História WITH ME. (VKOOK - 1shoot) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Bts, Jeonjungkook, Jungkook, Kimtaehyung, Taekook, Vkook, Yaoi
Exibições 75
Palavras 3.435
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Festa, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oie, espero que gostem... eu escrevi com muito amor. ><

Capítulo 1 - Feliz Aniversário.


Fanfic / Fanfiction WITH ME. (VKOOK - 1shoot) - Capítulo 1 - Feliz Aniversário.

 

– Meu deus, que dia horrível! – Suspiro me espreguiçando ainda na cama. Realmente o dia era horrível, não como todos os outros, eis aqui um dia especial, meu aniversário. O que mais me falta? Eu sou um guerreiro, um homem, um príncipe. Tudo o que uma dama vá sonhar, mas eu não pertenço a esse lugar e todos os dias são como torturas. Pessoas por todos os lugares desse lugar horrível... as quais eu não quero olhar, nem se quer falar. Pigarreio, me levantando e paro em frente ao espelho. – 20 Anos Taehyung, quantos anos mais ainda você consegue sorrir para esse inferno? – Murmurei enquanto observava meu reflexo no espelho, sonolento, com o cabelo em total desordem e as roupas todas amarrotadas.

– Bom dia sr. Taehyung. – A voz da mulher ecoou pelo quarto enquanto ela abria a porta. Era Seo Ju-hyun, carinhosamente apelidada de Seohyun por nós da casa. Nossa governanta, está sempre entrava no meu quarto assim com o mesmo sorriso estampado em seu belíssimo rosto e me acordava todo dia, me dizia os afazeres, o tempo que teria livre, tudo o que sua posição mandava que fizesse.

– A vezes me pergunto se realmente você pode realmente sorrir assim todo dia Seohyun... – Disse enquanto arrumava minhas vestes e acabo arrancando um riso da mesma, a mulher agora arrumava a cama como o de sempre.

 Eu sou feliz Sr. – Ela cuidadosamente ajeitou seu cabelo. – Aposto que o senhor também sorriria assim se os outros o deixassem levar a vida que o senhor deseja. – Ela soltou enquanto abria as cortinas, o vento das janelas que estavam abertas desde ontem adentraram o quarto trazendo consigo um cheiro doce, suspirei.

 Às vezes me espanta o quanto você me entende tão bem Seohyun, quando nem ao menos se importa em saber as coisas que eu faço. – Assenti em um sorriso, a mesma me fitou e acabou rindo. Mas era a verdade, Seohyun me conhecia.... Provavelmente porque ela me criou mais e melhor do que minha própria mãe e mesmo assim eu nada a contava, mas de algum jeito ela sempre soubera o que se passava em mim.

– Bom... Eu sempre estou aqui quando você precisa, não é mesmo? – Concordei com a cabeça, a mulher realmente esteve comigo nos piores momentos. Me lembro das muitas feridas de batalhas que ela já cuidou, das noites bêbadas das quais eu nem sequer me lembro que ela cuidou de mim até a manhã. De todos os bons concelhos e sabias decisões que ela me ajudara a tomar. Suspiro, ela era quase como uma mãe.

– Bom, eu tenho que ir agora. Mas não se esqueça que daqui alguns minutos você tem sua aula de *Justas*, e de noite haverá uma festa para seu aniversário... – Um sorriso se abriu em meu rosto e até deixei escapar um riso. – Por hora é isso... Feliz aniversário Tae. – A mulher de longos cabelos castanhos fechou lentamente a porta me deixando sozinho no quarto com meus próprios pensamentos.

 

Meu aniversário...

Mais uma vez preso nesse inferno.

Mais um ano.

Mais uma festa.

Poderia ficar pior?

Tomei coragem e me vesti, talvez um pouco menos cuidadoso dessa vez. Vesti uma camiseta larga, branca, uma calça Jeans escura. Coisas novas para o nosso tempo, definitivamente esse era um lugar estranho onde os costumes tradicionais se uniam as inovações do século XXI. A medida com que andava pelos cômodos da grande casa mais pessoas desconhecidas, funcionários, e até nobres que visitavam a casa a fim de tratar de negócios me cumprimentava. Pessoas falsas, elas eram o que vestiam. O que a situação pedia que fossem. Passei por todos como o de sempre e fui até a parte de trás da casa onde ficava meu lugar, meu castelo, meu mundo dentro desse mundo de pesadelos. Desta vez eu fui surpreendido com a fina camada de neve que cobria a arvore em que meu cantinho se escondia.

Era a chegada do inverno...

Eu me esqueci...

