História Wolves and their conflicts. - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Mitologia Grega
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Ficção, Romance
Exibições 65
Palavras 1.234
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 2 - Falta de medo não quer dizer falta de perigo.


Fanfic / Fanfiction Wolves and their conflicts. - Capítulo 2 - Falta de medo não quer dizer falta de perigo.

Acordei com o barulho da chuva, estava quase anoitecendo, eu tinha dormido demais, droga... é nisso que dá não dormir a noite!
Se eu demorasse demais pra chegar em casa eu iria sair com mais roxos do que já tinha, tentei me apressar o máximo possível e me levantei, sacudi minha roupa para que a palha saísse e andei rapidamente até minha casa, quando abri a porta vi gente que não conhecia por ali: visitas, deduzi. Novamente minha mãe me olhou como se fosse me matar, todos pararam de falar e fazer o que estavam fazendo pra me olhar. 
-Com licença.
Minha mãe disse e se aproximou depois de jogar uma toalha que estava em sua mão encima da mesa. 
-Onde estava, sua pirralha!? - ela me perguntou com a voz baixa me levando pra fora com sua mão em meu braço
-No estábulo, como você pediu, me larga! - disse quando já estávamos na rua.
-São visitas. - ela disse em minha frente - Vão dormir aqui hoje, estão de passagem, você vai ter que dormir em outro lugar. 
Ela me olhava com desprezo enquanto falava. 
-Mas... onde eu vou ficar?
-Não sei, isso você resolve, não sou obrigada a supervisionar sua vida. Nem se atreva em entrar aqui até amanhã depois do almoço!
Ela terminou de falar e entrou dentro de casa, fechou a porta e eu fiquei na rua mesmo. Pensei e refleti onde eu iria ficar aquela noite, eu poderia falar com Laís, mas não queria incomodar ela, acredite, ela já tinha problemas demais pra resolver, não queria trazer mais um...
-Anne! - ouvi uma voz masculina me chamando
Virei pra trás e vi Crow sorrindo e me olhando, sorri de volta e me aproximei dele. Ele era um garoto de pele branca, cabelos pretos e olhos verdes, suas bochechas estavam coradas por conta do frio, as minhas provavelmente estavam também. 
-Oi! - eu disse sorrindo e dei um abraço apertado nele
-Senti sua falta, tampinha. - ele disse me olhando com ânimo
-Eu também senti a sua. - respondi largando ele
-Por que está na rua com esse frio?
-É que... minha mãe me mandou pra fora... - eu disse ficando com a expressão desanimada no decorrer das palavras
-Odeio ela, me desculpa, mas eu a odeio! - ele bufou com raiva nos olhos e olhou pro lado - Você vai dormir na Laís?
-Não, eu não quero incomodar ela. 
-Vem pra minha casa então, meus pais não vão ligar mesmo... 
-Acho que não precisa.
-Precisa sim, Anne, por favor, quantas vezes você já dormiu na minha casa nos últimos 6 anos?
-Umas mil talvez. - eu ri
-Então vá dormir lá pela milésima primeira vez! - ele sorriu 
-Tá bom então, vai. 
Eu sorri e começamos a caminhar em direção a sua casa, seria bom dormir lá, fazia muito tempo que não conversávamos direito...
-Como foi sua viagem? - perguntei enquanto caminhávamos em meio as cabanas de venda
-Foi... um... máximo!! - ele disse pausadamente em tom alto e animado andando na minha frente, eu ri
-Nossa, por que foi tão boa!?
-Conheci gente nova, sabe? Vi muitos lobos no caminho... 
-Aaaah, lobos... - eu disse e tombei a cabeça pra trás de olhos fechados
-Você gosta tanto, não sei porque, não vejo muita coisa em lobos... 
-Fala sério, são lindos! - disse começando a olhá-lo - Aqueles olhos enormes que te encaram, aquele pelo macio, aquelas patas que são tão delicadas e mortais ao mesmo tempo... huuum... - eu disse de olhos fechados enquanto andava 
