História Without You - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ajin (Ajin: Demi-Human)
Personagens Kaito, Kei Nagai, Satou
Tags Ajin, Fanfic, Horror, Kai, Kaikei, Kaito, Kei, Kei Nagai, Lemon, Nagai, Romance, Satou, Yaoi
Exibições 89
Palavras 1.617
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá novamente x)
Passei rapidamente para postar mais um capítulo. Não me vou adiantar muito, quero apenas voltar a agradecer (porque nunca é demais) a quem já está a acompanhar a fic, favoritou e comentou. Muito obrigada mesmo *o*
Agora... Sem mais demoras... Aqui está ele x)
...
Boas leituras xDD

Capítulo 4 - (Capítulo III) Hello... Again


4.32 p.m

Ia olhando para o telemóvel à medida que ia caminhando em direcção a casa. Estava, por um lado, a estranhar a demora dele, mas, por outro lado, até conseguia compreender aquela relutância. Naquele momento, ele não devia ser capaz de confiar em quem fosse. Mesmo aqueles amigos novos dele... Eles pareciam-me tudo menos uns tipos dispostos a ajudá-lo, depois de todo aquele espectáculo. Podia apostar que estariam mais interessados no raio da recompensa que já ofereciam por ele, do que, propriamente, na sua segurança.

Parei ao chegar a uma zona onde estava montada uma operação policial. A situação crescia, ganhava proporção a uma velocidade que, ao início, eu não achava que fosse muito possível. Em menos de uma hora, a cara dele já se espalhara pelos noticiários, estava estampada em todas as televisões da cidade, o aparecimento do novo Ajin no Japão era uma das tendências do momento.

Raios... Aquilo, de facto, era assustador...

Avancei, meio nervoso, segurando melhor o saco no meu ombro, tentando parecer apenas um estudante normal que ia a caminho de casa, apesar de já estar um pouco fora do meu horário... Ah, mas pensando bem... Ninguém tinha necessariamente de saber dessa parte, certo?

- Ei, miúdo.

Estanquei os passos quando um homem fardado veio direito a mim.

- Boa tarde – limitei-me a responder. Olhei em volta, fingindo só naquele instante ter notado todo aquele aparato no local – Passou-se alguma coisa?

- Foi identificado um Ajin. Soubemos que ele mora aqui perto – o homem olhou-me de alto a baixo, como se me analisasse a fundo – Sabes alguma coisa sobre isso?

Desviei os olhos, tentando soar a algo pensativo... Mas o resultado foi que exagerei tanto na actuação, que tinha a perfeita noção de que ele podia achar, na hora, que eu lhe estava a pregar uma bela treta pelas barbas. Eu nunca fora bom a mentir. E isso sabia arranjar-me uns bons sarilhos. Mas tinha de me desenrascar para soar autêntico, agora. Continuei na minha.

- De facto, não sei nada sobre isso.

Na pausa seguinte, quase achei que seria apanhado. O sujeito voltou a encarar-me da mesma forma, como se esperasse por uma qualquer expressão que evidenciasse a minha culpa no cartório, de repente.

- Tudo bem. Podes seguir.

Acenei somente. Internamente, suspirava de alívio. Caminhei mais uns passos, parando mal virei a esquina da rua. Voltei a olhar para o telemóvel, mas nem sinal de qualquer chamada ou mensagem.

Kei... 

Merda, ele estava mesmo em grandes sarilhos.

Desatei a correr com o saco ao ombro, directo a casa. Abri a porta do prédio a tremer, do tanto que tentava apressar-me. Subi as escadas no mesmo ritmo. A porta lá em cima fora aberta também assim. Fechei-a. Tirei de novo o telemóvel do bolso.

Ele ia ligar. Eu sabia que sim.

Esperei uns quinze segundos até me decidir a largar o aparelho, pondo-o em cima da mesa. Pousei o saco ao seu lado, tirando de dentro dele todas as coisas que havia levado naquele dia. Nada daquilo seria mais necessário.

