História Wonderland. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Monsta X
Personagens Min Hyuk, Won Ho
Tags Desafio Dos 100 Temas, Wonhyuk
Exibições 28
Palavras 2.198
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Tema 43: Uma fanfic de “Alice no País das Maravilhas”;

Fiquei meio na dúvida sobre fazer uma one-shot ou short-fic, mas acabei optando pela segunda. A fanfic é mais baseada na Volta ao País das Maravilhas do que o primeiro, espero que não esteja errado. E quem não gostar de temas que trabalhem psicólogos ou de coisas pesadas, não recomendo que leiam.

A fanfic tem 7 capítulos + 1 especial.

Espero que gostem.

Capítulo 1 - First: Alice.


— Minhyuk, você já está pronto?

A voz doce da mãe do rapaz invade o quarto e ele a encara rapidamente. Ela entende que pode entrar e assim o faz, indo até o espelho onde o filho está parado e põe as mãos nos ombros dele, sorrindo para o reflexo. Ao contrário de si, o Lee permanece com a mesma cara inexpressiva. A calça jeans escura era rasgada em várias partes, e contrastava com a blusa números a mais que si totalmente xadrez escura, sem contar o tênis apertado. A maioria dos pares de roupas de Minhyuk eram daquela maneira, não que ele não gostasse, mas eram todas para agradar sua mãe, já que ele não se sentia tão confortável como a mais velha achava se sentir.

— Você está lindo, Minhyuk. Estamos lhe esperando lá em baixo.

E então ela sai do quarto e deixa o loiro mais uma vez sozinho, apenas encarando-se no espelho. Ele não gosta do que vê, não gosta de si mesmo. Mas engole todos os sentimentos ruins que entalam-se na sua garganta e força um sorriso, que sai mais torto do que esperava. Repete aquilo mais vezes, precisa esboçar um sorriso que chegue perto de algo verdadeiro para sair daquele quarto, afinal quem lhe espera na sala de estar é a sua pretendente, que a família quer porque quer que sejam casados, mesmo que ambos os filhos nutram coisas diferentes e por pessoas diferentes. Sabe que Jihyun — que ele gentilmente apelidou de Soyou — provavelmente está fazendo o mesmo, a não ser que sua mãe tenha servido chá gelado para a menina e sua família, assim ela se distrai e não participa da conversa que define o futuro que ela não quer.

Quando se dá por vencido, sai do quarto, deixando prontamente as luzes apagadas. Olha a escada no fim do corredor e suspira fundo, apenas deixando que seus pés o guiem; e assim desce, recebendo olhares curiosos da maioria, e apenas o que é desinteressado é o de Soyou, que ele entende plenamente e retribui. Força o sorriso que havia treinado e fala com os pais da garota, que lhe dizem elogios a respeito de sua educação excessiva. Quando chega em Soyou, estende a mão e assim que recebe a da garota, beija a contra-gosto. A ruiva levanta com um sorriso — que ele nota se forçado — e o abraça. Felizmente, os cabelos longos cobrem um pouco o rosto do rapaz, que pode sussurrar para a mais baixa:

— Boa sorte para nós, Jihyun-noona.

Ao se separarem, ela se pronuncia: — Você também está lindo, Minhyuk-ah.

 

♦ ♤ ♥ ♧

 

Os mais velhos sentados no sofá conversam animadamente sobre algum assunto que os filhos não dão a menor atenção. Tomavam o chá em silêncio, embora soubessem o quão sufocados estavam com toda aquela situação.

E então Minhyuk tem uma ideia.

— Soyou-ah… Que tal irmos lá fora? — Chama a atenção de todos e a garota o olha confusa. — Eu vi um beija-flor, me ajude a por mais água para ele. — Inventa asneiras, pois sabe que a mais velha não gosta de coisas tão meigas assim.

— Oh… Sim, sim! Posso, papai? — A ruiva se vira para o homem mais velho enquanto se levanta, pegando na mão de Minhyuk e entralaçando os dedos de ambos.

— Claro, minha querida. Só não demore muito. — O loiro sorri com a fala do homem e se vira para sua mãe, que acena com a cabeça, seguida pela mãe de Jihyun. Com aquela deixa, pedem licença e vão em direção a entrada da casa, largando as mãos assim que já estão no jardim.

— Obrigada, Minhyuk. Acho que eu iria chorar se continuasse lá.

— Disponha, noona. — Empurra ela pelos ombros até sentarem-se nas cadeiras que tem no meio do jardim e se sentam. — Conseguiu se resolver com Bora-noona?

— Foi bom você tocar neste assunto! — Ela saca o celular do bolso do short curto e passa a futricar em algo, exibindo uma foto dela com a citada Bora, esta última atrás dela com os braços na cintura de Soyou. Sorri abertamente enquanto a ruiva mantém um dos olhos fechados e faz um bico. Um belo casal. — Estou tão feliz, Minhyuk. É maravilhoso chamá-la de namorada, mesmo que meus pais não saibam.

