História Wings - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Personagens Originais
Exibições 84
Palavras 1.790
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Lembrando que "Reflection" tem vários significados quando traduzido para o portugues. Pode não ser o mesmo que ele usou no solo, mas lembrando que, nada aqui tem haver com os solos, apenas os titulos
Aproveitem a leitura<3

Capítulo 5 - Reflection


Mais um dia. Por que não posso simplesmente nunca mais acordar? Tenho que fazer tudo de novo, a mesma rotina de sempre.

Levanto, vou até o banheiro, e me deparo com o que sobrou do espelho que eu havia quebrada semana passada. Dei o primeiro suspirou do dia e escovo os dentes. Depois de fazer tudo o que tinha que fazer no banheiro, volto para meu quarto. Abro meu armário, vendo todas as minhas roupas pretas e cinzas ali, típica gótica roqueira. Mas eu não era nenhuma das duas, só achava que cores claras chamavam atenção demais, e a ultima coisa que eu queria era chamar atenção.

Mas, na verdade, eu queria atenção de apenas uma pessoa. Sinto muita falta de falar com ele e de rir quando ele quebrava algo com um simples toque. Mas, depois que nos afastamos, rir ou sorrir não fazia parte da minha rotina. Agora ele andava com os meninos populares, saia para se divertir e ficava com varias meninas. Eu as vezes me pegava o encarando na aula de historia, mas ele nunca percebeu. Depois daquela semana, nunca mais nos falamos e nem nos olhamos. Nossa amizade havia morrido, mas meu amor por ele só havia crescido.

Espantei esses pensamentos e tirei meu pijama o jogando em cima da cama. Quando fui me virar para pegar minha roupa, fiz algo terrível. Outro espelho que eu nem sabia que estava ali. Espelhos são meus maiores inimigos, eles me mostram o quão horrível e deplorável eu sou.

E foi exatamente isso que eu vi. Minha pele estava puro osso e minhas costelas estavam bem estampadas em minha pele. Eu não tinha nenhuma gordura, mas chegava ao ponto onde eu não tinha nada. Parecia que a qualquer movimento eu iria quebrar. Minha pele estava clara como a neve, eu podia ser facilmente confundida com a parede da nossa sala. Mas meu rosto era o pior. Olheiras roxas e profundas se encontravam abaixo de meus olhos, meus lábios estavam ressecados e cheios de cortes. Bela mania minha de morder eles quando fico nervosa. Meu cabelo estava extremamente comprido, mas estava seco e quebradiço.

Em um ato de desespero, peguei meu tênis e taquei com tudo nele. Os pedaços se espalharam pelos chão e eu parei de tremer, por não me ver mais daquela maneira. Coloquei um blusão preto e uma calça jeans escura, calcei o tênis que eu havia tacado contra o inimigo, peguei minha bolsa e desci.

Meus pais estavam viajando e meu irmão provavelmente já estava na escola. Não somos muitos próximos, pois ele também faz parte dos populares e eu não gosto de andar com eles, mas não fosse uma escolha minha andar ou não com eles. Eu não me encaixo no perfil “popular” ou “centro da atenções”. Eu não era assim e nem pretendo ser.

Sai sem comer nada mesmo, pois logo meu corpo rejeitaria e colocaria tudo para fora. Andei em total silencio até a escola e já podia ver vários alunos indo na mesma direção.

Parei no portão e olhei para aquele prédio exageradamente grande. Os alunos sorriam enquanto conversavam, talvez sobre uma festa que aconteceu ontem, para qual eu não fui e nem iria. Respirei fundo e dei o primeiro passo para entrar naquele inferno.

Coloquei meu capuz, pois estava esfriando e não queria ficar de cama, apesar de que isso significaria que eu não precisaria vir para a escola. Mas, de qualquer jeito eu seria obrigada, como sempre.

