História Wind Of Change - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~1nfinityFogasel

Postado
Categorias MasterChef Brasil
Personagens Henrique Fogaça, Paola Carosella, Personagens Originais
Tags Farosella, Fogasella, Henrique Fogaça, Paola Carosella
Exibições 73
Palavras 5.861
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Queríamos desejar de todo coração um feliz aniversário para a Diva Ana Paua. Boa leitura...

Capítulo 3 - Party Time


Fanfic / Fanfiction Wind Of Change - Capítulo 3 - Party Time

Ela simplesmente não conseguia mais lidar com o estresse e o medo de não sair do banheiro, respirou fundo e voltou em passos pesados para onde os dois jurados estavam com Ana. 

– O que aconteceu? – Ana perguntou frenética. 

– Deve ter sido só uma pequena veia que estourou por causa da baixa umidade do ar. – Inventou uma desculpa torcendo para acreditarem. 

– Acho que foi isso mesmo! – Exclamou Henrique sério. 

Depois de dar a fajuta explicação que não era nada grave as gravações prosseguiram, para seu alívio. Os pratos foram avaliados e os escolhidos passaram para as próximas fases da competição. 

Quando terminara as gravações, mais uma vez, sentia–se extasiada, como se seu corpo estivesse em padecimento, porque de fato, estava.

Olhava no espelho do camarim seu reflexo cansado e aquilo não lhe agradava, na verdade, já desprezava–se demasiado. Via através do espelho, sua própria imagem, que inúmeras vezes caminhava pela sua vazia casa sem sono, sozinha. Não que desejasse que alguém estivesse lá, mas seu martírio era imenso, já não se suportava.

Apoiava–se sobre os cotovelos da mesa branca e fitava seu próprio reflexo, muito além de seu olhar e expressão. Escutara três batidas na porta, curiosa, tentava adivinhar quem fosse, até mesmo, ansiando por Henrique, que ainda não havia lhe dirigido a palavra, em duas semanas de convivência. 

– Está aberta, pode entrar – Disse sem desviar seus olhos castanhos do reflexo abatido 

– Se sente melhor? – Ana murmurou apoiada na porta – Estou começando a ficar preocupada, Chef. 

– Claro, eu nunca irei me acostumar com a mudança climática repentina do Brasil – Sorriu fraco – Está um calor um tanto tórrido, não é?

– Nem tanto Chef. – Paula adentrou no camarim, fechando a porta atrás de si – Quer me contar o que realmente está acontecendo?

– Não entendi Ana, e por favor, use o Paola, Chef é só para os participantes 

– Você teve essa hemorragia três vezes enquanto estávamos filmando, está acontecendo alguma coisa Paola?

– Se tivesse, eu iria lhe dizer. – Ela se levantou caminhando até a pequena mesa, servindo–se com o copo de água – Acho que está exagerando...

– Está bem. – Ana Paula a respondera rapidamente, acreditando nas palavras da amiga – Dentro de cinco minutos teremos a mesa de leitura, ok?

– Positivo, Ana Paula Padrão – Carosella disse rindo 

– Ana, só. Por favore. 

Sorriram e mais uma vez Paola estava sozinha. Gostaria com força dizer a tão estimada pessoa que já dizia ser importante em sua vida, Ana. Dizer que não, não estava bem e talvez, jamais iria ficar. Prendeu o mais forte possível seus cachos castanhos e tomou a fina apostila em mãos, dirigindo–se para a sala especifica. 

Por um momento, sentiu–se nauseada, mas disse a si mesma que não era nada. – Em sua consciência, jamais poderia se enganar. Estava ciente, mas colocara de lado as atuais circunstâncias, de uma vez por todas.

– Boa tarde. – Disse olhando brevemente para todos presentes.  

Todos lhe responderam, inclusive Henrique Fogaça, para sua surpresa.  

– Senhorita Paola, está um tanto atrasada. 

– De fato, me desculpe, estava com algumas dúvidas sobre o roteiro – Gesticulou para os papeis – Mas elas já foram cessadas. – Sentou–se ao lado de Ana e Jacquin, a frente dela, o chef Fogaça.

– Então, o assunto de hoje é direcionado aos jurados. – O diretor começou. – Não é do intuito do programa ter três jurados que estão ali só para avaliar pratos, quero que tenha uma aproximação de vocês e isso não é o que percebo. 

– Comme assim? – Jacquin perguntou indignado se enrolando no francês. 

– Quero que tenha sintonia entre os três, vejo que você e a Paola se dão bem mas não posso dizer o mesmo com o Fogaça, nem você Paola que parece ignorar ele, ou vice-versa. 

– E agora você quer que eu o trate como meu namorado? – Perguntou juntando sua ironia e sarcasmo em uma frase.

– Quase. Estávamos vendo nas redes sociais e as pessoas enlouquecem com vocês dois, criaram até uma junção do nome dos dois, como é mesmo Carol? – Perguntou para uma das produtoras. 