O vento frio soprou, fazendo-me arrepender de ter sido descuidado com minhas vestimentas mais cedo. Fiquei algum tempo dentro daquela casa de madeira encima da grande arvore antes de me pôr em direção a minha aula de *Justas*.... Um frio percorria meu estomago, enquanto lentamente eu tremia pela temperatura. Um frio, mas não era a reação do inverno chegando, era outra coisa. Eu sabia o que era, sabia o que isso era e estava indo de encontro com a pessoa que causava tudo isso em mim. Algumas pessoas me indicaram que ele me esperava em uma das áreas de treino, mas não fora do terreno de casa, onde normalmente treinávamos. Abri a porta do "salão de guerra", como assim meu pai o chamava o local onde treinávamos com espadas.

Lá estava ele.

Um homem.

O homem...

Aquele que habitava o âmago dos meus pensamentos.

Aquele que me tirava noite de sonos.

Gentilmente ele sorriu ao notar minha entrada da sala, ele parecia surpreso, talvez pelas minhas vestes estarem no que chamávamos de "simples. " Me fazendo desejar ter me vestido melhor, como das outras vezes.

 Bom dia Sr. Jeon... – Disse educadamente enquanto esboçava um sorriso ao ve-lo, acho que talvez o sorriso mais verdadeiro que eu daria neste dia todo.

– Bom dia Sr. Taehyung, acordou de bom humor? – Ele disse enquanto bagunçava um pouco seus cabelos, suspiro, tomando um pouco de folego talvez.

 S-sim... – Minha voz trincou. – Tens intimidade comigo para me chamar só de Taehyung, Jeon. Por que insiste ainda em me chamar de Sr.? – Pedi, escondido de fato minha suplica para que o garoto parasse de me chamar formalmente.

– Tento o tratar da melhor forma possível – Ele mordeu lentamente o lábio inferior entre as palavras. – Mas se quer assim... – Novamente a mordida no lábio. Eu sabia que não era intencional, mas no fundo aquilo era uma provocação tão sutil que eu já não conseguia mais ignorar. Engoli em seco.

– Uhuun, faremos assim então. – Eu disse um pouco eufórico, ele notou, eu tenho certeza pois o mesmo deixou escapar um riso suave.

– Certo, então vamos começar. – Ele disse, me lembrando totalmente do que e para que ele sempre vinha. – Vamos aproveitar, não é sempre que te vejo de bom humor... e acordando cedo. – Ele completou.

– Mas... – Disse um pouco confuso. – Sem os cavalos???

 Sim! Acho que notou a neve chegando lá fora né? – Ele disse em um tom mais sério.

 Ah sim... – Assenti. – Mas e as espadas?

Gesticulei com as mãos.

– Seu pai pediu para eu trabalhar o corpo a corpo com você hoje. – Ele disse ainda mantendo o mesmo tom sério, professor x aluno.

– Hum... corpo a corpo... – Estendi os sons finais das palavras. – Entendi.

Começamos com modalidades de luta no estilo *Grappling*

Golpe após golpe eu caia, ele pedia que me levantasse, eu levantava.

Definitivamente aquele não era um treino habitual, estamos praticando assim. Tão sujo, tão indecente, estarmos nos agarrando assim e logo depois deitarmos um o corpo do outro com toda força. Minha cabeça vagava pelas linhas definidas de músculos que havia em seu braço, ombro. Ele vestia uma camiseta sem mangas, ela cobria o suficiente, mas o suficiente ainda sim me fazia imaginar os músculos que ali haviam.

– Taehyung! – Ele falou um pouco alto, me trazendo de volta dos meus pensamentos.

– Sim...? – Eu disse o observando, sendo pego mais uma vez em uma das melhores visões que eu poderia ter do rapaz. Ele estava começando a suar, sua pele húmida e seus cabelos ligeiramente bagunçados. Sua respiração agora era alta, possível de se ouvir até se eu estivesse a dezenas de metros daqui talvez.

– Está tudo bem? – Ele perguntou em agora em um tom preocupado.

– Ah... Hm... Sim... – Menti. – Não vai querer deixar marcas em mim, no dia do meu aniversário. Vái? – Disse lentamente em um tom mais baixo.

Ele se afastou.

– Tem razão. – Seu sorriso era fofo, quase, como um coelho. – Que cabeça a minha né...

Me levantei, tirando a poeira do chão da roupa.

– Me sinto desapontado.... porém não surpreso. – Resmunguei, ele riu desentendido.

Ele estendeu sua mão, ajudando-me a levantar.

– Oh.... Obrigado! – Disse rápido me virando para esconder meu rosto corado. Este riu enquanto abafava seu riso com as mãos.