Mas eu logo me trombo com alguém, mas nem dou importância. Mas parece que essa pessoa não gostou nada disso. Senti meu braço ser puxado e depois ser jogada com tudo no chão, caindo sentada. Olhei para cima e fiquei tensa.

-Devia olhar por onde anda, sua esquisita – Kimberly, que usava roupas extravagantes, me olhou rindo.

Abaixei minha cabeça e tentei me levantar, mas ela me empurrou de volta com o pé. Seu salto havia me machucado e agora estava doendo.

-Não me ignore, sua vadia. Não tem nada para dizer? – todos já prestavam atenção na nossa pequena discussão.

-Me deixe ir embora – falei quase num sussurro.

-Não antes de conhecer meu amigo – ela pegou algo da bolsa e eu arregalei os olhos.

Colocou um espelho de bolso na minha frente e ali estava meu inimigo novamente. “Deplorável”, “horrível”, “feia”, “esquisita”. Era isso que via estampado na minha cara branca e magra. Meu reflexo me machucava. Mordi os lábios, tentando controlar as lágrimas que queriam escorrer. Meu corpo começou a tremer e eu podia ouvir sua risada ao longe.

-Olha que idiota. Ela sabe que é tão feia, que não consegue olhar para um espelho sem chorar - riu alegre.

Olhei em volta, e todos apenas observavam. Eles cochichavam entre si e me olhavam com pena. Tudo que eu menos queria, atenção.

-Kimberly, já chega – uma de suas companheiras falou, mas ela não parou.

-Olhe para você – aproximou mais o espelho – veja o quanto você é idiota e esquisita. Ninguém nunca vai querer você, nem mesmo o mais esquisito dos esquisitos. Você devia se matar sabe, não ia fazer falta mesmo – tacou o espelho em mim, e me olhou de cima a baixo, soltando um risinho.

Eu tremia mais que tudo, meu peito subia e descia. Meus olhos ardiam e eu queria muito segurar as lagrimas, mas não seria possível. Todos me olhavam, meu desespero aumentou. Tudo isso por causa de um empurrão? Mas, as palavras dela me atingiram. Eu devia mesmo morrer agora, não faria diferença se eu estivesse ali ou não.

-Querem ver pessoal? – ela gritou para todos em volta.

Veio em minha direção e agarrou meu blusão. Eu tentava me mexer para ela parar, mas foi em vão.

-E aqui esta, a atração principal – apontou para mim.

Cobri meu corpo, que estava apenas coberto por um sutiã. Todos me olhavam agora, olhavam como eu era, em estava exposta. Olhos arregalados foram direcionados a mim. Apertei mais meus braços em volta de mim, machucava minha pela com as unhas grandes que eu deveria ter cortado. Eu comecei a tremer. De nervosismo, de frio. Estava morrendo de vergonha. Todos viam o que havia por baixo daquelas grandes roupas que eu costumava usar.

-Mas que merda esta acontecendo aqui?

Ótimo, tudo que eu mais precisava é que aqueles sete aparecessem justo agora. Eles me olharam de forma assustada. Meu irmão estava imóvel e ele, parecia que iria explodir.

-E ai? Ninguém vai falar nada? O que aconteceu Kimberly? – ele perguntou a ela, bravo.

-N-nada amor. Ela acabou se esbarrando em mim e caiu no chão, e do nada, começou a tirar sua roupa e a chorar. Ela deve estar louca. Vamos embora – ela se grudou no braço dele e tentou o puxar para longe dali.

-Isso é mentira – outra de suas companheiras falou, recebendo um mortal da loira – bom, a parte do esbarrão é verdade, mas foi Kim quem a jogou no chão e tirou sua blusa.

-Kimberly – ele parecia extremamente nervoso.

-M-mas eu não fiz nada, cale a boca sua vadia – gritou para a amiga.

-Não xingue minha namorada Kimberly, por favor – Jimin surge, abraçando minha “salvadora” de lado.