– Chamam de Farosella, Pato! 

– Isso, por isso quero uma aproximação dos três e principalmente de você e do Fogaça porque assim aumentaremos o Ibope. 

– Estás loco? Eu nunca vou fazer isso. – Aumentou seu tom de voz percebendo a feição de Henrique mudar para não entendimento, "as mulheres o amavam porque com ela era diferente?". 

– Paola você não está entendendo, queremos... – Pato tentou falar algo mas foi interrompido pela chefe. 

– Com licencia. – Levantou–se da mesa sem olhar para ninguém é saiu, talvez Ana tivesse falado algo para ela mas sua raiva era tanto que nem deu ouvidos e quando viu já estava no meio do corredor.

Henrique, silencioso, prestava atenção em cada movimento feito pelos quadris dela até sua saída. Passava o indicador pelo labirinto inferior desconsiderando a ideia que lhe parecia absurda. Já considerava sua aversão por Paola, e até mesmo todos do ambiente, mas era seu trabalho, sabia que iria ter que “aturar”. Por exatos cinco minutos escutava a insatisfação de Patrício com Paola, irritado, fizera o mesmo que sua colega de trabalho, deixara o local. Olhando para baixo, no seu celular, inúmeras mensagens de diversas mulheres. Sorriu feito o canalha que era – e nunca negava ser – e trombou em Paola.

– Desculpe – Murmurou sem olha–la. 

– Imagina. – Carosella respondeu fazendo o mesmo 

– É você, Chef Paola... 

– Sí. – Ela o fitou desdém – Chef Fogaça. 

– Ideia louca do Patrício não é...

– Muito! - Concordou. 

– Se bem que seria uma boa ideia, atrairia ainda mais mulheres para minha lista. – Cruzou seus braços em animação – Não é mesmo?

– Eu não saberia dizer Chef, não estou ciente de suas mujeres...tão pouco a quantidade que isso atrairia.

Henrique riu até demais. Paola revirou seus olhos ao dar as costas e seguiu para seu camarim. O mesmo ele fizera, considerando a ideia como algo favorável. 

Quando entrou no camarim Paola não conseguia acreditar na proposta de Pato muito menos da cara de pau de Fogaça em dizer que assim atrairia mais mulheres para ele, sim ele era um completo galinha. Foi tirada de seus devaneios quando a voz doce de Ana pediu para entrar. 

– O que aconteceu Paola? – Perguntou sentando em uma poltrona de frente pra cozinheira esperando uma reposta na qual já tinha consciência. 

– O que aconteceu Ana?! Agora eu vou ter que inventar que tem alguma coisa comigo e com o Fogaça. Isso aconteceu. – Respondeu seca mostrando irritação.  

– Olha Paola eu até entendo essa parte de criarem algum relacionamento fantasma entre vocês mas vai ter comercias que os três jurados terão que fazer e não pode ter desavenças entre os três. – Foi direta vendo a chefe bufar ao ouvir as palavras proferidas. 

– Por que não pode? Eu fico com o Jacquin e pronto. 

– Por que essa implicância toda com o chefe Henrique, Carosella? 

– Ele é um mulherengo sem respeito nenhum, não vou forçar simpatia com ele e se acharem ruim coloquem outra chefe no meu lugar! – Concluiu destemida afirmando uma atitude na qual não teria medo de tomar.

– Vamos parar de falar desse assunto porque não quero discutir com você. Amanhã é meu aniversário e quero te convidar para ir, mas já vou avisando que convidei o pessoal do programa, ou seja, o Fogaça vai. E ai?

– Claro que vou Ana você é minha amiga. Pra mim o Henrique pode se explodir que eu nem ligo, vamos curtir amanhã! . – Se aproximou da apresentadora segurando sua mão. 

Ana sorriu com a atitude da Chef e já poderia imaginar como tudo seria, Paola já se mostrava mais animada, tirando a encenação que iria ter que fazer. 

Carosella tinha a plena consciência de que daquilo, "não escaparia". Irritava–se ainda mais ao pensar que seu colega de trabalho, usaria isso ao seu favor. Tinha tamanha vontade marcar aquele rosto com feição arrogante, que mal poderia colocar em palavras. 

Para Paola Carosella, Henrique Fogaça era um dos piores de sua espécie. Engoliu a raiva como engolia seu choro todas as vezes que colocava a cabeça no travesseiro, respirou fundo e sorriu ainda mais, se possível. Paula fizera o mesmo, adentrando na sintonia sábia da Chef, compreendendo seu descontentamento como ninguém, desejando imensamente que sua amiga não deixasse a festa quando visse aos próprios olhos, o "cafajeste" Fogaça. 

Ainda era cedo, mas o clima no local estava longe de estar enérgico, tão pouco harmônico. 

