História Wireless Phone - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Happyjimmieday
Exibições 593
Palavras 2.120
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, olá, olá! ❤

Primeiramente, eu queria dizer que o plot que usei para essa fanfic foi dado exclusivamente pelo ChanbaekWishes.... Teve uma seleção para novos escritores, e quem ficasse no grupo 1 teria que escrever uma fanfic de no máximo 2k de palavras com esse plot queridinho. Eu acabei passando, e fui escolhida para postar no perfil do ChanbaekWishes, mas preferi postar no meu perfil; entretanto, todos os créditos são a eles. Também adicionei 120 palavras, para incrementar alguma coisinha aqui, outra ali, e vrá!

MAIS UMA COISA: Essa fanfic eu dedico inteiramente para a minha lindinha ~Jimmie, meu amorzinho que já mora no meu coração! Amanhã, dia 13/10/2016 é o aniversário dela, mas como eu estou com muito sono/cansada, e não aguentarei firme até a meia-noite, resolvi postar agora. Então, amor, parabéns (adiantado) para você! Que todos os seus sonhos se realize, e que você continue escrevendo desse jeitinho maravilhoso e que encanta todo mundo. És uma pessoa incrível, muito querida e, com toda certeza, amada. Espero que cresça uma grande amizade entre nós duas, te amo e te admiro muito ❤

Boa leitura, e até uma próxima fanfic!

Capítulo 1 - Eu prefiro estar com você


 

Se eu soubesse que a minha vida seria baseada em estudar para uma prova de física em que eu não sabia nada sobre o assunto, teria dado a vez para outro espermatozoide. Porque, realmente, para sofrer tanto porre enquanto via Baekhyun me explicar sobre aquelas contas que não eram do planeta Terra, eu só pensei que havia feito strip-tease na mesa da santa ceia para merecer aquilo, não era possível.

Eu só queria dar um beijinho no meu melhor amigo, era pedir demais?

Tudo bem que ele não era gay e que vivia me contando quantos seios havia apertado na semana, mas é aquele ditado: a esperança é a última que morre. Porém, no meu caso era diferente, já que ela sequer havia nascido. E eu tinha que me contentar enquanto admirava ele pela sacada do meu quarto, ou naqueles momentos em que eu pedia sua ajuda em física.

Eu já era um caso perdido que tinha um amor platônico durante vários anos por alguém hétero, e pior do que isso, meu irmão de outra mãe. Era estranho chamar ele de irmão, já que eu nunca teria coragem de beijar Yoora, Deus me livre, mas Baekhyun gostava daquele codinome simplesmente por ser filho único. Talvez aquela fosse uma desculpa para que mandasse seus pais pegarem no meu pé, e não só no dele; tenho minhas suspeitas.

Na verdade, sempre fomos muito juntos desde criança, e facilitou ainda mais porque a sacada do meu quarto ficava a meio metro da sacada do quarto dele. Eu havia perdido as contas dos dias em que eu dava uma de Homem-Aranha, e pulava para a casa dele apenas para jogar videogame quando a Sra. Park me colocava de castigo. Fui descoberto depois de um tempo.

Rimos muito, apanhei depois.

Mas nada nos detinha, nem mesmo quando minha mãe ameaçava pendurar minha cueca do Batman no varal, não mesmo. Por isso dei uma de Sherlock Holmes depois de mais um dos castigos e revisei todas as possibilidades para que eu e Baekhyun não tivéssemos uma separação dolorosa. É claro que, quando contei sobre isso eu recebi um puxão de orelha e um “deixe de ser dramático, Park”, mas eu sabia que no fundo ele era um bom garoto. Eu havia o treinado muito bem para ser uma boa pessoa, acreditem.

Então, quando nossos pais saíram para uma reunião do colégio, eu vi ali uma brecha para seguir com o meu plano magnífico. Com a furadeira do meu pai eu abri um buraco pequeno na parede do meu quarto bem embaixo da minha cama, e fiz o mesmo no quarto de Baekhyun, ouvindo ele me xingar por causa da sujeira.

Enquanto eu terminava o meu serviço muito bem feito, na minha opinião, o Byun deu um jeito de construir a sua obra mais bem-feita de toda a sua vida: um telefone sem fio, que na verdade tinha um fio gigante, e eu não entendia bem aquele nome. Ele colocou duas latas de milho vazias — importante ressaltar —, cada uma presa em uma das extremidades do barbante que atravessava a nossa sacada, e eu corri para testar aquela engenhoca.

No final apenas ouvi um “vai se foder, Chanyeol” com a desculpa de que ele estava testando, e só não disse para ele vir me ajudar, porque eu ainda penava pela minha vidinha, e também porque estava impressionado que aquele negócio funcionava mesmo. Nunca tinha ficado tão animado por causa de um brinquedinho novo, e eu não estava falando de um vibrador.

— Chanyeol, tá me ouvindo? — abanou o livro na minha cara. — Eu estou aqui te explicando faz um tempão, e você fica viajando olhando para o nada.

