História Without You - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ajin (Ajin: Demi-Human)
Personagens Kaito, Kei Nagai, Satou
Tags Ajin, Fanfic, Horror, Kai, Kaikei, Kaito, Kei, Kei Nagai, Nagai, Romance, Satou, Yaoi
Exibições 25
Palavras 1.359
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá de novo x)
Antes de mais queria agradecer a quem já começou a acompanhar a Fic x) muito obrigada mesmo xD
Eu estou a adorar escrevê-la, garanto, prometo que irei dar o meu melhor para que ela seja actualizada com frequência ;) já tenho mais alguns capítulos escritos em papel para ir publicando para vocês, espero conseguir postá-los brevemente.
Mas não me vou alongar mais...
... Boas leituras xDD

Capítulo 2 - (Capítulo I) Welcome to my life


O dia tinha começado cedo. Levantei-me praticamente de madrugada, intercalando alguns abdominais com a primeira purga da manhã. Liguei a TV no canal das notícias, antes de me enfiar debaixo do chuveiro e tirar depois dez minutos do meu tempo para escovar os dentes. Também não demorei grande serão a vestir-me. Pus a primeira camisa lavada que apanhei por cima das jeans e calcei os ténis velhos dispostos ao pé do armário. Não me custava de todo cumprir aquela espécie de rotina, todas as manhãs. A tarefa que se apresentava de seguida era bem mais complicada para mim de executar, visto que eu era pouco dado a feitos domésticos. Mesmo assim, fui rápido o suficiente a lavar a cafeteira e a caneca, bem como a loiça da jantar do dia anterior, que não resistira a deixar pendente para esta manhã. De uma forma geral, eu não era muito dado a preguiças, mas algumas vezes e para algumas coisas, não era de todo capaz de as dispensar.

Deixei tudo limpo antes de correr praticamente a pegar no saco e pô-lo ao ombro, saindo de casa tão rapidamente como havia acabado de fazer tudo o resto.

Desci as escadas do prédio, decrescendo um pouco o ritmo. Não estava assim tão atrasado que precisasse de acelerar muito o passo. Senti o ar fresco da manhã chegar-me ao rosto mal abri a porta cá em baixo. Não demorei muito tempo a atravessar a rua, até chegar à esquina que virava para a estrada principal. Automaticamente, os meus pés procuravam sempre aumentar o ritmo ao longo de toda a rua em frente à minha casa. Era como se eles percebessem que eu devia pensar em fugir dos olhares. Como se, actualmente, eu ainda desse o aspecto de quem ainda perdia tempo a preocupar-se com eles. 

Deixara de dar-lhes importância há já bastante tempo. Desde que ela fora dentro há seis anos, eu limitava-me a passar despercebido, essencialmente. Não me dava com ninguém, não falava com quem quer que fosse. Contrariamente à malta da minha idade, não levava amigos para casa todas as tardes nem saía aos fins-de-semana para ir ao cinema ou ao parque de diversões. Os festivais, eu passava-os maioritariamente em casa, quando não tinha vontade de sair para dar uma volta sozinho e regressava pouco depois. Os aniversários e natais ia passá-los às montanhas, com o meu avô.

Eram raras as vezes que ia vê-la, mas ela também não fazia muita questão disso. Faziam uns quatro meses desde a última vez que havíamos falado ao telefone, ela própria desligara a chamada nem uns quinze minutos depois de termos começado a conversar sobre as minhas aulas. Evitava contar esse tipo de coisas ao meu avô, ele tinha mais o que lhe ocupasse a cabeça sem ter de andar preocupado comigo ou com os meus dramas com a minha mãe. Não podendo falar disso com ele e praticamente não conversando com ela, mantinha-me apenas quieto e calado no meu canto, todos os dias.

Na escola era tudo igual. Andava sempre sozinho e raramente tomava a palavra nas aulas sem que o meu nome fosse solicitado. Os meus colegas não tinham lá muito o hábito de me procurar para conversar ou tentarem sequer saber mais sobre mim. O que eles sabiam chegava-lhes: eu era filho de uma criminosa. Era aquele que nenhum dos pais queria por perto do seu estimado descendente. Aquele que toda a gente fazia questão de deixar sozinho porque, era certo e sabido, quanto mais longe eu estivesse de toda a gente melhor, porque era atreito a arranjar todo o tipo de problemas aos outros. Com o tempo, fora essa a magnitude que todo aquele assunto acabara por atingir. E eu acabara por, simplesmente, parar de me importar de estar sozinho.

