História Wolverine - Laura Kinney - Capítulo 5


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Categorias Os Vingadores (The Avengers), Wolverine, X-Men
Tags Quadrinhos, Wolverine
Visualizações 21
Palavras 1.927
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Ficção, Luta, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Coloque seu casaco pode ser que você passe frio ao ler essa história! Brincadeira! Boa leitura!

Capítulo 5 - Tormenta - Parte 05


Fanfic / Fanfiction Wolverine - Laura Kinney - Capítulo 5 - Tormenta - Parte 05

Wolverine – Laura Kinney

Capitulo 05 – Tormenta Parte 05

Canadá, mais precisamente as florestas de taiga do Canadá. Wolverine olhava por um binoculo um complexo de construções abandonado, parecia ser bem fortificado. A temperatura menos dois graus célsius, o ar era gelado, a paisagem branca com pinheiros silvestres, a neve caia, o frio cortava os ossos de Laura e Natasha, a ruiva mascava um chiclete enquanto espionava o local com Laura de cima de um rochedo.

- Isso me lembra os velhos tempos, nossas missões, me diga você não odeia o frio Wolverine?

- Pra mim tanto faz...

Enquanto as duas falavam o ar gelado que entrava em seus pulmões saiam quentes pelas suas bocas criando aquela fumaça condensada.

- Eu gosto do frio me faz lembrar a velha União Soviética... Não foi no Canadá que Logan te treinou Wolverine?

Laura fingiu não ter ouvido o que a Viúva Negra lhe disse. Havia um eterno clima de hostilidade entre as duas, mas mesmo assim se respeitavam na medida do possível.

- Está abandonado, não há vigilância aqui! Vamos invadir!

- Concordo, estamos congelando aqui.

Respondeu Viúva Negra olhando pro gélido branco sem fim daquela região. As duas vestidas de branco se camuflavam pela neve, se moviam como raposas, sem fazer ruídos, planejando cada passo.

Agora ambas se encontram diante de uma porta feita de aço fortificado.

- A porta é grossa Viúva Negra.

- Lembre-se do que eu te ensinei Wolverine, uma espiã sempre tem que estar preparada.

Natasha fixa o chiclete que mascava na tranca da porta, as duas se afastam até uma distância segura, no seu antebraço aparece um holograma de um teclado com números e letras, ela digita um código especifico. O chiclete explode a porta de aço reforçado. Laura fica encarando Natasha.

- Créditos para Hank Pym, sabe ele inventa bastante coisas interessante além de partículas que te faz encolher e inteligências artificiais homicidas e psicopatas claro...

- Ok, mas você estava com isso na boca.

- Tinha gosto de morango, eu adoro morango.

As duas entram com cautela. Um corredor frio e escuro. Imediatamente Natasha coloca um óculos com visão noturna.

- Farejou alguma coisa Wolverine?

- Sim... Mortes... Acho que você estava certa isso aqui parece que era um hospital Viúva Negra. Será que aqui vamos encontrar algo sobre o desaparecimento das crianças.

- Talvez... Vem, vamos prosseguir com cuidado!

Natasha aciona mais um código especifico no holograma que aparecia em seu antebraço, e seus uniformes que eram brancos ficam negros como o corredor em que se encontravam. Mais alguns passos, outros corredores, luzes piscando, salas vazias abandonadas. Laura fareja algo.

- Por aqui...

As duas encontram uma sala branca iluminada, com armários de ferro, macas, tubos de ensaio, todo o tipo de instrumentos para se fazer uma cirurgia como tesouras, bisturis e serras. Imediatamente Natasha retira seus óculos de visão noturna e enquanto observa ao seu redor pergunta.

- Mas que inferno de hospital é esse?

Laura continua farejando até que finalmente entende.

- Isso não é um hospital! É um laboratório, faziam experimentos com mutantes aqui!

- Arma X?

- Não há cheiro de adamantium aqui!

A porta por onde entraram se fecha repentinamente. As duas ficam espantadas.

- Isso é uma armadilha Wolverine!