— Posso imaginar. — Ele solta um riso breve. — Quero arranjar coragem para cortar as coisas que nossos pais estão planejando para nós.

— Mas você é assexual.

— Isso não significa que eu deva atrapalhar Bora e você.

Soyou sorri: — Se eu não tivesse ela, com certeza você seria meu crush.

— Cala a boca, idiota. — Minhyuk sorri de verdade e amassa o sorriso da mais velha com as mãos. — Mas me diga, como você conseguiu se resolver com ela?

— Bem, eu fui na casa dela e entrei pela janela. Era muito tarde e os pais dela não estavam em casa, viajaram para o interior para ver o avô da Bora. Derrubei uns livros e ela apareceu na sala, e me viu. — Riu da situação. — Nós brigamos um pouco, mas depois eu expliquei a ela o que se passava com as nossas famílias e…

— E…? — O loiro ficou esperando a continuação da frase, mas ao olhar para o rosto de Soyou, notou a coloração vermelha vibrante que ela tinha. — Noona!

— Shiiiiu, fala baixo! — Tapou a boca do outro com o indicador e passou a sussurrar. — Eu não tenho culpa, nós nos beijamos e aconteceu!

— Desisto de ser seu namorado de mentirinha. — Riu fraco, se levantando, ouvindo o mesmo da outra. Eu vou andar um pouco. Qualquer coisa diga aos meus pais que eu fui comprar algo para comermos. — A ruiva assente para ele, e assim Minhyuk sai da casa, começando a andar pela sua vizinhança, indo em direção ao parquinho que tem ali perto; sabe que não é muito frequentado, então vai sem pressa. Cruza algumas casas onde há pessoas na frente, dando boa tarde a todos, ouvindo cochichinhos de como era educado.

Minhyuk havia aprendido com sua avó que deveria ser gentil com todas as pessoas, independente de quem fosse. E mesmo que após a morte dela ele tenha se tornado meio fechado, nunca havia se esquecido de prezar a ética e a educação que recebeu da mulher.

Vê um pouco a sua frente um homem de roupas pretas e cabelos loiros com pontas azuis dobrar rapidamente a esquina para o parque. Se preocupa em que ele vá atrapalhar seu descanso e anda mais rápido. Chega no local e sorri ao ver que ele está vazio; passa pelo balanço quebrado e pela gangorra, sorrindo ao imaginar quantas crianças haviam brincado ali — Minhyuk ama crianças. Se senta na grama que envolve a árvore enorme e esverdeada que ele nunca havia visto sair dali. Encosta a cabeça no caule e deixa as pernas cruzadas, apoiando as mãos nos joelhos. Admira um pouco a paisagem que ainda pode se ter daquela parte do bairro, já que é uma aréa cheia de árvores. Há pessoas andando de bicicleta, grupos de amigos, casais de mãos dadas. Não os adolescentes, mas sim os idosos, já que eles sorriem com verdadeiro amor, mesmo apesar dos cabelos brancos e das rugas excessivas. Admira em silêncio, com um leve sorriso, ainda mais com a senhorinha que divide a comida com uma pequena menina — julga ser sua neta — e com outro senhor, ambos muito felizes, mas ela não come em momento algum.

Minhyuk recorda-se mais uma vez de sua avó e de todos os momentos, acabando por deixar uma lágrima solitária correr pelo seu rosto; ri desgostoso e a limpa ela, fechando os olhos.

— Eu só queria que o tempo parasse.

— Mas ele está parado! — Se assusta com a voz que soa na sua frente; assim que abre os olhos, vê um garoto inclinado para si com olhos vermelhos feito sangue e de roupas brancas com preto. Se levanta rapidamente, limpando as roupas, e notando o outro olhar para os lados com curiosidade. — Ou o tempo está andando? Horário ou anti-horário? Noroeste ou sudeste? — Solta várias perguntas ao mesmo tempo, buscando o relógio de pulso e vendo que os ponterios estão descontrolados, girando para todas as direções, como se tivesse algum problema. O garoto de branco pula, saindo correndo pelo parque todo, olhando em todos brinquedos, como se procurasse algo. — Oh, ele vai ficar tão bravo comigo… Um canivete, um canivete, preciso de um canivete! O coelho branco precisa de um canivete!

