História Winkerville - O Vilarejo Maldito - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Palavras 1.724
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Postando aqui mais um capítulo dessa fic que eu estou adorando escrever e que provavelmente vai ser a melhor que eu já escrevi XD. Antes de começar o capítulo queria agradecer a todos os que estão acompanhando e que deram uma força favoritando a história porque isso realmente ajuda muito.
A imagem abaixo serve apenas pra retratar como é o ambiente de um quarto com iluminação vermelha. (No decorrer desse capítulo vocês entenderão).
Enfim, a história ta aí. Desejo uma boa leitura à vocês e concentração!

Capítulo 6 - Aranha


Fanfic / Fanfiction Winkerville - O Vilarejo Maldito - Capítulo 6 - Aranha

Gary:

Mãe: Gary você precisa ser forte, seu amigo está em um lugar melhor agora. – Dizia minha mãe, Elizabeth, enquanto passeava os dedos pelo meu cabelo.

 Eu estava em meu quarto, deitado na cama. Tinha visto meu amigo dentro de um caixão, sendo colocado num buraco, e depois jogaram terra por cima dele. Ele ficaria ali pra sempre, nunca mais sairia. Eu não conseguia entender, era como se ele não fosse mais existir.

Gary: O meu amigo morreu! – Gritei, mas minha voz saiu abafada pelo travesseiro. O meu único amigo havia morrido, e eu nunca mais iria vê-lo novamente.

Elizabeth: Querido, você tem que pensar que ele ainda existe, dentro do seu coração e na sua memória.

Gary: Eu não quero ele na minha memória, nem no meu coração! Eu quero ele aqui!

Elizabeth: Pobrezinho..

 Minha irmã mais velha, Julia, aparece no quarto.

Julia: Eliza, o papai chegou. – Diz baixinho.

Mãe: Tudo bem querida, fique aqui e cuide bem do seu irmãozinho, ele está sofrendo muito.

Julia: Ta.

Renoir:

 Seguindo o pastor Daniel nós entramos na casa dele. Eu dei uma olhada em volta e fiquei pasmo. A casa era enorme, tipo, devia ter uns seis quartos. A sala era grande e bonita com móveis antigos daquela madeira rústica que a gente vê nos filmes de terror, e no alto havia um grande lustre de vidro bem bonito. A escada que provavelmente levava para os quartos era grande e bonita e a porta que dava acesso à cozinha ficava debaixo dela, o que eu achei bem legal e inovador. Nós mal entramos e uma mulher alta e elegante foi descendo, o barulho de seu salto ecoando por toda a casa. Foi até o Daniel e o beijou.

Elizabeth: Como foi o dia querido? – Ela perguntou.

Daniel: Cansativo. – Respondeu. – Como está o Gary?

Elizabeth: Arrasado. – Ela respondeu.

 Ele havia nos falado sobre os filhos dele. Ele também disse que Gary era amigo do garoto que morreu, Toddy.

Daniel: Não tinha como ser diferente... – Ele disse triste.  – Ah, onde estão os meus modos? Estes aqui são Lilly e seus filhos, Marie e Renoir. São estrangeiros.

Elizabeth: Muito prazer Lilly. – A mulher disse cumprimentando minha mãe. – Meu nome é Elizabeth, se quiser pode me chamar só de Eliza.

Lilly: É um prazer Eliza, você tem uma bela casa!Olha só esse lustre, deve ter custado uma fortuna.

 Então minha mãe e ela começaram a conversar. Minha mãe é daquelas mulheres que adora conversar e que não para por um minuto quando puxa assunto com alguém.

Eliza: Ai meu Deus, que linda sua filha! – Eliza disse olhando para Marie e pegando seu cabelo. – Olha que cabelo lindo e sedoso, é natural?

Marie: Tirando as mexas é totalmente natural. – Minha irmã respondeu com certa arrogância, mas ainda assim controlada.

Eliza: E essa pele, tão alva e bonita... E o garoto, deixe-me ver.

Ela se aproximou de mim, me fitando.

Eliza: Uau, que lindos olhos azuis você tem querido.

Renoir: Obrigado. – Retribuí o elogio.

Eliza: Você é loiro, acertei?