Uma fumaça de cor esverdeada começa a sair dos dutos de ar. Natasha parecendo sempre estar um passo à frente retira de um dos bolsos de seu sinto um respirador para filtrar o ar, o dispositivo holográfico em seu antebraço indica que a fumaça não é toxica nem cancerígena, ela então retira o respirador. Há fumaça por todos os lados dificultando a visão.

- O que está acontecendo aqui?

Ela não escuta a voz de Laura.

- Wolverine você está bem? Responda!

Natasha apenas escuta uma respiração ofegante, como um animal raivoso. E um barulho. Snikt!

- Essa não! Essa não! Essa não!

Em meio a fumaça, Wolverine urra com toda a força de seus pulmões um grito aterrorizante de um animal ensandecido, baba escorria de sua boca, seus olhos vermelhos como cor de sangue, ela salta como um felino na direção de sua presa, a ruiva Natasha Romanoff está com sérios problemas. Em frações de segundos Natasha tenta desviar das garras que vão em direção de sua garganta. E por sorte e sangue frio ela consegue por pouco.

- Wolverine! Se controle! Você não quer fazer isso!

Laura salta mais uma vez em direção a Natasha que consegue não sofrer danos mortais, porém o músculo de sua perna esquerda é atingido de raspão pelas garras de Laura, um simples corte que faz Natasha gritar de dor.

Natasha sabe o que está acontecendo, essa fumaça é o odor gatilho, uma substância química que deixa Laura como um animal selvagem, ela sabe que o estado animalesco de Laura não é culpa dela, mas sim do que fizeram com ela. Por sorte Natasha tinha a cura consigo.

- Um bom espião tem que estar preparado para tudo é o que eu sempre digo!

Do seu cinto Natasha pega a capsula com o soro que tiraria Laura desse estado, coloca em seu bracelete esquerdo, mira e atira, a capsula parecida com a ponta de uma flecha atinge Laura.

- Bem no alvo!

Nada. O estado de Wolverine não mudou. O antidoto não estava fazendo efeito. Ela continuava avançando como um animal.

- Wolverine! Pare! Não me obrigue a fazer isso!

O sangue da ruiva pingava no chão escondido pela fumaça. Laura faz outra investida. Natasha desvia de uma garra, desvia de outra e esmigalha o nariz de Laura com um soco, a ruiva está perdendo agilidade com o ferimento na perna, com mais um movimento ela difere uma cotovelada na nuca de Laura, o som do crânio se partindo pode ser ouvido pela espiã. Mas ela se esquece por um breve momento com quem está lutando e percebe que esse movimento não foi suficiente para derrubar Laura e que na verdade foi um erro. Garras frias e letais rasgam suas costas. Natasha estava perdendo a briga. Retira de seu cinto uma injeção com analgésico e aplica em si mesma na região da coxa. A dor em sua perna e costas são insuportável, ela não vai sobrevier se continuar assim. Ofegante ela ensaia umas palavras.

- Muito bem gata! Você tá pedindo por isso!

Várias agulhas ninjas saem dos dois braceletes de Natasha o alvo eram os olhos de Laura, Ela consegue cegar a mutante por um breve período de tempo, e sabe que seu tempo é curto, rapidamente pega uma das tesouras que estavam em cima de uma bancada, Wolverine ainda ensandecida atacava o ar com suas garras, Viúva Negra desvia se abaixando e rasga a perna direita de Laura com a tesoura, que ajoelha, gritando, sem deixar Laura respirar para contra-atacar ela enfia a tesoura na espinha dorsal de Laura que cai no chão. Tudo começa a ficar mais e mais escuro e vermelho para Laura, até que ela desmaia.

 

 ***

Laura dorme na cama de seu apartamento, até que desperta agitada, como se tivesse tido um pesadelo horrível.

- Natasha! Onde está Natasha!

- Calma estou bem aqui Laura.

- Laura você acordou!

Ela vê Indiana de pé com seus cabelos vermelhos segurando uma xicara com café e vestindo um suéter horrível, e logo atrás sentada em uma poltrona está Natasha que se levanta com muita dor.

- Você me deu muito trabalho Laura. Dessa vez eu achei que não iria conseguir sair de lá com vida...

- Eu sinto muito Natasha foi o odor...

