História Wish You Were Here - 2 temporada - Capítulo 25


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lukas Marques & Daniel Mologni (Você Sabia?)
Personagens Daniel Mologni, Júlio Cocielo, Lucas Lira, Lucas Olioti, Lukas Marques, Personagens Originais
Tags André Santiago, Angelia Cocielo, Daniela Olioti, Guilherme Lira, Melissa Mologni, Miguel Marques, Pietra Marques, Youtubers
Exibições 124
Palavras 4.215
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Espero que gostem e perdoem qualquer erro.

Boa leitura! :)(:

Capítulo 25 - Um risco necessário


Fanfic / Fanfiction Wish You Were Here - 2 temporada - Capítulo 25 - Um risco necessário

“Ir com calma não é fácil se o quão longe você chega

Só é metade do caminho que eu e você conhecemos”

Bring It Back – Shawn Mendes

-Gabriel vai achar que eu estou com medo dele... –comecei a explicar- quando eu tiver provas suficientes para incriminá-lo, a gente vai até a delegacia para denunciar aquele monstro!

-É arriscado demais... –ponderou T3ddy

-Mas é preciso... –suspirei

 

-Eu não vou deixar você voltar pra lá! Não vou deixar que ele te bata de novo! –Lukas falou fitando meus olhos

-Lukas, por favor... Eu preciso! Por todo esse amor que você diz sentir por mim, deixa eu tentar, por favor! Se der errado, você me tira de lá do jeito que achar melhor, independente se eu lembrar de algo ou não, mas por favor, deixa eu fazer do meu jeito... –supliquei encarando seus olhos

-Eu só não quero te perder mais uma vez... –seus olhos marejaram

-Se eu realmente for sua como vocês dizem, você não vai me perder, acredita em mim! –sorri e beijei sua bochecha.

-Tudo bem... -suspirou ele- Eu te levo até àquele mausoléu... Mas saiba que to fazendo isso porque eu te amo mais do que a mim mesmo e não seria capaz de negar um pedido seu! –eu sorri ele pegou a chave do carro me guiando para fora do apartamento.

[...]

A casa estava em um completo silêncio e a Ferrari de Gabriel ainda não estava na garagem. Ótimo! Corri para o quarto e guardei todos os álbuns que Lukas havia me dado. Guardei Também alguns documentos e a aliança de Lukas, onde havia meu nome. Coloquei tudo no fundo da gaveta onde estavam minhas calcinhas, creio que Gabriel não mexeria ali, né?

Depois de tudo em seu devido lugar, resolvi tomar um banho, eu ao tirar a roupa de frente para o espelho, o meu susto não poderia ter sido maior! Eram incontáveis os hematomas em meu corpo. Os dois lados do meu rosto estavam marcados com os cinco dedos de Gabriel, minhas costas estavam com enormes manchas arroxeadas e meu estômago, bom... Não era preciso olhar para saber o quão machucado estava, a dor latejante daquela região era insuportável, e com bastante dificuldade, consegui tomar meu banho, coloquei um pijama larguinho e me deitei encolhida em um dos lados da cama.

Eu não sabia onde Gabriel tinha ido e temia o que poderia vir a acontecer quando ele voltasse. Temia mais ainda pelo meu plano, porque se algo desse errado, Gabriel não hesitaria em me colocar num caixão há sete palmos da superfície.

POV Gabriel

Talvez eu tivesse exagerado com a Ingrid, não digo na minha reação, ela realmente precisa entender que agora é minha, mas acontece que começo a pensar que não havia necessidade de ter batido nela, sabe, isso vai deixá-la com medo, o que vai dificultar tudo o que eu quero.

Depois de sair de casa e deixá-la trancada no quarto, liguei para Ana, que estava em Brasília. Ela havia cancelado tudo com as tais amigas de lá, só não entendi o porque... Mas tudo bem, quanto menos gente envolvida nisso, melhor. Ana estava em uma casa alugada lá em Brasília com André, afinal, ele não poderia ficar aqui com Pietra, isso estragaria tudo, e as chances de que Ingrid lembrasse das coisas mais rapidamente ficariam enormes!

Após muito tempo rodando sem rumo pelas ruas, resolvi voltar. Já estava tarde e Ingrid estava sozinha, o que era relativamente perigoso, entretanto, como eu não estava tão longe, não demorei a chegar. Estacionei o carro e entrei em casa. Tudo estava escuro e em completo silêncio. Coloquei as chaves do carro sobre a mesinha de centro da sala e subi até o quarto, a porta estava aberta, entrei e vi Ingrid dormindo, iluminada pela luz da lua advinda da janela onde as cortinas não estavam fechadas.

Ela usava um short folgado e uma blusa solta, que devido aos seus movimentos na cama, estava pouco abaixo dos seus seios. Cheguei mais perto dela e me agachei ao seu lado, observando seu corpo descoberto. É, de fato eu tinha exagerado com ela, as marcas em seu corpo estavam horríveis, não sei se pelo seu tom de pele ser tão claro, ou se pela força que usei, ou então uma mistura dos dois... Apesar de tudo, ela não merecia os tapas que levou, somente os gritos que ouviu.

Resolvi tomar um banho rápido e me deitar para dormir também. Vesti apenas uma bermuda e estendi o lençol sobre o corpo dela, deitei-me ao seu lado e puxei-a com cuidado para meus braços, ela gemeu baixinho e se aconchegou melhor sobre meu peito.

POV Ingrid

Acordei com o sol batendo no meu rosto. Abri os olhos com dificuldade e vi que estava deitada no peitoral de Gabriel, com seus braços me envolvendo. Eu não queria ficar ali, mas tinha receio de me mexer e acordá-lo, afinal, vai saber qual reação ele teria, né? Gabriel poderia muito bem agir como se nada tivesse acontecido e ficar daquele jeitinho fofo, ou então começar a gritar do nada e me bater de novo...

Fiquei olhando para o teto me perguntando se eu teria feito realmente o certo em voltar para esta casa. Digo, eu poderia ficar lá com eles, talvez eu me lembrasse das coisas mais rápido, ou não... Mas com certeza eu não apanharia e não viveria com medo.

Senti os braços de Gabriel me apertarem mais contra seu corpo e gemi de dor, apertei os olhos e reprimi um grito.

-Bom dia... –ouvi a voz rouca de Gabriel ao pé do meu ouvido e estremeci- Ingrid? Ta tudo bem, meu amor? –ele desfez o abraço e fitou meus olhos

-T-ta sim... –gaguejei evitando o contato visual

-Tem certeza? –ele sentou-se na cama ficando de frente para mim, que permanecia deitada

-Tenho... –sorri de lado e apoiei meu braço para ficar sentada, mas o mesmo vacilou e eu caí- Ai! –resmunguei

-É, a última coisa que vocês está é bem! –suspirou- Vem cá! –falou estendo a mão para que eu a pegasse, e assim o fiz

Gabriel me guiou até o outro lado do quarto e colocou-me de frente para o espelho, e antes que ele pudesse falar ou fazer algo, meu cérebro rapidamente já internalizou minha aparência deplorável. Gabriel ficou trás de mim e puxou minha blusa para cima, me fazendo arrepiar, mas não um arrepio bom, um arrepio de medo.

-Ingrid, porque mentiu? –perguntou ele fitando minhas costas tocando-a levemente, fazendo com que eu me encolhesse de dor

-Não menti... –minha voz saiu mais fraca do que deveria

-Claro que mentiu! –exclamou ele virando-me de lado- Como você pode estar bem com o corpo assim? –perguntou fitando-me pelo espelho

-Achei que isso não te importasse –suspirei

-Como não? –perguntou incrédulo

-Bom, partindo do principio que foi você quem fez isso... –ponderei e mordi o lábio inferior temendo sua resposta

-Me desculpa, meu amor! –falou ele me abraçando apertado por trás, me fazendo gemer de dor, novamente- Desculpa, desculpa, desculpa! –falou afrouxando o abraço- Eu não sei onde estava com a cabeça quando fiz isso –virou-me de frente- Você não merecia nada do que eu fiz ontem... –disse ele procurando pelos meus olhos, entretanto eu abaixei a cabeça- Olha pra mim –falou ele levantando meu rosto delicadamente e pude ver um sorriso em seus lábios- Eu vou cuidar de você! –beijou minha testa e me abraçou, desta fez sem me apertar

[...]

-Meu amor –chamou-me Gabriel aparecendo na sala- Vou ter que sair agora, e provavelmente só volto de noite, tem alguma problema ficar sozinha o dia todo?

-Não... –sorri de lado fitando seus olhos- Eu não gosto muito de ficar sozinha, mas é seu trabalho, e você não pode parar por minha causa! Então pode ir tranquilo, eu me viro aqui...

-Tem certeza? Porque de repente eu posso tentar agilizar as coisas lá e...

-Gabriel, calma! –interrompi- Pode ir tranquilo e resolver suas coisas sem pressa, eu vou ficar bem, e qualquer coisa eu ligo! –sorri

-Tudo bem –suspirou- Até mais tarde! –roubou-me um selinho e saiu

Esperei até que desse tempo de Gabriel estar longe o suficiente e corri para o quarto. Eu havia passado a manhã toda lá, vendo fotos e mais fotos. Não lembrei de nada, mas cheguei à conclusão de que eu tinha sido casada com Lukas, e Gabriel apenas tinha usado photoshop nas fotos para colocar o rosto dele no lugar do de Lukas.

Engraçado, olhando tudo aquilo, era óbvio que eu era casada com Lukas, mas porque eu não sentia nada perto dele? Quer dizer, quando você ama alguém e está perto dessa pessoa, seu coração palpita, chega a parar por alguns segundos. Então porque eu não sentia nada disso? Eu sentia apenas um aperto no peito, um aperto ruim, como se olhá-lo fizesse meu coração se partir em milhões de pedacinhos... Era como se tivéssemos tido uma briga, ou sei lá o que, algo que tivesse de fato me magoado. Mas o quê?

Deixei os pensamentos de lado e resolvi ligar para Lukas, eu havia prometido que ligaria assim que lembrasse de algo ou assim que entendesse alguma coisa sobre esse meu passado recente. Em apenas três toques, ele atendeu.

*Ligação On*

-Ingrid? –notei o tom de empolgação em sua voz e sorri involuntariamente

-Oi, Lukas –suspirei

-Como você está? –perguntou ele

-Dolorida, mas bem... –dei de ombros- Será que poderíamos almoçar juntos? –mordi o lábio inferior ansiosa pela resposta

-Claro! Quer que eu vá te buscar?

-Não, é arriscado! –falei depressa- Ahn... Tem algum shopping que bom... –pausei respirando fundo- Que a gente ia bastante?

-Higienópolis –respondeu rápido- Quer ir lá?

-Se possível... –ponderei

-Claro que é! –riu fraco- Por você eu faço o impossível virar realidade, princesa! –sorri involuntariamente ao escutar isso

-Bom, nos encontramos lá então –sorri fraco- Aonde?

-Se eu me lembro bem, sua comida preferida sempre foi a japonesa –riu fraco

-Sushi Loko? –sugeri animada

-Como você quiser, meu amor!

-Bom, nos vemos então... –sorri

-Tchau, princesa! –fez som de beijo estalado- Eu te amo! –sussurrou e encerrou a chamada

*Ligação Off*

Suspirei e corri para tomar um banho. Tomei o cuidado de escolher uma roupa que escondesse todos os meus machucados, então tive que colocar uma calça e uma blusa de manga, o que não foi de todo ruim, já que estava relativamente frio lá fora. Deixei meu cabelo solto e passei maquiagem, afinal, não poderia sair na rua com os dedos de Gabriel enfeitando minhas bochechas. Guardei meu celular no bolso da calça e peguei um táxi rumo ao shopping, que pela distância, demorou bastante e quando cheguei à praça de alimentação, de longe já avistei Lukas, então apressei o passo até lá.

-Oi... –sorri tímida parando ao seu lado

-Ingrid! –Lukas falou animado levantando-se e me abraçando apertado

-Ai! –gemi de dor e ele me soltou lançando-me um olhar confuso- Os machucados... –suspirei sentando na cadeira a sua frente

-Me desculpa... –falou fitando meus olhos- A última coisa que eu quero nesse mundo é te causar dor

-Não, tudo bem –sorri sem graça- Você não tem culpa de eu estar nesse estado

-Nem você! –exclamou

-Ta, tudo bem, não quero falar disso –suspirei e ele assentiu fazendo nossos pedidos ao garçom que acabara de parar ao lado de nossa mesa- Ahn... Será que você poderia me contar algumas coisas?

-Tudo o que você quiser! –sorriu e eu assenti

-Como começamos a namorar?

-Foi na minha casa, pouco depois de você se mudar pra cá... –sorriu ele com o olhar distante, parecia se lembrar da cena- Você tinha dado um selinho no Cellbit por causa de um jogo e eu fiquei com ciúme, gritei com você e depois, no dia seguinte, nos entendemos e eu resolvi oficializar o que no meu coração já era oficial desde o primeiro beijo no campus da faculdade, ai te pedi em namoro –sorriu olhando para mim

-Eu queria tanto me lembrar... –sussurrei abaixando o olhar deixando uma lágrima solitária cair

-Eu tenho fé que você vai! –falou colocando o polegar suavemente em meu queixo levantando minha cabeça

-Como foi o tempo que eu fiquei no hospital? –eu sei, tinha muita coisa antes disso, mas eu estava curiosa

-A pior sensação da minha vida! –falou ele suspirando- Eu soube do acidente pela TV... Foi horrível, eu nunca senti tanta culpa na vida! –foi interrompido pela chegada do nosso almoço. Meus olhos brilharam ao ver tudo aquilo

-Continua! –falei

-Então –suspirou- Tudo aconteceu porque eu briguei com você, te deixando puta da vida, no dia eu joguei muitas coisas na sua cara, e bom, você não aguentou toda a pressão do momento e saiu de casa, estava chovendo muito na hora... –ele pausou e fechou os olhos, acredito que era difícil para ele relembrar tudo aquilo- Você perdeu o controle do carro e deu no que deu... –suspirou- Assim que eu soube, corri para o hospital com os nossos filhos e desde aquele dia, eu praticamente morei lá. A culpa me consumia e eu só queria que você acordasse logo

-Você não teve culpa de nada... –tentei falar, mas ele negou rapidamente

-Se eu não tivesse falado tudo o que falei nada disso teria acontecido –fitou meus olhos- Eu estava tão tomado de culpa, que cheguei a pedir a Deus que você não partisse, que ao invés disso, acordasse e me odiasse para sempre. Eu viveria tranquilamente com o seu ódio, mas não seria capaz de suportar sequer um segundo a sua falta

-Você é tão... –suspirei encarando seus olhos que vagavam pelo meu rosto- Tão perfeito! –sorri- Tão fofo... –ele sorriu

-Não sou metade do homem que você merece! –suspirou fitando atentamente meus olhos

-Me fala do nosso casamento! –sorri- Como foi o pedido?

-Foi lindo! Lembro como se fosse ontem dos seus olhinhos brilhando quando me ajoelhei –riu fraco

-Me conta! –falei empolgada

-Foi na festa do casamento da Carol com o Dani, sabe quem são?

-Eles estavam no hospital quando acordei, e estavam também na sua casa quando fui lá ontem

-Isso mesmo! –sorriu- A Carol foi jogar o buquê e você não queria de jeito nenhum se enfiar ali no meio pra brincar daquilo –riu fraco, provavelmente se lembrando do acorrido- Todo mundo sabia, menos você é claro! As meninas te arrastaram para o meio daquele amontoado de mulheres e fizeram questão de te colocar no meio, ai quando a Carol jogou, todas se afastaram e o buquê caiu bem nas suas mãos –sorriu e eu tentei imaginar a cena- Então eu cheguei, me ajoelhei na sua frente e te pedi ali, no meio do salão de festas, no meio da festa de casamento dos nossos melhores amigos! –sorriu e notei um certo brilho em seu olhar

-Tão lindo... –suspirei sonhadora- Nem parece algo que aconteceria na minha vida... Eu queria tanto me lembrar das coisas! –falei com a voz embargada- Não precisava ser tudo, eu queria apenas lembrar de vocês. Queria lembrar de você e dos nossos filhos!

-Você vai se lembrar, pequena! –sorriu acariciando minhas bochechas com o polegar- Não cobre tanto de si mesma, você sabe que isso não é bom!

-Tudo bem... –suspirei- Eu preciso ir embora, está ficando tarde, e tenho medo de que Gabriel tenha voltado mais cedo para casa –levantei-me sendo acompanhada por Lukas

-Você não precisa ficar lá, sabe disso! –segurou suavemente minhas mãos

-Eu preciso tentar resolver isso do meu jeito... Por favor, Lukas! Me deixe ao menos tentar! –supliquei

-Saiba que não concordo com uma palavra disso, mas deixarei assim, porque te amo demais para negar qualquer pedido seu! –sorriu e beijou minha bochecha- Pode ir, eu pago a conta!

-Não mesmo! –protestei- Eu pago pelo menos a metade! –falei já abrindo a bolsa buscando minha carteira

-Shh...! Pode parar! –falou ele segurando meus pulsos, sem utilizar força- Eu quero pagar, por favor! –fitou meus olhos- Vá para casa e faça o que acha certo –sorriu- Deixa q eu levo daqui

-Você tem certeza? –arqueei uma sobrancelha

-Além da morte e do meu amor por você, essa é a única certeza que eu tenho no momento! –sorriu de canto

-Tudo bem, já que insiste... –dei-me por vencida- Obrigada por hoje! –sorri e depositei um beijo em sua bochecha- Até qualquer dia! –sorri e virei-me para ir embora

[...]

-Ingrid? –ouvi uma voz me chamar das escadas, era Gabriel

-No quarto! –gritei e ele logo apareceu

-Desculpa a demora princesa, as coisas estavam mais enroladas do que eu imaginava –suspirou tirando os sapatos

-Tudo bem, seu trabalho deve vir primeiro –sorri sem graça

-De forma alguma! –falou virando-se para mim e só ai notei que ele estava de camisa e calça social. Devo comentar o quanto acho isso sexy?- Você tem que ser a minha prioridade! –veio até a cama e deitou-se ao meu lado

-Você sabe que não é assim... Eu não sou tão importante assim –dei de ombros

-Como não? –olhou-me inconformado- Ingrid, você é a minha vida! –fitou meus olhos

-Tem certeza? –perguntei receosa

-Ta duvidando de mim? –perguntou desacreditado

-Não é bem isso... –suspirei- É só... Eu sinto falta de algumas coisas... –desviei o olhar.

Gabriel não é burro, ao contrário! Ele logo entenderia do que eu estava falando. E por favor, não me interpretem mal, apenas quero ver o quanto ele me ama, se é que ama de fato... Sei que é arriscado, mas quero saber quais são os limites de Gabriel quanto a isso...

-Ingrid, não! –falou ele colocando-se de pé sem tirar os olhos de mim

-Mas eu não falei nada... –me fiz de inocente

-Eu não sou idiota –riu fraco voltando a se sentar- Eu não vou fazer isso com você!

-E porque não? –aproximei-me mais de Gabriel

-Você não se lembra das coisas... –suspirou- É como se...

-Não é como se essa fosse a minha primeira vez! –revirei os olhos e ri fraco

-Você se lembra da sua primeira vez? –arqueou uma sobrancelha e eu fiquei séria

-Não, mas é óbvio que ela aconteceu! –revirei os olhos- Biel, isso pode me ajudar e lembrar de tantas coisas... –ajoelhei-me ao seu lado e comecei a distribuir beijos pelo seu pescoço, sentindo sua pele arrepiar

-Ingrid... –falou me afastando- Não vou conseguir me controlar! –seus olhos estavam fechados