– Eu mal posso esperar, talvez você se interesse por algum amigo do Ben – Ana arqueou uma de suas sobrancelhas – Que tal?

– Eu estou tão feliz de não ter que me preocupar com outro alguém... 

– Só uns beijinhos Chef, não vejo problema algum.

A mais alta revirou os olhos e riu da amiga.

– Veremos, está bem? A que horas está pensando em começar?

– Jacquin ofereceu o Buffet, então até tudo ficar pronto... – apertou os olhos – Acho que umas onze e meia, no espaço liberty.

– Está bem. – Respirou fundo – Eu vou. 

– Gracias mi amor – Ana disse empolgada.  

– Eu prefiro o seu português, cariño...

– Gracias! 

Ana caminhou até a porta batendo palmas, tentando não mostrar o quão estava feliz, mas parecia impossível. Enquanto a sua vida, tudo parecia um conto de fadas, seu marido sempre fora atencioso, romântico. Agradeceu por tê–lo ao seu lado e agora Paola, que era alguém demasiado especial. 

– Ana Paula – Alguém lhe disse do corredor. 

– Chef Fogaça, tudo bem? 

– Tudo, e como está a nossa amada Chef Paola? 

– Ela está bem, creio que o sangramento é do tempo, na argentina costuma ser fresco, até demais.

– É – Ele cruzou os braços – Há que horas devo comparecer à festa?

– Onze e meia, e por favor não se atrase, temos uma surpresa pra todos! 

– Não irei, e irei levar minha acompanhante, tudo bem?

– Claro, sem problemas. – Ana respondera rapidamente – Uma das não é mesmo Chef? 

– Sabe como é, tenho que curtir o máximo que puder. 

Ana balançou a cabeça negativamente e se despediu, seguindo para o estacionamento, pois as gravações continuariam no dia seguinte. Adentrou em seu carro e vira um pequeno bilhete, em um papel de post–it verde limão, escrito "Você está um arraso, como sempre", com as iniciais de seu querido marido, sorriu e dirigiu–se para a casa. Henrique estava ocupado, até demais com alguma ruiva da produção, escorado feito um jovem motoqueiro em trabalho de flerte com a moça. 

– Quando você tiver pronta é só me mandar mensagem, agora eu tenho que ir. 

– Mal posso esperar Chef... 

– Não mais que eu, linda. Até depois. 

A ruiva sorriu e seus olhos brilharam ao vê–lo daquele jeito, charmoso, com jaqueta de couro preta, coturno da mesma cor, e calças jeans. Atrás, escrito "motorhead" em sua jaqueta. O ronco da Hurley era tamanha, que ao passar por Carosella, que a dois segundos o observava flertar, fizera os cachos castanhos serem jogados para trás e o vestido listrado Preto e Branco se levantarem na altura dos joelhos. Fogaça sorriu travesso ao passar por ela e acenou com dois dedos, como havia aprendido no tiro de guerra.

– Canalha – Ela murmurou e revirou seus olhos.

Depois de xingar em pensamentos Fogaça de todos os palavrões que conhecia passou pela moça ruiva e deu um simpático sorriso que não foi correspondido, mesmo assim seguiu para seu carro indo em direção a seu restaurante, tinha tarefas mais importantes para fazer e seu dia estava muito corrido para se importar com uma ruiva e com um galinha que a flertava.  

Antes de ir para seu estabelecimento passou em casa para tomar um banho e colocar uma roupa mais confortável, tirou a maquiagem de deixou seu rosto limpo pois sabia que ele iria ficar brilhoso com a gordura da cozinha, prendeu o cabelo e amarrou seu lenço que tanto amava. 

Chegando no restaurante assumiu a cozinha e começou a cozinhar desvencilando de todos ao seu redor, focando apenas nos preparos dos alimentos e dos funcionários que uma vez ou outra a chamava. Durante o expediente sentia seu celular vibrar em seu bolso, porém não tinha tempo de responder, mas sabia que era de Pato insistindo na proposta do "Farosella", proposta que não estava em seus planos aceitar. 

Muitos pedidos foram feitos e muitos foram entregues, Paola esperou o último cliente ir embora para então fechar o restaurante e ir para casa, cansada, exausta, esgotada, porém, realizada. Não tinha lugar no mundo que queria estar a não ser onde poderia fazer o que mais amava, cozinhar, cozinhar até sua limitada vida acabar.

(...)

Quando Carosella, procurando ar que lhe faltara despertou no meio da noite, disse que já bastava tudo isso. Suas pernas estavam falhas, impossibilitada de sair da cama, e então esticou–se até o abajur verde–água e acendera, acariciando uma parte em especial de sua panturrilha, que estava ainda mais dolorida. Havia um imenso hematoma, de coloração roxa perto de seu busto. Já estava ciente de que era parte da doença, então não se surpreendera. Bebericou a água em temperatura ambiente e alisou a testa, retirando o excesso de suor. Respirou fundo e deixou–se cair sobre a cama, pegando no sono em seguida. 