- Eu sei meu bem, não precisa ficar se apedrejando por isso, é só as minhas costas que doem um pouco ainda, mas mais alguns dias eu já estou cem por cento.

Natasha olhava bem nos olhos de Laura que desvia o olhar e encara suas mãos.

- Quanto tempo eu apaguei?

- Uma semana. Indiana ficou cuidando de você esse tempo todo.

Respondeu a espiã com um sorriso e apontando para Indiana. O ruivo esboçou um sorriso e acenou a mão meio tímido sem saber o que responder.

- Nessa semana... Quantas mais foram sequestradas?

Um silencio devastador até que Natasha quebra o silencio.

- Mais duas...

Respondeu a ruiva olhando pela janela o pôr-do-sol que se iniciava.

- Todas mutantes?

- Sim...

Respondeu Indiana olhando para seu café.

Laura fecha os olhos respira fundo e diz.

- Eu vou encontra-las! Custe o que custar! Eu prometo!

De forma séria Natasha começa a falar.

- Não prometa o que você não poderá cumprir Laura! Não dê esperanças para os pais dessas crianças.

Laura sabe o que Natasha queria dizer. O laboratório, cheirava a criança.

- Ainda pode ter crianças vivas Natasha... Ainda há crianças desaparecendo!

Murmurou Laura.

- Que estranho... Otimismo nunca foi o forte de Logan... De quem será que você puxou isso...

A ruiva suspira e volta a falar antes que Laura bufasse e mandasse Natasha embora.

- Preste atenção Laura... Você não sabe ao certo quem é o inimigo... Não sabe contra quem está lutando ao certo... Kimura é só um fantoche e você sabe disso! Você nem sabe o que era aquele carrasco! E aquele laboratório era uma armadilha para você, eles sabiam que cedo ou tarde você iria para lá, e a intenção não era te matar Laura, mas sim te deixar como uma fera para que você matasse as pessoas...

Ninguém se encarava naquele quarto.

- Quantas pessoas você já matou Laura?

Perguntou a ruiva. A pergunta pegou Laura de surpresa, ela não gosta de falar de seu passado, mas só dessa vez resolveu entrar no jogo de Natasha. Ela olha para Indiana e fala.

- Perdi as contas...

- E quantas pessoas você já matou depois que começou a vestir o uniforme de Wolverine?

Laura fica mais espantada com a pergunta, agora era Indiana que a encarava com curiosidade.

- Nenhuma...

- Não precisa me responder o porquê... Só tome cuidado Laura, o inimigo sabe como te atingir, como acabar com você, ele te quer fora do jogo, quer fazer de você aquilo que você tanto odiou e odeia, quer te fazer uma assassina mais uma vez... Conhece seus segredos... Vai fazer de tudo para te atingir... Sabia do odor gatilho, usou uma dose concentrada fortíssima onde nem o antidoto que eu carregava pode te recuperar da insanidade... Mas nem tudo está perdido.

Natasha sorri e vai até a cozinha com lentidão e mancando. Volta com uma pasta e joga no colo de Wolverine.

- O que é isso?

Perguntou Laura enquanto abria a pasta e folheava os documentos que estavam na pasta.

- Antes de irmos para o Canadá você me disse que os alvos poderiam ser mutantes, então fui investigar, eu fiquei recolhendo informações e isso é toda a informação que eu consegui, você vai perceber que o ultimo dono do laboratório abandonado no Canadá foi assassinado há cinco semanas atrás, ai tem todos os outros endereços dos imóveis que ele tinha, vai perceber que em Nova York ele tem bastante imóveis abandonados. Também vai ter todos os endereços das crianças mutantes e não mutantes desaparecidas. Assim como os poderes delas...

Natasha volta para perto da janela.

- Como você conseguiu tudo isso?

Perguntou Indiana de boca aberta.

- Eu sou uma espiã fofo, tenho meus métodos.

Natasha pisca com o olho direito e continuou a falar.

- Eu sei que você vai até o fim com isso Laura, afinal de contas você é a Wolverine!

Os últimos raios de sol entravam pela janela do apartamento e iluminavam as mãos de Laura.



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