História With a Little Help From My Friends. - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Palavras 1.308
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 29 - Aquele Em Que Anne Se Defende.


Fanfic / Fanfiction With a Little Help From My Friends. - Capítulo 29 - Aquele Em Que Anne Se Defende.

Tracy fala sobre sua infância há um bom tempo, ela diz que sua mãe a introduziu ao teatro enquanto ela ainda era muito nova, ela enfatiza que era muito tímida mas mesmo assim se destacou, logo depois olha em volta esperando que alguém a interrompa e diga "Oh não, tímida? você? quem diria". Reviro os olhos.

- Em 2004, um canal local abriu vagas para apresentadoras mirins, foi a primeira seleção que fiz.

- E como foi? - Erick pergunta, olho para ele e arregalo olhos, se ele estivesse mais perto eu discretamente diria "fica calado, talvez assim ela pare de falar"

- Foi incrível, ocorreu em uma sala monocromática. Só eu, o diretor de palco e uma câmera - Tracy estufa o peito, orgulhosa por ser uma garota tão talentosa. Eu a odeio.

- Foi tipo uma entrevista ou você tinha um roteiro?

- Um pouco dos dois. Ele fez uma skete comigo sobre um jogo que era apresentado no programa e depois várias perguntas...

- Que tipo de perguntas? - Henry questiona, fascinado por estar recebendo insides do mundo de artistas mirins.

- O de sempre, como era minha vida na escola, minha relação com meus pais... o que eu gostava de fazer no meu tempo livre - ela começar a cutucar  suas unhas pintadas de vermelho com o polegar.

- Você passou? - Henry continua a bombardear Tracy com perguntas e eu até entendo o porquê. Ele é fascinado pelo show business, não só ele como o seu pai, que inclusive, contribui anualmente com a manutenção do New York Film Academy. Tenho certeza que se Henry quiser cursar artes cênicas, ele tem sua vaga garantida. Uma vez perguntei por que ele não tentava se aventurar no mundo do teatro e ele me disse que era mais um apreciador do que um praticante.

- Não, ele disse que queria uma garota de 7 anos - ela solta um muxoxo triste - Eu tinha 7 anos mas parecia ter 10, o que posso fazer, sempre aparentei ser mais velha - ela dá de ombros e pisca os olhos várias vezes, em uma tentativa frustada de parecer angelical.

- Você era tímida? - Thereza pergunta, genuinamente interessada, Tracy fecha os olhos e dá um meio sorriso, aparentando uma falsa vergonha.

- Demais, tão tímida que sempre faltava em dias de seminário.

- Medo de falar em público? - Henry pergunta, se inclinando na direção dela.

- Não era só o medo - ela olha para cima e faz um gesto com a mão idêntico ao que as meninas de Clueless faziam, ela parece uma versão menos gostosa da Alicia Silvestone - Eu gaguejava sempre que tinha que encarar uma plateia, um horror - ela repete o gesto.

- Parece alguém que eu conheço - Erick diz, me lançando um olhar sugestivo.

- Eu não tenho medo de falar em público - tento me defender.

- Mas não gosta... - Cameron comenta vagamente.

- E quem gosta? - questiono, erguendo levemente a sobrancelha.

- Não é sobre gostar ou não gostar - ela me dirige um olhar piedoso e eu me esforço para não revirar os olhos pela milésima vez desde que ela abriu a boca  - É uma questão de comunicação, é muito importante que você saiba usar sua voz, amorzinho - sinto minha cara murchar, seria muito melhor morrer de frio até chegar ao posto de gasolina do que ficar aqui com essa desgraçada que fala comigo com se eu fosse uma criança.

- Eu falo quando necessário - dou o meu melhor sorriso forçado. Tento deixar transparecer que não estou nem um pouco interessada em ouvir sua opinião sobre como eu deveria ser ou agir.