Quando despertou, sentiu–se ansiosa para ver Ana, em um dia tão especial. Seguiu para a boutique favorita, dulce vitta, para presentear a amiga tão especial, em tão pouco tempo. 

Ao chrgar na loja fitou minuciosamente os assessórios no local. Mas algo lhe chamou atenção, remetendo a lembrança de Ana. 

Várias joias estavam expostas, tinha gargantilha em prata com topázio, anal de prata com zircônia, anel de quartzo verde e outras jóias que não prestou atenção, foi a simples pulseira em ouro amarelo que a atraiu. Ela era fina e delicada como Ana Paula, tinha um fino coração no centro ligando a pulseira que para a chefe significaria a amizade precoce das duas, mas com intensidade gigantesca, o que fez Paola imaginar Ana usando.

– Você pode pegar essa pulseira pra mim por favor. – Pediu para a vendedora apontado para a jóia. 

– Essa? – Mostrou gentilmente. 

– Sí. – Confirmou. 

– Você é a jurada do Masterchef né? – Perguntou com o semblante animado. 

– Sí, sou eu. – Respondeu envergonhada com o riso tímido abaixando sua cabeça mostrando sua timidez. 

– Eu te adoro, você é linda demais. – Elogiou. 

– Muito obrigada. 

– Amo muito você e o Fogaça, são lindos. – Falou deixando a mulher mais envergonhada ainda com a cabeça baixa. – É pra presente? – Mudou de assunto. 

– É sim. – Finalmente olhou para ela. 

– Vou colocar em uma caixinha vermelha pra você.

Saíra da loja satisfeita, acreditando ter feito boa escolha. Colocou ao seu lado no banco do carro a pequena caixa de veludo vermelha, olhou sorrindo imaginando a reação da amiga e seguiu para o set, escondendo seu sorriso de imediato, pois Patrício, havia lhe dado um ultimato na última ligação que tivera. Pensava na repercussão que tudo isso teria, não achava que o Chef fosse de boa índole, tão pouco atencioso como Pato desejava. Ao chegar, estacionou no seu lugar e pousou suas mãos sobre o volante, sentindo as usuais dores de sempre, fraquezas, e agora, dores de cabeça crônicas. Pegou a garrafinha de água que sempre levava consigo e bebeu com vontade, em seguida, um relaxante muscular forte. Locomoveu-se calmamente as ruas movimentadas de São Paulo até chegar em seu destino estacionando o carro em uma vaga vazia. 

– Droga – Bufou mostrando seu esgotamento com tudo – Tenho que aceitar isso...

Ao seu lado, duas batidas de chaves na janela do seu carro, era Jacquin, rindo para sua surpresa. Ela abaixou o vidro em seguida para responde–lo.

– Buenos dias – Ele disse tentando imitar seu sotaque 

– Bom dia Chef, e porque todos ficam caçoando do meu sotaque? Eu prefiro muito mais o brasil.

– Então aprende o português – Ele disse com seu sotaque francês. 

– Recomendo pra você também. 

– Estava falando sozinha hã?

– Sí, dizendo a mi mesma que tivesse paciência, Pato está exigente, demais. 

– O seu suposto affaire com o Chef Fogaça não é mesmo?

– Exatamente 

– Bem, fogo com gasolina sempre da explosão. Essa é a proposta do programa, Chef.

– Não irei comentar sobre isso. – Ela riu fraco pegando sua bolsa – Está pronto para mais um dia de teste de paciência? 

– Eu sempre estou pronto.

Ela riu e seguiu ao lado de Jacquin até onde as provas aconteceriam, no set ao ar livre. 

– Bom dia a todos – Patrício disse 

Todos no local responderam, incluindo Paola, Ana e Jacquin. 

– O Chef Fogaça? Onde ele está? 

– Acho que ele se atrasou Pato – Ana o respondeu. 

– Merda todo dia é isso. – Disse irritado. 

Paola apenas observava. Agradecendo por passar minutos a menos com ele. Mas logo chegara, como uma cena de filme dos anos 80, onde o bad boy sempre roubava a cena. Fogaça interpretou como ninguém, atraindo fortemente o olhar intenso de Carosella, que tentava com força, mas era impossível. 

– Bom dia a todos, bom dia Patrício – Henrique disse com a voz mais grossa que o normal. 

Ao ver Fogaça se aproximando desviou seu olhar e focou em Ana, era o aniversário dela e como promessa feita a si mesma não iria estragar o dia de suma importância por causa da má energia que o cozinheiro lhe transmitia. 

Antes de começar, Paola foi até Ana a envolvendo com seus braços, um abraço cheio de carinho e ternura foi trocado e os sinceros desejos de feliz aniversário foi proferido. Jacquin aproveitou para incentivar todos a cantarem parabéns para a jornalista e em coro toda a produção iniciou a típica cantiga, fazendo Ana se desmanchar em lágrimas pela ação. 

