História Wolf - Capítulo 24


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Namjin, Vhope, Yoomin
Visualizações 38
Palavras 1.075
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 24 - Hurricane


Fanfic / Fanfiction Wolf - Capítulo 24 - Hurricane

O moreno aproximou-se da mesa de iluminação fraca diante do esposo. O prato continha uma refeição ainda quente e em sua taça havia um pouco de vinho, fora o pedido mudo de desculpas do médico por não ter-lhe contato nada sobre o novo emprego. Olhou com desdém a comida e os talheres, empurrou com força o prato e a taça e os viu ser destruídos no chão.

– Eu não posso agredi-lo e mostrar minha insatisfação por seu pequeno delito, afinal você agora trabalha perto de policiais muito atentos e isso seria suspeito. Então não espere que eu lhe mostre minha ira, mas não espere que eu lhe mostre minha bondade. – Saiu do cômodo ao deixar um entristecido rapaz loiro sentado à mesa.

 

Furacões são prelúdio de desastre. Alguns desastres naturalmente nascem em maternidades e Jeon era um deles.  Jungkook segurou o rifle MA41 negro apoiando a cantoneira em seu ombro esquerdo, a mão direita se dobrou embaixo da arma para servir de suporte. O dedo estava no gatilho e os olhos penetrantes em seu alvo. Os tiros do rifle do capitão foram incansáveis e ininterruptos, acertaram a cabeça do porco morto preso por ganchos. Seu alvo sempre era um animal morto, afinal, papel não sangra.

O policial por vezes passara ao lado do Psiquiatra loiro nos corredores, mas não lhe dirigia a palavra. Muitos admiravam o profissionalismo, mas a verdade residia na frieza que Jungkook achava que Jimin merecia após essa pequena “traição”. Não admitia que seu marido estivesse ali sem que tivesse contado para ele antes e obviamente ele seria contra a ideia, Jimin parecia-lhe volúvel... Poderia acabar revelando as mentiras que ambos escondiam se fosse pressionado da maneira certa.

Jimin não confiava em Jungkook.


Jungkook não confiava em Jimin.

Confiança é um elo muito delicado, por vezes temporário e fácil de ser perdido. Se casaram para vigiar um ao outro, também em parte para saciar o desejo carnal que nutriam pelo parceiro... Mas, precisavam da proximidade para averiguar os passos daquele que tinha o seu destino em mãos.

– Senhores, o assassino da senhorita Sunmi é branco. Possui entre 30 e 45 anos, não possui emprego fixo, pois o assassinato foi cometido em horário de pico matutino em dia de semana como em outros de seus casos. O esfaqueamento múltiplo revela muita violência e raiva contra ela, provavelmente uma mulher muito importante em sua vida o magoou. Sua mãe ou namorada. Seu ódio é muito forte contra mulheres e deve possuir traços de violência doméstica na infância e comportamento violento na adolescência. Procurem quem tem passagens pela polícia que se enquadre nesse perfil. É importante que seja frequentador da área em questão para fugir com tanta rapidez durante o dia. – Disse Jimin.

– Temos quatro nomes!  Um deles é Kim Yugyeom! – Disse J-Hope com entusiasmo. Era o primeiro caso do médico Dr. Park e estaria envolvido no trabalho de campo. Oh sim! Jimin não se contentou em traçar um perfil psicológico para o criminoso, precisava vê-lo com seus próprios olhos! Ele entrou na viatura de polícia e seguiu com J-Hope ao seu lado.

Apenas eles seguiram para investigar o violinista Yugyeom. Queriam ter apenas uma conversa com o suspeito e interrogá-lo de forma não formal, não havia mandato para investigarem ou nada parecido. Tudo era muito circunstancial. Nada ligava Yugyeom com Sunmi e as outras mulheres mortas.

– Jimin, eu entendo que esteja apaixonado pelo Jeon. Mas, até o V notou que ele não é mais o mesmo. Talvez seja perigoso ficar casado com ele, talvez devesse tomar muito cuidado e ficar de olho no que ele é capaz. Eu estou de olho no Jungkook, mas ele sempre se mostrou “normal”. Você o conhece melhor do que ninguém e sabe me dizer se devemos suspeitar dele ou não... Devemos? – Disse o ruivo enquanto dirigia o carro.

– Estão suspeitando de qualquer forma, o que eu falar não será levado em conta. Pois eu vivo com ele e posso ser “cúmplice”. – Jimin proferiu ao olhar J-Hope. O delegado riu.

– É... Você tem jeito mesmo para ficar com o FBI. Muito inteligente Jimin! Continue assim! – Brincou ao gargalhar. Estacionaram diante da residência do suspeito e logo se aprumaram diante da porta. O Psiquiatra estava embrenhando-se em um terreno muito denso por causa do marido, obviamente estava em péssimos lençóis literalmente. Bateram na porta e esperaram um pouco, logo um moreno esguio abriu a porta.

– Sim? Em que posso ajudá-los? – Disse o homem. Jimin olhou-o atentamente e pensou consigo que aquele rapaz lhe era extremamente familiar... De onde o conhecia?!

– Sou o delegado J-Hope e este é o médico Park Jimin. Somos do FBI e gostaríamos de conversar sobre a morte da senhorita Sunmi que foi encontrada no Rio Hudson. – Disse o delegado após mostrar seu distintivo. Kim Yugyeom permitiu que entrassem e serviu-lhes um café amargo.

O suspeito foi muito cortês e ofereceu um álibi para a noite do crime.  Disse que estava ministrando aulas de violino para um de seus alunos em sua casa. J-Hope pediu o endereço do aluno e Jimin decidiu ficar ali para ter certeza que Yugyeom não entraria em contato com o aluno em questão pelo telefone. Era uma deia arriscada, mas Jimin sentia-se no controle da situação. O delegado não quis arriscar o bem-estar do médico e saiu da residência para procurar através do rádio da polícia em seu carro quem seria a viatura mais próxima do endereço do álibi.

O ruivo dirigiu-se até seu automóvel enquanto Jimin ainda conversava com o suspeito na entrada, ainda desejava arrancar-lhe alguma informação. Era teimoso demais.

– É uma pena que essa moça tenha morrido, mas lésbicas morrem sempre. É natural em New York ainda existir homofobia. Tempos modernos, mas preconceito é uma música velha. – Disse o moreno com um pequeno sorriso gentil.

– Como sabia que era lésbica? – Indagou Jimin.

– Os jornais noticiaram. – Rebateu o suspeito. O médico olhou-o com seriedade ao balançar a cabeça negativamente, naquele instante o violonista sabia que havia cometido um deslize irremediável. Lembrou-se de onde conhecia o suspeito! Ele era um dos poucos amigos de Jungkook!

O moreno retirou um revólver de seu bolço e puxou o loiro para si, utilizando-o como escudo humano ao disparar um tiro contra o carro de J-Hope. O loiro gritou ao desesperar-se enquanto era tragado para dentro da casa alheia. Uma imensa sensação de dissabor e angústia o invadiu.

O pânico que deveria ter com Jungkook e sempre evitara sentir...

Aquele era o medo de morrer.



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