História Wonderland (Dramione) - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger
Tags Dramione
Visualizações 181
Palavras 2.635
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Capítulo 11


Fanfic / Fanfiction Wonderland (Dramione) - Capítulo 11 - Capítulo 11

Draco acordara em um sobressalto, examinando a manta e o travesseiro com desconfiança.

Hermione.

Vira um bilhete preso à barraca.

 

Fui buscar o café da manhã.

 

Bem direto. Ela devia estar brava com ele. Draco não a culpava, e não saberia explicar o porquê de sua birra, mas a ideia de dormir com ela o assustara mais do que gostaria de admitir. Passou boa parte da noite pensando. Ela não pedira pra ele parar. E não pediria se ele a beijasse de novo. Era isso que o petrificara, ela queria. E ele...

Por Salazar, não! Não podia.

Por que não?

Uma voz surgira em sua cabeça, mas ele a silenciara sacudindo a cabeça.

Você quer beijá-la.

Cala a boca!

Estava atiçando o fogo novamente quando ela retornara.

— Por que acendeu isso? Estamos indo embora. Aguamenti. – com um movimento de sua varinha a barrava foi desmontada, enquanto ela lhe entregava um saco de papel pardo com manchas de gordura.

— Vamos dividir o croissant? – ele perguntara.

— Eu já comi. – ela respondeu sem se virar para ele, ainda guardando tudo.

Sim, muito brava.

Ela dirigia em silencio enquanto ele comia. Dirigia mais rápido que o necessário e fora seca em todas as tentativas de conversa que Draco iniciara. Na hora do almoço pararam em um restaurante e o silencio também fora prolongado lá. Aquilo já estava fazendo Draco ficar puto. O que ela queria que ele fizesse?

A conta fora paga e quando voltaram ao carro Draco se recusou a dar a partida.

— Algum problema? – ela perguntara.

— Você quer parar com isso?

— Não estou fazendo nada.

— Exatamente. Você sempre é uma otimista insuportável, nunca cala a boca, e agora está puta comigo por que não quis te foder naquela barraca?

O tapa de Hermione fora rápido e preciso.

— Seu idiota convencido! Você não entende nada! Desde que a gente se reencontrou eu não fiz nada além de te ajudar e você só me afasta. Eu não queria nenhum tipo de carícia vinda de você. Queria só que você visse a mim, e a todos os trouxas, como seres iguais a você. Queria que percebesse que não somos seus inimigos e que você não precisa ser arisco comigo.

— Hermione... – ele tentou.

— Não! Eu cansei. Quer se trancar na sua torre de eu-sou-melhor-que-todo-mundo? Ótimo. Entendi o recado, não vou mais te incomodar. – ela se virara pra frente como se colocasse fim a discussão.

Sem dizer nada, Draco ligou o carro e voltou para estrada.

Ele não sabia como reagir aquilo. A verdade é que nunca ninguém fizera tanto por ele, e tão desinteressadamente. Em seu mundo isso simplesmente não existia. As pessoas sempre queriam alguma coisa, nada era de graça.

Ela pedira mil galeões para ajuda-lo, ele lembrou.

Você teria aceitado a ajuda se fosse de graça? Uma voz em sua cabeça lhe questionara.

Não.

E se ela só quisesse que ele fosse legal?

Duh!

Ele queria ser legal com ela.

Por Merlim, queria ser muito mais do que só ‘legal’ com ela.

“Draco...” a voz de Oliver invadira seus pensamentos “...segundas chances são raras. Agarre a sua e não deixe escapar”.

Mas agora Hermione o odiava de novo.

Recupere-a, a voz insistira em sua cabeça.

Essa parte da estrada estava vazia e eles faziam um bom tempo. Nesse ritmo chegariam a seu destino em breve. Draco pensou que ficaria aliviado quando aquela viagem chegasse ao fim, mas quanto mais perto chegavam, mais angustiado ele se sentia. Ele sabia que a única coisa que fazia sua vida suportável no momento era Hermione. Precisava convence-la a continuar com ele.  

Quando viu que o GPS indicara apenas duas horas restantes para o fim da viagem, o relógio ainda marcava seis e meia da tarde. Sem pensar, ele tomara um retorno.

— O que está fazendo? – ele perguntara.

— Pegando o retorno para o hotel. – ele não olhara para ela ao responder.

— O que? Não! Podemos chegar em Campbeltown hoje mesmo. Ainda é cedo.

— Estou cansado de dirigir.

— Eu posso dirigir. – ela oferecera.

— Não, terminamos a rota de hoje. – Draco dissera com firmeza.

— Quem te colocou no comando da viagem? – Hermione exigira saber.

— E quem colocou você? – ele cuspira em resposta - Ontem você decidiu a que horas saímos de casa, quando parávamos, quando comíamos. Bem, hoje é a minha vez. Quero janta, um banho e uma cama.

Ele estacionara e saíra do carro antes que Granger pudesse protestar. Sabia que a estava deixando com mais raiva, mas tinha que faze-los parar se quisesse ter uma chance de consertar as coisas. No entanto ela fora mais rápida e chegara à recepção antes dele, pedindo dois quartos separados. Ele devia ter ficado aliviado, mas não ficou.

Recebera sua chave e se encaminhou para o seu quarto, reparando que Hermione se afastara dele com o celular na mão. Colocara a mochila na cama sem tirar os olhos dela. Desdera em direção ao restaurante e fez sinal para ela visse onde estava. Recebera um sinal positivo em resposta enquanto a garota voltava à sua ligação.

Draco escolhera uma mesa perto da janela e pedira apenas um café até ela chegar, tentando colocar os pensamentos em ordem. Ele sabia que Hermione estava sendo mais legal do que ele merecia, mas não podia evitar. Mortes e torturas ainda o atormentava em pesadelos.

 

***

 

Hermione aparecera quinze minutos depois e se afundara atrás do cardápio. Não queria que ele percebesse que ela andou chorando. O olhar insistente de Malfoy não se afastava dela, o que só a deixara mais irritada. O lado bom é que ele não tentou puxar conversa e ela aproveitou para pegar seu caderno preto e o seu livro enquanto esperavam a comida. Draco começou a mexer no celular, provavelmente se distraindo com um jogo qualquer, ainda que lhe lançasse olhares furtivos de tempos em tempos.

Hermione logo percebera que ler aquele maldito livro fora uma má ideia. Estava a ponto de joga-lo no chão e começar a gritar de frustração quando o pedido chegara, a impedindo de fazer uma cena.

Ao encarar sua macarronada percebeu não sentia nenhuma fome. Não comera nada além do pequeno almoço, mas sentia a garganta travada. Antes que pudesse anunciar que não estava com fome, Draco começara a falar.

— Hermione... – ele dissera e se calara em seguida, como se perdesse a coragem.

— Sim? – ela encorajou, mais por curiosidade que por interesse.

— Eu não te vejo como inimiga. - os olhos da garota dobraram de tamanho e Draco pareceu de repente muito interessado em seu prato de costela. – Eu sei o quanto está sendo legal comigo e sinceramente... você foi a única... amiga... de verdade... que eu já tive. – ele finalmente criou coragem para olha-la nos olhos. – Mas... eu vi muita gente ser torturada e morta em minha própria casa, tudo por associação aos trouxas. Sei que a guerra já acabou e essas pessoas foram mortas ou presas, mas... não é tão simples...

— Sim... não é fácil esquecer. – ela disse olhando para a fraca cicatriz em seu braço. Se chegasse perto ainda se podia ler ‘sangue-ruim’ cravado em sua pele. Sentira que Draco a observava com culpa no olhar. Fora a tia dele quem torturara Hermione uma vez, deixando a cicatriz como lembrança.

Draco esticou a mão e passara o dedo pela marca com uma suavidade que Hermione não imaginara que ele fosse capaz.

— Eu sinto muito. – sua voz não era mais que um sussurro.

— Não sinta. – Hermione respondeu recolhendo o braço. – Foi sua tia quem fez isso, não você.

— Desculpe não ser o amigo que você merece.

— Obrigada por dizer isso. Significa muito pra mim. – Draco lhe oferecera um fraco sorriso.

— Então está tudo bem? Você não me odeia? – ele parecera apreensivo por um minuto.

— Não, Draco, eu não te odeio. – ela assegurara.

— Ótimo, não quero que chore mais por minha causa. – então ele tinha notado.

— Por sua causa? – a garota começou a rir – Meu Deus, você é mesmo um idiota convencido, não é? – ela acusara em tom de brincadeira.

