História Will you love me? - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens August Wayne Booth (Pinóquio), Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Elsa, Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Princesa Aurora, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho)
Tags Swanqueen
Exibições 284
Palavras 1.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - Respirar


POV REGINA

Eu nunca soube lidar com problemas de família. Minha família por exemplo, é o exemplo de desunião, sempre que nos reunimos alguma briga se dá, principalmente comigo, não finjo gostar deles. Se é difícil comigo mesma, com Emma foi desesperador. Ela apareceu na sala de espera, desesperada, seus olhos estavam vermelhos, a visão que eu tive foi exatamente de uma pessoa sem chão.

Não quis lhe dizer que ficaria tudo bem, muito menos demonstrei o quão abalada fiquei por vê-la daquela forma e saber da história de sua mãe. A tomei em meus braços, queria tirar-lhe toda a dor, suas lágrimas molharam minha blusa, suas mãos me apertavam com força, Emma afundava-se em mim cada vez mais.

De inicio não entendi porque ela quis ver os presentinhos e não deixava de me perguntar porque a mãe dela nem ao menos tentou ser um pouco mais presente, Emma era criança, não tinha ninguém além dela, eu entendi a situação dela, mas não consegui aceitar isso, meu sangue fervia.

Emma havia agarrado-se a meu braço e adormeceu em algum momento. Atentei-me a casa dela, cores claras, tudo simples e só o necessário, porém organizado. Nenhuma porta-retratos, nenhuma decoração. Meus dedos mexiam em seus cabelos de modo leve, estava quase na hora do almoço, ela precisava comer, a chamei com jeitinho e ganhei um resmungo manhoso em resposta.

— Vamos comer,  Emma. – Falei colocando a mão em seu rosto, acariciando.

— Sem fome. Temos que voltar.. – Falou tomando a cabeça em minha mão.

— Vai comer um pouco sim. Vem. – Levantei pegando sua mão. Seus olhos estavam menos vermelhos, mas sua expressão estava abatida. – Lava o rosto, comemos em um restaurante próximo e vamos, tudo bem?

— Tá bom, "mãe''. – Levantou, sem soltar a minha mão. Ela estava mais calma, o que me deixou um tanto relaxada.

Saímos da casa, precisava de ar. Minha cabeça estava borbulhando, pensamento sobre o que aconteceria a seguir me deixaram atordoada. Emma era forte, mas não há força que resista a tanta informação. Mas algo em particular me tomava muito os pensamentos: a história do pai dela. Quando Emma contou meus pensamentos chegaram a uma pessoa, porém seria óbvio demais, coincidência demais.

Não escutei quando ela fechou a porta, senti seus braços me envolvendo e sua cabeça encostando em minhas costas. Não tive como permanecer séria. Virei-me, ela estava com uma calça jeans e uma blusa branca de manga curta.

— Tudo bem? – Perguntei, abraçando sua cintura.

— Não sei, mas estou mais calma. Depois que comermos vamos ao hospital, o médico disse que faria a cirurgia.. Eu estou com medo.

— Eu estou aqui, certo?

Saímos e fomos até o restaurante que eu havia dito, ambas comemos pouco. O silêncio fez-se presente em todo o momento na mesa. Seu olhar estava preso ao meu em todo momento, intenso, expondo tudo que sentia.

— Quando ela melhorar, vou para a escola, faz dias que não dou as caras lá. Ruby me manda mensagens sempre, dizendo que vou perder o ano. – Ela disse quebrando o silêncio.

— Você não pode perder o ano, regras do estágio, se precisar pode ficar em casa para estudar o que está atrasado.

— Mas ai eu não vou te ver. – Falou abaixando a cabeça.

— Vamos dar um jeito, depois. – Falei com o dedo em seu queixo levantando sua cabeça.

Voltamos ao hospital, o médico não estava. Emma olhava pelo vidro a mãe dormindo, eu estava ao seu lado, sua mão apertava a minha, a senti suando. Passei o braço por seu ombro, ela encostou a cabeça suspirando.

— Emma, Regina. – O médico nos assustou. Viramos o cumprimentando. – Podemos prosseguir? O tempo está passando.

— Sim. –  Emma assentiu assinando alguns papéis.

Fomos a sala de espera e sucedeu-se uma angustiante espera. Emma sentava, levantava, andava ao redor da mesinha que havia lá, passava as mãos nos cabelos e assim a primeira hora se foi.

— Está demorando. – Falou se sentando por fim. Os cotovelos estavam apoiados nas coxas, as cabeças entre as mãos deixando seus cabeços caídos a frente em grande quantidade, pude ouvir sua respiração falhando e novamente um nó fechou-se em minha garganta.

— Deita aqui. – Falei sentando no canto do sofá, pegando sua mão.

Seu corpo caiu sobre o sofá, ajeitei sua cabeça em minha perna, fazendo cafuné em seu cabelo. Seu olhar brilhava, por conta das lágrimas. Tão injusto ela estar passando por isso, ela é boa, independentemente de qualquer coisa, ela é uma ótima pessoa, se isso fosse um teste para alguma coisa, ela á teria ganhado, apesar do choro, se eu estivesse em seu lugar já teria cedido, começando pela história.

Evitei olhar no relógio, observei as paredes brancas e sempre acreditei que isso torna tudo mais desesperador nos hospitais, se a mãe dela não aguentasse seria a devastação de Emma. Novamente em minha mente fiz todas as orações possíveis, meus olhos lacrimejaram diante dela, mas me recusei a deixar qualquer lágrima descer. Isso poderia ser desastroso.

A porta se abriu e Emma se levantou bruscamente. O médico estava serio, com uma prancheta na mão. Emma buscou minha mão apertando.

— Como foi? – A voz saiu num foi. Se levantando comigo.

— Ocorreu tudo bem. – Ele disse abrindo o sorriso, só então soltei o ar que estava preso. – Ficará em observação alguns dias, por ser uma cirurgia de risco, porém não há riscos. Podem respirar aliviadas, só não pode entrar no quarto.

Ela sorriu pulando em meus braços. A segurei com certa força pelo impacto. Suas mãos apertavam minhas costas. Assenti para o médico que nos olhava atentamente, o mesmo se retirou fechando a porta.

— Eu cheguei a pensar que havia dado errado. – Ela disse se recompondo, buscando ar.

— Está tudo bem agora, Emma. Daqui uns dias ela volta pra casa e você retoma sua vida. – Pesar nisso me deixou incomodada, eu voltaria a sentir o vazio da minha casa todos os dias.

— Eu não sei como vai ser, eu e ela em casa novamente, o que vou fazer com a quantidade de informações que tenho, como vamos ter outra conversa. Eu queria que estivesse lá, fico mais segura com você por perto.

— Essa é uma outra conversa que precisam ter, entre vocês. Eu vou estar te esperando, na minha casa, na empresa ou até mesmo do lado de fora da sua casa, quando terminar, se quiser conversar, chorar, ver o mar, entrar nele ou só ficar em silencio, você vai me encontrar, pequena. 

— Obrigada. – Falou com as mãos pousadas em minha barriga, meus braços em torno de si. – Nunca vou ter como te agradecer.

— Nunca ir embora, é um ótimo jeito de agradecer. – Depositei um beijo em sua testa.

— Nunca.



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