História Wonderland (Dramione) - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger
Tags Dramione
Visualizações 257
Palavras 1.865
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 14 - Capítulo 14


Fanfic / Fanfiction Wonderland (Dramione) - