História Wonderland (Dramione) - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger
Tags Dramione
Visualizações 297
Palavras 2.246
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Capítulo 10


Fanfic / Fanfiction Wonderland (Dramione) - Capítulo 10 - Capítulo 10

Hermione vira Draco se afastar dela, mas não conseguia se mover. Sentira como se seus pés fossem feitos de chumbo. O que eles fizeram? Engraçado, ela nunca pensou que queria beijar Draco até faze-lo. Mas agora teria que enfrentar o gênio arisco de Malfoy. Uma voz interior lhe dissera que devia dar espaço a ele, mas a leoa dentro de si dissera que devia correr até ele e enfiar bom senso em sua cabeça dura. Hermione quis ouvir a leoa.

Finalmente encontrou os próprios pés e correu atrás dele. Chamara por ele, teve certeza que ele a ouvira pela rigidez de suas costas, mas ele não parou. Ela o chamara de novo.

— Não, Granger! Me deixa. – ele respondera sem se virar para ela.

— Draco, podemos conversar so...

— Não! – ele gritara. Dessa vez ele se virou para ela. Hermione vira a tempestade se formando em seus olhos. – Esquece o que aconteceu. – ele falou com calma fingida. – Por favor, Granger. Conversar sobre isso só vai fazer a gente brigar e eu não quero fazer isso, ok? Só... – seu autocontrole aparente se desfez afinal – Só me deixa em paz, porra!

Draco correra para longe dela mais uma vez e Hermione decidira não insistir mais essa noite. Mas não iria desistir, sabia que todo o progresso dele iria por agua abaixo se Draco não lidasse com o beijo da maneira certa.

Chegando em casa não pensara em fazer muita coisa além de se jogar no sofá. Nem se dera ao trabalho de acender a luz, ficara apenas deitada no sofá mexendo no celular. Experimentara enviar uma mensagem a Draco, mas ele nem sequer a lera. Sem perceber começara a revisitar o beijo em sua cabeça até pegar no sono.

Na manhã seguinte acordara com horríveis dores nas costas. Depois de um banho rápido preparara algumas panquecas com calda de chocolate. O celular apitara, mas não era uma mensagem de Draco e sim da mãe. Hermione lhe contara sobre a noite passada, mas não mencionara o beijo.

Quando ouvira batidas na porta Hermione imaginou que seria o Sr. Carter recolhendo o aluguel, mas era Draco, com olhar frio e calculista que a encarava de volta. Ele entrou sem ser convidado e Hermione teve que sair da frente para evitar que trombassem.

Que comecem os jogos, ela pensou.

— Draco...

— Não. – ele a interrompeu calmo demais. – Quem vai falar sou eu, Granger, então quero que preste muita atenção no que vou dizer, ok? Ontem à noite não significou nada. Nada. A gente fez o que fez porque estava fugindo daqueles caras e só. Você ouviu bem o que eu disse?

— Esse discurso é pra mim ou pra você mesmo? – ela desafiou e pode ver a centelha se acendendo dentro dele, Draco a controlou muito bem. – Se você estava fingindo, desempenhou seu papel muito bem.

— O acordo acabou. – ele continuara como se não a tivesse ouvido.

— O quê?

— Já aprendi tudo o que precisava e agradeço sua ajuda. – ele falava como se tivesse recitando um discurso que decorara com muito afinco. – E assim que recuperar meu dinheiro, você receberá o que nós combinamos. – Hermione não acreditava no que estava ouvindo. – Aqui está o seu livro.

— Eu não quero o livro, Malfoy, e nem a droga do seu dinheiro. – ela gritara para ele, mas ele já caminhava em direção a porta.

Um rápido feitiço de Hermione fizera com que a maçaneta desse choque em quem tentasse toca-la. Draco sacudira a mão olhando pra ela com raiva.

— Muito maduro, Granger.

— Ah, eu estou sendo imatura? Você é inacreditável.

— Estou tentando fazer a coisa certa aqui.

— Não, você está fugindo! Não quer enfrentar o que aconteceu.

— Não aconteceu nada! – ele gritara de volta e pegando a maçaneta decidido a ir embora dali. Sentiu o choque de novo, mas não largara. Dava o máximo de si para ignorar a dor.

— Você vai se machucar, Draco. Para! – mas ele ainda não largara a maçaneta. E não iria largar, Hermione percebeu, então lançou um feitiço de bloqueio entre ele e a porta.

— Hermione...

— Não! Agora é você quem vai me ouvir. Você não é mais uma criança inocente controlada pelo seu pai, ou pelos estereótipos da Sonserina, ou por Voldemort. Você pode escolher por si mesmo o que quer ser. Que se dane o status, ou sangue. Vai ser fantoche deles até quando? A vida é sua, Malfoy, e você pode tomar o controle dela. E é isso que te assusta, estar sem sua máscara, porque o cara que me beijou ontem não foi o herdeiro Malfoy, nem o sonserino, nem o menino assustado, foi você. Simplesmente você, sem nenhuma camuflagem ou desculpa.

