História Wonderland - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Piece
Tags Zorobin
Visualizações 68
Palavras 5.126
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Escolar, Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Chapéu de Palha


“O mundo está cheio de pessoas, assim como você, Nami! Tente conhece-las e entende-las o máximo possível, é assim que se cria boas amizades, mas lembre-se sempre: Amizade é quando você tem alguém por quem pode contar sempre e vice-versa...”

 

Nami estava de passagem nos aposentos do Rei Roronoa, era a segunda vez que recebia tal permissão desde o atentado contra a Coelha Negra.

E lá estava a paciente, recuperando-se a todo vapor.

- E como foi o passeio no Reino de Copas?

- Ora, absolutamente agradável! As pessoas lá até que foram muito gentis desta vez, lembro-me que na primeira vez que me encontrei em tal Reino, fui recebida com certa... acidez, pela Rainha Aono. –a ruiva respondera num suspiro- mas fico imensamente feliz que esteja melhorando, logo poderá voltar às atividades!

- Sim, é o que mais desejo, acima de tudo, tenho que ajudar o Rei de Paus com o Sul do país, tenho certeza que as coisas andam um caos por aqui.

- É, mais ou menos, diria... –Nami deu risada junto da Híbrida, ambas ouviram a porta se abrir e lá estava o Rei Roronoa, aproximando-se da cama.

A peã levantara-se da poltrona que ocupava, fazendo mesura respeitável ao mesmo; este apenas bagunçou seus cabelos e suspirou ainda de pé.

- Sinto que devo me desculpar com você, pirralha, não tenho sido o melhor exemplo como Rei.

- N-não deve se preocupar, Majestade, ainda preciso muito aprender sobre este mundo... –abanou as mãos em nervosismo- na verdade, eu queria tanto poder voltar para casa...

- Mas entende que no momento, não será possível, não é? –Zoro lhe indagou e vira o consentimento- Senhorita Swan... –arfou- Não podemos prometer que conseguirá vencer o Alice Game e muito menos que se ganhar, irá de fato conseguir retornar ao seu mundo, porém, caso aconteça, tenha em mente que, isso tudo não é um sonho, Alice criou este lugar, nos deu a vida e a sabedoria. Apesar da pouca idade, sua memória fértil fez nascer um mundo totalmente complexo. Quase como um reflexo do mundo da superfície, o mundo da água.

- Perdoe-me a impertinência, Senhor, mas... O que acontecera com Alice?

- Ela foi a última Campeã que tivemos no Alice Game ao nos ajudar a derrotar a Bruxa dos Lírios. Quando ela desejou voltar para casa, de fato foi, porém, por ser a Criadora deste mundo, a condição para que voltasse para casa era que continuasse a nos dar vida em sua dimensão.

- O que significa?

- Significa que Alice, mesmo depois de crescer, continua a nos visitar sempre que quer e por tal motivo, em seu mundo, ela não pode mais falar com outras pessoas. –a Coelha Negra respondera- Era uma condição na qual teve o livre arbítrio para escolher... Alice escolheu nos manter vivos e com as Leis e Teorias de grandes sábios de seu mundo, criou esta dimensão para que nós existíssemos de verdade. A condição... Era escrever um livro sobre nossa história e perder contato com seus semelhantes, neste caso, hoje, ela sofre de uma doença chamada Autismo. Em seu mundo, Alice não consegue mais se comunicar da mesma forma com seus próprios parentes, ela o fizera para o nosso bem. –entristeceu-se.

- E-então... –Nami tentou dizer.

- Autismo é uma doença na qual a pessoa não tem capacidade para "conviver no mesmo mundo” que os outros, ela cria seu próprio mundo e nele vive, achando ser sempre o correto e ás vezes, sofrendo algumas crises por não conseguir interagir nem mesmo com o que cria em seu espaço imaginário.

A garota assustou-se, ficando tão pálida quanto leite. ― Senhorita Swan, se realmente tem vontade de retornar ao seu mundo, terá de esquecer de nós quando chegar a hora, caso contrário, ficará como Alice ou até pior.

Nami saiu correndo, não sabia o que pensar agora; o casal suspirou, Zoro encarou a morena.

- Acha mesmo que foi necessário dizer isto?

- Cedo ou tarde, ela terá de escolher.

- Mas e sobre o que Domino nos contou?

- Receio que  Ambehä esteja certa, essa garota não é apenas uma Campeã do Alice Game... É a chave catalizadora para a destruição do nosso mundo.

- Então, a existência dela é ruim?

- Muito pelo contrário.

- Uh?

- Se ela morrer, nós morremos, mas se ela viver, nós vivemos, se ela voltar para o mundo da água, continuaremos vivos, porém, se ela nos esquecer, terei que dar um jeito...

- Já estou começando a odiar esta conversa.

- Zoro, uma hora ou outra, eu precisarei morrer... –o sorriso dela era encantador mesmo nas horas mais extremas, e era isso que ele mais odiava nela-

- Deuses não morrem!

- Tem razão, nós reencarnamos toda vez que morremos, porém...

- Sem mais! Apenas fique quieta e descanse, savi?! –rosnou o Rei já incomodado e impaciente, virando-se para sair do quarto-

- Zoro! –ela chamara com certa seriedade, fazendo-o encara-la nos olhos- antes de ir, venha cá...

- O que quer, Coelha maldita? –bufou entediado-

- Não vai cumprimentar os lábios da Rainha? –ironizou sadicamente, logo sentindo um toque suave nos lábios vermelhos- melhor assim, pyon~ 

- Não fale destas coisas, sabe o que penso... –dissera o esverdeado de forma amoada-

- Não se preocupe, não pretendo reencarnar tão cedo, então, apenas cuide de mim, Meu Rei. –a risada dela o fez amenizar o mau humor- Hey, quero bolo de cenoura! Pyon~ 

- Como queira, Morena...

*

*

*

*

Nami estava sentada no deck alto do Lago dos Cogumelos, nada dizia, estava frustrada.

- Esquecer esse mundo, é?...

- Que passa com essa tristeza toda, Mocinha? –alguém lhe indagou, virou-se bruscamente para encontrar os olhos escuros do Chapeleiro.

- Luffy!

- Que acontece contigo, menina? –sentou-se ao lado- está mal?

- Mais ou menos... –encarou melhor- e... que chapéu é esse na sua cabeça?

- Ah, fala do meu adorável Chapéu de Palha? –sorriu altivo- é que, oras, sou um chapeleiro no fim das contas, minha função é produzir chapéus!

- Então, foi você quem fez este chapéu de palha?

- Bem, este em específico, não. –falou ameno- este me foi dado de presente por alguém especial, então, o cuido com muito carinho, este chapéu é deveras importante, sabe?

- Dito isso, agora sei! –riu de canto-

- E quê te aflinge, Ruiva da Superfície?

- Bom... ouvi alguns dizeres da Coelha Negra e do Rei de Paus. –suspirou, encolhendo-se em suas pernas- Não quero esquecer este mundo, Luffy, não quero esquecer ninguém! Nem você...

- Ah, entendo... –ele sorriu- então ela contou sobre Alice, não é? –Nami apenas assentiu- Deixa-me te contar: quando Alice chegou aqui, eu a saudei, lhe mostrei muitas coisas sobre este mundo e também sobre todos que aqui vivem. Mas... Pode guardar segredo, criança?

- Uh?

- Na época que Alice veio nos visitar e estabelecer vida permanente para nós, ela lutou contra a Rainha de Copas.

- O quê?! A Rainha Tashigi?! –espantou-se a jovem-

- Ah não, a Rainha antecessora, mãe da Paladina Aono. –Luffy deu risada- Sabe, a Rainha Aono Soega, era uma mulher muito ambiciosa e séria, isso a afetou nos deveres de Governante. Tashigi teve de lutar contra a própria mãe para assumir o trono por causa de sua insensatez. Foram tempos difíceis para o Reino de Copas... Tashigi, na época, ainda Princesa de Copas, pediu ajuda de Alice para derrotar Soega.

- Eh?!

- Sim. Acontece que por causa de sua tirania, Soega envolvera quase todo país numa batalha terrível contra o Urso-Dragão, Bartholomew Kuma, ele era aliado da Rainha... Alice prometeu proteger a todos e com isso, derrotou-o e cortou a cabeça de Soega na frente de todos os súditos copanos.

- E-Ela fez isso mesmo? De verdade?

- Sim. –Luffy suspirou- Tashigi assumiu o trono e acabou com todas as atrocidades que sua mãe fizera com o Reino, porém, além de ser a mais nova dos Paladinos, é também a mais mal vista graças a este infortúnio... Ela inclusive, fora rejeitada pelo Rei de Paus.

- EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEHHHH?!

Nami gritara como se sua vida dependesse disso, ficando tão surpresa quanto o possível. Aproximou-se do Chapeleiro e ambos ficaram com braços colados um no outro... – Então, significa que a Coelha Negra não é a primeira mulher dele?

- O quê? Não! Antes da Coelha Negra nascer e descer para este mundo, o Rei Roronoa nem sabia o que era Amor, somente depois de conhece-la, é que tomou rédeas para se tornar mais sério.

- Espere, como assim? Q-Quantos anos a Coelha Negra tem?!

- Uns... 328 anos... –pensou ele-

- EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEHHH?!

- Bom, até onde me lembro, os Paladinos também são sobre-humanos, sobre-humanos vivem tanto mais tempo quanto alguém como você.

- E-Está dizendo que o Rei de Paus é... –tremeu-se inteira-

- Ah, ele fará 321, em novembro!

- O QUÊ?! –gritou exasperada- M-Mas isso não faz o menor sentido!

- Ah, ele ainda é bem novo para um sobre-humano, vou explicar algumas coisas sobre a Cultura e a Educação Paladina. –Luffy bufou com tédio- Olha só, você já ouviu falar no livro ‘Alice no País das Maravilhas’, savi?

- Sim.

- Então, deve lembrar-se que no início do livro, Alice estava ouvindo uma história de seu pai antes de dormir, savi?

- Savi.

- Pois bem, quando Alice nos visitou, ela tinha sete anos de idade, nisso, a Rainha Tashigi tinha 118 anos.

- Q-quer dizer que essa história aconteceu de verdade há... mais de 200 anos?!

- 205, para ser mais exato!

- Então, atualmente, a Rainha Tashigi tem... 323 anos de idade?!

- É isso aí! –O Chapeleiro riu de canto- Senhorita Swan, devo lembrar-lhe que aqui, não é o seu mundo. Em Laftel, nossa contagem é feita a partir do nascimento de Alice até os anos atuais. Antes de Alice existir, alguém mais viera nos visitar e nos dar um tempo de vida até que nossa grande criadora chegasse. O que quero dizer é, em anos humanos do seu mundo, nós, adultos com mais de 300 anos, devemos estar atingindo a marca dos trinta anos, isso, se for nos anos mais recentes, dos quais o Peão Copano viera.

- Law?

- Sim. Você é de uma época antes da dele, uma época conturbada por Guerras, savi?

- É... –suspirou- mamãe e papai devem estar tão preocupados...

- Não estão... –Luffy sorriu como nunca- eu sei que está tudo bem com eles.

Nami agradeceu mentalmente pelo incentivo, talvez fosse isso que estivesse faltando para melhorar seu humor de ultimamente. – Ah, mais um detalhe sobre a nossa matemática, em Laftel, você já tem idade para sair com garotos.

- G-garotos?... Como assim, Luffy? –a ruiva corou- Quantos anos eu tenho aqui?

- Uns 60 anos.

- S-Sessenta anos?! –ela levantou-se eufórica- com sessenta anos já posso me encontrar com garotos?!

O Chapleiro levantou-se e num riso de canto, aproximou-se o suficiente do rosto da mesma, suspirou devagar...

- Tem idade até para fazer coisas que apenas jovens adultos fazem, Pequena Swan... –lambera sua bochecha, fazendo-a gritar de repente- Como sair perambulando de madrugada por Laftel sem os pais saberem... Em seu mundo, logicamente jamais aconteceria, afinal, pela matemática da superfície, você tem seis anos de idade, mal deve saber o que é casa de tolerância e... Garotas de Programa... –riu de canto-

- N-não me compare com essas garotas mundanas!

- Absolutamente! –riu alto- Se me der licença, hei de me encontrar com a Coelha Negra.

*

*

*

*

No Reino de Espadas, Hancock estava sorrindo como uma Rainha Genuína, era a primeira vez em mais de duas semanas após o atentado do Cavaleiro Negro que sua irmã, a Princesa Sonia, acordava.

Seus olhos expressavam serenidade, cansaço, preguiça e claro, felicidade.

- Ah, Minha Doce Sonia, estou tão aliviada que tenha acordado!

- Ah... eu dormi tanto assim? –indagara sonolenta-

- Por duas semanas seguidas, Minha Princesa. Estava tão preocupada que mal conseguia pensar direito. –a Paladina sorriu meiga, ainda com a mão entrelaçada a da irmã mais nova- Os Deuses escutaram minhas preces, com as graças dos Signos você está bem!

- E você, Irmã? Deve estar cansada depois de tanto eu preocupar-lhe...

- Que nada, Meu Anjo, apenas continue descansando, savi?

- Savi, Irmã. –sorriram amenas, Hancock beijara-lhe a testa com toda calma possível, seguidamente, levantara da cadeira e contra seu gosto, soltara a mão da Princesa.

Após mais uma seção gratuita de stress numa reunião com o Conselho dos Naipes, ficava difícil pensar em algo bom, porém, o despertar de sua irmã a fizera ganhar boa parte do dia.

Usopp lhe acompanhara desde o corredor dos quartos até a Sala do Trono, onde passava a maior parte do tempo com a Rainha, cuidando de assuntos extremamente importantes em relação ao Reino Espadino.

A Sala do Trono era feita de mármore rosa e ônix, um local ampliado por seu teto alto e paredes largas, as janelas eram estreitas e compridas. Três largos degraus davam no piso alto, onde se encontra o Trono de Hancock, ao lado esquerdo, o Trono de Sonia, e ao lado direito, um tanto mais afastada, a escrivaninha de Usopp, seu Conselheiro Real.

É naquela sala que a jovem Rainha Boa Hancock também utiliza da mesa Imperial (feita todinha em madeira dourada), para assinar os papéis mais importantes deste Reino, cada aprovação ou reprovação sua é uma grande mudança em todo o território de Espadas.

Naquele instante, era isso que ambos faziam...

- Ah, esses ataques da Bruxa dos Lírios têm feito Laftel virar as noites sem dormir. –resmungou ela, preocupada- Preciso pensar em uma solução para este problema.

- Nossa única solução é a Coelha Negra, Majestade, com todo o respeito. –Usopp respondera meio agoniado-  Infelizmente, ela não está no melhor dos estados de saúde, na pior das hipóteses, teremos de esperar notícias dela pelo próprio Rei de Paus.

- Devo admitir que o Reino Pausoliano está meio caótico por causa disso, a Coelha Negra é uma influência tão grande no Sul do país que até os Reinos no Interior de Laftel, a conhecem mais que nós mesmos, os Paladinos. –a morena suspirou- O que fazer numa situação dessas?

- Apenas o tempo dirá, Majestade, apenas o tempo...

- Reconheço que nada me preocupa mais que o tempo, afinal, nós não o temos por agora.

- Devia se acalmar, Majestade! –ouviram a voz infantil de Chopper, o Signo Celestial Espadino, Rainha e Conselheiro cumprimentaram-no de imediato.

- Vossa Grandeza... –Hancock sorriu num surto de alegria-

- Estamos todos atrasados, os Gatunos da Bruxa dos Lírios atacaram uma cidade ao leste de Triller Back, o país vizinho a Laftel.

- Como disse?

- Pois sim, estão se adiantando para cometerem outra atrocidade, o que mais está incomodando os Signos Celestiais daqui e de Ísis, é que Ambehä até agora não se manifestara, isto desde o atentado no Labirinto de Zou.

- Que Vossa Grandeza quer dizer? –Usopp o indagara, Chopper suspirou profundamente-

- Estamos atrasados! O tempo corre como a água fervente no bule de chá, as bolhas quentes estouram como as bombas que ela causará nesta próxima Guerra. Será inevitável, mas nossa melhor carta, além do Campeão de Alice, é o livro Poneglyph.