Diferente de Paola, Padrão era mais comunicativa e menos vergonhosa, não se importava de ter a atenção direcionada a ela. Após isso, vieram parabeniza–la e abraça–la, mostrando o quanto ela era importante na equipe. 

Depois de abraçarem Ana foi a vez de Pato entrar em ação mostrando que tinha que voltar a gravar, rapidamente Carosella endireitou a postura voltando a ficar perto dos outros dois jurados, principalmente Henrique que percebeu a chefe o evitando a todo momento. 

– É uma bela manhã não é mesmo pessoal? – Ele insistiu em dizer mesmo que percebesse o clima. 

Todos assentiram e voltaram atenção aos participantes. Fogaça riu sem se importar, fazendo jus a sua imagem de canalha/sem importar com nada. 

– Este programa será baseado entre aspas no Chef Fogaça, os participantes terão que fazer quarenta hambúrgueres para quarenta motoqueiros, amigos e agressivos do Chef. – Pato olhou para o script como todos – Ana você vai com o nosso convidado, neste triciclo, na chegada. – Ele apontou para o velho barbudo mal–apessoado

– Está bem – Ana respondeu 

– Paola você vai com o Fogaça, na moto dele. – O diretor afirmou sem olha–la, pois sabia que ela não iria aprovar.

– Tudo bem. – Concordou, uma vez que o diretor era ele, portanto tinha o que fazer o que ele pedia. 

– A prova vai ser foda! – Em falha tentativa Fogaça tentou puxar assunto. – Os caras comem muito. – Concluiu vendo Paola sem nenhuma reação. 

– Vamos? – Perguntou subindo na moto. 

– Paola por que você me odeia tanto? O que eu fiz para você? – Olhou para ela antes de ligar a moto procurando alguma resposta. 

– Fogaça eu estou com uma puta dor de cabeça tem como você ligar essa merda e irmos logo? – Respondeu séria mostrando seu mal humor repentino.  

– Tudo bem. – Finalizou a conversa ligando e moto e saindo do lugar. – Não esquece do que o Pato falou. 

– Para mim fingir gostar de você e ver você usando isso para atrair mulheres loucas pelo chefe Henrique Fogaça? Me desculpa, mas não vou fazer isso. 

O percurso foi tranquilo sem nenhuma palavra trocada, Fogaça tentava entende o porquê de Carosella o tratar assim e ela em disfarçar a dor insuportável sentida em seus ossos torcendo para não ocorrer nenhum sangramento nasal novamente, pois sabia que não podia mais usar a desculpa da mudança climática. Chegando onde foi combinado forçou um sorriso falso agarrando no tronco do chefe, sabia que filmariam a chegada dos dois. 

– Então você vai seguir o que o diretor pediu? – Sussurrou cafajeste. 

– Me deixa Henrique! – Pediu com a voz falha quase num murmúrio.

Ele sorriu por fora, mas por dentro já sentia certo incômodo. Logo esqueceu e ajudou sua parceira descer, pegando pesado nas exigências, sendo ele mesmo. A gravação fora repleta de olhares, como o diretor desejava. Olhares sinceros, atraídos naturalmente sem ao menos ambos terem ciência. 

A prova foi desgastante, os três jurados tiveram que ajudar as equipes ou não iria ter o que servir para os convidados, uma vez ou outra Paola se irritava com os participantesamadores mas tentava manter a calma. 

Ao término da prova todos seguiram para seus restaurantes, principalmente Jacquin que prepararia o menu da festa de Ana. Havia presenteado sua amiga com o maravilhoso cardápio, no local, já estava quase tudo pronto para começar o famoso “empratamento”, exigindo o máximo de seus funcionários.  

Havia luzes claras no local, em tons de "rosê" e lilás, atenuando com um claro azul decorando o imenso salão. Uma bela mesa minuciosamente decorada com doces e o bolo de quatro camadas para Ana. Havia também uma extensa pista de dança, com globos de luzes coloridas e também o clássico Globo de espelhos, com mesas no segundo andar decoradas com prataria e taças de vidros cristalinos. 

Em sua casa, Ana se arrumava ansiosa, colocando o par de brincos de safira que seu marido havia lhe presenteado, combinando com o vestido longo, mas com uma generosíssima fenda que iria desdê a virilha até seus pés, da cor vinho e tecido de cetim, com bordados de cristais italianos, completados pelos saltos agulha–plataforma de veludo pretos. 

Já Paola Carosella, investia em um belo decote, em seu vestido preto. Deixando as costas sensuais inteiramente à mostra. Jogou os cachos para o lado direito e os prendera com uma espécie de pente–presilha com pequenas penas pretas. O batom vermelho vinho e a sombra nude valorizavam seus traços italianos, acentuando também os seus argentinos. Investira em sandálias de fitas de cetim e abertas. Sem pressa se arrumou certificando-se estar impecável. 

