História Wonderful Love - Capítulo 37


Escrita por: ~ e ~matheus153854

Postado
Categorias Carrossel
Personagens Personagens Originais
Tags Carrossel, Marcelina, Marilina, Mario, Romance
Exibições 39
Palavras 2.467
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E aí galera, aqui é o Gabriel de volta e aí vai mais um capitulo que tenho certeza que vão gostar, boa leitura!

Capítulo 37 - Capítulo 38


Mário narrando...

Depois que Marcelina saiu da cozinha, terminei de lavar os pratos e logo voltei ao meu quarto, como eu sabia que Marcelina estava ajudando Aninha a descobrir sobre o parentesco delas, procurei descansar e deixá-las sozinhas por um momento. Aproveitei que estava sozinho mesmo e fiquei olhando pela janela do meu quarto por algum tempo, admirando aquela vista maravilhosa. Quem sabe mais tarde, ou até no dia seguinte, eu daria outro mergulho naquela água maravilhosa que tem no lago? Com certeza eu daria. Estava distraído, esperando meus pais voltarem, quando sinto uma mão pousar em meu ombro e me viro. Era Marcelina, que tinha um sorriso enorme estampado no rosto.

—Oi, descobriram? - perguntei sorrindo.

—Sim, na verdade, descobrimos duas coisas. - ela falou sorrindo mais.

—Que coisas?

—Bom, primeiro que a Aninha não está grávida. Acabei de ver o teste. E segundo, realmente, Aninha e eu somos irmãs.

—Ah, que bom, essas são ótimas notícias, vamos avisar o Gustavo?

—Não, ela já se encarregou de fazer isso por mim, ela vai contar pro Gustavo quando estiver à sós com ele.

—Tudo bem então, fico mais aliviado e o Gustavo ficará também.

—Ah vai, com certeza.

Então sorrimos e fomos ver TV na sala, Cirilo e Luana estavam sentados no sofá, não estavam próximos como um casal sempre fica, mas estavam juntos no mesmo sofá. Paulo e Alícia estavam sentados bem próximos no outro sofá como um casal mesmo, enquanto Aninha e Gustavo estavam sentados no chão abraçados. Marcelina e eu fomos nos sentar ao lado deles e ficamos assistindo por um bom tempo.

—Crianças, chegamos! - anunciou minha mãe chegando com meu pai.

—Resolveram tudo que precisavam? - perguntei me levantando.

—Resolvemos sim filho, também trouxemos comida. - sorriu meu pai.

—Que bom, agora sim é oficial! - riu Marcelina.

Depois disso, o clima tenso que antes havia se formado naquela tarde se dissipou, já que meu irmão não estava mais preocupado com algo prematuro e isso me alegrava muito. Porém, como tudo que é bom sempre acaba, os dias seguintes passaram rápido e logo chegou o dia de irmos embora.

—Espero que vocês não fiquem tristes por estarmos voltando hoje, mas não queremos que vocês percam tanta matéria na escola. - falou meu pai enquanto a gente arrumava as coisas.

—Não se preocupe pai, a gente se divertiu bastante durante esse pouco tempo! - eu disse sorrindo.

—É pai, além disso, o senhor tem razão. - confirmou Gustavo.

—Mas a gente pode voltar aqui no fim do ano? - perguntou Luana.

—Claro queridos, será um prazer trazê-los de volta, o bom é que vocês terão mais tempo pra aproveitar. - disse minha mãe - Esse tempo aqui foi só para relaxar um pouco, nos livrarmos daquele estresse do acidente do Mário e do choque por ter me conhecido assim do nada.

—E aliviou muito bem, a gente esqueceu completamente de tudo. - comemorou Marcelina.

—É, mas agora, nada de pensar no passado, vamos nos concentrar no futuro. - sorriu Aninha.

—Isso aí, temos um longo caminho pela frente. - disse Paulo.

—Vamos lá, já avisei meus pais que voltaremos hoje! - falou Alícia.

—Eu também já avisei os meus. - disse Cirilo.

—Vamos crianças, podem entrar. - meu pai anunciou colocando nossas coisas no porta-malas do carro.