— Você não me conhece, Granger.

— Pelo contrário, acho que te conheço melhor do que qualquer um. Acho que fui a única pessoa que já te viu sem a sua armadura.

— O que você quer que eu faça?? - ele cuspira para ela com raiva.

— É exatamente esse o ponto! O que você quiser! O que você escolher. Quero que viva sua vida por você, não pelas expectativas dos outros.

Draco balançava a cabeça negativamente sem parar, como se não soubesse lidar com uma verdade incontestável. Algo que lhe fora revelado diante dos olhos e não houvesse nenhuma possibilidade de negação.

— Eu não sei mais o que eu quero. – ele admitira num suspiro. – Eu não sei mais quem eu sou... Tudo o que existia, sumiu.

— É uma página em branco que...

— Não venha com essas merdas de frases prontas pra cima de mim, Granger. São palavras vazias. – ele acusara.

Hermione não respondera e Draco se sentara no balcão, afundando a cabeça entre os braços.

— Draco, essa mudança seria mais fácil se você parasse de se culpar por tudo o que faz. – ela disse sem se aproximar dele. - Olhe por esse lado, não tem ninguém além de mim que te conhecia de antes. Ninguém está te julgando, e se isso te fizer se sentir melhor, posso prometer que nunca contarei nada sobre seu tempo aqui.

Aquilo fizera Draco erguer a cabeça.

— Não tem ninguém aqui... – ele repetira como se apenas agora essa ideia tivesse lhe ocorrido. – Promete que não vai conta nada?

— Prometo. – ela dissera com sinceridade. – Será que agora você pode, por favor, parar de me ver como sua inimiga?

A pausa de Draco fizera o coração de Hermione parar por alguns segundos.

— Por que insiste tanto em me ajudar, Granger? – Hermione o encarara pensativa.

— Acho que todos merecem uma segunda chance. Você cometeu erros como qualquer um, Draco. Mas não posso te condenar por causa disso. – ela lhe oferecera um pequeno sorriso. – E a gente ainda tem uma viagem pra fazer... certo?

— Sim, Granger. – ele finalmente concluiu. - Vamos fazer essa maldita viagem.

 

***

 

Draco preparava uma mochila ainda se perguntando onde estava com a cabeça quando deixou que Granger o convencesse a continuar com isso. Mas ele teria que ficar ali mais um ano, então porque não fazer a estadia agradável? Ninguém saberia que ele teria se divertido e Granger prometera não contar. Isso se se pudesse confiar na palavra dela, o que, relutante em admitir, Draco confiava.

Eles não conversaram sobre beijo, o que deixara o sonserino grato. Não queria pensar sobre o assunto, pois não sabia como lidar com ele. As vozes em sua cabeça não podiam ser simplesmente desligadas, nem seu temperamento. Não fazia ideia de como ele e Granger poderiam ficar confinados em um carro por horas sem que o assunto fosse trazido à tona e, junto com ele, uma discussão inevitável.

— Hunter, caso meu... tio... apareça enquanto eu estiver fora, pode entregar essa carta pra ele, por favor? – o amigo estava deitado em sua cama com um livro.

— Claro, cara. Quanto tempo vai ficar fora mesmo? – Hunter guardara a carta em uma gaveta.

— Dois ou três dias, por que? – Draco perguntara desconfiado.

— Só pra programar quanto tempo de sexo selvagem eu posso fazer aqui.

— Fique longe do meu quarto. – ele avisara.

— Não prometo nada. E quando eu vou conhecer sua namorada?

— Eu não tenho namorada. – Draco respondera confuso.

— Ok, a mina que você tá pegando. – Hunter perguntou com impaciência.

— Não tô pegando ninguém. – ele se defendera.

— Draco, se queria manter segredo, não devia tê-la beijado daquele jeito no meio de todo mundo. – ‘daquele jeito?’ Fora tão intenso assim? – Pensei que fosse sério, já que estão indo viajar juntos.

— Só vamos resolver uns problemas, e ela não é minha namorada.

— Ok, emburradinho. Boa viagem com a sua não-namorada-que-você-beija-em-público.

Draco lhe mostrara o dedo do meio e se dirigiu ao local de encontro combinado com Hermione. A bagagem da garota incluía apenas uma pequena bolsa de mão. Feitiço de extensão, Draco imaginou.

Decidiram que o bruxo seria o primeiro a dirigir e iniciaram sua pequena roadtrip depois de pedir lanches em um drive-thru. A música no pen-drive que Hermione espetara no rádio, e a voz da mulher do GPS, eram os únicos sons no carro.

