História Wolf - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Namjin, Vhope, Yoomin
Visualizações 33
Palavras 995
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Psycho Killer


Fanfic / Fanfiction Wolf - Capítulo 5 - Psycho Killer

Jimin sabia da presença de Jungkook através da música que soava. Ele entrava na residência e colocava sempre a mesma música repetidas vezes: Psycho Killer do Talking Heads. Seus passos pesados no piso acima do porão ressoavam ameaçadores para ele, fumava alguns cigarros antes de procurá-lo no cômodo inferior. Sempre a mesma rotina.

Deste modo Jimin sabia que era noite, pois durante o dia ele estava ocupado com seus estudos. Ao cair da noite ele se refugiava na residência do amigo como uma presença espectral forte. Ao passar dos dias, o depressivo prisioneiro, despertava durante a madrugada após ouvir a música costumeira. Não sabia se era ilusão de sua mente ou Jungkook de fato estava importunando-o propositalmente. Não poderia dizer com certeza, se o moreno dormia em sua casa após despedir-se todas as noites.

Algumas incoerências perturbavam a mente de Park Jimin, uma delas era o acessório constante na face de Jeon. O óculos Ray ban aviator sempre permanecia em seu rosto, ele fumava mais de um maço sentado em uma cadeira enferrujada ao ler alguns livros. Sempre estava com o óculos escuro tapando-lhe a vista, embora fosse noite. De fato... Era noite?

Se Jimin tivesse um pouco de sorte o captor dirigia-lhe a palavra, parando de ignorar sua existência. No pior dos cenários ele leria em voz alta os livros macabros para que Jimin se sentisse acuado pelo gosto macabro dele. Jungkook prezava pela limpeza e higiene do amigo, Jungkook soltava-lhe da corrente e carregava-o no colo até o banheiro. Ajudando-o a tomar banho. O moreno costumava carregá-lo e auxiliá-lo sempre em tarefas simples tais quais vestir-se, pentear os cabelos, lavar-se ou comer, fazendo-o tornar-se cada vez mais fraco.

Aquela figura alta e dominadora não lhe recordava o insensível Jungkook, sempre quieto e pensativo. O rapaz era silencioso, porém imponente e de aura perigosa. Não lhe passou pela cabeça que o amiguinho de infância seria um peculiar homem de atitude maquiavélica.

Não se mova

Ele sempre lhe dizia em seu ouvido ao esfregar suas costas na banheira. Passava os dedos languidos por sua pele molhada, raspando-a e arranhando. Inalava o cheiro do amigo ao viciar-se no odor adocicado daquela pele.

– Você mataria alguém, Jungkook? – Jimin indagou. Necessitava ouvir de seus lábios do que ele era realmente capaz.

– Sim. – Respondeu automático. Fitava-o de forma dócil, feliz pelo fato do loiro enfim compreender um pouco de seu âmago. Não importava as circunstâncias ou moralidade, Jungkook seria capaz de matar. A reação positiva instigou o outro a prosseguir as indagações e mensurar o perigo que corria.

– Você me mataria? – Questionou vacilante. A voz era trêmula e embargada em emoção. Seria ironia cruel do destino perder a vida nas mãos do homem que tanto amava. Jungkook colocou as mãos em seu pescoço fechando-as em volta em um massagear ameaçador.

A resposta não veio.

– Eu quero um beijo seu quando minha hora chegar. – Proferiu o loiro ao olhar a água. Sorriu tristemente ao desviar o olhar do alheio.

– Quando o fim chegar eu lhe darei um beijo. – Disse simplesmente. Seu tom era natural, elevou-se para carregar Jimin e colocou-o na pia. Pegou uma toalha e começou a enxugar suas pernas alvas. Premendo-as, apalpando o corpo do rapaz.

Quando Jimin pensava em fugir... Perguntava-se para onde iria fugir. O desespero e medo assolavam-no por vezes, a mudança de humor repentina tornava seus pensamentos embaraçados. A tênue linha entre a gentileza de Junkook e possível desgraça confundia seus sentimentos aflorados. Amava-o demais para ferir o moreno.

O cativo inclinou-se e abraçou a cervical do vizinho, premeu-o tão forte contra si que não havia escapatória para o amigo. Jungkook hesitou, porém, envolveu-lhe a cintura com seus braços em um apertar forte.  Os instintos e desejos secretos de Junkook os colocaram nesta vil situação de inimizade, mas a amizade ainda teimava em mostrar alguns resquícios.

– Jamais notei suas necessidades.  Perdoe-me. – Disse o loiro. Jungkook surpreendeu-se com a aceitação afável de Jimin. Os miolos dele pareciam queimar em insanidade, caso contrário não poderia dizer tal coisa racionalmente estando daquela forma desfavorável sob seus cuidados.

– Lamento não ter sido um bom amigo, Jimin. Lamento ainda mais que tenha que morrer. – Sussurrou no ouvido do cativo causando-lhe intensos calafrios. O corpo molhado e esguio recuou, as costas encurvaram-se contra a parede após ser solto do contato amigável. As mãos de Junkook posicionaram-se na traqueia de Jimin, prontas para a esganadura. O loiro derramou algumas lágrimas receosas ao constatar a veracidade de seu pesadelo.

Jungkook encostou os lábios ferventes nos seus, sua boca queimou em desejar profano. O pecaminoso ato predatório do moreno era eloquente, Jimin encontrava-se em êxtase pelo pavor e excitação. Tremeu e seu parceiro poderia sentir o corpo dele curvar-se diante de suas vontades assassinas. Seus dedos pressionaram-se gradativamente contra o pescoço de Jimin, sua língua serpenteava vagarosa para dentro da alcova... Porém, um som os fez interromper o ato. O beijo não fora aprofundado.

– Merda! – Disse Jungkook. Agarrou as coxas de Jimin, carregando-o no colo até o porão. Habilmente prendeu-lhe a perna novamente e saiu daquele lugar. O horário era inapropriado e tardio. Algum inconveniente estava na porta, seus cachorros latiam desesperados e a campainha finalmente soou.

Jungkook abriu a porta e deparou-se com o amigo mútuo que possuía com Jimin. Seu nome era J-hope. No porão Jimin tocou seus lábios ao saborear novamente o momento que vivera alguns minutos atrás, o pressionar quente em sua boca... Então percebera que a campainha alertava que alguém estava ali e sua boca estava descoberta.

Nada o impediria de gritar

Aquela era sua chance de se salvar.

 

– Por que gritou Jimin? – Indagou o moreno que o fitava.

– Eu estava com medo, Jungkook. – Respondeu o loiro ao chorar. Por vezes sonhava com os loucos que o perseguiam e batiam. Acordou no meio da noite e deparou-se com o amigo que dormia ao seu lado em sua cama.

– Não deve gritar. Lembre-se que estou ao seu lado. Sempre o protegerei. – Garantiu o amigo ao sorrir, segurando-lhe a mão. 



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