Ao chegar na festa encontrou Ana gesticulando algo mostrando irritação com o marido, não entendeu de imediato o porquê, os dois pareciam ter um relacionamento tão estruturado, que ver a mulher naquele estado causaria estranhamento para qualquer um. Mesmo assim foi até Ana com o presente que tinha comprado para ela.

– Paola você veio! – Mais surpresa impossível em ver a amiga em carne e osso a abraçou rapidamente. 

– Eu disse que viria minha aniversariante mais linda. – Falou empolgada. 

– Você que é minha linda! – Voltou a abraçar a mulher sem tirar o sorriso do rosto. – Você é a chefe mais gata que existe. 

– Obrigada, e você a apresentadora mais linda. – Retribuiu o elogio. 

– Ah, esse é meu marido. – Apresentou o homem que estendeu a mão para cumprimenta–la. 

– Prazer, Benjamin Carter. 

– Prazer, Paola Carosella. 

– Animada? – Ana perguntou. 

– E como, mas antes tenho que te dar seu presente. – Entregou a caixinha de veludo. 

– Obrigada não precisava. – Falou abrindo e retirando a pulseira. – É linda Paola, você colocar agora. - Fitou a pulseira em admiração. 

– Que bom que gostou. 

– Eu amei! Agora vamos dançar? Preciso te apresentar para alguns amigos Ben. - Riu maliciosa arrancando risos descontraídos da chefe. 

– Vamos! 

– Querido vou na pista de dança com a Paola e já volto. – Despediu depositando um selinho nos lábios de Ben. 

Pegaram um drinque e foram se divertir, Ana comprimentos alguns dos convidados e apresentou Paola para todos. Sim, ela não devia ter o olhado por tanto tempo, mas não conseguia deixar de sentir os olhos do homem lhe encarando enquanto se movimentava livremente na pista de dança. Pegou o copo com whisky puro e virou a dose de uma vez só sob o olhar amedrontador de Henrique que estava acompanhado da mesma ruiva que a encarou em desdém.

– Aninha. – Um homem de cabelo castanho perfeitamente arrumado se aproximou das duas todo animado. 

– David. – A mesma o fitou. 

– Parabéns, muitos anos de vida minha baixinha. – Mostrou seu riso encantador e ao mesmo tempo hipnotizante. 

– Obrigada, meu querido. 

– Oi. – Cumprimentou a chefe que segurava o copo vazio. 

– Hola, prazer. – Olhou para a figurinha masculina em sua frente vestido com uma calça jeans preta, camisa social azul marinho para fora da calça que o deixava ainda mais lindo, e nos pés um básico sapatênis finalizando. 

(Major lazer- cold walter)

– Então consegui realizar meu sonho. 

– Sonho? Qual? - Perguntou confusa. 

– De conhecer a linda e exigente chefe. – Levantou em câmera lenta seus lábios perfeitos que em seguida se transformaram em um sorriso sincero. 

– Que isso, no é para tanto. – Mostrou sua timidez invadi–la. 

– Vi que seu copo está vazio quer que eu busque algo? 

– Quero sí, na verdade vou com você. – Seguiu o homem que segurou em seu ombro a guiando, mesmo sendo rápido o contato dos dois Paola sentia confortável perto do homem. – Você se chama David né? 

– Sim, porque? 

– Eu amo esse nome me faz lembrar meu cantor favorito... – Foi interrompida pelo homem que parou para olhar ela. 

– David Bowie? 

– Sí! 

– Sou muito fã dele, curto pra caramba as músicas dele. 

– Isso é incrível – Disse com seu sotaque ainda muito acentuado – Faço questão de escuta–lo religiosamente.

– Você, Paola, além de linda, tem um gosto musical incrível. Difícil é não se apaixonar por você.

Ela balançou a cabeça negativamente se corroendo por ser tão tímida. Seguiram até o bar e pediu um drink voltando para a pista de dança conversando assuntos variados com o mais novo colega. 

(Thinking out loud – Ed sheeran)

Os corpos de Paola e David estavam centímetros de distância sendo levados pela batida da música, enquanto se olhavam parecia que não tinha mais ninguém na festa a não ser os dois. David aproximou a cintura da chefe que se encontrava envolvida em suas mãos e silenciosamente colou seus lábios nos dele, no começo foi um simples beijo que com o movimento das línguas se tornou um beijo ardente e avassalador onde mergulharam as línguas um na boca do outro. Paola sabia que estava errada, mas decidiu se entregar ao prazer e continuar a beijar o homem. 

A chefe riu sentindo suas bochechas corarem e pousou uma de suas mãos no ombro largo de David. Aceitou a mão que lhe fora oferecida voltando a desfrutar de seus próprios quadris, que lhe tornavam a rainha da dança. Ele, só conseguia admira–la, branda, de beleza transcendental em meio as luzes dificílimas de distinguir as cores, pois eram inúmeras, e atenuavam junto ao solo, também iluminado. 