- O quê?! –o par de humanos ficara sem chão, tremendo as pernas e brancos como folhas de papel.

- Vossa Grandeza, o Livro Poneglyph é o livro com a Magia da Criação do Mundo, o livro mais importante mais sagrado do nosso país! Não podemos usar sua magia! –Hancock alterou-se- E mesmo que pudéssemos, ninguém sabe onde ele está!

- Não há nada neste mundo que não possamos achar. –Chopper sorriu convicto-

- Mas o povo Poneglyph irá permitir tal ousadia? Perdoa-me a palavra, Santidade... –Usopp clamou preocupado-

- Sabemos bem que o povo Poneglyph é o mais respeitado de toda a criação, visto que eles são a civilização mais antiga do nosso mundo. Dito isso, quero que tenham em mente a situação atual: a Bruxa dos Lírios está ficando cada dia mais forte porque está roubando a magia de Laftel, seus Gatunos estão atacando e vandalizando as ilhas vizinhas, a Coelha Negra, nossa maior fonte de esperança, no momento está debilitada e por causa disso, o Alice Game está pausado por tempo indeterminado. Temos quatro convidados da Superfície que não fazem ideia do que seja nosso mundo, nossa educação, cultura e relação. Digam-me sinceramente, Conselheiro Real, Usopp e Rainha de Espadas, Boa Hancock... Qual é a única coisa que nos falta em todos estes problemas além de ótimas soluções?

Pensaram brevemente, ambos se encararam de relance e logo, voltaram a observar a rena, que suspirou em negação. – Tempo! Não temos mais tempo a perder! Estamos atrasados! A Segunda Guerra dos Lírios virá a qualquer instante e que saída temos agora?!

- Ah... –arfou Hancock- e o que faremos, Vossa Santidade?

- Eu e todos os Signos Celestiais, em breve nos encontraremos em Ohara, a ilha da Sabedoria. Não há lugar melhor no mundo como a nossa casa, de lá viemos, para lá voltaremos... –Chopper saltitou até a mesa dourada da Rainha- Todos os Signos Celestiais entrarão numa discussão sobre como iremos agir contra os Lirianos sobreviventes a Primeira Guerra. Os Deuses estão começando a se agitar, para nós, será ruim.

- Ah não, se os Deuses inquietarem-se...

- Exato... já não bastou a Coelha Negra ser envenenada, ainda sofreu um atentado na própria cama por um Gatuno dos Lírios, mesmo para uma Deusa como ela, Ambehä sabe a magia perfeita para ser usada contra o poder de cura de um Deus... a melhora da Coelha está sendo lentamente eficaz, porém, precisamos que seja mais rápida.

- E é isso que considero estranho, Vossa Grandeza! –Usopp retrucou- Ela é uma Deusa Excepcional! Tal como seu nome, vinda direto de Ohara, o berço de todos os Deuses e Signos, mais do que ninguém, a magia da Bruxa dos Lírios jamais a afetaria de tal forma, visto que o poder de cura de um Deus é instantâneo!

- O problema não é esse, Usopp! –Chopper reagiu sério- Esquece-te que Ambehä, Rainha dos Lírios, é uma Semi-Deusa? Filha do Deus da Terra, o Touro Dourado?

- Tsc...

- Entendo a frustração, mas o nível de poder dela pode sim, ser muito equivalente ao poder da Coelha Negra, por isso, sua magia é tão efetiva quando se trata de venenos, Deuses que encarnam na Terra têm parte de seus poderes selados para que não causem danos aos humanos e outras criaturas, a Coelha Negra só usa 12% de todo o seu poder original, e vocês viram por conta própria o quão gigantesco ele é, agora, imaginem se ela usasse 50% disso para derrotar uma Semi-Deusa com poderes similares?

- Ela teria capacidade para destruir o país inteiro assim... –Hancock suspirou mais preocupada que o normal.

- Não. A Coelha Negra pode fazer isso usando apenas esses 12% de magia não selada...

- O quê?!

- Se ela usar metade de sua magia total, destruiria todo o continente. E mais o continente vizinho.

