História Without Name - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Chantagem, Espionagem, Mentira, Mistério, Tensão
Visualizações 39
Palavras 2.050
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olááááááá. Não esperavam me ver por aqui, não é mesmo?
"Entrevista com o diabo"
Boa Leitura

Capítulo 12 - Interview With the Devil


USA, GA, Mansão Bieber.

10h:13min P.M 25 de Maio

POV Lorelai

Puxei a cadeira acolchoada sentando nela com calma ao mesmo tempo que fingia um nervosismo que não estava presente. Justin Bieber e Charlie Sommers estavam sentados do outro lado da mesa e me encaravam com um olhar frio. Era bem óbvio que eles iriam me interrogar, já que estavam na posse do meu dossiê, também conhecido como dossiê da Anne, e o acontecimento de sexta não iria passar despercebido. Nem fodendo. Bieber não tinha falado nada sobre e eu também não tinha perguntado, não era estúpida a esse ponto.

Não estávamos no escritório de Bieber. Estávamos numa sala que até aquele momento eu não tinha acesso, mas tinha ciência da existência. Era uma sala no terceiro andar toda fechada e clara. Ela literalmente era toda em branco e tinha apenas cinco quadros nas paredes, uma pequena estante no fundo e uma mesa com no mínimo 24 lugares, pelo que pude contar, além de uma mesa para quatro pessoas no lado oposto da estante. Essa era onde Bieber e Sommers estavam.

– Olá Srta. Dapper. – Bieber falou meu sobrenome, em um tom normal e parecia estar calmo, o que era duplamente estranho já que ele nunca me chamava pelo sobrenome ou estava calmo com frequência – Como vai?

– Bem. – falei sorrindo sem mostrar os dentes me encolhendo minimamente na cadeira, teoricamente eu não sabia o que eles queriam comigo – E o Senhor? – me atrevi a perguntar.

– Preocupado. – ele suspirou relaxando minimamente na cadeira.

– Eu posso fazer algo a respeito?

– Na verdade. Sim. – ele pausou por alguns segundos antes de continuar – Você sabe perfeitamente o que ocorreu sexta, em Miami. Gostaria de comentar a respeito?

Engoli em seco, ficando completamente séria tencionando a musculatura das minhas costas enquanto encarava ele. Eu deveria parecer um papel de tão branca que tinha ficado. Sim, eu conseguia fingir nervosismo, até um pouco mais que isso, tudo dependia da situação.

– Qual parte? A que eu quase fui morta as duas da manhã ou a que eu salvei a sua vida? – eu falei o que queria, já que eles tinham tudo sobre Anne e, pensando como ela, se eles estavam fazendo esse tipo de pergunta, é porque já deveriam saber tudo mesmo.

– A que você atira num cara sem nem pensar duas vezes ou olhar diretamente onde estava atirando. E. – ele falou a o E com maior intensidade – Acerta bem no cérebro dele.

– Estamos num país de livre porte legal de armas, Sr. Bieber. – fui mais rápida na resposta do que gostaria – Qualquer um com dinheiro pode aprender a manusear e portar uma arma. Ou mesmo sem dinheiro. – ainda forcei um pouco a barra, eu não ia dizer de cara que era uma hacker e tinha sido muito bem trainada com mais uma história inventada por mim. Muito bem inventada, a propósito.

– Você não se comportou exatamente como um civil comum que tem uma arma em casa.

– Eu praticava bastante. – dei de ombros.

– Pra matar? – ele foi rápido e bem direto, eu tive que abrir um sorriso com essa.

– Era ele ou eu. – dei de ombros – Foi um questão de escolha.

Fiquei encarando Bieber por alguns segundos, até que ele pegou um papel que estava sobre sua mesa e começou a lê-lo em voz alta e eu continuava a olhar para ele fixamente.

– Anne Evelyn Dapper, 23 anos, Norte Americana, sem descendentes vivos. Especialista em invasão de sistemas e manuseio de tecnologia de ponta, domínio em combate corpo a corpo e armas até o nível cinco. – desviei o olhar para Chaz, que me encarava enquanto Bieber lia minha ficha, então olhei para um ponto qualquer não demostrando quase nenhuma reação. Era minha ficha. – Condenada por crimes cibernéticos, manipulação indevida de tecnologia, invasão e roubo de bases de dados, clone de arquivos, falsificação ideológica, tentativa de assassinato, olha, até discriminação racial você tem. – ele forjou uma cara de surpresa enquanto olhava para o papel – É uma ficha e tanto, senhorita Dapper.