Ficamos em silencio por alguns segundos.

– Você vem hoje à minha festa de aniversário né? – Perguntei e o mesmo me analisou cuidadosamente.

 Você esqueceu? – Ele disse agora observando algo no chão. – Eu não sou um nobre... – Ele completou.

– Oi? Mas isso, isso, não quer dizer nada. Venha. – Eu disse negando sua resposta. De jeito nenhum aceitaria que ele não comparecesse.

– Mas eu nem se quer fui convidado. – Ele disse agora com a voz baixa.

– Eu posso pessoalmente falar com sua família, vamos. – Tentei persuadi-lo.

– Eu não tenho família aqui, hyung. – Ele ainda mantinha o mesmo tom só que agora sua expressão era mais triste.

 O que? Então onde mora? – Perguntei.

– Com alguns tios, meus pais se mudaram para outro país. – Ele continuou.

– Posso ver sua casa? Eu posso conversar com seus tios? – Pedi gentilmente esboçando um bico no fim. O moreno me encarou por alguns minutos e depois assentiu.

Caminhamos pela cidade, pela primeira vez eu estava vendo tudo além dos portões daquela casa gigantesca. Eu estava entusiasmado, ele notava isso pois descrevia com clareza todos os pontos pelos quais passávamos ou que eram importantes para a cidade. Agora estávamos um pouco mais afastados do centro e as casas antes de cores vivas e radiantes agora deram espaço para uma região mais simples, casas menores. Pessoas com sorrisos realmente de felicidade no rosto que agradeciam todo dia ser um novo dia. Suspiro fundo inalando aquele ar.

– Era aqui que eu devia estar... – Solto um pouco feliz, mantendo os olhos fechados.

– Você não sabe o que diz hyung... – O menor rebateu se colocando em minha frente e parou.

– Jeon Jungkook! – Disse eu o encarando. – Você não sabe o que acaba de falar! – Sorrio.

Ele me encarava um pouco confuso com um sorriso doce nos lábios.

– Vamos fazer um acordo... – Sugeri. – Você vem à minha festa... Eu te mostro como é minha vida, e você me mostra como é a sua.

Ele me encarou incrédulo, eu realmente o queria do meu lado na festa. Só precisava de um motivo maior para ele aceitar, e agora o tinha. Ele suspirou e levou uma de suas mãos começando a nuca.

– Aish... Está bem, eu aceito. – Ele entre um riso derrotado enquanto eu comemorava minha vitoria sobre o mesmo.

Voltamos a andar, e então paramos em uma casa simples, um pouco rústica, mas ainda sim bonita, ele me convidou para entrar e disse que era ali que residia. Por dentro a casa era ainda mais simples, nada chamativo que eu estivesse acostumado. Mas era tudo tão bem decorado, tão vivo. Ele me apresentou aos seus tios, já com certa idade eles ainda faziam o que podia para manter a casa e o garoto bem cuidado. Pedi gentilmente que deixassem Jeon comparecer a minha festa de aniversário e os mesmos responderão que não poderiam recusar quando o próprio príncipe estava pessoalmente pedindo. O garoto ficou todo sem jeito e então compartilhamos boas risadas, definitivamente aquele era o meu mundo. Eu me sentia tão em casa, até as horas me lembrarem dos meus deveres como filho pródigo. Suspirei em tristeza me retirando daquele lugar com Jungkook. Na caminhada de volta ele me apresentou bares, e lugares onde já havia trabalhado. O perguntei o porquê quando ele começou a trabalhar para nós não tinha se mudado com sua família para nossa casa, que era um costume tradicional. O mesmo respondeu que seus tios não o quiseram e por fim ele desistiu da ideia.

...

Ao chegarmos em casa, Seohyun veio nos receber.

 Por onde esteve garoto? – Ela riu mas logo ficou séria ao perceber o garoto atrás de mim deslumbrado com a vista de dentro.

– É um amigo... – Disse calmamente obtendo aprovação e um sorriso da mesma. – Seohyun acha que temos roupas que fiquem bem nesse amigo? Eu o convidei pessoalmente para minha festa.

– Eu não acho que as roupas dos seus pais vão servir.... mas provavelmente você deva ter algo que o encaixe perfeitamente. – Ela disse pensativa, provavelmente pesquisando mentalmente entre as diversas roupas que eu tinha. Eu assenti e então seguimos para o meu quarto.

O garoto colocou a mão nas minhas costas.

– Hyung... Tudo aqui é tão grande.... Que assustador. – Ele disse, mas para ser sincero me prendi ao som da sua voz pronunciando a palavra Hyung.