-Você iria adorar conhecer um amigo meu então. - ele riu e ficou do meu lado
-Por que diz isso? 
-Ele se dá bem com lobos. Mas não mora aqui, na verdade eu nem sei onde ele mora...
-Como assim não sabe?
-Eu encontro ele na floresta as vezes.
-Crow, ele é um... 
-Não, ele não é! - ele me interrompeu
-Se você diz...
-Um dia desses eu te apresento pra ele, agora vamos entrar, anda logo, tô com frio! - ele abriu a porta da casa
Eu ri do que ele disse por último e entrei, ele fechou a porta e olhei em volta, fazia tempo que não entrava ali. Seus pais estavam sentados comendo e conversando. 
-Olá. - eu disse e os dois me olharam
-Olá, Anne! Quanto tempo minha menina! Tá com fome? - a mãe dele disse e o pai dele sorriu 
-Não, obrigado, eu já comi. - menti com a voz simpática
-Tudo bem, se precisar de alguma coisa é só pedir! 
-Mãe, pare de puxar o saco dela! - Crow revirou os olhos e eu ri
-Ai filho, só estou sendo legal com sua amiga. 
-Aham, sei! Vamos, Anne. - ele segurou em meu ombro e nós fomos até seu quarto
Me sentei em sua cama e dei um suspiro longo, o observei e ele sentou em meu lado. 
-Não sei como você não sente frio. - ele disse olhando pro nada e nós dois rimos
-Também não sei. Vamos pra floresta?
-Fazer o que lá?
-Eu sei lá, só quero ir.
-Tá, vou botar uma roupa mais quente e nós vamos. 
Assenti e ele saiu dali, minutos depois voltou com outra roupa de costura e tecido mais grossos, parecia ser bem quente, achei um exagero, mas não fui debati e levantei. Saímos dali, os pais dele sequer nos viram. 
Fomos em direção a saída do vilarejo em silêncio.
-Se ver qualquer movimento corre. - ele disse quebrando o silêncio enquanto adentrávamos a floresta
-Não é pra tanto...
-Ah, é assim, pode apostar que é...
-Relaxa aí. Vamos logo. 
Caminhamos pela trilha e eu observava o sol se pondo entre as árvores. Crow parou colocando o braço na minha barriga me fazendo parar também, eu o olhei assustada;
-O que foi?
-Olha... - ele olhava pro chão sem nem piscar os olhos
-Pegadas de lobo? - disse olhando algumas pegadas marcadas na terra
-Sim. Melhor voltarmos...
-Ah, não, vamos ficar aqui! 
-Anne, é perigo... 
Antes que ele completasse a frase, ele se virou assustado, parecia ter ouvido algo, eu também ouvi, mas não estava tão assustada quanto ele.
-Vamos sair daqui, anda logo! - ele disse me olhando, seu rosto estampava o medo que sentia
-Deve ter sido o vento...
-Não, não foi!
Logo depois de sua frase ouvimos outro barulho ainda mais próximo, nesse momento senti medo junto com ele, aliás nem era medo, era desespero mesmo. 
-Tá, vamos... - eu falei e começamos a andar rapidamente pela trilha.
Andamos por alguns minutos pela trilha, eu ia tirando os galhos da minha frente e andando com pressa.
-Não seria melhor... - falei e olhei pra trás antes de completar a frase
Eu me desesperei, porque o Crow havia sumido. Ele tinha ido por outra trilha? Por que diabos ele tinha me deixado ali? Será que tinha acontecido alguma coisa? Eu não sabia. Fiquei parada olhando em volta a procura dele, mas não via nada, ele tinha mesmo sumido, que droga, aquele idiota me paga!
Fiquei por alguns momentos parada procurando qualquer movimento na mata, mas fui surpreendida com uma dor forte e agonizante na coxa, que diabos era aquilo!? Era uma dor insuportável! Acabei caindo no chão depois de soltar um grito, gemendo de dor, tentei olhar pra minha perna e ela estava sangrando muito, tinha uma flecha fincada nela, o que diabos era aquilo? 


Notas Finais


Achei uma foto boa dela que combina com o capítulo, isso é raro kkkk
Até o próximo capítulo! <3


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