-Então não se controle! –sussurrei em seu ouvido e mordi o lóbulo de sua orelha

Gabriel me empurrou para o lado fazendo com que eu caísse deitada, ficou por cima de mim e fitou meus olhos, sorri e ele avançou em meus lábios. Seu beijo não era do tipo apaixonado, ao contrário, era repleto de luxúria. Ele apertou minha cintura e colocou-me mais para cima da cama sem cortar nosso beijo. Suas mãos foram subindo pelas laterais do meu corpo e foi inevitável não arrepiar. Subi minhas mãos para sua nuca e puxei seus cabelos. Gabriel interrompeu o beijo e tirou minha blusa. Ele voltou a me beijar e suas mãos foram como imãs para os meus seios, apertando-os ferozmente.

Puxei sua camisa para cima com rapidez, provavelmente arrebentando alguns botões da mesma, mas no momento, aquele era o menor dos meus problemas.

Não demorou para que Gabriel se livrasse de toda e qualquer peça de roupa presente em nossos corpos. Gabriel desceu seus beijos em uma espécie de trilha, passando pelo meu pescoço, seios –onde ele demorou um pouco brincando com a língua nos mesmos- e barriga, chegando finalmente em minha intimidade. Gabriel brincava com a língua e os dedos ali, me levando a loucura, deixando-me impossibilitada de reprimir alguns gemidos que saíam mais altos do que eu planejava. Entretanto, em uma das explosões de sensações que consumiam meu corpo, lembranças de uma passado distante me invadiram.

*FlashBack On*

Nós começamos a nos beijar e fomos andando até a minha cama, eu me sentei interrompendo nosso beijo e  Lukas me empurrou devagar fazendo com que eu deitasse na cama, fui chegando mais pra cima e ele veio na minha direção meio que engatinhando e eu tirei a blusa dele. Voltamos a nos beijar e logo ele foi tentando tirar a minha blusa, interrompi o beijo e o ajudei a tirar.

Aos poucos fomos ficando só com as roupas íntimas e quando eu vi o volume que se formava na cueca do Lukas foi que a ficha do que estava acontecendo caiu e eu comecei a ficar nervosa.

-Lukas... –falei ofegante

-Oi... –ele respondeu ofegante também

-Eu tenho que te falar uma coisa... –falei nervosa

-Fala! –ele sorriu olhando em meus olhos

-Eu acho que não vou conseguir fazer isso, desculpa! –falei e senti uma lágrima escorrer dos meus olhos

-Ei! –ele se sentou na cama e enxugou a lágrima

-Eu nunca fiz isso, desculpa! –falei e o abracei

-Calma! –ele falou passando a mão nos meus cabelos- Se você não quiser agora, não tem problema, eu espero! –ele se separou de mim e sorriu

-Mas eu quero! –falei- é só... –suspirei- Eu to com medo... –abaixei a cabeça

-Então vamos fazer assim, se doer muito, você que me fala que eu paro, ta bom? –ele levantou minha cabeça e sorriu

-Ta bom! –sorri e o beijei

Ficamos nos beijando e aos poucos eu fui deitando e aquele calor que eu estava sentindo antes foi voltando. Não demorou nada e o Lukas tirou meu sutiã e jogou longe, ele passou a mão em meus seios e eu me arrepiei por inteira fazendo ele sorrir entre o beijo, em seguida ele foi tirando a minha calcinha devagar.

Ele foi descendo os beijos dele por todo o meu corpo até chegar no pé da minha barriga, ali ele demorou um pouquinho a mais e me olhou como se me pedisse permissão e eu apenas fiz que sim com a cabeça, então ele abriu um pouco as minhas pernas e me chupou, eu tentei segurar um gemido, mas não consegui, ele alternava entre a língua e os dedos e isso estava me deixando louca, até que ele parou subitamente me fazendo soltar um gemido de reprovação, ele riu fraco e eu vi que ele tinha parado apenas para colocar a camisinha e meu coração acelerou.

-Posso? –ele perguntou olhando nos meus olhos e eu apenas fiz que sim- Se doer, me avisa!

