História Will You Still Love Me? - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias TazerCraft
Personagens Mike, Pac
Tags Drama, Mike, Mitw, Pac, Seasonal Feathers, Tazercraft
Exibições 60
Palavras 1.191
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁ! Antes de ir pro capítulo, por favor, deixa eu esclarecer umas coisas sobre essa fanfic: Ela foi baseada em uma música/lenda japonesa. Eu recomendo que vocês escutem a música enquanto lêem porque... Ah gente, é linda. O link vai estar na descrição, mas o nome dela é Seasonal Feathers se vc estiver com preguiça de ir lá uahusah
Bem, nas notas finais eu explico mais ou menos o que é a lenda pra quem ficar meio perdido. Essa fanfic foi escrita por motivos de: Essa música é linda, tipo, paixão da minha vida. Obrigado do fundo do meu kokoro por ter me sugerido Gabi Sz
Era isso, espero que gostem O/
~desculpem qualquer erro ;u;~

Capítulo 1 - Capítulo Único - Seasonal Feathers


Estavam ambos sentados na frente da lareira, sobre o tapete, abraçados um ao outro para espantar o frio do inverno. As chamas crepitavam e o único som presente era o delas juntamente com a respiração de ambos.

- Também nevava no dia que nos conhecemos... - Disse Mikhael com um sorriso. Tarik suspirou e sorriu também.

- É… Lembro de ter batido justamente em sua porta, estava nevando muito e eu estava morrendo de frio, procurando um lugar para passar a noite. - Tarik se aconchegou no colo do maior, escondendo o rosto vermelho em seu peito.

- Assim que eu te olhei eu me encantei, sabia? - Tarik riu fraco, assim como o namorado. - Aí você ficou aqui e no dia seguinte ainda estava nevando muito, e os dias passaram, a neve se foi… Mas você ficou.

- Eu fiquei. - Concluiu o garoto, entrelaçando uma de suas mãos com a de Linnyker.

Por mais que estivessem juntos há 5 anos, eles não eram casado. Diversos fatores como serem dois homens contribuiriam para que eles não se casassem legalmente, porém eram praticamente noivos. Outro motivo era que não possuíam muito dinheiro.

Eram apenas os dois naquela pequena e simples casa de madeira. Mikhael era lenhador, enquanto Tarik trabalhava em uma floricultura que não ficava muito longe dali, claramente não tinha muito dinheiro, entretanto, conseguiam sobreviver.

Novamente o tempo passou, a neve derreteu e chegou a primavera. Tarik saiu de casa sorridente e olhou em volta, a grama verde, as flores belas e coloridas, os pássaros cantando alegremente. O moreno os acompanhou e cantou também.

Mikhael observava de longe, aproximou-se do menino e assim que Pacagnan acabou de cantar, Mikhael bateu plamas.

- Você tem uma linda voz. - Disse como já havia feito muitas vezes.

Tarik no começo ficou surpreso, como sempre ficava. Para falar a verdade, fazia algum tempo que Mikhael não elogiava sua voz. O menino sorriu de forma alegre e seu rosto ruborizou. Só ele sabia quanto aquelas simples palavras o fizeram feliz.

- Se um dia eu não tiver essa bela voz, você ainda vai me amar? - Perguntou Tarik.

Mikhael estava deitado e o garoto estava ajoelhado ao seu lado, olhando para o de óculos. Mikhael sorriu e fez carinho no rosto de Pac.

- Sem dúvidas… - Mikhael disse sorrindo de forma gentil.


Era um dia de neve quando Mikhael andava pela floresta, apenas buscando mais madeira. Passando por perto de um rio, viu uma bela garça presa em uma armadilha. Ele pensou que o belo animal daria, não só uma ótima comida, como também um belo travesseiro.

O machado em mãos, ele poderia matar o animal com um movimento rápido, porém, ele não o fez. Aproximou-se da ave com cuidado e soltou-a da armadilha. O belo pássaro olhou-o por alguns segundos e logo voou para longe.

Naquela mesma tarde, Tarik bateu em sua porta, buscando abrigo da neve. Definitivamente, salvar aquele pássaro foi uma boa ideia, pois foi como se o universo estivesse retribuindo o favor. De todas as casas, o belo garoto acabou indo parar logo na sua.


Numa tarde de verão, enquanto Tarik trabalhava no jardim, Mikhael cortava madeira não muito longe do mesmo. Tudo estava indo bem, o dia estava agradável e o sol brilhava alto no céu, a brisa afastava o calor e o cheiro das flores perfumava o ar.

Com uma tosse e em um baque surdo, Mikhael caiu no chão, o sangue escorrendo por seu nariz e sujando sua mão, que estava na frente do mesmo, numa falha tentativa de estancar o sangramento.

Tarik correu até o namorado em desespero, com medo do que poderia ter acontecido. Logo foram ao hospital e depois dos exames, descobriram que apenas remédios muito caros poderiam ajudar a curar a doença.