- Esse é o problema - ela dá uma gargalhada - Você é o tipo de pessoa que só fala quando é obrigada. Você espera que as pessoas adivinhem o que você tem a dizer?

- Sem ofensa, mas você não me conhece...

- E nem preciso, eu já fui quietinha que nem você - se eu fosse um animal, certamente minhas presas estariam aparecendo agora mesmo.

- Eu não sou quietinha - dou uma sorriso careta em forma de sorriso e dessa vez dou uma boa revirada de olhos.

- Imagina se fosse - ela dá uma risada teatral e joga o cabelo para trás - Eu não tinha notado sua presença até agora - ela continua com o sorriso amistoso. Eu entendi o jogo dela. Tracy é do tipo de garota que compartilha aquela frase no facebook "mantenha os amigos perto e os inimigos mais perto ainda"

- Sério? porque eu lembro de ter tido uma conversa com você há algumas horas atrás - o ambiente  está adquirindo uma energia pesada rápido demais e os outros podem perceber.

- Você falou comigo, florzinha? - ela pisca os olhos algumas vezes, tentando parecer ingênua.

- Eu não vi outra loira por aqui... então presumo que sim, eu falei com você.

- Tá vendo - ela olha para os outros, certificando-se que ainda tem a atenção da plateia  e depois torna a sorrir cinicamente para mim - É como eu disse, é muito importante saber se comunicar. Você deve ter falado tão baixo que eu não ouvi - meus olhos formam uma linha reta involuntariamente. Cretina.

- Claro, vou me esforçar um pouquinho mais agora - ela abre a boca em uma tentativa de iniciar outro assunto mas eu dou um pigarro forçado e alto, ela vira a cabeça para mim relutantemente. - Deixa eu te lembrar como foi a conversa...

- Você já fez algum papel importante no teatro? - Dylan me interrompe em uma lamentável tentativa de salvar a amiga, eu olho para ele de uma forma que faz com que seus ombros se curvem um pouco.Que pena Dylan, logo agora que eu estava começando a gostar de você...

- Continuando... - olho para Dylan para me certificar de que não vou ser interrompida novamente - Eu fui conversar com você sobre as barracas, sabe, pra ver se dava pra gente dividir uma... mas parece que quem tem problema de comunicação aqui é você florzinha, porque nem se deu o trabalho de me negar a oferta, assim que viu o Cameron não perdeu tempo e foi logo ciscando para perto dele - Tracy olha de relance para Cameron, sua confiança parece um pouco abalada agora. Não reprimo meu sorriso vitorioso.

- Ciscando?

- É, e por falar nisso, acho que você deveria deixar suas intenções mais claras para ele, sabe? tentar se comunicar melhor... ou você espera que ele adivinhe o que você tem a dizer? - o silêncio que se segue parece ser bem desconfortável para os outros mas não para mim, estou adorando ver a Senhorita Shirley Temple sem reação.

Cam pigarreia e se reposiciona sobre o tronco de madeira - Que intenções? - olho para Tracy esperando que ela responda, só depois percebo que a pergunta foi feita para mim. Abro a boca para falar, mas Tracy é mais rápida.

- Ela não sabe o que tá falando, Cam - Cam? ela dá uma risada nervosa e "Cam" franze o cenho.

- Mas... - Cameron volta a falar porém Tracy o interrompe quando levanta batendo palmas.

- Por que a gente não joga Verdade ou Consequência? - ela continua batendo várias palminhas, uma forma de dispersar nossa atenção da conversa anterior.

- Vamos! - Dylan se levanta imediatamente. Percebo que ele é o cachorrinho de Tracy, sempre a segue, sempre tentar tornar as coisas mais confortáveis para ela.

- Ethan, onde você deixou a vodka? - Tracy pergunta e Ethan demorar um pouco para responder, provavelmente tentando lembrar onde deixou a bebida.

- Acho que dentro da barraca azul... - Ethan mal termina a sentença e Tracy já está arrastando Dylan com ela até as barracas.



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