Eu tirei minha touca preta e ela pôde ver meus cabelos, que eram escuros como a noite. Ela passou a mão neles e os bagunçou.

Eliza: Lindo esse seu garoto Lilly, só precisa pegar um pouquinho de sol, ele é branco feito leite!

Lilly: Esse aí nem gosta de sair de casa, fica o dia inteiro no Vídeo Game.

É, minha mãe tem essa mania chata de contar tudo sobre a gente para estranhos. Daqui a pouca ela estaria mostrando fotos de quando eu era bebê pra ela.

Eliza: Acho que ele vai adorar conhecer o Gary! – Ela pareceu receber uma injeção de êxtase porque havia ficado realmente empolgada com essa ideia. – Vou levá-lo agora mesmo para conhecê-lo, enquanto isso vá apresentando o quarto de hóspedes a elas amor, daqui a pouco teremos um banquete.

Daniel: Claro querida. – Disse dando um beijo em sua mulher.

 A senhora Eliza segurou com força o meu pulso e subiu as escadas me levando junto com ela. Subimos até um corredor todo de madeira com quartos do lado de direito e do esquerdo e uma porta ao final. Eram tantos quartos que cada um tinha seu próprio número.

Eliza: Você vai adorar o Gary! Ele é um garoto muito bonito! – Dizia ela enquanto me conduzia grosseiramente, pois estava me machucando e praticamente me arrastando. Aquela mulher tinha uma força inacreditável.

 Chegamos até o penúltimo quarto do corredor e viramos à direita. Numa cama grande onde caberia eu, minha irmã e minha mãe tranquilamente, um garotinho dormia num sono profundo. Era bem pálido, assim como eu e tinha cabelos longos e escuros, mas só um pouco mais claros que os meus. Era bonito, de certa forma, até dava pra confundir ele com uma garotinha. A senhora Eliza foi até ele e o acordou.

Eliza: Acorde querido, a mamãe tem uma surpresa pra você.

Gary: Ah mãe,me deixa em paz! – O garoto reclamou, virando-se para o outro lado. 

Eliza: Tem um novo amigo que está a fim de te conhecer! – Disse cantarolando.

 Eu não me lembrava de ter dito isso, mas ok.

Gary: Quem? – Ele acordou na hora, então olhou na direção da porta e me encontrou. – Quem é ele?

Eliza: Venha querido, apresente-se a ele. – Disse dirigindo-se a mim.

 Relutante eu fui até o garoto e o encarei.

Renoir: Ah... Prazer, Renoar. – Eu disse.

O garoto então olhou pra sua mãe com um sorriso de orelha a orelha no rosto.

Gary: Ele vai ser meu amigo?!

Eliza: Sim.

Renoir: Obrigado mãe! – Ele a abraçou, e sua mãe dirigiu-me um olhar de: “Não o decepcione, ou eu mato você”. Eu sinceramente fiquei com medo. Tinha alguma coisa de errado com aquela mulher.

 Ela levantou-se e nos deixou sozinhos. O garoto ficou de pernas cruzadas na cama, me encarando, e eu deduzi que definitivamente eu também deveria ter medo daquele garoto, porque tinha algo sinistro nele, mas eu não sabia o que era.

Gary: Renoar, quantos anos você tem? - Perguntou

Renoir: Treze. – Respondi. - E você?

Gary: Tenho quase onze. Quer ser meu amigo?

Renoir: Podemos ser amigos. – Eu concordei. – Sinto muito pelo seu amigo. – Eu disse.

Gary: Tudo bem! Eu estou feliz porque agora eu tenho você! – Ele disse.

Renoir: Mas você ainda está triste não está? Você perdeu um amigo.

Gary: O Toddy era muito chato, você deve ser bem mais legal que ele! Você não é, Reno? Posso te chamar só de Reno?

Renoir: Pode. – Eu concordei. – Vamos descer Gary? – Sugeri. Tinha alguma coisa no quarto dele que me dava medo e eu não sabia bem o por quê. Talvez fosse a iluminação infravermelha do quarto, que dava um aspecto realmente sinistro ao mesmo, ou talvez fosse a coleção de insetos que ele tinha em cima da escrivaninha ao lado da janela, que incluía uma caixa de areia com algumas formigas vermelhas e um pote de vidro com uma tarântula ainda viva. (Meu Deus, que garoto normal de onze anos teria uma tarântula de estimação).