-Ta bom! Respondi e sorri de lado

Ele me beijou e sem demorar foi descendo os beijos para as minhas pernas novamente, ele deu um beijinho e começou me penetrar, eu não senti dor e sim um desconforto horrível, mas de certa forma era bom até... Ele ia colocando e tirando devagar para que eu conseguisse me acostumar, mas toda vez que ele colocava, eu sentia mais dor do que prazer, porém aos poucos eu fui me acostumando e comecei a achar aquilo maravilhoso, e acho que o Lukas percebeu isso, pois aos poucos ele foi aumentando a intensidade dos movimentos, até que cheguei ao meu ápice e senti segundos depois ele chegar ao ápice dele também. Ele “caiu” em cima de mim e ficamos assim por um tempo até nossas respirações voltarem ao normal.

*FlashBack Off*

-Lukas... –gemi de olhos fechados sentindo um aperto em meu seio direito enquanto ele ainda brincava com a língua em minha intimidade

-O que você disse? –escutei a voz de Gabriel parando com qualquer carícia que fazia em meu corpo

-Que? –perguntei confusa fitando seus olhos que transbordavam fúria

-Eu.perguntei.o.que.foi.que.você.disse! –falou entre dentes pausadamente

-E-eu... Eu não s-sei... –gaguejei

-VOCÊ ME CHAMOU DE LUKAS?! –gritou ele me assustando fazendo com que eu me encolhesse

-Desculpa! –falei desesperada prendendo as lágrimas teimosas que já ameaçavam cair- Eu não sei o que...

-Você é uma vadia mesmo! –falou subindo por cima de mim desferindo um tapa em meu rosto, fazendo com que eu soltasse todas as minhas lágrimas

-Não faz assim... –sussurrei em meio aos soluços

-VOCÊ É UMA DESGRAÇADA! –gritou e desferiu outro tapa contra mim, dessa vez acertando em cheio meus seios

-Gabriel, não faz isso, por favor... –supliquei me encolhendo na cama

-CALA A BOCA, FILHA DA PUTA! –gritou novamente dando um soco em minhas pernas, fazendo com que eu deixasse mais lágrimas rolarem

Meu choro era inevitável, e era nítido como isso irritava ainda mais Gabriel, pois a cada soluço meu, era um soco que eu levava, seguido de um xingamento e isso só cessou quando ele pareceu se cansar, alguns longos minutos depois.

-Você não merece viver, sua puta! –falou um tanto quanto ofegante- Agora vem!

Gabriel puxou meu braço com violência e eu quase caí no chão. Ele me arrastou para fora do quarto, abriu uma das portas do corredor e me jogou dentro no cômodo, fazendo com que eu caísse com tudo de bunda no chão.

-Agora você vai viver ai, trancada! Sua cretina! –cuspiu as palavras e bateu a porta, trancando-a logo em seguida

Não foi preciso esperar sequer meio segundo até que eu voltasse a soluçar devido às intermináveis lágrimas que rolavam pelo meu rosto.

Meu corpo inteiro doía devido às agressões, e como se não bastasse, a culpa tomava conta do meu ser, afinal, se eu não tivesse escolhido voltar para esse inferno, a essa hora Gabriel estava ou preso ou me procurando e eu estava relativamente feliz morando com uma daquelas pessoas que tanto dizem me amar e querer o meu bem.


Notas Finais


EU AVISEI QUE ESSE NEGÓCIO IA ESQUENTAR!!!
Jesus do céu, não to bem!!!
Tava tudo tão fofinho no almoço né, um momento de InLu pra ficar no core s2 porém felicidade de pobre dura pouco, né? :(
Enfim seus lindos, oq vcs acharam? Me contem :3
--
Amores meus, temos um grupo no whats, se quiserem entrar, há várias possibilidades:
1- deixe o número com seu nome nos comentários
2- me chame no chat aqui do spirit mesmo
3- vem de pvd no próprio whats 0 6 1 9 8 2 2 2 - 7 0 4 3 (Ingrid)
4- chama no twitter @LukasM_MyPride
Escolha a melhor forma e venha participar!! :3
--
Beijos e até a próxima! :*


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