— Calma, jovem. — disse, tentando acalmar a fera que já estava com um biquinho nos lábios. Seu próximo passo seria me dar um tapa, repassem. — Eu só estava pensando. — fiz uma falsa expressão pensativa.

— No quê? — perguntou, cruzando os braços.

— Na morte da bezerra. — falei sério.

— Chanyeol, você é um idiota. — estapeou meu braço, e eu não segurei uma gargalhada ao ver o seu rosto com uma expressão brava. — Eu te odeio.

— Você me ama, eu sei. — falei, vendo que suas bochechas coraram, e sua língua estalou.

— Vou ir para casa, já que você não está prestando atenção em mim. — empinou o nariz.

Tudo bem que Baekhyun andava um pouco carente naqueles últimos dias, como se exigisse mais da minha presença. Mas ele estava sendo dramático, convenhamos.

— Nossa, que afronta. — falei. — Vou jogar, então. — empurrei seus ombros para que ele saísse da minha cama.

— Você é um péssimo amigo, Park Chanyeol. — levantou emburrado. — E eu nem sei por que ainda gosto de você. — saiu em passos largos para fora do meu quarto, pulando a sacada direto para a sua casa, e fechou a porta em um estrondo.

Eu só não pensei que ele fosse realmente ir embora com a minha brincadeira, e eu deveria estar igual ao John Travolta em Pulp Fiction naquela hora.

Baekhyun estava ficando cada vez mais difícil de lidar.

 

(...)

 

Depois de algumas longas horas jogando meu L.A. Noire, eu já estava craque em desvendar crimes, por isso eu decidi ir dormir para que no outro dia pudesse chamar Baekhyun para alguma missão importante. Porém, antes mesmo de conseguir me enfiar dentro da minha Batcaverna feita de cobertores, eu ouvi uma voz baixa verberar pelo meu quarto, e ela vinha debaixo da minha cama.

Pulei dela como um atleta de salto olímpico, e corri até o meu sabre de luz, preparado para quando algum Freddy Krueger fosse sair debaixo daquela escuridão chamada de: nada. Mas novamente a voz soou, e quando eu percebi ser meu nome, fiquei aliviado. Quero dizer, Freddy Krueger não sabia meu nome, então isso significava que não era ele.

Com coragem abaixei meu tronco até olhar por debaixo daquele amontado de cobertas que tampavam a minha visão, e quando vi a latinha vibrar com o meu nome ecoando dentro ela, eu suspirei feliz. Era só Byun Baekhyun, meu melhor amigo, barra crush, chamando-me no meio da madrugada. Nada novo sob o sol.

— O que foi, demônio? — perguntei. — Pensei que o Jason tivesse migrado para debaixo da minha cama. — ouvi sua risada baixa.

— Chanyeol, ele já teria morrido sufocado com as suas meias.

— O que você quer? — mudei de assunto.

— Eu quero falar uma coisa.

— Então fala.

— Bem, eu vou ser direto porque não sei como explicar. — disse, e eu notei sua voz receosa. — Mas promete que não vai deixar de ser meu amigo.

— Baekhyun, nem quando eu te contei que era gay você deixou de me apoiar, por que acha que eu vou deixar de ser seu amigo? — perguntei o óbvio.

— Porque é sobre isso que eu queria falar contigo. — falou, e eu comecei a ficar nervoso. — Eu estou sentindo algo.

— Uma treta? — brinquei.

— Cala boca. — mandou, mas eu ouvi seu risinho. — Eu acho que estou gostando de alguém.

— Hm. — minha voz saiu mais desinteressada do que a Morte sendo invocada pelos Winchesters.

— E é de um menino. — sussurrou.

— Ah, é? — naquele momento eu acabei ficando animado ao saber que, talvez, Baekhyun pudesse corresponder aos meus sentimentos. — E quem é ele?

— Só me diz como você reagiu a isso tudo. — eu podia imaginar as suas bochechas coradas.

— Eu reagi normal, ué. Qual o problema em gostar de pintos ao invés de peitos? — perguntei. — Os dois até começam com a letra P, não são muito diferentes.

— Eu tenho medo. — disse com a voz chorosa. — Sabe como são meus pais.... E eu sou filho único, você tem sorte em ter irmãos.

— É, eles me apoiaram bastante. — admiti.

— O pior é que eu não sei se ele gosta de mim.

— Quem não gostaria de você? — joguei verde.

— Sei lá... talvez você. — senti a desanimação na fala dele pela latinha.

— Até eu já gostei de você. — grudei um tapa na minha própria testa ao notar que eu havia me confessado para o meu melhor amigo por um telefone que nem era um telefone.

Gostou? — perguntou baixinho. — Não g-gosta mais?

— Olha, eu não quero falar sobre isso. — dei uma de egípcia, mas ele parecia não querer mudar de assunto.