– Hyung? – Brinquei. – Você nem faz ideia...

 Desculpe... – Ele disse um pouco corado, eu acabei por rir.

...

– Chegamos no meu quarto. – Disse abrindo as portas para ele. O mesmo entrou e observou cuidadosamente toda a diferença de tons nas paredes. Era o único lugar da casa que aparentava vida, me orgulho do que meses de aulas de pintura puderam fazer com meu quarto. Rio comigo mesmo.

– É a sua cara... – Ele disse enquanto ria ao ver alguns rabiscos mais ao fundo.

O apresentei ao meu guarda-roupa, e o mesmo começou a revira-lo com os olhos entre as centenas de roupas a procura de algo que lhe coubesse bem.

– Taehyung... – Alguém bateu na porta, permiti que entrasse. – Temos que ir receber os convidados. – Meu padrasto disse e logo parou para observar o garoto mais ao fundo, ele sorriu. – Quem é esse?

 Seokjin esse é o Jungkook, o garoto que treina comigo. – Fiz sinais como se tivesse empunhando uma espada e então o mais velho assentiu. Jungkook se apresentou formalmente e então meu pai se retirou em sorrisos, o que francamente me deixou com um arrepio na espinha.

 Quem é esse? – O garoto perguntou curioso.

– Seokjin? Meu padrasto... – Respondi rindo um pouco.

– Aaah... – Ele soltou. – Então sua mãe? – Ele disse enquanto retirava sua camiseta.

– É um pouco diferente disso, mas... esquece... – Eu disse enquanto o fuzilava, era como eu havia imaginado. Cada traço dos seus músculos estava ali desenhado em harmonia perfeita, em minha frente. Fiquei encarando-o e o mesmo corou, molhei lentamente meus lábios com a língua. Tomando folego para sair do quarto.

 Eu não sou um brinquedo, Taehyung. – Ele disse fitando minhas costas enquanto eu olhava estaticamente a porta. Engoli em seco.

– Eu nem pensei nisso, pervertido. – Soltei fazendo minha mente se tornar branca com a imagem que eu acabava de ver.

A introdução dos convidados a festa foi a mesma de sempre, eles chegavam nos cumprimentavam, tomavam suas mesas e se enfartavam. Seohyun me dizia tudo que precisava saber sobre os convidados, alguns deles conversavam conosco, outros só apresentavam suas filhas tendo em mente de que no fim da noite eu me interessaria por alguma dama. Tudo como sempre acontecia, até que minha visão se direcionou para um único lugar, escada acima parado ainda em transe. Ele, em seu melhor traje. Ou, em meu melhor traje. As roupas que ele vestia, fizeram dele um verdadeiro homem. Quase um príncipe, talvez tão belo quanto o próprio.

Ele era um homem.

O homem...

O homem que agora já havia me tirado sorrisos.

O homem que era do mundo.

O mundo que eu queria.

O homem que eu queria...

Ele era o homem dos meus sonhos.

Meu pai o acompanhou até mim, ele seguia fielmente meu pai até mesmo timidamente cumprimentava as outras pessoas da festa. Ele estava tão lindo que as garotas ali presentes nem ao mesmo disfarçavam para comentar sobre o quão bom ele estava em minhas roupas. Suspiro, meu pai nos encontra em meio à multidão e então os dois se dirigem até nós.

 Isso ficou realmente bom em você. – Comentei e o mesmo se escondeu em um sorriso timidamente corado.

– Eu disse a mesma coisa... – Meu pai comentou, arrancando risos do mais velho ao meu lado.

– Bom vejo que vocês já se conheceram... Jungkook esse é Namjoon. Meu pai. – Eu disse, as apresentações seguiram e  então o o mesmo me encarou com os olhos arregalados.

– Essa roupa realmente ficou muito boa em você, meu amor. – Namjoon dirigiu sua palavra a Seokjin que esboçava um sorriso totalmente confiante sobre sua aparência. Os dois então se retiraram para conversar com os demais convidados.

Tudo ocorreu normalmente, o mais novo se manteve ao meu lado todos os segundos da festa. Algumas garotas até nos abordaram para conversar com o garoto que nunca haviam visto mas que era indiscutivelmente lindo... Quando acabou os parabéns levei ao garoto ao meu quarto novamente, ficamos na sacada do mesmo. Ele observava a festa continuar no andar de baixo.

– Eu não sabia sobre seus pais... – Ele comentou se voltando para mim dentro do quarto.

– Ah... sobre isso. – Disse tirando o casaco que estava usando. – Acho que é normal nos tempos de hoje né... – Disse inquieto.