Um livro muito maior do que a bolsa de Hermione fora tirado de lá, e a garota começara a ler com afinco. Draco conseguiu ver que era um livro de medicina, e mais especificamente sobre o cérebro humano. Ela lia por mais de uma hora e de vez enquanto fazia anotações em um caderno preto. Estava claro que algo a irritava quando ela fechou o livro com força e o lançou no banco de trás.

Ele a encarara por um segundo, mas ela virou o rosto.

— Nunca pensei que veria Hermione Granger maltratando um livro.

— Essa droga tá me deixando doente. Não quero falar sobre isso. – ela se calara de repente e ele não insistira no assunto. - O que você está estudando? Nunca me contou.

— Só escolhi fazer aulas de matérias que eu gosto. Isso é temporário, Granger. Não é como se eu fosse me formar.

— Ok, qual sua aula preferida então?

— Desenho.

— Sério? Não imaginava que você desenhasse.

— Tenho muitos talentos ocultos que você desconhece, Granger. – ele a encarou presunçoso e ela sorriu.

 

***

 

A viagem prosseguira no mesmo ritmo tedioso anterior. Pararam em um posto de gasolina e descobriram que o GPS os havia enviado por um caminho mais longo. Estavam mais a leste do que gostariam e o tempo marcava quase doze horas de viagem ao invés das nove previstas.

Descobriram que uma das cidades próximas teria a Festa do Vinho, o que atraia pessoas de todos os cantos, e se adicionassem isso ao período de férias, sim a estrada estaria cheia. Decidiram jantar ali mesmo no bar antes de seguir viagem.

Hermione dirigira pelas três horas seguintes quando decidiram que já tinha percorrido o suficiente por aquele dia. Parariam no primeiro hotel que encontrassem.

Esse plano acabara sendo mais difícil do que pensaram. Já haviam parado em três deles e nenhum tinha quartos disponíveis. Essa festa devia ser mesmo muito concorrida, se não havia quartos nem na beira da estrada.

— Eu tenho uma barraca na minha bolsa. – Hermione sugerira.

— Você quer acampar?

— Você quer dormir no carro?

Assim estacionaram e entraram no bosque até achar uma clareira que pudessem usar. Hermione entregara uma lanterna a Draco e usara o Lumos da sua varinha para se guiar. Quando encontraram um lugar que ambos acharam adequado o sonserino fora recolher gravetos para uma fogueira enquanto a bruxa armava a barraca com magia.

— O que diabos é isso? – Draco encarava a pequena barraca de Hermione.

— É a nossa barraca.

— Nossa? Nós dois vamos dormir aí? Não tenho certeza se uma pessoa cabe aí.

— Ora, não seja ridículo, é claro que cabe. É uma barraca de camping trouxa. – ela apontara a varinha para os gravetos e murmurou um Incendio, enquanto o conflito interno de Draco o percorria.

Ela sabia o que ele estava pensando. Os dois teriam que dormir inconvenientemente próximos naquela pequena barraca. A ideia também a assustava, mas havia um lado seu que ficava maravilhada com a possibilidade. Chamem-na de louca, mas queria dividir essa intimidade com ele. E achava que ele precisava disso tanto quanto ela.

— Talvez eu devesse dormir no carro.

— No carro? Mas é perigoso.

— E aqui não é?

— Aqui temos minha magia, vou colocar proteções ao redor da barraca. Não posso fazer isso aqui e lá ao mesmo tempo.

— Não me importo.

— Eu te assusto tanto assim?

— Acha sensato depois do beijo a gente dormir juntos?

— Ah, então houve um beijo? Desculpe, por um momento pensei que tivesse imaginando coisas, porque você insiste em dizer que não aconteceu nada. – ele a olhava com raiva. - O que acha que vou fazer? Pular em cima de você? Você não é tão irresistível quanto pensa. Vamos apenas dormir. E se me lembro bem, ontem quem me agarrou foi você.

— Bem, você não estava exatamente tentando me fazer parar.

— Não, eu não estava.

A réplica de Draco se calara em sua boca e Hermione começara a lançar os feitiços de proteção ao redor deles deixando o rapaz sozinho por um momento. Rezara para que ele lesse as entre linhas. Ela não pediu para ele parar, porque não queria que ele tivesse parado.

Hermione estava dentro da barraca a mais de meia hora e aquele idiota ainda não entrara. Imaginou que aquele teimoso estivesse dormindo no chão ao lado da fogueira e fechou os olhos.

Acordou no meio da noite e ainda estava sozinha na barraca. Espiou lá fora e o vira dormindo, meio sentado, apoiado em uma arvore. Aquilo partira seu coração mais do que podia admitir. Conjurara-lhe uma manta e um travesseiro e voltara a dormir se sentindo estúpida.

Que se dane.



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