro ouvindo o ronco do motor do Aston Martin se afastando. 

Entrei em minha BMW e dei a partida. Quando parei em um sinal vermelho, aproveitei para ver meu celular que não parava de vibrar em meu bolso. 

Havia uma mensagem mandada logo cedo de Matt e outras mil de Linn e Sam. As malucas me mandavam uma mensagem de um em um segundo, querendo que eu visualizasse logo. No total, era capaz de dar umas mil mensagens. Decidi ligar para elas mas abri a mensagem de Matt antes. Ali ele dizia seu endereço e pedia desculpas por não poder me buscar. Marcou para as 14 horas. 

Nesse meio tempo, as meninas enviaram mais umas cem mensagens. Liguei para Sam. Do jeito que tava, se eu ligasse para Linn era capaz de eu ficar surda.

Bell! – berrou Linn me fazendo afastar o telefone do ouvido. – Por que você ligou para a Sam? Eu pedi para me ligar! Eu! – revirei os olhos com seu ciúmes.

— Nem começa Lindsay.

Me dá meu telefone. – ouvi Sam falar no fundo.

Não! Sai Sam. – ouvi barulhos de tapas. Elas eram umas palhaças mesmo. Ouvi a voz de Linn novamente. – Bell, precisamos nos reunir. Tipo, urgente. 

— Eu...

Você fala quando chegar aqui. Estamos na casa da Sam. Vem logo! – e desligou na minha cara. Jesus, elas sabem que eu odeio quando elas fazem isso! Inimigas pra quê? Eis a questão

Mudei meu rumo para a casa da Sam e cheguei lá rápido pois era mais perto que minha casa. O porteiro já me conhecia e deixou que eu estacionasse na vaga da Sam. Ela estava economizando para comprar um carro.

Entrei no elevador e subi até o 10º andar. Nem precisei bater na porta de Sam para que esta abrisse e uma mão me puxasse para dentro. Essa mão pertencia a Linn. Seus cabelos ruivos bagunçados e sua feição animada a faziam parecer uma psicopata. Logo atrás dela estava Sam, com seus cabelos presos em duas tranças e seus óculos de leitura no rosto. Deduzi que ela estava lendo quando Linn chegou aqui sem mais nem menos.

Abracei as duas e nos sentamos nos sofás. Olhei para as duas que me encaravam como se esperassem que eu contasse a cura para o câncer.

— Então? Vocês me chamaram pra ficar me encarando? Tipo, eu sei que eu sou linda mas...

— Menos Bell, bem menos... – cortou-me Linn. Quem mais poderia ser? – Você vai nos explicar o que é isso. – jogou uma revista em meu colo. Olhei para baixo e vi que se tratava de uma revista Vogue. A revista de hoje. Logo já deduzi do que se tratava.

Peguei a revista em mãos e folheei até a página em que haviam algumas das fotos que eu tirei junto com o Justin. Encarei minhas amigas de volta.

— E..? – fiz-me de desentendida. 

“E..?” Quando você fez essas fotos? – perguntou Linn. Sam só observava com um brilho de curiosidade nos olhos.

— Ontem. 

— No mesmo dia do seu encontro? – Linn perguntou arregalando os olhos.

— Encontro? – perguntou Sam perdida. Acabou que eu não contei para ela sobre o encontro com Matt. Assenti para a pergunta de Linn. Ela piscou os dois olhos e pulou em cima de mim.

— Amém senhor! Amém! Finalmente meus ensinamentos tiveram algum efeito.

— Do que você tá falando? – Sam ria ao fundo mesmo sem entender.

— To falando que finalmente você acordou para a vida! Tá toda safadinha! Ficando com dois caras no mesmo dia! Me diga, como foi passar essas suas mãozinhas por aquele deus grego? – perguntou sorrindo maliciosa. Fiquei quieta. A verdade é que eu gostei até demais. Mas não ia falar isso para a maluca da Linn. – Eu sei que você amou, nem vem! Puta merda, que inveja cara!

— Ih Bell, toma cuidado hein. Linn vai querer roubar o Bieber de você! – disse Sam ainda rindo.

— Ele não é meu, nem dá pra roubar...

Sei... – falaram Linn e Sam ao mesmo tempo, do mesmo jeito que eu e Linn falamos alguns dias atrás. 

— E ela não roubaria. – dei de ombros.

— Ué, por que não? – Linn perguntou confusa.

— Por que você tem o Cody agora, certo? – perguntei. Tinha dois objetivos. Um: desviar a atenção de mim. Dois: saber como minha amiga estava. Linn deu um suspiro triste.

— É, eu tenho...

— Ué, então por que você tá assim? – Sam perguntou. Nos entreolhamos preocupadas.

— É que ainda não é da forma que eu quero, entende? Quero dizer, o sexo é ótimo. Mas sei lá, falta carinho.

— Ele tá te tratando mal? – perguntei irritada. Eu ia matar aquele idiota.

— Não... Enfim, não quero falar sobre isso. Mas fala, como foi seu encontro?

— Que encontro, Jesus? – Sam já estava irritada. 

— Sabe aquele cara da balada? – perguntei e vi Sam assentir. – Então, ele me chamou para sair e saímos ontem. – expliquei.

— Tá, tá, tá. Mas diz, como foi? – Linn sempre curiosa.

— Foi bom. Tirando a parte dos patos.

— Patos?

— É... Aparentemente, Matt tem obsessão por patos. 

— Tá né... – riram.

— Vocês podiam dormir aqui. Faz tempo que não dormimos juntas... – comentou Sam.

— Por mim tudo bem. – Linn sorriu. – Só tem que ver com a estrela aí. – apontou para mim.

— Eu adoraria. – a ignorei. – Mas tenho compromisso amanhã, então temos que dormir cedo pra dar tempo de eu voltar para casa pra me arrumar. – falei olhando para o relógio. Eram 18:00 horas. Ainda tínhamos tempo.

— Tudo b...

— Que compromisso? – Linn interrompeu Samantha.

— Vou pra casa do Matt amanhã.

— Sa. Fa. Da. – as duas falaram pausadamente em uníssono.

— Não gente, vai ter criança lá.

— Pe. Dó. Fi. La. – falaram pausadamente de novo.

— Para gente! Eu vou lá conhecer a irmãzinha dele.

— Ih, já tá assim? 

— Olha que se você não quiser o Justin, tem quem queira.

— Garota! – segurei as laterais do rosto de Linn apertando suas bochechas, fazendo-a formar um biquinho. – Ele tem uma noiva!

— Ah, então esse é o motivo. – falou abafada pelo bico.

— Motivo de que? – soltei seu rosto.

— De você não ter dado pra ele ainda. – gargalhou. Revirei os olhos. Eu ia bater nessa menina.

— Quem topa uma pizza? – Sam mudou de assunto sabiamente.

— Só se tiver sobremesa.

 

 

 

 


Notas Finais


Bom, é isso
Até o próximo cap
Bjs 😘


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