— Fala logo, Chanyeol. — eu apostava todas as minhas HQs que ele estava fazendo um biquinho naquele momento.

— Por que você quer tanto saber? Isso nem vai fazer alguma diferença mesmo. — dei de ombros.

Depois daquilo, eu só queria chorar as pitangas enquanto olhava Um Amor Para Recordar e comia sorvete.

— E se eu te contar que.... — começou, mas sua voz morreu no meio da frase.

— Que.... — incentivei.

— Se você falar, eu falo também. — o tom manhoso estava lá, sabendo que eu cederia até meu rim caso ele pedisse com aquela voz.

— Tudo bem, no três a gente fala juntos. — disse, recendo sua confirmação. — 1... — comecei a contar. — 2.... 3!

— Eu gosto de você.

— Eu tenho medo de palhaços. — falei, pensando que ele também fosse zoar comigo, mas a sua confissão me deixou boquiaberto e com o coração quase explodindo dentro do peito. — Espera aí, o quê?

Porra, esquece o que eu disse. — sua voz parecia decepcionada. — Vou desligar.

— Vai desligar o quê? Isso não é um smartphone. — revirei os olhos. — E volta aqui, caramba.

— Olha, Chanyeol, eu já disse o que tinha para dizer, tá? — soou irritado. — Isso não devia ter acontecido, mas droga, por que você tem que ser tão... você?

— Porque eu não posso ser o Peter Parker. — brinquei, tentando quebrar o clima, mas o grunhido dele me fez calar a boca.

— Você é um idiota. — bradou. — E gostar de garotos é estranho.

Garotos são estranhos. — falei, mas por dentro eu só queria gritar que eu também era caidinho por ele.

— Mas eu gosto de coisas estranhas. — falou em um fio de voz.

— E eu gosto de garotos. — completei, e juntei toda a minha coragem para falar a próxima frase, temendo que no final ele fosse rir da minha cara por ter feito alguma brincadeira durante todo aquele tempo. — Então a gente deveria se beijar? — joguei verde novamente, fazendo figa com os dedos, torcendo para que ele pegasse a minha indireta.

Baekhyun ficou em silêncio durante longos segundos, e depois de chamar seu nome por, no mínimo, cinco vezes seguidas dentro daquela latinha, eu resolvi ir deitar e tentar sonhar que a gente se beijava igual quando a Gina finalmente partiu para cima do Harry. Eu já estava quase deitando quando ouvi um barulho suspeito, e meu coração pulou feito louco quando deduzi que poderia ser um assalto.

Eu já havia pegado meu sabre de luz novamente para atacar o ladrão que provavelmente havia pulado na minha sacada, e quanto me preparei para um golpe, Baekhyun apareceu no meu quarto com as bochechas visivelmente coradas mesmo na penumbra. Minhas mãos soltaram o sabre de luz, e eu agradeci por ele ter caído no carpete fofinho, e não no chão, ou seriam altas moedas que eu guardaria para comprar um novo.

— E-Eu.... — sua voz falhava. — Eu v-vim... te beijar. — torceu os dedos uns nos outros, olhando para o chão com uma expressão fofa.

Eu nem percebi o momento exato em que eu dei o passo mais largo de toda a minha vida. Minhas mãos estavam tremendo mais do que gelatina, e quando elas tocaram a cintura fina dele, as bochechas coradas captaram totalmente a minha atenção. Ele era tão lindo, e parecia tão indefeso encolhido daquele jeito tímido que minha vontade era de pegá-lo no colo e nunca mais soltar.

Queria cuidar dele até quando recebesse um tapa estalado na nuca e a sua voz irritada-barra-manhosa me dizendo “Eu não sou um bebê, Park Chanyeol”, porque eu sabia que ele, com toda certeza, faria aquilo. Apesar disso eu amava aquele garoto, tanto que somente quando senti seus lábios trêmulos tocando nos meus de um jeito tão delicado foi que eu me dei conta que estava beijando Byun Baekhyun, o meu crush de quase cinco fucking anos.

Meu coração batia tão rápido que eu pensei que teria um treco ali mesmo, na frente dele, e meu estômago nunca embrulhou tanto como naquele momento. Mesmo que fosse apenas um selar inocente de lábios entre dois garotos de dezesseis anos, seu gosto parecia ser tão doce, que eu preferiria beijar a sua boca do que comer todos os doces de leite que minha mãe fazia, e olha que eles eram maravilhosos.

Mas, mesmo estando tão concentrado em deixar selos molhados que estalavam pelo quarto silencioso, todos sabiam que Park Chanyeol perdia o crush, mas jamais perdia a piada.

— Baekhyun... — sussurrei rente ao rosto corado quando separamos nossos lábios.

— O q-quê? — perguntou de olhos ainda fechados, enfiando o rosto no meu pescoço e rindo abafado quando me ouviu falar.

— Entre Star Trek e Star Wars, eu prefiro mesmo é estar com você.

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado ❤

https://twitter.com/jark_ss


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