História Wings - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Suga
Tags Wings, Yoonmin
Exibições 116
Palavras 991
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Sobrenatural, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Trago essa fanfic que eu também já tinha escrito e postado, mas apaguei.. TuT

Espero que gostem dela! Por já estar pronta postarei um capítulo a cada dois dias.

Novamente agradecendo a Lexie pela capa <3

Boa Leitura!

Capítulo 1 - Prólogo


Os amantes não vêem as mais belas loucuras que cometem. - William Shakespeare

 

 

— Eu condeno você, Min... — a voz abafada impediu Jimin de compreender o nome dito por aquele ser de olhar implacável e frio. — A vagar pela Terra. O lugar mundano. Sem memórias e sem o que eles, e você, insistem em chamar de amor. Não se lembrará daquele garoto e sempre carregará consigo o sentimento de ser uma casca vazia. Um ser incompleto, pois é isso que se tornará. Um anjo que cai deixa de sentir-se inteiro para sempre. Podem levar! 

 

Com a última sentença, Jimin olhou para o garoto de cabelo loiro que chorava em silêncio. O mesmo movimentou os lábios, mas sem que algum som saísse. 

 

"Vai ficar tudo bem. Você vai ficar bem."

 

Jimin tentou gritar e correr até ele, mas tudo que ele tentou foi em vão. Aquele garoto fora levado em direção oposta a sua e quando o mesmo sumiu de vista o olhar gélido daquele ser imponente virou-se em sua direção.

 

— Agora sua sentença, traidor. Por corrupção do ser mais puro... Condeno-te a ter suas asas arrancadas. — a voz reverbeou alta e imponente por todo local. — Levem-no!

 

Jimin sentiu seu corpo ser arrastado e não lutou contra. Já havia perdido aquele garoto por quem tinha um enorme sentimento então entregou-se de vez ao seu castigo. Fechou os olhos e deixou que o preparassem. 

 

— São asas tão belas... Uma pena serem manchadas por sangue. — A voz pesarosa de um dos guardas que olhavam aquele anjo ser preparado foi acompanhada por acenos e suspiros. 

 

Jimin tinha as asas mais belas daquele lugar. Até ver as asas daquele outro jovem. As asas de Jimin eram brancas e macias, com tons leves de dourado. Eram perfeitas. Criadas do mais suave tom do amanhecer e naquele momento estavam prestes a perder sua cor. 

 

Depois de pronto Jimin foi levado a frente de todos que foram reunidos. Ele serviria de exemplo a outros que ousassem tentar aquele ato fútil que não era permitido aos seres etéreos.

 

— Que ele sirva de exemplo a todos que tentarem algo. — O final da frase veio seguido de uma insuportável dor. 

 

Dor e queda.

 

Por fim... A escuridão.
 

 

--//--

 

 

Jimin acordou gritando. Seu corpo suado e suas costas ardendo. O calor do verão em Florença deixava tudo mais insuportável. Não aguentava mais aquele sonho insano e absurdo que vinha tendo nos últimos dois meses. Sentia uma dor ridícula e inexistente. Afinal, anjos não existem, não é? 

 

Olhou para o relógio e suspirou. Faltava em torno de quarenta minutos para o seu despertador anunciar mais uma semana de trabalho intenso no estúdio de fotografia. Sabendo que não conseguiria mais dormir levantou seguindo em direção ao banheiro para fazer sua higiene matinal e tomar um bom banho. Olhou-se no espelho e notou o que aqueles sonhos loucos estavam causando em si. Causando estragos preocupantes em sua aparência e estado emocional. Olheiras profundas e olhos opacos. Jimin estava péssimo. Ele realmente precisava de ajuda.

 

 

--//--

 

 

Apesar do trabalho de fotógrafo exigir que em certas ocasiões Jimin usasse roupas formais, naquele dia e na maior parte do tempo, ele tinha liberdade para se vestir como desejasse. O dono da empresa de fotografia era um senhor muito simpático que adorava aquele filho de coreanos que trabalhava para si, por isso dava a Jimin certa liberdade para que ele se sentisse confortável. 

 

Naquele calor intenso que se encontrava logo cedo, Jimin vestiu uma regata preta e uma calça larga de um tecido fino que era de nome desconhecido para o moreno. Comeu algo rapidamente apenas para não passar mal, pegou sua bolsa que continha seu equipamento e saiu de casa em direção ao estúdio. Cantarolava uma música italiana que vivia ouvindo em seu local de trabalho. Uma música suave que falava de um amor imortal. Pensou nisso por um momento e deu de ombros ao avistar o seu local de trabalho. Ele realmente amava aquele emprego. Onde já se viu encontrar um empregador tão generoso e justo na área que mais lhe fazia feliz? Não se encontra um emprego assim; Jimin havia tirado a sorte grande.

 

— Bonjorno, Jimin. — A voz de Pietro, o filho do dono, ecoou pela recepção de forma animada. 

 

— Bonjorno, Pietro. — O sorriso de Jimin para o jovem impediu que o mesmo reparasse nas olheiras que o moreno tentara suavizar sem sucesso.

 

Seguiu seu caminho cumprimentando algumas pessoas que estavam pelo caminho até chegar a sala do empregador. Ao alcançar a porta da sala do dono, Jimin ouviu a voz de Francesco e de Elza, sua esposa. Conversavam animadamente quando o moreno bateu levemente na porta. 

 

— Bonjorno, signore Francesco e signora Elza. — O sorriso do jovem acalentava o coração dos mais velhos. 

 

— Bonjorno, bambino! — Elza respondeu sorrindo. Eles tratavam Jimin como filho deles e o amavam tanto quanto seu filho legítimo, Pietro.
 

 

— Só vim perguntar se hoje eu poderia tirar fotos da cidade... — A voz acanhada de Jimin os fez sorrir.
 

 

— Claro que pode. Amo as fotos que tira dela! — respondeu Francesco sorrindo. 

 

Jimin agradeceu e retirou-se. Usaria seu dia de trabalho para esquecer daquele maldito pesadelo. O moreno gostava de tirar fotos de locais pouco conhecidos daquela cidade, pois para ele eram os lugares mais belos. Passou o dia andando pelos locais mais afastados do centro. Indo para a mesma apenas para comer. A lua já começava a despontar no horizonte quando Jimin decidiu bater a última foto. Estava tão concentrado que não prestava atenção ao seu redor. Até que alguém esbarrou em si quase levando o moreno ao chão. Ao levantar a cabeça Jimin estava levemente irritado por não ter recebido um pedido de desculpa. Foi então que aconteceu.
 

 

Num relance ele viu. Um cabelo num tom loiro. O mesmo tom loiro do seu sonho. Sua mente estava mil. Impossível. Era isso que pensava. Sua visão ficou turva e num estalo estranho, tudo se tornou escuridão e em meio ao escuro um grito ecoou.

 

— JIMIN!


Notas Finais




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