Sorrimos e todos entramos no carro, o caminho até que nem foi tão longo assim, mas confesso que me doeu um pouco ter visto aquela casa ir diminuindo aos poucos até sumir de vista, deu um aperto no coração, mas logo me animei com Paulo mostrando um jogo em seu celular.

Primeiro, nós deixamos Alícia na casa dela.

—Tchau gente, obrigada por me deixarem passar aqueles dias no sítio, foram maravilhosos! - sorriu ela e abraçou Paulo.

—Na próxima vez que a gente for, te levaremos tá? - sussurrou Paulo enquanto a abraçava.

—Pode deixar.

Então ela foi em direção à casa dela e antes de sairmos, vimos os pais dela acenarem e logo saímos acenando também. Depois, foi a vez de Luana.

—Obrigada, até amanhã na escola. - sorriu ela depois de se despedir de todos nós com um abraço.

—Até amanhã! - Gustavo e eu falamos juntos.

Por fim, deixamos Cirilo na casa dele e decidimos deixar Marcelina e Aninha por último, já que era a casa mais próxima da nossa. 

—Tchau Marce, até amanhã. - falei lhe dando um selinho.

—Tchau, nos vemos amanhã. - sorriu ela retribuindo e logo ela, Aninha e Paulo entraram na casa, pois Aninha teria que conversar com eles para que fossem atrás da família adotiva pra consertarem isso, embora pudesse causar uma tremenda confusão isso, ou talvez não, quem sabe?

Chegando em casa, descemos do carro e ao levar minhas coisas pro quarto, deitei na cama pesadamente.

—Ufa, foi muito divertido lá, mas eu cansei bastante da viagem. - falei deitado na cama.

—Se você tá cansado imagina eu. - riu Gustavo me olhando - E nossos pais então? Eles dividiram o volante toda hora, devem estar tão cansados quanto nós.

— Com certeza. Bem, vou tomar banho.

Gustavo apenas assentiu e eu fui logo tomar meu banho. Quando saí, comecei a desfazer as malas e quando terminei, veio a hora do jantar, ou estava próximo. Então minha mãe fez um jantar bem apetitoso para nós como sempre fez e depois disso, fomos todos dormir.

Marcelina narrando...

Após nos despedirmos dos meninos, entrei em casa com Aninha e Paulo, assim que abro o portão, vejo nossos pais acenando para o carro dos pais deles nos esperando. Corri para abraçar minha mãe.

—Oi filha, que saudades! - sorriu minha mãe me apertando.

—Eu também estava morrendo de saudades mãe. - sorri a apertando de volta.

—Oi filha, se divertiu? - perguntou meu pai enquanto Paulo abraçava mamãe.

—Muito pai, como nunca antes! - sorri o abraçando. Quando ele me soltou, Aninha ficou nos olhando com um olhar tímido como nunca tinha visto antes.

—Ah, vem cá filha! - sorriu minha mãe a puxando pra um abraço - Ela é nossa filha mesmo querido, sempre foi. - disse ela com lágrimas nos olhos.

Dito isso, os olhos dos meus pais se encheram de lágrimas como os meus e de Aninha, depois de todos esses anos, era muito chocante mas ao mesmo tempo ótimo saber que reencontraram a filha que nunca sabiam que tinham mas sempre estava lá, bem perto deles desde o início. Após termos finalmente acabado de chorar, fomos levar nossas malas para dentro da casa, embora ainda tivesse algumas coisas que a Aninha possuía na casa da família adotiva, outro dia ela poderia chegar lá e pegar tudo, mas o importante é que ela moraria conosco agora.

—Pronto maninha, fiz uma cama pra você aqui ao lado da minha. - falei quando já estávamos indo dormir.

—Obrigada mana. - sorriu me abraçando. Logo demos boa noite e fomos dormir.

Acordei no dia seguinte bem mais sorridente que o normal, afinal, estava de volta em casa, minha melhor amiga que sempre morou aqui em casa agora ficará definitivamente. Porém, ainda teria que correr atrás das matérias que perdemos aqueles dias todos, mas com todos nós unidos, tinha certeza que conseguiríamos juntos recuperar tudo.

—Bom dia maninha. - falei quando vi Aninha se espreguiçando.

—Bom dia, que horas são? - perguntou ela se sentando.