— Não era por minha causa que estava chorando?

— Não. – ela respondera. – E não quero falar sobre isso.

— Ok.

Draco voltara ao seu jantar enquanto Hermione encarara seu prato.

Ela estava com fome afinal.

 

***

 

O sonserino respirava aliviado quando fechou a porta do quarto atrás de si. Ele ainda não a perdera. Sim, Salazar o amaldiçoe, mas estava feliz em ainda poder contar com Hermione. Quando ela dissera que não o odiava Draco sentira uma vontade imensa de beij... abraçá-la. Sim, abraçá-la. Não beijá-la.

Não me faça, rir. Você quer tanto beijá-la que chega a ser patético.

Draco oficialmente odiava essa nova voz que se instalara em sua cabeça.

Ok, eu quero beijá-la. E fazer muito mais do que apenas beijá-la. Satisfeita?

Mas a voz não respondera, o que Draco tomou como um bom sinal.

Decidira tomar um banho, mas percebeu que trouxera apenas roupa para a viagem. O único item de higiene pessoal que se lembrara de trazer fora a escova de dentes e a de cabelo. Hermione devia ter tudo o que ele precisava para emprestar.

— Entre. – Hermione respondera quando ele bateu.

— Entre? Sem nem perguntar quem era? Não vai trancar a porta? E se fosse um maluco? – Draco a repreendera.

— Eu tenho uma varinha. – ela disse simplesmente. - O que foi? – ela perguntou, sem tirar o nariz do livro que lia. Uma imagem perfeita dela na escola.

— Eu esqueci de trazer shampoo e...

— Pode pegar, está na minha bolsa.

Draco enfiara o braço até o ombro na pequena bolsa de Hermione mas, não sentira nada que parecesse um frasco de shampoo.

— Como encontra qualquer coisa aqui? – ele perguntara ainda tateando-a.

— Feitiço convocatório. – ela disse jogando sua varinha ao pé da cama para que Draco a usasse.

O sonserino encarara o objeto como se fosse a coisa mais assustadora que ele já vira. Dividir uma varinha era considerado muito íntimo e vários bruxos não se sentiam à vontade fazendo isso. No entanto Hermione havia lhe oferecido a sua sem nenhuma hesitação. Ela nem olhara para ele. Não sabia se ela era a bruxa mais estúpida, ou a mais incrível que ele já tinha conhecido. Quis abraça-la de novo.

— Obrigado. – ele disse em voz baixa enquanto usava o objeto magico para retirar da bolsa, igualmente magica, todos os itens que ele precisava.

— Argh! – num acesso de fúria Hermione chutara o livro que lia para o chão. Ela parecera subitamente envergonhava e fora para o canto oposto da cama, para que Malfoy não visse seu rosto.

— Ok, qual o problema com essa droga de livro? Você fica nervosa toda vez que o tem nas mãos. – ele pegara o livro do chão e folheara suas páginas. – Wow, parece bem complicado.

— É leitura de especialização. Eu dó devia lê-lo daqui a 2 anos.

— Então por que...

— São os meus pais. – sua voz falhara. – Eu apaguei a memória deles na época da guerra, para mantê-los seguros. – Draco pode ver as primeiras lagrimas escorrendo sobre seu rosto conforme se aproximava dela. – E quando fiz o contrafeitiço as memorias vieram com buracos. – ela chorava com vontade agora. - Não sei o que fazer para recuperá-las... 

Draco finalmente a envolvera em um abraço. Hermione não mostrou nenhuma resistência.

— Mais cedo quando liguei pro meu pai, ele não conseguiu se lembrar da vez que me ensinou a andar de bicicleta. Isso não é o tipo de coisa que um pai esquece. – ela falava entre soluços, molhando a camisa de Draco. – E se tiver piorando? Eu acho que está piorando.

— Hey... – Draco a abraçava com toda gentileza de que era capaz. - ... calma, está tudo bem. Esse feitiço não apaga de verdade as memorias. Ele só as bloqueia. As memorias estão lá, garanto que não estão piorando.

Draco sentira a garota o abraçar com mais força. Inferno, por que isso era tão bom? Por que ela tinha que ter esse cheiro? Por que esse puxão em seu estomago estava gritando para que ele a beijasse de novo? Mesmo com todas as perguntas girando em seu cérebro ele não encontrara força para soltá-la.