Ele soltou um suspiro e voltou a me encarar.

– Não acha? – calada eu estava, calada eu fiquei, mas ele continuou – Você quer explicar o que alguém com habilidades como a sua faz limpando casas? – a voz de Bieber era calma, ele não parecia irritado, ainda não, mas eu demostrava surpresa, já que não esperava que ele falasse isso.

– É uma longa história. – foi a primeira coisa que eu pensei em falar e falei.

– Temos tempo. – ele foi mais rápido que eu – Todo o tempo que você quiser.

Ergui meu olhar encarando ele por pouco tempo, pensando no que deveria falar, então respirei fundo e me pronunciei.

– Há alguns anos eu trabalhei com uns caras que trabalhavam para pessoas poderosas, que eu sabia pouco ou quase nada sobre. Não eram meus amigos, mas era dinheiro fácil, eu fazia o que tinha que fazer, ganhava minha parte e nossa relação era isso. Eu fiquei nesse esquema por algum tempo, até que fomos pegos e eu tive que cumprir alguns anos na prisão, saí pela condicional, mas tive que fazer umas merdas e acabei voltando pra lá. Depois que eu fui solta a polícia continuou na minha cola por um tempo e eu não podia fazer nada, então eu meio que não podia voltar a prática, se é que me entendem, então acabei fazendo o que apareceu.

– Isso não é a história completa, é? – Chaz se pronunciou pela primeira vez desde que cheguei ali e eu desviei o olhar e um sorriso quase que imperceptível se formou em seus lábios – Porque não nos conta o que realmente aconteceu.

– Isso foi o que aconteceu. – falei quase subindo um tom da voz.

– Não exatamente. – Bieber se meteu pegando minha ficha e me entregando – Você quer explicar como dez anos de sentença, se transformaram em cinco de pena e apenas três cumpridos?

Olhei para o papel vendo meus atos de infração da lei enquanto pensava um pouco. Aquela ficha tinha ficado muito boa, principalmente depois das modificações. Eu amava um determinado colega de trabalho. Sem dúvidas um gênio do caralho.

– Eles me disseram que se eu entregasse os nomes do grupo eles reduziriam minha pena, eu não precisei pensar muito. – dei de ombros.

– Então você entregou seus parceiros. – Chaz afirmou.

– Eles não eram merda nenhuma minha. – fiz uma careta fingindo lembrar do que tinha acontecido – Quando fomos denunciados, eu fui a primeira a rodar simplesmente por escolha deles. Todos. Todos aqueles filhos da puta se safaram e me deixaram pra ser degolada, eu não podia deixar isso em branco.

– Como você sabe disso? – vez do Sr. Bieber.

Ri sem humor.

– Eu tive meus meios. – claro que sim.

– Você tem nomes?

– Não usávamos nomes, usamos nomes falsos, é menos ariscado.

– Como você entregou todos eles pra polícia, se usavam nomes falsos? – abri um sorriso de canto com essa.

– Eu tenho memória fotográfica, não foi difícil fazer reconhecimento facial. – dei de ombros.

– Então você não tem os nomes. – ele afirmou e eu dei de ombros nem negando ou afirmando nada. Eu não era estúpida. Anne muito menos.

– E os outros dois anos não cumpridos? – ele insistiu.

– Bom comportamento.

Chaz olhou para Bieber, que pareceu entender o recado e prosseguiram com o interrogatório.

– Ainda não respondeu minha pergunta. – Bieber perguntou e eu continuei olhando para ele esperando ele repetir a pergunta. Ele tinha feito uma dúzia, não dava para adivinhar qual.  – O que alguém com habilidades como a sua faz limpando casas?

– Eu preciso comer e não andar pelada por aí. – dei de ombros como quem não quer nada. Adorava essa resposta.

Ele conteve minimamente o sorriso e esperou que eu falasse algo mais. Como não falei, ele continuou.

– Faz anos que você saiu da prisão, a polícia sequer lembra de você. Você não tem razão para não estar fazendo uma boa grana.

– Não é tão simples assim senhor Bieber. – falei o nome dele com maior intensidade.

– Tem alguém te impedindo de algo? – ele arqueou uma sobrancelha e eu engoli em seco franzindo brevemente o cenho como se tivesse desconfortável.