 Sim... – Ele sorriu, me deixando aliviado. – Eu até... – Ele comprimiu as palavras em reticencias e depois se virou para o horizonte.

Caminhei até ele.

 "Eu até..." ? – Gesticulei aspas com a mão reproduzindo as palavras que ele tinha acabado de dizer.

– Como consegue viver assim todos os dias? – Ele disse afrouxando a blusa, e dirigindo seus olhos aos muitos sorrisos que assim como eu ele via e diferenciava os falsos e os verdadeiros.

– Eu te disse que não sabia... – O lembrei e o mesmo riu me olhando de canto, agora molhando lentamente seus lábios.

Suspirei.

– Temos um acordo, eu te mostrei um pouco na minha vida. – Eu sorri me encaixando na cadeira ao seu lado na sacada. – Agora quero que me mostre um pouco da sua.

Ele me encarou de canto aos poucos virando seu rosto e me fitando completamente. Ele rapidamente pegou a minha mão e me puxou para dentro do quarto, eu estava confuso, mas o segui, e então ele me colocou de frente para um espelho, se mantendo atrás de mim, mas em uma posição que possibilitava de se ver nossos reflexos de frente aquele espelho. Ele suspirou.

"As folhas que caem dos galhos secos serão testemunhas dessa declaração silenciosa dele. Não que ele não goste de falar, na verdade ele ama falar. No entanto não haviam mais palavras se dizer. "

– Você... – Sorrio me voltando para o mais novo. – Não pode brincar com essas coisas. – Eu disse com a voz um pouco embargada. Era aquele momento, totalmente do qual eu fantasiei, mas estava ali se tornando realidade.

– Não estou. – Ele disse me encarando, desviei de seu olhar caminhando até a sacada. Ele me encarou. Precisava respirar, meu coração dava sinais de que iria sair pela minha boca se eu não o fizesse. Ele então caminhou até mim com um sorriso no rosto e se, pois, em minha frente. Meu corpo oscilava de leve para frente e para trás enquanto eu procurava alguma expressão em seus olhos, mas eles estavam limpos, sem outras intenções.

Eu realmente não acredito...

Eu estava pronto para me mover para trás quando o mesmo me puxou próximo de seu corpo.

– Espere! – Ele disse suavemente fazendo um arrepio percorrer meu corpo. Eu o encarei e então o mesmo apontou para cima. – Seria errado quebrar essa tradição, certo?

Eu encarei o que havia encima de nós, era um visgo, tradicionalmente um casal embaixo de um visgo tinha de se beijar. Mas meu corpo se retraiu todo ao vê-lo se inclinar lentamente para me beijar. Ele lentamente abriu os olhos e me encarou ainda que gentilmente seus olhos como o de um felino, tentador. Molhei os lábios ainda sem falas.

 Seria errado quebrar essa tradição. – Ele assentiu por sí só, e com uma das mãos no meu rosto acariciou-o e trouxe o para mais perto do seu.

Jungkook sorriu e depositou suas mãos, uma em minha cintura mantendo seu corpo próximo ao meu e outra em minha nuca acariciando a parte baixa dos meus cabelos. Ele se inclinou mais uma vez então e iniciamos assim um beijo suave, terno.

Nos afastamos quando o ar foi preciso, e então seu rosto ficou centímetros do meu.

Nós sorrimos.

– Eu te amo, meu príncipe. – Ele disse com a voz um pouco embargada, depositando na ponta do meu nariz um beijo que me fez corar. – Feliz aniversário...

Quando foi que isso aconteceu? Eu não sei, sei que no decorrer disso esse se tornou o meu melhor aniversário. Porque eu finalmente entendi o que queria, não era o mundo. Porque Jeon era o mundo, desde o começo. Desde quando o conheci ele sempre fora seguro de si, um professor, um líder, um guerreiro, um homem. Agora meu homem.

Eu sorri.

– Eu te amo Jungkook. – Completei selando seus lábios mais uma vez.

...

"Through it all I made my mistakes, I stumble and fall,

But I mean these words.

 

I want you to know, With everything that I won't let this go

These words are my heart and soul "

 

 

Fim. 

 

 


Notas Finais


Oieeeeeee, apreciaram o 1shoot??? eu juro que tentei um cap pra outra fic mas realmente não me vem nada na cabeça agora e então veio esse 1shoot maravilhoso. Espero que tenham gostados... Eu queria dizer que "Justas" é um esporte jogado por dois cavaleiros com montados em. E "Grappling" são modalidades de lutas em que os adversários se agarram e se derrubam. Enfim desculpa qualquer erro, e é só isso. <33 até logo


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