História Wonderland - Capítulo 3


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Categorias A Bela Adormecida, A Bela e a Fera, Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland), Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, João e Maria
Personagens Absolem, a Lagarta, Alice Kingsley, Bela (Belle), Branca de Neve, Caçador, Chapeleiro Maluco, Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, Coelho Branco, Fada Madrinha, Fera, Gato de Cheshire (Gato Risonho), João, Lebre de Março, Lobo Mau, Malévola, Maria, O Caçador, Princesa Aurora, Príncipe, Príncipe Encantado, Príncipe Felipe, Rainha Branca, Rainha Vermelha, Valete de Copas
Exibições 3
Palavras 1.104
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


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Capítulo 3 - Alice est la lecture


Blue se pôs a andar pelos corredores. Sua barriga estava roncando. Mas o mais estranho era o fato de ter sentido uma fraqueza esplendorosa, desmaiando, e ter acordado ali. Algo estranho também era que o tal de Briyan deixara uma carta para ele, dizendo que pode tomar banho e que existem roupas limpas no guarda-roupa. Roupas limpas e estranhas. Um vestido acinturado com mangas até os cotovelos, com presença de botões até os seios. A saia era rodada e leve. Todas as roupas eram de modelos parecidos com aquele, com cores claras como rosa, azul e verde-bebê. Blue terminou por escolher o azul, por achar que desta forma parecia menos infantil. Mas a medida que andava se sentia cada vez mais criança. Ainda mais com aquelas sapatilhas pretas delicadas. Tudo contribuía para deixá-la ainda mais boba.
Cruzou a primeira porta que focou os olhos. Se deparou com uma sala de jantar luxuosa, coberta por um carpete escarlate, com uma mesa a base de vidro gigantesca, além de incontáveis cadeiras em tons marfins que pareciam ser aveludadas, com um lustre posicionado há metros a cima do centro da mesa. Também era visível a presença de alguns jarros ornamentados com algumas rosas em seu interior. Mas o mais curioso foi a presença de uma garota encantadora que parecia estar com todas as atenções tomadas para as páginas de um livro.
Blue decidiu não se intrometer, mas seu estômago roncou alto demais para não ser notada ao pôr os olhos em algumas frutas em um centro de vidro perto da garota.

-Olá. -A desconhecida fez brotar um sorriso doce e sincero nos lábios. -Briyan -praticamente engasgou ao se ver obrigada a dizer o nome dele-, lhe encontrou desmaiada no meio de algumas rosas, lhe deu comida, mas você deve estar com fome. -A morena estendeu uma maçã de cor fortemente rubra em sua direção. -Pode pegar, eu não mordo. -Riu delicadamente. -Sou Bela.

-Blue. -Se apresentou, aceitando a oferta gentil. -Quer dizer que tive o prazer de encontrar este famoso Briyan de que tanto falam? -Apesar de ser fria, ainda existia um pouco de senso de humor em Blue. Por mais que fosse péssimo.

-Sim. -Bela voltou a ler o livro. Por um momento "Alice" perguntou-se o porquê de aquele clima pesaroso, mas resolveu não se intrometer.

-Bela, viu a Alice? -Briyan entrou na sala, sem notar a presença de Blue, e com um ar frio ao ter que se direcionar a morena leitora.

-Ela está aqui. -Respondeu de forma seca. -Devia prestar atenção nas pessoas ao seu redor. Você não faz isto, Briyan.

-Venha comigo. -Sem dizer quaisquer palavras, ele puxou Blue pelo braço.
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Chapeleiro estava calado desde o incidente no dia anterior. Brincava com os cachos ruivos, distraído. A Lebre estava cabisbaixa. Ver o amigo daquela forma não era agradável. Faria o possível para ajudá-lo.

-Chap, ei!

-Sim? -Ele sorriu. Era impressionante como Chapeleiro conseguia disfarçar suas emoções.

-Vamos dar uma volta? Espere, espere! Vou fazer um poema sobre paredes! Rosas são vermelhar, violetas são azuis, chega a ser legal, uma parede de cuscuz! -Bateu palmas de forma alegre.

-Sim, sim. -Ele baixou o olhar para os próprios pés, melancólico.