Abri os armários, procurando alguma comida. Enlatados, pacotes... Coisas que aguentassem bastante tempo e dessem para subsistir e transportar com facilidade, por não serem muito pesadas. Tirei os capacetes do sítio, também. Era melhor levar a mota do que, simplesmente, contar com as pernas. Ela era mais rápida e não nos fazia morrer de exaustão por termos de percorrer uma grande distância. E, claro, o mais importante, impedia que fôssemos facilmente alcançados. Permitia uma fuga mais veloz, mesmo que menos abrangente, mas haveríamos de dar um jeito nessa segunda parte das coisas.

Tinha acabado de pôr a carteira com algum dinheiro no saco, quando o telemóvel finalmente tocou. Atendi de imediato.

- Fala.

- Kai... – A voz dele pareceu apavorada do outro lado. Mas, mesmo assim, mesmo naquele estado, ouvi-la dizer o meu nome ou sequer dirigir-me a palavra após todo aquele tempo sem ao menos um “bom dia”, chegou para fazer o meu coração quase sair pela boca – Eu... Eu preciso... De ajuda, eu...

Teria sorrido quando ele me pediu aquilo. No fim de contas, eu acertara em cheio, ele precisava de mim. Só que... O motivo não era o melhor. Portanto, não fui capaz de o fazer. Ele pareceu ter-se apercebido de algo, porque se calou quase tão de repente quanto havia começado a falar. Estava claramente em pânico. Eu conhecia-o o suficiente para saber notar perfeitamente isso.

- Está tudo bem – limitei-me a dizer, tentando pôr um travão em todo aquele nervosismo dele – Onde estás?

Ele demorou a responder-me. Mas eu também podia perceber essa parte... Resumidamente, ele temia que eu o denunciasse. Que corresse a dizer à polícia algo sobre o seu paradeiro. Talvez até lhe tivesse passado pela cabeça que eu poderia usar isso a meu favor, ou até da minha mãe. No fundo, para ele, eu nunca deixara de ser apenas o filho de uma criminosa, verdade? Assim sendo, também seria perfeitamente capaz de trocar uma vida por outra, sendo assim.

Continuou calado. Apenas a respiração ofegante do outro lado me dizia que ele continuava em linha. Suspirei, fechando o saco.

- Kei... – tentei de novo – Tu és... O meu melhor amigo. Eu quero poder ajudar-te agora. Mas, para isso, preciso de saber onde estás. Se eu o souber... Vai ser mais fácil ajudar-te a fugir depressa.

O silêncio prolongou-se por mais uns minutos. Olhei para o relógio, contendo o impulso de bufar de impaciência, enquanto aguardava a resposta dele, que pouco mais tardou a chegar.

- Eu... Vim para casa. Mas... – ele calou-se de novo. O meu cérebro, por outro lado, deu-me a resposta mais imediata. Mas o que raio é que ele tinha naquela cabeça?! 

A casa dele seria o primeiro sítio onde eles o iriam procurar. Ele não era tão burro assim, ninguém era tão burro assim! Mas ele estava a pensar bem nas consequências daquilo sequer? Onde é que, em algum lugar do meu cérebro, alguma vez me iria ocorrer que ele...?

Suspirei apenas, tentando não soar eu próprio muito nervoso, desta vez, antes de falar-lhe.

- Mantém as portas e janelas fechadas. Dá-me cinco minutos. Não demoro – e desliguei.

Peguei no saco e pu-lo novamente ao ombro, correndo depois porta fora e escada abaixo, o mais depressa que fui capaz. Pus o capacete mal alcancei a mota, lançando-me à estrada a toda a velocidade. Chegaria rápido, ainda mais estando a tremer por todos os lados como estava, de tão enervado.