Era assustador demais, ninguém deveria nascer com um poder tão grande. Desse jeito pensava a Rainha de Espadas; com a palidez evidente e suando frio, tentou continuar focada nas palavras da Rena Celestial. – Vocês não imaginam o peso que ela carrega com isso, é uma responsabilidade enorme e aterrorizante, todos os dias a Coelha Negra distribui uma carga mágica por todo o país para que faça tudo funcionar devidamente. É muito difícil suportar este fardo, é insana a quantidade de magia que ela possui e mais insana ainda a sua ciência disto. Imaginem o quão insuportável é para ela ter nascido Deusa... porque este é o preço que se paga por amar excessivamente a humanidade.

- Deuses só existem porque nós acreditamos neles... –Usopp ressentiu- Deuses só existem porque acreditamos que eles são poderosas entidades que podem nos proteger e nos guiar para um Novo Mundo...

- Por causa de nossos desejos egoístas, os Deuses sofrem. –Hancock entristeceu- eles nos amam incondicionalmente, mesmo quando erramos e decepcionamos. Mesmo quando jogamos a culpa neles... Os Deuses também choram por nós e se machucam...

- A Coelha Negra foi escolhida entre todos os Deuses para encarnar na Terra e nos proteger, ao mesmo tempo que nos ensina e aprende conosco sobre sentimentos... Ela ama tanto a humanidade que dói. E Dói tanto que a faz se ferir. Os Signos Celestiais sentem a dor de seus Deuses, elas são feridas grandes, profundas e delicadas para curarem, simplesmente porque feridas emocionais não se podem ver, como as feridas carnais.

*

*

*

*

No Reino de Paus, Luffy havia terminado sua visita à Coelha Negra. Agora, estava com Nami novamente, ambos sentados à mesa da sala de estudos, nunca pensou que ela entenderia tão rápido os conteúdos básicos sobre a Cultura Paladina.

- Espere, então... –ressaltara a menina- quer dizer que, a matemática de Laftel funciona a partir da contagem do nascimento de Alice até o momento presente, no meu mundo?

- Exato! –sorriu o Chapeleiro- O Nascimento de Alice, em seu mundo, é datado durante a época de uma Guerra de Navegações em seu país, a sua morte aconteceu no período de Guerras Revolucionárias, então...

- Calma lá, Luffy! A Coelha Negra disse que ela está viva!

- Ah não, Alice não poderia viver tanto assim, ao menos, não nas condições que a saúde humana fornecia na época. Veja bem... –explicara- a Era das Navegações é datada no começo do século XVI, porém, ela jamais poderia ter vivido por 200 anos na Superfície! Alice morreu no final do século XVI, quando as Guerras de Revolução começaram a estourar na Europa. Ela viveu por muito tempo para uma pessoa daqueles anos, porém, como o acordo era “Se isolar do mundo em que vive para continuar a viver no mundo em que cria”, ela conseguiu sobreviver seus anos finais de forma sossegada, diria eu.

- Vocês não envelhecem?

- Claro que sim! Só que nosso tempo de envelhecimento é muito mais lerdo que o seu.

- Mas então, como pode ela estar viva?

- Ela não está viva da forma que pensa, Senhorita Swan. –ele sorriu- No seu leito de morte, no mundo de Cima, Alice teve sua alma “engolida” por Ohana, o Lago Dimensional.

- Espere aí! Como é que um lago pode engolir alguém?! –exasperou inconformada.

- Vou chegar lá! Sua Impaciente!

- Perdão... –corou-

- Bem, o Lago Ohana é o lago que interliga o meu mundo com o seu. Ele funciona como um portal dimensional, que faz com que todo tipo de criatura que viera de outra dimensão, “renasça” através dele, savi?

- Ah, entendo!

- Bom, Alice teve sua alma engolida por Ohana, assim sendo, ela renasceu em nosso mundo como uma grande entidade, que hoje, vive livremente em várias formas, tamanhos e cores, é deste jeito que ela nos protege e continua nos mantendo vivos.

- Sim, agora entendo... –Nami sorriu simples, encarando os livros de cultura paladina em cima da mesa- que gesto nobre de sua parte...