Claro que eu nunca lhes dissera nada. De todas as vezes que conseguia falar com ela ou que o tempo e as ocasiões me deixavam ir vê-lo à aldeia, eu permanecia calado sobre o assunto. Não seria por eu perder tempo a falar delas que as coisas iriam ser diferentes. E, também, sinceramente, eu não fazia ideia se desejava que elas mudassem agora. Já estava demasiado habituado a estar apenas comigo mesmo, de todas as vezes. E não sentia a falta de ninguém na minha vida.

Ninguém mesmo...

- Aquele teu amigo, ainda andam na mesma escola?

... Excepto se me perguntassem por ele. Aí, nessas ocasiões, qualquer coisa cá dentro do meu peito apertava. E não era pelas melhores razões.

- Sim...

- E como é que ele está? Nunca mais o trouxeste cá a casa, já há muitos anos que não o vejo.

Levantei-me nessa altura, fazendo a única coisa de que era capaz a cada vez que aquele tópico surgia para me atropelar a serenidade, quase por completo. Mesmo não gostando nem um pouco de tarefas domésticas, quase que nessa altura ganhava gosto por elas só para poder desviar-me do tema em questão. Elas pareciam-me tão subitamente a coisa mais interessante a ser feita no momento... 

- Ele... Tem tido muito que fazer, avô - respondi simplesmente, tirando-lhe também o prato da frente - A mãe dele quer que ele vá para a faculdade, ele quer ser médico... Anda ocupado demais para perder tempo com nada que não seja estudar e aplicar-se no futuro dele.

- E tu? - a pergunta fez-me olhá-lo, mesmo que o facto de ele poder ver nos meus olhos o que eu estaria realmente a sentir por falar daquilo, fosse a última coisa que eu precisava no momento - O que é que tencionas fazer no teu futuro... Já tens uma ideia acerca disso?

Desviei os olhos, novamente. Tinha vontade de lhe responder francamente... Pela primeira vez, queria apenas mandar o conforto da cabeça dele às urtigas e pensar um pouco na minha sanidade mental para variar. Porque, no fundo, o que é que o filho de uma presidiária poderia sonhar ser que não passasse por causar medo e desconforto a toda a gente? Um bandido? Um ladrão? Um assassino? Algo mais do que isso? Eu tinha sequer esse direito, essa escolha, sendo filho de quem era? Como é que, logo ele, precisamente ele, era capaz de me perguntar tal coisa? Como se ele não soubesse... Merda... Seria tão mais fácil eu dizer-lhe o que sentia, de uma vez, e acabar com aquela fachada toda de adolescente feliz... Mas de que é que me valia? No que é que isso ia ajudar-me, se depois seria bem pior por eu me ficar a sentir péssimo por ter falado demais? Ele era, em todo o mundo, a única pessoa que ainda... Gostava de mim. Que se importava verdadeiramente comigo, acima de qualquer outra coisa. Não era com ingratidão que eu lhe iria retribuir esse sentimento.

Encolhi apenas os ombros, sem saber bem o que responder para finalizar o assunto ou, ao menos, ser sincero para com os meus verdadeiros sonhos... Acho que... Eu já não sabia bem o que era sonhar de verdade com alguma coisa há algum tempo, tinha de confessar.

- Acho que... Gostava... De ser da polícia - optei por responder.

Porque eu lembrava-me... Que era o que eu costumava desejar ser quando era mais pequeno. Antes daquele dia, pelo menos. Antes de ver como a polícia a havia tratado, como havia feito tudo aquilo à frente de um miúdo de apenas nove anos, sem ao menos mostrar alguma espécie de compaixão. Não era... Assim que eu achava que a polícia devia agir. Que eu acreditava que um bom polícia devia fazer as coisas ou tratar as pessoas, mesmo que fossem suspeitos, inocentes ou até culpados de qualquer crime. Desde aí que eu deixara de acreditar no trabalho deles. De lhe dar algum crédito que fosse. Porque tinha sentido e visto aqueles que amava sofrerem na pele o resultado de um mau trabalho por parte da polícia. Não desejava tal coisa a ninguém. Nem mesmo ao nosso pior inimigo deveríamos desejar algo assim. Nem mesmo ele seria tão mau para merecer um castigo desses. Podia ser uma idiotice pensar desta forma, mas era assim que eu era. E, talvez por conta de eu ser esse tipo de pessoa, ainda podia dizer que tinha alguma dignidade. Mesmo que pouca.


Notas Finais


E aí, gostaram?
Já sabem, críticas construtivas são bem vindas, eu adoraria saber o que estão a achar da Fic ;)
Muito obrigada a quem leu até aqui xDD
Até ao próximo capítulo x)


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