História Witch Hunt - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Green, Happy Endings, Outlawqueen, Wicked
Visualizações 17
Palavras 1.723
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Suspense
Avisos: Bissexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sinopse do capítulo 19: Um espelho pode ser quebrado, mas isso certamente virá com 7 anos de azar...

Capítulo 19 - Pretty


Fanfic / Fanfiction Witch Hunt - Capítulo 19 - Pretty

WITCH HUNT - CAPÍTULO 19 - PRETTY

(P.O.V. – Wicked Witch – Dentro do Espelho).

Era uma tarde escura na hora em que eu acordei. O sol já estava se pondo e eu estava cercada de espelhos. Eu não sabia onde estava, ou sabia... Era confuso, a única coisa que eu sabia é que o tempo estava parado assim como minha magia.

Levantei-me um pouco tonta e sem querer esbarrei em um espelho sem moldura, ele revelava uma avenida de Storybrooke, tecnicamente a mesma onde se localizava o Granny’s, então daí pude concluir que estava dentro do espelho que Zelena usou.

O céu era sempre o mesmo, um pôr do sol escuro com poucas nuvens no horizonte. As árvores eram desfolhadas e cinzentas, havia poucas estruturas de concreto destruídas.

Como não havia magia minha pele voltou ao tom normal, abandonando o verde brilhante que me amaldiçoava desde quando nasci.

Andando por esse lugar tão silencioso, escuro e entediante, acabei esbarrando em um espelho com uma moldura preta e metálico, pouco diferente do espelho onde Regina mantinha Sidney, ele era retangular e bem grande

Assim que toquei nele, uma imagem da Evil Queen se revelou. Ela escovava seus longos fios de cabelo fazendo um penteado, um rabo de cavalo bem elaborado com uma mecha de cabelo o prendendo. Depois que terminou, colocou uma coroa encrustada de diamantes com alguns ônix maiores na ponta.

Comecei a bater no vidro, eu precisava chamar sua atenção para escapar da maldição que é ficar presa.

A Rainha revirou os olhos e fez um movimento nas mãos para ver o que havia dentro do espelho.

— “O que você qu... Zelena? O que está fazendo dentro do espelho?” Perguntou.

— “A Dark Swan voltou, ela me prendeu aqui e prometeu vingar-se de mim dentro das próximas 48 horas, você precisa me tirar daqui, sis!” Respondi, tentando emocioná-la.

— “E por que ela não fez isso da primeira vez que se tornou... Bem... Má?” Disse ela com certo receio de dizer a palavra no final, má era um adjetivo que esteve sempre presente em sua vida.

— “Eu estava grávida.” Terminei.

— “Certo, dê um passo para trás, eu vou quebrar o vidro, depois você vem.” Terminou. Segui sua dica e dei não apenas um passo para trás, e sim vários, eu não podia voltar para Storybrooke com um caco de vidro dentro de mim, não ajudaria nos movimentos.

Regina então começou a usar sua magia para abrir a porta para minha tão sonhada liberdade.

O vidro começou a trincar, mais um pouco de magia e os estilhaços voariam por toda parte. Abaixei-me e cobri meu rosto com minhas mãos a fim de me proteger.

Até que de repente o vidro estourou, eu corri e passei pela moldura. Regina me abraçou.

— “É bom vê-la, sis!” Disse.

— “Eu não diria isso, querida.” Então introduzi minha mão direita nas suas costas, para arrancar seu coração de dois tons.

Ela caiu no chão assustada e confusa, mal sabia que eu não era a Zelena doce de Storybrooke.

— “Por quê?” Perguntou, colocando a sua mão em seu peito, com lágrimas no rosto.

— “Porque eu sou perversa, e é isso que eu faço.” Terminei, dando um sorriso.

— “Agora se levante, temos muito que fazer hoje. Comece trazendo seus súditos para o pátio, tenho algo para anunciar.”.

Ela fez um movimento com suas mãos e de repente todos apareceram no castelo.

— “Olá á todos, venho comunica-los que hoje eu e minha querida irmã daremos início a um grande projeto.” Eu disse.

— “Nós vamos lançar uma maldição.” Terminei. O desespero tomou conta daquela área da floresta.

— “É muito perigoso e o preço é alto!” Disse Regina.

— “Eu estou disposta a pagar, ou melhor, você está.” Disse sorrindo.

— “O que você quer dizer com isso?” Perguntou Regina com desconfiança.

— “Oh querida, você já lançou essa maldição uma vez! Preciso de alguém... Experiente no assunto.” Terminei.

— “Você só pode estar brincando.” Disse Regina, com muita raiva.

— “É claro que não, sis! Acabei de enviar uma carta em seu nome para seu namorado ladrão, ele deve chegar logo, aproveite enquanto ele viver, porque depois, minha linda, isso será apenas uma vaga lembrança. Agora vamos, precisamos pegar alguns ingredientes para a maldição” Terminei.

Regina levantou-se com raiva e nos teletransportou para as vilas onde havia exatamente o que nós precisávamos: um fio de cabelo da alma mais escura, uma poção de amor verdadeiro, acônito, pó mágico negro e uma poção de memória. A única coisa que faltava era o coração do amado de Regina. O que não era mais um problema.

Quando finalmente chegamos ao castelo, Robin estava no pátio esperando Regina. Eles conversaram um pouco e então Regina o abraçou, arrancando seu coração.

Ela caiu no chão junto com seu amado, chorando desesperadamente, seu único final feliz havia acabado de ser destruído. Isso é realmente triste.

Eu nos teletransportei para a sacada do castelo onde o caldeirão com todos os outros ingredientes borbulhava.

Regina chorava desesperadamente abraçada ao ladrão. Normalmente eu interromperia esse amor nauseante e a ordenaria a esmagar o coração dele, mas dessa vez eu senti que deveria respeitar o momento, mesmo eu sendo de outro reino, Regina era de certa forma minha irmã e eu devia isso a ela.

Assim que terminou de chorar, ela se levantou, colocou a capa comprida de seu vestido e foi em direção ao caldeirão para terminar logo tudo isso.

Quando ela ia esmagar o coração do seu amado, eu senti algo, uma angustia. Peguei seu coração e a ordenei:

— “Pare.” Disse.

Regina deu um passo para trás e olhou assustada para mim, assim como fez seu namorado.

— “Talvez... Talvez exista outra forma de lançar a maldição.” Disse eu apagando o fogo do caldeirão que fervia com os outros ingredientes.

— “Pó da mariposa das trevas. Você vai lançar a maldição com ele.” Respondeu Regina.

— “Sim, mas vamos precisar de mais.” Terminei enquanto Regina devolvia o coração para Robin.

— “Como vamos fazer isso?” Perguntou Regina.

— “Assim como a Zelena de Storybrooke minha magia também é negra o suficiente para escurecer os cristais de onde surge o pó de fada...” Disse eu.

— “As minas não ficam muito longe daqui.” Robin disse.

— “Não vai ser necessário ir até lá, querido. Eu não sou uma amadora.” Usei minha magia e teletransportei uma varinha de uma fada madrinha morta para minhas mãos.

Com aquela varinha eu absorvi todo o pó de fada escondido nas cavernas. O congelei no ar e com minha magia o escureci.

Enquanto eu admirava a minha criação, Regina e seu namorado conversavam e se abraçavam, era nojento.

A maldição seria lançada em poucos minutos, e ninguém parecia preocupado, o que era para parecer assustador tornou-se rotina.

— “Regina, venha aqui!” Disse eu. Regina se levantou da cadeira em que estava sentada e veio em minha direção. Eu peguei seu coração e entreguei a ela.

— “Eu sinto muito por ter feito você quase matar seu namorado.” Disse eu.

Ela colocou seu coração em seu peito e continuou:

— “Isso é um pedido de desculpas? Você precisa melhorar, sis.” Ela disse.

De alguma forma, essa versão da Regina parecia menos irritante que a de Storybrooke.

— “Não é um pedido de desculpas, eu não fiz nada errado, só estava tentando me fazer feliz.” Regina riu de mim.

— “Qual é a graça?”.

— “Eu era exatamente igual a você.” Ela disse.

— “Não se gabe.” Respondi.

Ela sorriu e me abraçou, foi estranhamente bom, eu senti meu coração bater dentro de mim.

— “Eu achava que aí não batia um coração!” Disse Regina, sorrindo, depois correu para seu namorado.

Eu me sentia bem e satisfeita, talvez a maldição não fosse necessária, mas ao pensar nisso, o pó negro começou a se espalhar rapidamente por todo o reino, mas uma coisa me surpreendeu, ele não estava exatamente negro, muito pelo contrário, ele brilhava fortemente como a luz da lua em uma noite escura.

Quando toda aquela névoa se espalhou, ela cobriu nossa visão e entrou em nossas narinas.

Depois do pó se dissipar a primeira coisa que vi era uma igreja, Regina estava com um vestido branco, sua gola era de pelos sintéticos, assim como as mangas. Ela usava também um acessório em seu cabelo que estava preso em um coque baixo.

— “Onde nós estamos?” Perguntou Regina.

Tudo parecia muito confuso, principalmente quando a porta que estava na nossa frente se abriu tocando uma música irritante, era uma igreja. Robin estava no altar acompanhado do Jiminy Cricket ou Archie, seja lá o nome dele.

— “Aparentemente no seu casamento.” Respondi, sorrindo para ela.

— “Mas por quê? O pó negro deveria nos levar para outro lugar, um pior do que isso. Eu deveria estar sofrendo agora...” Continuou Regina. Eu continuava confusa, mas no fundo eu sabia que aquilo foi uma recompensa por eu ter pensado em outra pessoa antes de mim.

— “Talvez seja uma recompensa por você ser quem é...” Eu disse.

Regina sorriu, olhando para mim:

— “E quem eu sou?” Perguntou.

— “Você é a minha irmã.” Eu respondi com uma lágrima em meus olhos, eu não conseguia acreditar que finalmente tinha encontrado alguém que não queria dar um fim em mim. Nós cruzamos os braços e entramos na igreja; deixei Regina no altar e sentei-me no primeiro banco, ao lado do Henry do reino que Gina criou quando desejou que Emma nunca tivesse sido a Salvadora. Olhar para Regina e Robin totalmente felizes não me deu inveja dessa vez, muito pelo contrário, eu finalmente senti o mesmo que eles.

Depois que o casamento acabou, saímos da igreja e fomos para uma cachoeira, bem perto do limite oeste desse novo lugar, de longe eu consegui ver uma imensa torre de cristal com vermelho e verde no topo, nós estávamos em uma versão diferente da cidade que eu criei com a outra maldição. Todos os convidados sentaram-se em mesas perto da cachoeira, eu e a minha irmã fomos olhar aquela vista. Do lado direito havia um prédio e em baixo havia um pequeno rio, com poucas árvores e a cachoeira, era perfeito. O sol que já estava se pondo se alinhou com o mar que parecia longe. Quando olhamos mais para baixo, percebemos uma torre com um relógio. Storybrooke estava bem embaixo de nós.

Perversa é um adjetivo que eu vou levar para sempre, pois é isso que me faz ser quem sou, e até agora, isso não me prejudicou, apenas me fortaleceu. 


Notas Finais


Bom gente, obrigado a todos que acompanharam, esse foi um dos capítulos que mais gostei de escrever e com toda certeza eu vou guardar essa fic no meu coração, obrigado por terem acompanhado <3

Pretendo iniciar outra história em dezembro com foco em OUAT, especificamente na Zel e agora ainda com os personagens da sétima temporada, espero que gostem desse projeto <3


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