Gary: Você quer conhecer a Charlotte?

Renoir: Charlotte? Quem é essa? – Perguntei.

Gary: É a minha aranha de estimação! – Disse empolgado. – Ela é bem legal, vou pegá-lo pra você ver! – Ele então literalmente pulou da cama e correu até a escrivaninha, pegando o pote de vidro e abrindo.

Renoir: Gary, acho melhor você não pegar essa coisa. – Eu disse.

Gary: Fica tranquilo, ela não morde! – Assegurou o garotinho. Na verdade não era com ele que eu estava preocupado.

Gary; A Charlotte é uma boa aranha, eu alimento ela todo dia!

 Ele então pegou a aranha na mão como se estivesse pegando um brinquedo, colocando-a na palma de sua mão. A aranha ficou parada por um tempo, então começou a andar pelo braço do garoto, que a assistia com um sorriso de fascínio no rosto, enquanto tudo que eu sentia era nojo e repulsa, tanto que havia ficado no mesmo lugar.
 Ele então foi se aproximando de mim e eu fui pra trás. Se ele se aproximasse mais um pouco eu iria correr, ah se eu iria!

Gary: Você ta com medo dela?

Renoir: Eu sou alérgico a aranhas. – Menti. Mentir pra uma criança é fácil demais e eu sempre aproveitei disso. – São os pelos dela, me dão alergia.

Gary: Entendi... – Ele disse um pouco magoado.

 Então uma garota entra no quarto e fica na porta. Era bem bonita, usava uma roupa social azul escura com uma gravatinha no meio e uma saia colorida, parecendo aqueles uniformes escolares das garotas dos desenhos japoneses. Embaixo usava uma meia-calça branca que terminava no meio de sua coxa e nos pés uma sapatilha preta. O rosto ainda era infantil, com olhos grandes e castanhos e um nariz pequeno e um pouco arrebitado. O cabelo era de um castanho quase ruivo, igual o da minha irmã, mas caía na altura das costas preso numa trança. Ela também tinha um pouco de sardas, mas isso dava mais naturalidade a ela, então suponho que a deixava mais bonita.

Julia: Gary, a Senhora Elizabeth está chamando vocês dois para o se juntarem ao jantar.  – Disse séria.

Gary pareceu um pouco incomodado com a presença da garota.

Gary: Por que você não pode a chamar de mãe? É uma palavra tão simples!

Julia: Você sabe por que Gary. – Falou séria.

Gary: Viu Reno? Ela ficou bravinha! – Disse zombeteiro, mas eu não estava achando a mínima graça naquela situação.

 Gary então se aproximou e colocou Charlotte pertinho do rosto da garota, que gritou e a esbofeteou. A aranha caiu no chão assustada e passou pela garota, indo direto pelo corredor.

Gary: Sua idiota! Olha o que você fez! – Brigou o garoto, cheio de raiva.

Julia: A culpa foi sua! Ninguém mandou você colocar essa coisa nojenta perto do meu rosto!

Gary: Vou ter que ficar procurando ela agora!

Julia: Você é insuportável Gary! – E dizendo isso a garota saiu pisando forte no chão de madeira da casa.

Renoir: É a sua irmã? – Perguntei.

Gary: Meia-irmã. – Ele disse.

Renoir: Entendo...

Gary: Vamos descer?

  Eu concordei e nós saímos do quarto. Ele fechou a porta e deixou a luz vermelha acesa (Aquela luz era sinistra). Nós saímos pelo corredor e eu ficava olhando pra todos os lados pra ver se a aranha iria aparecer. Só por precaução...

Renoir: Você não vai procurar sua aranha? – Perguntei.

Gary: Não. – Ele respondeu. – Agora não. Depois.


Notas Finais


- O que acharam dessa família do Daniel?
- Fiquem a vontade pra me ADD e se puder me seguir ficarei muito feliz e te seguirei de volta.
- Uma música que combine com esse capítulo? Them Bones - Alice in Chains, combinaria com o quarto do Gary, vejam o clipe e vocês vão saber o por quê. (Risos)
- Se puder já deixa aquele 💙 pra ajudar na divulgação! Obg.


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