– Na verdade, sim. Os caras que eu entreguei para a polícia foram soltos. Eles sabem como eu trabalho, qualquer coisa que eu fizer, eles vão me achar e mesmo que eu mude minha forma de operar, eles sabem descobrir meus traços digitais, alguma coisa eu sempre vou fazer igual, mesmo sem perceber. Isso considerando que eles não sabem minha localização exata, coisa que eu duvido muito.

– Então você não voltou por medo? – foi a vez de Chaz. Ele tinha um sorrisinho maroto no rosto, parecia ter conectado os pontos – Você não estar fazendo o que realmente é boa fazendo porque estar com medo?

– Eu não tenho medo. – as palavras saíram com nojo e desprezo – Eu apenas não tenho proteção alguma. Caras como os que eu trabalhava não brincam em serviço, no momento em que eu voltar para esse mundo, eles me acham, e não é como se estivéssemos numa relação muito boa agora.

Bieber e Sommers se entreolharam conversando silenciosamente entre si parecendo chegar a um acordo. Eles já tinham chegado a um acordo, só precisavam confirmar que eu não iria mentir.

– Estou demitida? – óbvio que eu não estava sendo demitida.

– Não exatamente. – Chaz falou – Você tem habilidades muito boas, isso é fato e nós dois sabemos que não utilizas elas não é o que você quer. – ele arqueou uma sobrancelha e eu permaneci como estava, apenas ouvindo fingindo estar um pouco apreensiva – A questão é que... – ele pausou por alguns instantes parecendo analisar o que iria falar quando na verdade já sabia exatamente o que dizer – Nós precisamos de um hacker e você é uma hacker. – a expressão dele fingia ser séria, mas na verdade era divertida, porque óbvio, ele queria e muito, trabalhar comigo – Você tem alguns problemas, é fato, mas se você nos fornecer as informações necessárias, resolveremos eles.

– Te daremos a proteção que você precisa e te garanto que o salário que você vai ganhar você nunca ganhou na vida. – não mesmo, a cia nunca me pagaria tão bem quanto merecia, mesmo que eu fosse uma das melhores deles e não só estou me referindo apenas ao cargo de agente.

– Quais são os limites? – eu estava falando da segurança, e eles sabiam disso, claro que sim.

– Proteção total. – Bieber foi rápido na resposta – Só nos forneça os nomes, que sabemos que você sabe, – ele arqueou uma sobrancelha, me advertindo – e resolveremos tudo.

– Quanto ao que fazer, você saberá quando chegar o momento. – Chaz complementou a fala de Bieber.

– Eu vou poder usar todos os seus equipamentos? – eu olhava para Chaz com um olhar de súplica parecendo uma criança pidona e Chaz? Bem, ele tinha um sorriso debochado no rosto.

– Isso vai depender. – e ele ficou sério, isso me fez sorri de canto.

– E se eu não aceitar? – arqueei uma sobrancelha, curiosa até demais. Era arriscado perguntar, mas eu tinha que dar uma de medrosa com o rabo entre as pernas.

– Te entregamos para a polícia. – Chaz falou sendo rápido e claro – Você matou uma pessoa e um pouco mais que isso, não vai ser difícil forjar um assassinato com motivos. E você já tem uma ficha nada limpa, isso só facilita as coisas. – deu de ombros mostrando um sorriso de canto totalmente encapetado.

– Uou. – falei arqueando as sobrancelhas numa mistura de surpresa com medo – Nunca achei que fosse lidar pessoalmente com o mesmo tipo de cara pra quem eu trabalhava.

Justin abriu um sorriso maroto enquanto me encarava fixamente.

– Você se enganou totalmente vindo procurar um emprego descente aqui, claramente tentou começar a vida do jeito certo no lugar errado. – ele não só soava frio como eu tinha certeza que ele era frio.

– Não que isso importe muito, não é mesmo?! – falei com o tom de voz beirando a irônico e Bieber negou com um gesto de cabeça.

E ficamos em silencio por pouco tempo, já que a pergunta tinha sido feita apenas para que ele não desconfiassem mais do que já estavam. A partir daquele momento, todo cuidado era pouco.

– Só mais uma pergunta. – ergui o olhar encarando Bieber fixamente, sem piscar.

– Qual? – Bieber perguntou dando de ombros e eu abri um sorriso de canto, mais que convencido.

– Quando eu começo?

Bieber e Sommers olharam um para o outro espelhando meu sorriso. Era real oficial. Eu estava dentro.

Que os jogos começassem.


Notas Finais


Então? O que acharam? Eu estou muito curiosa pra saber, por favor me digam..
Bjs, até o próximo


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