Tarik sabia que não iria conseguir pagar pelos medicamentos em seu trabalho como florista, então, ora cuidava de Mike, ora estava trancado dentro do quarto se tecelagem.

Trabalhava sem parar, horas a fio. Mike não podia entrar no quarto, prometeu que não o faria, e Tarik apenas trabalhava e trabalhava sem parar, as mãos feridas de tanto tecer. Precisava comprar remédio, precisava salvar seu namorado. Ele não podia deixar com que tudo aquilo acabasse daquela forma tão horrível.

Logo o verão acabou, indo com as lágrimas que escorriam pelo rosto de Linnyker. Tarik aproximou-se do mesmo com uma tigela de sopa em mãos e entregou para o maior. Mike segurou suas mãos feridas e Pac notou como as suas estavam mais frias do que o normal. Mikhael passou os dedos gelados pelas feridas e sorriu.

- Você tem dedos lindos… - Tarik sorriu, segurando as lágrimas que desejavam sair.

- Se um dia eu não tiver esses belos dedos, você ainda vai me amar? - Mike soltou uma risada fraca e olhou Pacagnan.

- Sem dúvidas... - Ele disse tossindo.

A cada dia a doença apenas parecia piorar, logo Mike sequer podia ficar de pé sozinho. Tarik apenas trabalhava e trabalhava, mais e mais, por mais tempo, mais rápido, com mais energia. Ele precisava comprar os remédios, precisava curar a doença, precisava salvar seu amor. Ele não deixaria que ele se fosse, junto com as folhas de vida curta do outono.

Só mais um pouco, antes que as folhas do outono caiam. Precisava tecer, precisava trabalhar, precisava de dinheiro, precisava dos remédios. Trabalhar até que os dedos não pudessem mais se mexer. Trabalhar até que suas mãos estivessem feridas demais para que ele conseguisse continuar. Até que aquelas penas não servissem mais…

Ele se lembrava dos belos momentos que teve com Mike. Dos dias brincando na grama, rolando de um lado para o outro, rindo alegres. Lembrava das juras de amor, dos desejos feitos às estrelas cadentes, dos abraços, dos beijos. Lembrava das vezes nas quais dançaram juntos e das vezes que apenas riram sem motivos. Dos passeios na floretas de mãos dadas, dos planos pro futuro e… E de cada vez que disseram um "Eu te amo", um para o outro.

Essas lembranças apenas faziam com que ele trabalhasse mais duro, trabalhasse mais e mais, não podia deixar aquilo acabar ali! Precisava criar novas lembranças, precisava cuidar de Mike.

- Se um dia eu não for mais humano… - Suas mãos feridas, cheias de ataduras vermelhas pelo sangue, entrelaçaram-se com as mãos frias de Mike. - Você ainda vai me amar? A verdade que eu tenho ser incapaz de dizer, é que eu arranquei a última pena solitária

- Sem dúvidas… - Ele disse fraco, sorrindo de forma gentil, enquanto as lágrimas de Tarik, que estava sentado à sua frente molhavam o chão. O maior abraçou-o por trás. - E aquela garça que voou aquele dia, eu ainda me lembro, mesmo hoje… E como sempre, eu amo você. Mas, se um dia eu não estiver mais vivo, você ainda vai me amar?

- Sem dúvidas. - Tarik sorriu, enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto.

Sem suas penas, Tarik não teve muito tempo de vida, e sem uma forma de pagar pelos remédios, Mikhael logo se foi também. Mike ainda teve tempo de enterrar seu eterno namorado e, sentaado a frente de seu túmulo, sua mão fria tocou a terra fofa.

- Eu ainda amo você, sem dúvidas… - Colocou a última pena sobre o túmulo e se foi.


Notas Finais


Bem, antes de mais nada, aqui está a música pra vc que veio aqui só pra clicar no link ou pra vc que não procurou e quer ouvir depois: https://youtu.be/vUJ1AxWfpR4
Ok, agora, explicando a lenda: Na lenda basicamente, um homem está andando por aí e encontra uma garça presa numa armadilha, ele, ao invés de matá-la, liberta o animal e vai pra casa. Um tempo depois, a garça aparece na forma de uma mulher para agradecer e promete tecer lindos tecidos pra ele, contanto que ele não veja quando ela os fizer (Na lenda ele vê ela tecendo e a garça vai embora, na música isso não rola, ele nem desconfia nem vê). Acontece que ela fazia os tecidos com as penas dela, enfim. Eles se apaixonam, se casam e tudo mais, um dia o cara acaba ficando muito doente e eles são pobres demais pra comprar os remédios. Ela começa a tecer como uma condenada pra comprar os remédios pra ele e um dia ela acaba ficando sem penas, por isso, ela morre e ele, sem os remédios, acaba morrendo pouco tempo depois também. É isso. Espero ter ajudado vc que não entendeu.
Espero muito mesmo que tenha gostado Sz
Até outra fic o/


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