- Concordo. –Luffy suspirou- ah sim, esqueci de mencionar que Ohana, o Lago do nascimento, compõe a paisagem mais sagrada do mundo de Alice: O Salão Natural da Ilha de Ohara.

- Ilha de Ohara?

- Sim, Ohara é uma ilha vizinha a Laftel, a mais próxima de todas, fica ao extremo sul do Reino de Paus, o Reino com a maior fonte de magia do país e também o mais extenso, geograficamente.

- Oh...

- Ohara é a Ilha da Sabedoria, pois é de lá que vêm todos os Deuses e Signos Celestiais.

- Como disse?! –a ruiva pasmara em surpresa- Uma ilha só com Deuses?!

- Não, é uma ilha que concebe o nascimento dos Deuses e dos Signos Celestiais! –corrigiu bufando- você precisa prestar atenção!

- Ah, desculpe! Desculpe!

- Chopper nasceu nesta ilha, assim como a Coelha Negra.

- Verdade?!

- Claro! É através de Ohana, o lago do nascimento, que eles chegam em nosso mundo.

- Mas... e de onde vêm os Deuses?

- Cada um vem de um lugar.

- Eh? –Nami tombou a cabeça confusa.

- Usemos a própria Coelha Negra como exemplo; ela é uma Deusa Híbrida vinda da Lua, ou seja, ela é uma Deusa da Lua.

- Certo!

- Agora, temos um Deus muito famoso em Laftel, este é o Corcel Branco, o Deus das Águas.

- Então, ele é como Poseidon?

- Poseidon? O que diabos é um Poseidon?

- Poseidon é um Deus da mitologia grega, ele é o Senhor dos Mares e das criaturas marinhas.

- Ah, quer dizer que no seu mundo também têm Deuses?!

- Mas é claro! –Nami sorriu orgulhosa- hei de explicar-te!

- Escuto!

- No mundo de Cima, nós, humanos, somos divididos em grupos raciais, sociais, econômicos, religiosos e culturais... Ao menos é assim que nos ensinam na escola.

- Escola?

- É um lugar onde as crianças se reúnem em grupos grandes para estudarem juntas sobre a humanidade e o Universo.

- Ah, savi! Aqui em Laftel, escolas não são necessárias, as crianças só aprendem sobre a humanidade, as dimensões e as culturas através da prática, deixamos as teorias para quando resolvem formar-se numa área específica de conhecimento, mas no geral, elas devem saber de tudo um pouco.

- Mas isso não é ruim, Luffy?

- Por que seria?

- Porque dessa forma, elas não conseguem formar uma opinião própria quando lhe perguntam algo.

- Está enganada! –ele riu- A educação de Laftel é separada em diversas áreas, mas estas áreas, são na realidade as culturas existentes pelo país. As crianças são mandadas para peregrinação nos Reinos a partir dos dez anos de idade. Elas primeiro são enviadas para os Reinos Paladinos, nos quais, o conhecimento sobre eles é obrigatório. Em cada Reino Paladino há um Mestre Real Geral, que aguarda um grupo de crianças dentro do Palácio e lhe ensina, individualmente, sobre a educação geral e a cultura paladina daquele reino. As crianças ficam agrupadas e hospedadas no palácio por um período de três anos, depois, elas são enviadas para o Reino seguinte. Devo ressaltar que apesar delas virem em grupo para o Palácio, o Mestre Real, ou Tutor Real, se preferir, ensina individualmente, ou seja, é como um professor particular, visto que cada criança é diferente e seu tempo de aprendizado, também.

- Whoah... eu não sabia que é tão complexo assim a educação de Laftel!

- E como! –ouviram Domino, Conselheira do Rei de Paus, aparecer na sala de estudos tragando um sorriso doce e adorável- Senhorita Nami, que tal conhecer nossa Tutora Real?

- O quê?

- Sua curiosidade sobre o nosso mundo é uma oportunidade perfeita para ter aulas com ela. Irá aprender na prática, como funciona cada Reino e principalmente, como são elaborados os planos de melhoria para cada um.

- Acho que aceito o convite!

- Pois bem, Chapeleiro, dá-me a honra de acompanhar-nos?