O único lugar para onde me ocorria levá-lo era para a aldeia. As pessoas de lá não prestavam muita atenção às notícias, muitas delas nem TV tinham, para as poderem acompanhar. Se ele mudasse um pouco a aparência e se inserisse, por exemplo, na minha família como um primo ou algo assim, até seria capaz de, talvez, viver uma vida normal ali. Seria fácil passar despercebido num local para onde ninguém mais se mudava e que tinha pouca população, por ser tão demasiado “apagado”. A maioria dos habitantes era idosa e preferia não ter problemas com a polícia, ou até mesmo meter-se em confusões daquelas, ao certo. O meu avô também nos poderia ajudar. Além de que... Eu conhecia as montanhas ao redor como as palmas das minhas mãos. Logo, aquela seria a melhor direcção que poderíamos tomar, para que fosse mais fácil escondermo-nos até estarmos a salvo no nosso destino.

Cinco minutos se passaram até eu ter conseguido estacionar a mota nas traseiras da casa dele. Alguns carros estavam parados por ali, eu tinha a sensação que o aparato estava prestes a ser iniciado. Pelo que aquele polícia me dissera, eles sabiam que a casa dele era por ali, naquele bairro. Seria lógico que eles fossem a correr para lá para confirmarem se não seria ali que ele estaria escondido.

Esgueirei-me pelo jardim, depois de ter saltado o portão e atravessei-o a correr, como costumava fazer quando era pequeno e não queria ser visto por ali. Ainda me lembrava tão bem da última vez que tinha feito aquela travessia, daquela mesma forma. Apesar de, sinceramente, esse dia ser algo que eu preferia, tanta vez, poder ter esquecido.

Bati na janela do quarto de arrumos. Aquele lugar era um gênero de “sala do sossego” para ele, eu lembrava-me que ele o usava muitas vezes, quase como um sítio para estar sozinho, especialmente depois de saber que a Eri estava doente. Quase certamente, seria naquele quarto que ele estaria.

- Kei... – chamei baixinho. Tentando espreitar pelas frestas da persiana, lá para dentro. Não demorou muito a que elas se abrissem, dando-me espaço para conseguir passar e, finalmente, conseguir entrar.

Parei a olhá-lo por um tempo. A mim, pareceram-me horas, porque... Era como se tudo tivesse parado à minha volta, de repente. Mas tinha a certeza de que apenas alguns segundos se haviam passado.

- Kai, eu...

- Tu és louco – disse simplesmente, sem conseguir conter-me mais, quieto no mesmo sítio – Estão a aglomerar-se os carros à tua porta. Não te ocorreu que este seria o primeiro lugar onde viriam à tua procura?

De facto... Eu nem ao menos percebia por que raio eles teriam demorado tanto tempo a chegar ali. Pelo que sabia, nem era necessário um mandato para invadir uma propriedade, se houvesse a possibilidade de, no entender deles, existir nela algo que se traduzisse num objecto de perigo público. Não me parecia fazer sequer sentido nenhum.

Ele estava a ser procurado, era uma presa até considerada fácil por ser apenas um adolescente. Por que raio de merda eles não tinham, então, já ido até àquele lugar mais cedo?

Os olhos dele abriram-se quase em choque, ao encararem-me.

- Tens... Tens razão... – ele levou as mãos à cabeça. Parecia, de facto, só ter-se apercebido da tamanha burrice que aquilo tinha sido, agora mesmo – Como é que... Não pensei nisso antes...?

Abanei a cabeça.

- Esquece isso – disse-lhe rapidamente, fazendo-o largar a cabeça para olhar para mim – Tenho a mota lá fora. Vamos embora daqui. 


Notas Finais


E pronto...
Acabei finalmente as postagens dos capítulos que já tinha escritos. Espero conseguir escrever mais em breve x)
Postarei de novo assim que conseguir continuar, eu prometo! xDD
Beijinhos para todos vocês e até ao próximo x)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...