Fizera com que ela girasse no meio de todos, rindo o tempo todo. Enquanto a Henrique Fogaça, não conseguia e nem tentava tirar os olhos da belíssima argentina, queria sim estar no lugar do jovem David principalmente para sentir a maciez da boca atrativa da mulher, mas jamais se pronunciaria de tal maneira, seu ego e machismo era demasiado para reduzi–lo a esse ponto. 

O banquete foi servido e Paola não pôde recusar o convite de sentar na mesma mesa que David, em seguida foram acompanhados de Ana que naquele momento não sabia onde estava o marido. A conversa entre os três fluía como um riu, seguindo o fluxo calmo e tranquilo, agradável. A conversa foi interrompida por Ana que se ausentou da mesa para procurar o esposo. Enquanto Ana não votava Paola continuou a conversa com o homem que não tirava os olhos dela, encantado a cada palavra proferida pela mulher  

Fogaça estava confortável no sofá de couro com as duas morenas ao seu lado, lhe acariciando, provavelmente a ruiva tinha ido embora. Inclinou–se apoiando sua mão direita em seu joelho, e com a outra levou a dose de licor de chocolate misturado ao red–bull, como havia pedido ao responsável pela bebida. Colocou o copo vazio sobre a pequena mesa próxima a si e aceitou o shot de big apple puro, virando–o de uma vez só sem tirar a chefe Paola de seus pensamentos, ficando ainda mais irado com a batida da música envolvente lembrando dela acompanhada de David.

Em seu tão especial dia, Ana se via descontente. E até mesmo irritada, com razões suficientes. Ben, havia se empolgado demais com alguém da produção da festa, lhe dando um breve, mas culpado selinho, em meio a cabanas de panos também iluminados, deixando à mostra, somente as sombras, reconhecida por Ana de imediato, que discreta, disfarçou como ninguém. Mas sua vontade de extravasa–lo era imensurável. Seguiu na companhia de seu amigo de infância, Christopher Sullivan, o irlandês completamente apaixonado – secretamente – pela pessoa física e intelectual que Ana Paula de Vasconcelos Padrão sempre fora.

– Mas você está um Padrão de mulher hoje em – Chris disse atrás de si, quase que em um sussurro. 

– Chris, eu estou tão fora “dos padrões” hoje, que nem vi se minha maquiagem precisa ser retocada ou o cabelo... – Disse bufando em seguida do drinque de frutas com absolut em sua mão. 

– Quer contar ao seu melhor amigo o que houve para tamanha irritação? – Ele lhe disse arqueando uma de suas sobrancelhas, mas nada surpreso sobre a hipótese de ser sobre Ben. – A propósito, você está um arraso, como sempre, minha deusa. 

– Não vem ao caso, conversamos sobre isso depois. Eu preciso extravasar, em algo não humano! Você vai conseguir ficar até eu cortar o bolo?

– Infelizmente eu já terei que partir, mamãe está me esperando na Irlanda, para me dar sermões, como sempre. Mas deixei seu presente no local que me disseram. Você vai ficar bem? 

– Eu sempre fico Chris, boa viagem, me ligue assim que chegar está bem? 

– Eu sempre ligo. – Lhe dera um beijo na bochecha rosada da pequena mulher – Eu amo você. Até logo.

– Idem. – Forcou um sorriso – Até.

Seguiu para o meio de seus convidados, sorrindo sem parar. Alguns minutos depois, seu tronco estava em padecimento, completamente fora de si. Pessoa inconsciente.

Sentiu algo quente como tequila, refrescante como champanhe e que me deixava com mais sede como o vinho tinto. Naquele momento, seu corpo já começava a tomar controle. 

Se virou de costas e alguém a puxou para si, ainda mais perto. Como em um perfeito encaixe, ela já rebolava naquela curva que estávamos em sincronia. Seus quadris estavam sendo guiados, e seu tutor, era como um profissional. 

Olhou para fora da pista repleta de pessoas, sorri e gritou empolgada.

(David Guetta & Showtek - Bad ft.Vassy)

Parou um garçom e virou mais um "Shot" de tequila, desta vez com o limão em seguida. Ele sorriu para ela e balançou a cabeça negativamente. Ana gargalhou como se aquilo fosse uma piada e lhe disse:

"Porque não vira um também" 

Ele fez como a primeira vez, negando.

"Você não sabe o que está perdendo"

Lhe disse alto. Ele sorriu mais uma vez e saiu. 

Olhou de relance para aquela mesma pessoa e forçou o máximo que podia a vista, mas mesmo assim não enxergava aquele ser completamente, pouco iluminado por flashes de luzes.

– A sua energia é impressionante – Alguém, mais uma vez, “sussurrando” atrás dela – Impecável. 