— Mas que merda? — Minhyuk pergunta assustado, olhando ao seu redor. Tudo parece ficar escuro e nada mais acontece, o tempo aparenta estar mesmo parado. Procura seu celular e vê que o relógio está parado a muito tempo, o fazendo abrir ainda mais a boca em formato de bola. Direciona seu olhar para as pessoas adiante e vê todas se desintegrarem, algumas viram poeira e outras derretem como cera, inclusive a velhinha que ele vinha admirando. Tomam outras formas, virando grandes árvores negras e exóticas, de folhas quadradas. O garoto mais baixo continua correndo para todos os lados, procurando algo, e o Lee o para assim que ele passa na sua frente. — Ei, o que está acontecendo? — Encara as orbes vermelhas e o garoto olha em volta, sorrindo insano logo após se virar novamente.

— Bem-vinda de volta, Alice.

E sai correndo de novo, deixando cair o relógio de bolso branco. Minhyuk o pega e lê o nome que tem ali, embora pequeno e meio camuflado.

“Im Changkyun — White Rabbit”.

É o nome daquele garoto? — Se pergunta, indo atrás do último resquício do terno branco que vira pelo caminho, encontrando o provável Changkyun, que ainda corre desesperadamente pela floresta que começa a surgir ao redor. Minhyuk não entende o que acontece e mesmo encarando tudo que se forma, continua correndo atrás do garoto, pois precisa falar com ele para saber que diabos era aquilo, que se assimilava a um filme de terror, e dos piores. O céu tinha uma lua toda deformada, como a do livro de bruxas que o Lee tinha quando criança, e o céu parecia ter sido pintado por uma, em um azul escuro e de textura aparente com a de um lápis de cor mal apontado.

— Im Changkyun! — Grita, fazendo com que o rapaz de cabelos platinados a sua frente pare, coisa que o maior não fez, esbarrando nele, mas sendo segurado bruscamente.

— Im Changkyun… Im Changkyun… — Revira os olhos várias vezes. — Não, você está louco, eu não sou Changkyun... — Faz uma pausa e Minhyuk se assusta. — Quem é Changkyun? Você é Changkyun? Eu não sou Changkyun. Eu sou o Coelho Branco. — Olha diretamente para o loiro, que sente um frio correr pela espinha ao sentir a insanidade presente no tom de voz do mais baixo. — Não, você não é Changkyun. Porque você é Alice.

— A-Alice?

— Sim, Alice! — Solta uma risada histérica e que aparenta não ter fim, enquanto coloca as mãos na barriga, tentando fazer passar a dor que se acumulava por conta de seu riso descontrolado. Ao parar, seu olhar aparenta malicioso e a língua percorre os lábios. — Alice… Há pessoas com saudade de você. — Arrasta Minhyuk pelos pulsos, com uma força até então desconhecida por um caminho estranho, onde todas as folhas negras vão abrindo espaço e estranhamente se chacoalhando, rindo com uma voz fina. Chegam a um penhasco; o fundo tinha cores preto e branco girando em círculos, deixando o loiro hipnotizado, enquanto as paredes também tinham as mesmas cores, mas desciam em linhas verticais. — Entre, Alice!

— Meu nome não é Alice, Changkyun! — Grita com medo, sentindo os olhos lacrimejarem muito com a visão que tinha. — E-Eu me chamo Lee Minhyuk, não Alice!

— Uh…? — O platinado o olhou ainda pior. — Que porra você está falando?! Você é Alice! E eu sou o Coelho Branco! Está ouvindo?! Alice e Coelho Branco!

Minhyuk tem certeza que vai chorar, e que precisa de novas calças. Tem tanto horror da cena que presencia que mal nota o quão próximo está da ponta do abismo.

E é então que o semelhante chega perto de si e fala baixo: — Continua tola, Alice. — Empurra o Lee com uma mão e admira ele cair pelo buraco, que ninguém tem certeza de onde vai parar.

 

♦ ♤ ♥ ♧

 

Minhyuk abre os olhos e não sabe onde está.

Olha em volta e vê uma floresta parecida com a que vira mais cedo, mas esta parece mais real, e ele comprova isto assim que uma planta o oferece um candeeiro; por mais exótico que soe, ela é azul com verde escuro, e tem um sorriso diabólico, como se fosse desenhado apenas para perturbar pessoas.

E é assim que Minhyuk se sente.

Perturbado.

Pega o candeeiro mesmo que desconfiando daquilo e ouve o risinho fino antes que ela derreta em sua frente, como a velhinha. Se afasta assustado e levanta, quase chorando de tão horrível que tudo aquilo é. Ilumina o caminho a sua frente e nota que é um corredor único. Há placas vazias pelo caminho, mas Minhyuk tem sua atenção atraída assim que há uma com algo escrito.

“Você voltou, Alice!” Dizia a primeira. Minhyuk torceu o nariz e passou para a próxima.

“Por que fez essa cara…? Era para você sorrir, Alice.”

— Eu não sou Alice!

“É sim, você é Alice.”

“Está pronta para perder sua sanidade novamente, Alice?”



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