—Já está quase na hora de irmos, me espera que vou tomar banho. - falei e ela assentiu.

Saí já com a roupa que usaria na escola e depois foi a vez dela. Enquanto a esperava, guardei meu material.

—Está linda Aninha, o que você passou? - perguntei rindo quando ela saiu do banheiro já vestida.

—Nada mana, só um batom. - riu ela e eu assenti. Em seguida, arrumamos as coisas juntos e descemos pra tomar café.

—Bom dia meninas! - sorriu minha mãe animada. Pude ver que Paulo já estava na mesa.

—Bom dia mãe! - sorri.

—Bom dia mãe! - sorriu largo Aninha quando disse isso.

—Dormiram bem? Como foi dormir no mesmo quarto pela primeira vez como irmãs? - brincou ela rindo.

—Ah, foi maravilhoso. - sorri e Aninha assentiu.

—Que bom meninas, podem ficar tranquilas que logo uma cama virá pra cá ok? - disse meu pai sorrindo.

—Pode deixar pai, vou adorar. - sorri o olhando.

—Obrigada. - sorriu Aninha.

—Bom, agora quero conversar uma coisa com vocês. - ele ficou sério e eu me assustei um pouco.

—Que coisa? - perguntei.

—Pode falar. - disse Aninha.

—Bom, esses meninos que chamaram vocês pra esse passeio no sítio, eles são os namorados de vocês não? - perguntou.

—Sim pai, o Mário é o meu e o da Aninha é o Gustavo. - expliquei.

—Tudo bem, não estou brigando, só quero pedir uma coisa... não só à vocês, mas também à mãe de vocês se concordar. 

—Que coisa querido? - perguntou minha mãe.

—Eu queria conhecer eles. Podemos marcar alguma coisa aqui em casa e aí eles vem.

Respirei aliviada e sorri.

—Pode marcar pai, a gente fala com eles e com certeza eles virão. - falei sorrindo.

—Tudo bem, avisa à eles que amanhã sairei mais cedo do trabalho e estarei aqui os esperando. - disse ele.

—Por quê não hoje à tarde? - perguntou Aninha.

—Hoje não dá filha, tenho uma reunião e ainda algumas outras coisas pra resolver lá no trabalho, mas não é nada que tenha que se preocupar. - ele disse sorrindo pegando a mão dela.

—Tá bom então, vou falar pro Gustavo. - sorriu ela.

—Podemos chamar os pais deles? Quem sabe você também queira conhecê-los? - perguntei.

—Sim, podem chamar, vai ser bom conhecer todos de uma vez. - respondeu meu pai sorrindo contente com a ideia.

—Ótimo querido, vai ser uma reunião de famílias. - sorriu minha mãe.

—Vai sim. Mãe, pai, temos que ir para não atrasar, ainda temos que pegar matérias perdidas. - disse me levantando e estalando um beijo na bochecha dos dois.

—Isso aí filha. - sorriu minha mãe e logo Aninha fez o mesmo.

—Também vou, tchau. - disse Paulo se levantando e pegando seu skate.

Nos despedimos sorrindo e fomos até o colégio conversando animadamente, não sobre os assuntos do dia, mas sobre tudo que passamos lá no sítio depois de descobrirmos sobre nosso parentesco, a mãe dos meninos tinha um bom gosto para casas de campo e passeios, eu adoro ela e adorarei sempre.

—Oie. - falei sorrindo ao ver os meninos na sala de aula.

—Oi Marcelina! - sorriu Mário me abraçando e me levantando fazendo eu rodopiar várias vezes no ar. Eu sorri com aquilo, me dava vontade de sorrir até não conseguir mais.

—Que animação hein Aninha? - riu Gustavo.

—Claro, depois da descoberta sobre eu e Marcelina, não tinha como não ficar mais feliz, é difícil explicar. - sorriu ela.

—Tudo bem, também senti isso quando minha mãe reapareceu. - Gustavo sorriu fraco.

—Vamos sentar gente? - sugeri tentando amenizar a situação.

—Sim, vamos. - assentiu Mário sorrindo e sentamos. 