O gosto de absolut dele misturava com a sua tequila e “blood Mary azul” e era algo além do descritível, suas línguas envolvendo-se não só com os lábios e chupões, mas também com a linguagem corporal em que estavam agora. Juntos, se esfregando de modo envolvente, delicioso, completa sincronia com uma pitada de excitamento. Sentia as mãos pesadas percorrerem pelas suas costas, subia pela coxa a provocando com a ponta dos dedos, a girou rapidamente e encaixou-se por trás, segurando em meus quadris para que aquela perfeita sincronia não parasse. E de fato, não parou. O calor se tornava insuportável, e logo aquele afervoramento multiplicava-se. Encostou sua cabeça no ombro dele e seguiu a batida sensual da música. 

Ninguém sabia. Ninguém havia visto, mas Ana Paula estava se perdendo em algo que poderia – e iria – devasta–la e todos que a amam. Seu ódio era tamanho, que em sua mente, no momento impossibilitada de raciocinar, lhe dissera: Você precisa descontar em algo, você tem como.

E então, desvencilhou-se dos braços do estranho e dirigira–se com pressa, com os saltos barulhentos, em meio a todos que lhe olhavam fascinados por sua beleza revelada através de macetes – nem tantos –  até o amplo e luxuoso banheiro do ambiente de festas. Apoiou com força os punhos sobre o mármore branco, e olhou seu reflexo “traído” no espelho. Mas há quanto tempo? Havia sido a primeira vez? Ela simplesmente não soubera responder. Caminhou até outra pequena sala onde estava sua bolsa e retornou ao ambiente, procurando freneticamente o frasco raso onde estava a resposta para seus problemas. Encostou a porta do reservado e com o cartão de credito aproximou aquele pó branco, em cima de sua agenda, inalando com vontade, com o auxílio de um canudo pela metade que sempre carregava consigo. Inspirou e respirou profundamente, sentindo imensa quentura em seu peito, passando pela garganta, e por fim, seu cérebro. 

(Enrique Iglesias – Bailando - Remix)

Em exatos dez minutos, fazendo o insuportável efeito, deixando–a inquieta, irritada, com seu corpo em constante formigamento. Começara a rir como se tivesse acabado de ver o melhor stand–up comedy de sua vida, deixando espaço reservado e voltando a fitar sua forma no reflexo. Desprezou–se e guardou com rapidez o entorpecente dentro da bolsa de couro preta ao escutar saltos aproximar–se.

– Ana?! – Carosella disse ao vê–la – Vamos cortar o bolo, todos estão esperando... – Se aproximou. 

Atrás de Paola, havia Fogaça, fitando–a sério.

– Eu já estou indo gente – Ana disse de cabeça baixa – Vão indo na frente, estou tendo probleminhas com a incontinência...

– Está tudo bem Ana? – Paola insistiu, segurando no braço da amiga. 

Padrão começara a rir descontroladamente, até mesmo jogando a cabeça para trás e desabando no chão frio de tanto rir, o que fez Paola se abaixar para manter o contato entre as duas. 

Como a jurada estava com um decote quando se abaixou para ver a Ana, o roxo próximo a seu busto acabou ficando exposto. Fogaça se aproximou de Paola e ao ver o ematoma não aguentou conter a curiosidade. 

– Paola que roxo é esse?  

– Não é nada Henrique. 

– Fala a verdade Paola. 

– É uma chupada, por que tem algum problema? – O encarou séria. 

– Claro que não. A noite começou bem hein, eu vi você e o playboyzinho se agarrando. – Soltou mostrando um pouco de irritação. 

– Fogaça você me respeita porque não te dei essa liberdade! - Mostrou sua implicância com o homem.  - Mas já que você perguntou, isso não é nem o começo cariño. – Ironizou. – Que você também aproveite muito sua noite com a ruiva, ou as morenas. Não sei qual porque você troca de mulher a cada segundo então fica difícil saber com que está. – Provocou homem que ficava nervoso a cada palavra proferida pela chef.

– Ana Paula – Mudando de assunto Henrique lhe chamou firmemente, se aproximando – Ana? 

– Ah...o que é gente? Eu estou feliz! Só isso! Mas que porra, vamos nos divertir!  

Paola não tinha reação. Olhou para Henrique e mostrou–se confusa. Ele, segurou Ana pelos dois braços, pois cambaleava.  Com a direita, segurando no rosto, vendo os olhos semiabertos da amiga, e resíduos de cocaína em uma de suas narinas. Ana Paula ainda consciente, mas sobre o efeito final, cochilara sentada sobre o banco, minuto acordando, minuto deixando–se pelo sono. 

– O que está acontecendo? – Carosella disse ao vê–lo olhar para Ana – Fogaça?

– Ela usou cocaína


Notas Finais


Então é isso, nos vemos no próximo capítulo, beijos <3


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