-Chap, não fique tristinho! Ei, ei, tenho outro! O que a parede disse para a outra?

-Não sei. O que ela disse, Lebre? -Chapeleiro sorriu.

-"Ei, não fique aí, parada! Se não for fazer exercícios, pode ficar larga!"

-Só você para me animar em um momento como este. Obrigado, Lily.
Ser chamada pelo nome original naquele lugar era embaraçoso. Ainda mais ser chamada desta forma por Chap.

-Não foi nada. -A pequena aproximou-se do amigo, fazendo menção para beijá-lo.

-Ei, ei. Não podemos. -Ele acariciou os sedosos cabelos cor de avelã de Lily. -Meu destino está traçado com Alice, e o seu com o Coelho Branco.

-Mas... Você prometeu que... Nos beijaríamos de novo... Eu... Eu sinto sua falta, Chap.

-Desculpe. -Ele estalou um beijo delicado na testa da garota. -Talvez outro dia.

-Oi. -Cindy invadiu a sala, esfregando as têmporas para aliviar uma provável dor de cabeça.
Chapeleiro e Lily separaram-se rapidamente, ambos olhando para o nada, distraídos.

-Olá, Cindyzinea! -Angus a abraçou. As únicas pessoas que possuíam esta intimidade com ela eram Chapeleiro, Lebre e Bela Adormecida, ou simplesmente Emily, uma garota contagiante.

-Anh, que dor de cabeça. Recebi uma carta de Briyan. Ele quer me mudar de área! Me pôr na área do meu príncipe! Vê que ridículo, Chap? -A loira gesticulava desesperadamente, aconchegando-se no peitoral robusto de Chapeleiro. Para alguns poderiam estar vivendo um romance secreto e proibido, mas para ambos era apenas uma amizade. Eles consideravam a si mesmos como irmãos.

-O Briyan não pode te mudar de área, Cinderelinha! -Lebre abraçou a amiga.

-Concordo plenamente. -O rapaz adicionou.

-Ei, aqui só está faltando a Emily, não é? -A mais sã de todo aquele manicômio com dois loucos obcecados por festas de chá lamentou.

-É. Ela nos trocou por aquele príncipe engomadinho. -Lily cruzou os braços, fazendo bico.

-Ai, por favor nem me fale em príncipes! Eu tenho que conhecer o meu imediatamente! -A loira suspirou, irritada.

-Cindy, você não gosta dele? -Chap bocejou, cansado de todo aquele falatório sem sentido.

-Não é isso! Eu apenas não vou com a cara dele.

Mas existiam incontáveis motivos pelos quais a loira não suportava seu futuro marido.
E sua grande parte tinham relação com Emily.
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-Sabe, Alice. -Briyan sentou em uma mesa, tomando um livro completamente aleatória em uma de suas mãos.
Ele a arrastou até aquela biblioteca gigantesca, que curiosamente, possuia um delicioso cheiro de madeira.

-Meu nome é Blue, idiota.

-Alice, -Briyan a provocou. -Você provavelmente não leu muitos contos fantasiosas.

-Conheço um ou dois. -Deu de ombros, tentando irritá-lo

-Você conhece o seu conto?

-Particularmente, não sou de nenhum conto. Mas se está citando Alice no País das Maravilhas, sim, já li.

-Sabe que a Alice tem uma ótima convivência com o Chapeleiro Maluco, correto? -Briyan sorriu, jogando o livro nas mãos de Blue.

-Sim, lembro disto. Ambos são bastante próximos.

-Ótimo, isto facilita bastante as coisas. -Ele pulou da mesa, se aproximando a um ponto perigoso. Blue sentia sua respiração pesada tocar-lhe os lábios e as bochechas. -A questão, é que sendo você a Alice, deve obrigatoriamente casar-se com ele.

-Primeiro, não sou a Alice. E segundo, casamento?! Você é louco?! Onde na história diz que ela se casa com Chapeleiro?!

-Sabe, a antiga Alice se casou com ele. E isto é preciso. Vá se informar, querida. -A deixou sozinha.
Portanto, Blue se pôs a pesquisar por informações naquele local. Precisava contradizer Briyan.
"Alice" estava lendo.


Notas Finais


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