Por fim, fora ela que quebrara o abraço.

— Obrigada. – ela disse limpando as lagrimas. Draco apenas acenou com a cabeça e enfiara com pressa as mãos no bolso para evitar agarrá-la de novo. – Acho que preciso de um banho par... oh não, desculpe, você já estava indo...

— Pode ir primeiro, Hermione, não me importo nem um pouco. – Draco respondera com sinceridade.

— Ok, não vou demorar, levo as coisas pro seu quarto quando acabar. – ela declarara indicando os frascos e Draco se vira de volta em seu dormitório.

Não conseguira pensar em nada além do fato de Hermione estar nua dentro do chuveiro. Se imaginou quebrando todas as portas que os separavam à pontapés e se enfiando lá com ela.

Pegou seu caderno de desenho tentando ignorar esse pensamento, mas seu autocontrole não fora tão bom. Sem perceber, começou a desenhar o rosto de Hermione.

A promessa de um banho rápido fora cumprida e uma Hermione revigorada batia em sua porta lhe entregando os itens que ele havia solicitado. Draco lhe agradecera e ela anunciara que queria algo doce para comer. Iria ao restaurante e pediria uma torta ou um bolo e traria para o quarto dele para que comessem juntos. Draco gostara da ideia e logo se enfiara no chuveiro.

Se sentiu mais relaxado depois. Vestiu roupas limpas e ouviu uma batida na porta. Respondera pedindo que entrasse, mas não fora a bruxa que atravessou o batente.

­— Mãos ao alto. – disse o desconhecido com uma arma apontada para ele.

 

***

 

— Draco. – Hermione chamara batendo na porta.

Não houve resposta. A luz estava acesa e ela não ouvia o barulho do chuveiro.

Será que ele tinha dormido?

— Malfoy? – ela insistira novamente. Nada.

Com um pressentimento olhou em volta e não vira o carro deles estacionado na vaga.

– Draco? – sua voz estava mais urgente conforme abria a porta

A visão do quarto fizera seu estomago retorcer. Haviam coisas quebradas, outras reviradas... e no chão um liquido vermelho se espalhava com um Draco quase inconsciente ao seu lado. Hermione pode ver um feio buraco em sua barriga pela camisa rasgada.

— Draco! – Hermione se ajoelhara ao lado dele, a varinha tremia em sua mão. Ele estava pálido, soltava gemidos ininteligíveis e sua respiração estava fraca. – Calma, Draco. Eu vou cuidar de você, ok?

A bruxa recitara todos os feitiços de cura que conhecia, entre os espasmos de dor do sonserino, até o buraco desaparecer. Respirara fundo quando terminou tentando se recompor. Só se lembrara de sentir tanto medo assim quando pensara que Harry estivesse morto. Tocara o rosto de Malfoy e ele a encarara.

— Hermione... – ele dissera e a respiração da garota pareceu sair infinitamente mais fácil.

— O que houve? – ela perguntara quase aos prantos.

Draco fechara os olhos.

— Um homem... ele queria levar nossas coisas. – seu sussurro era baixo e Hermione tivera que colocar o ouvido próximo aos seus lábios para conseguir ouvir.

— Draco, como pôde ser tão irresponsável? Têm alguma ideia de como eu ficaria se você... Se eu tivesse demorado mais dois minutos... – a garota soara mais assustada que brava. – E se você tivesse morrido?

— Aí você ia se livrar de mim...

— Não tem graça, Draco. – a garota dissera com firmeza.

Ela ainda não afastara as mãos do rosto do bruxo, mas ele não ligou. Na verdade, pareceu saborear o toque. Aquilo surpreendera Hermione mais do que podia descrever. Com um feitiço Levicorpus, Draco fora colocado sobre a cama.

— Draco, esses feitiços de cura vão te deixar sonolento, mas é só a magia fazendo efeito, ok? – Hermione supôs que ele adormecera, já que não obteve resposta.

Ela encarou a bagunça ao seu redor ainda tentando acalmar o coração quando a voz fraca de Draco lhe alcançara.

— Obrigado... por salvar minha vida. – os dedos dele encontraram os dela.

— Descanse, Draco. – ela lhe dera um beijo suave na testa.



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