Ficamos a aula toda prestando atenção e depois demos um jeito de pegar a matéria: Paulo tinha muitos amigos, logo, ele e Alícia pegaram as matérias com eles e a gente combinou de pegar tudo e passar para nossos cadernos ainda naquela tarde.

—Vai ser um prazer, podemos fazer um lanche lá. - sugeriu Alícia.

—Podemos ir também? - perguntou Cirilo chegando com Luana.

—Claro que podem, afinal, vocês não só perderam a matéria como são nossos amigos. - sorriu Mário ao dizer isso.

—Obrigada gente. - sorriu Luana e logo saiu de mãos dadas com Cirilo para a cantina, afinal, estávamos no pátio.

—Será que estão namorando? - perguntou Paulo rindo.

—Acho que não, ela tem mania de andar de mãos dadas com todo mundo. - riu Alícia.

—É, e se o Cirilo tivesse mesmo com ela, teria nos falado. - sorriu Gustavo.

—Tem razão. Bom, eu e a Marcelina precisamos falar algo com vocês. - disse Aninha.

—Que coisa? - perguntou Gustavo.

—Meu pai quer conhecer vocês e seus pais.

—Quando?

—Amanhã à tarde, provavelmente depois da aula, mas vocês podem ir pra casa de vocês e falarem com seus pais pra que eles se preparem e ajudem vocês a se prepararem também, porque ele quer conhecer vocês e seus pais. - eu respondi dessa vez.

—Ah, tudo bem, podemos ir. - respondeu Mário e eu senti uma certa insegurança em sua voz.

—Vai dar tudo certo, relaxa. - beijei a bochecha dele.

—Sim, vamos lá sim. - sorriu Gustavo.

Percebendo que aquele assunto era um pouco forte para eles, pois a insegurança era evidente neles, resolvi mudar de assunto e Aninha percebeu, mas era só uma questão de tempo, logo eles esqueceriam e ficariam tranquilos na hora do almoço.

Gustavo narrando...

Fiquei meio assustado quando Aninha disse que o pai dela queria me conhecer. Eu nunca passei por isso, mas dizem que pai de mulher, quando quer conhecer o genro, costuma ser meio durão, sério. Eu não sei se estou pronto para enfrentar isso, mas tenho que fazer isso por Aninha. Assim que cheguei em casa, meus pais não estavam.

—Bom, melhor esperar eles chegarem. - disse Mário deixando a mochila no sofá.

—Sim, mas não devem demorar pra chegar. - falei fazendo o mesmo que ele.

Enquanto almoçávamos, eles chegaram e se sentaram na mesa.

—Oi mãe, oi pai. - disse Mário.

—Oi queridos, como estão? - sorriu minha mãe.

—Bem. E vocês? - perguntei.

—Também, o cheiro está ótimo. - sorriu meu pai.

—Sentem, vamos comer. - disse Mário sorrindo e logo estávamos comendo.

Enquanto comíamos sossegados, fiz um sinal com a cabeça para Mário que logo entendeu.

—Precisamos falar com vocês. - disse ele.

—Podem falar queridos. - disse minha mãe.

—É que o pai da Marcelina quer que a gente vá na casa dele amanhã, pra nos conhecer melhor, só que nós não sabemos como ir, podem nos ajudar?

—Claro que podemos, ajudaremos assim que acabarmos o almoço. - sorriu meu pai.

Então sorrimos e logo eles nos ajudaram a escolher a roupa que iríamos usar, ensinaram para nós algumas maneiras de se comportar na frente dos pais dela.

—Sem muita melação, pai também odeia genro grudento.

—Sim, imagino isso, tem garota que também não gosta. - ri.

—Exatamente, então procurem não ficar o tempo todo perto dela, dêem atenção aos pais delas, sejam educados, só não demorem muito pra pensar, estão conhecendo o sogro de vocês e não indo à uma entrevista de emprego. - riu minha mãe.

—Entendido. - riu Mário fazendo referência.

Agora já tínhamos alguns conhecimentos de como agir na casa do pai de Aninha, mas será que vai ser suficiente? Não posso ficar nervoso, tenho que relaxar. Então, entro no banheiro, tomo um banho e adormeço pensando no dia seguinte.


Notas Finais


É isso aí gente, até o próximo!


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