- Claramente! E olha que já me demorei muito aqui, Minha Majestade deve estar preocupada.

- Pois será rápido!

Domino lhes fez seguir os passos. Nami e Luffy nada diziam. Como sempre, ele esbanjava seu ar tranquilo e infantilmente alegre, já a menina, esboçara ansiedade e preocupação, imaginando como seria conhecer essa tal Tutora Real...

Andaram até a ala leste do Palácio Pausoliano, conhecido como Recanto das flores. É o lugar mais aberto e vívido de todos na casa.

Os corredores abertos, feitos por pedras de opala, eram recobertos por plantas trepadeiras e pequenas flores de orquídeas, enquanto os corredores que haviam ao menos uma lateral fechada, continham enormes vasos com plantas maiores e bem diversificadas.

Os jardins Pausolianos sempre foram muito bem vistos por todo o país, afinal, segundo o Rei Zoro, esta ala do palácio foi feita especialmente para a Coelha Negra, que ama tudo o que é muito vívido e também, efêmero.

São largos quatro andares de palácio pausoliano, então, toda a ala leste fora preparada para suportar as 7 toneladas de plantas espalhadas por todos os jardins (incluindo os suspensos e os internos). O andar do vestido preto de Domino não era nada deselegante, assim como seu sorriso sambado em felicidade...

Passaram pelo corredor principal, onde a lateral esquerda é fechada e a direita, é aberta.

Quase no fim dele, um vão grandioso e bem adornado em detalhes de ouro e diamante, um majestoso jardim interno com cúpula redonda e aberta, podia-se admirar as mais antigas e belas árvores já plantadas no Reino.

- Estas árvores estão cada vez mais altas... –Luffy arfou em derretimento pela beleza do Jardim de bonsais e cerejeiras.

- Nossa, que lindas! –Nami encarou as flores coloridas das cerejeiras com seus troncos grotescamente velhos e admiráveis.

- Este é o jardim que a Coelha Negra mais gosta de passar o tempo. –Domino respondera- todas as árvores que estão aí, foram plantadas pelos avós do Rei Roronoa, a maioria já estava na idade adulta quando plantadas aqui, mas se repararem, existem outras árvores bem menores e ainda em vasos. Estas foram plantadas pela Coelha Negra e pelo Rei.

- Whoah...

- Eles cuidam de todas essas flores, juntos.

- Entendo por que ela precisa melhorar logo... –Luffu sorriu meigo.

- Bem, chegamos! –a Conselheira virou no fim do corredor principal, onde há uma escadaria em espiral toda de pedra e, à direita, uma grande porta de madeira que estava fechada. Batera duas vezes e entrara com toda calma do mundo- Peço perdão por interromper, Exímia!

- Não atrapalha em nada, Conselheira! –a voz respondera ao longe.

Nami ficou sem fala, era um lugar imenso, repleto de longas, largas e profundas estantes, livros de todos os tipos sobressaíam delas!

Uma escadaria perto da porta que dava num segundo andar, mais estantes e mais livros... Sofás, poltronas e mesas grandes com várias cadeiras estavam espalhadas nos seis salões do local.

Num sofá vermelho estofado e aveludado, repousava uma mulher de longa cabeleira platinada e olhos muito azuis, lábios levemente avermelhados e maçãs rosadas.

Branca como um floco de neve e esbanjava elegância através de um vestido azul da cor da noite de verão, lia um livro grande e grosso que descansava em seu colo. Esta o fechara e sorrira ao levantar-se. – É um prazer revê-la, Domino...

- Exímia... –cumprimentara numa respeitável mesura- apresento-lhe a peã da casa, Nami Swan.

- Prazer conhece-la, Senhorita Swan.

- O-o prazer é meu! –corou a menor- n-nossa, perdoa-me dizer isto, mas é muito parecida com a Coelha Negra!

- Entendo... –sorriu a mulher.

- Nami, esta é Nico Olvia, Tutora Real Pausoliana, ela foi quem criou a Coelha Negra.

- Como?!

- Olvia é mãe da Coelha Negra. –Luffy bufou- tão difícil foi compreender?

- EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEHHH?! 



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