-Me solte Kimberly – num movimento brusco, ele soltou seu braço do dela – sai daqui por favor. Achei que você era diferente – balançou a cabeça, em negação.

Ela estava estática, queria chorar. Mas apenas bufou, o xingou, jogou meu blusão em seu peito e saiu dali, empurrando todos do seu caminho.

-Você esta bem? – era a primeira vez de anos que nos falávamos.

Ele me estendia a blusa de volta. Com toda a velocidade, agarrei a mesma, mas quando olhei minha mão, sangue. Parece que de tão nervosa, acabei apertando aquele espelho em de uma forma tão forte, que ele havia se quebrado e fito cortes profundos, mas nem tinha prestado atenção nisso.

-Meu Deus!! – Hope, meu irmão, se aproximava.

Mas rapidamente me vesti, ignorando os cortes em minha mão, peguei minha mochila e olhei por uma ultima vez em seu rosto, antes de sair andando para dentro da escola.

-Espera ai, onde pensa que vai? Vamos cuidar desse curativo – meu irmão agarrou meu braço, mas eu o tirei de forma brusca.

-Me deixe em paz, eu estou bem. Não fale comigo, volte para seus amigos. Até em casa – não demonstrei nenhuma emoção e sai andando.

Decidi que iria acabar com tudo de vez. Foda-se Kimberly, foda-se meu irmão, foda-se ele, foda-se meu pior inimigo. Iria fazer aquilo e nem ninguém iria me impedir.

Mesmo não gostando nem um pouco de atenção, eu queria fazer aquilo rápido, sem demora, sem nenhum porém ou um entretanto.

Da beirada, eu tinha uma bela visão da cidade. Mas o céu estava nublado e pingos fracos começaram a cair. Estiquei os braços e me permiti olhar para baixo. Aquela queda era bem alta, mas o suficiente para acabar com a minha existência. Respirei fundo.

-Não faça isso! – me viro e sorrio pela primeira vez em séculos.

Estava feliz por ele ser a ultima pessoa que eu veria. Ele estava muito bonito, bem mais bonito do que já era naquela época. Seu corpo alto sempre me deixavam um pouco apreensiva, mas me sentia segura ao seu lado.

-Eu te amo – soltei e vi ele arregalar os olhos.

-O que..?

-Queria que essa fosse a primeira coisa a ser dito depois de três anos sem nos falarmos. Eu amei você Nam como nunca amei ninguém. Você foi meu melhor amigo, mas quando você começou a namorar, me afastei do você, pois não queria me magoar. Eu sinto muito por todas a vezes que eu fui fria ou insensível quando você tentava falar comigo. Sinto muito por te deixar na mão na época mais difícil da sua vida. Eu sinto muito Nam, por eu não ser essencial – chorei.

-Por favor.. – sua voz estava embargada.

-Mas foi a pior decisão da minha vida. Eu fiquei deprimida, pari de comer, parei de me cuidar, parei de viver Namjoon. Sem você eu não vivo, e isso é horrível. Saber que eu dependo de alguém para ser feliz, podia ser mais patético – ri da minha desgraça.

-Pare de dizer essas coisas. E-eu.. – ele travou.

-Fale Nam. Me deixe ouvir pelo menos isso antes de eu ir embora. Antes de eu desistir de tudo e me jogar daqui – me inclinei em sua direção.

-Não vou falar, e não vou deixar você morrer. Só digo, se você prometer não pular – sempre negociando para ter o que quer.

-Ok eu prometo – desculpe Nam.

-Eu te amo demais – sorri satisfeita.

-Eu também te amo Nam. Adeus – ele nem teve tempo de arregalar os olhos.

Minhas ultimas palavras. “Eu te amo”. Esta ótimo. Espero que ele nunca se esqueça.

Adeus Namjoon, foi bom amar você até meu ultimo suspiro.

 


Notas Finais


Obrigada por lerem e até o proximo<3

PS: desculpem qualquer erro.


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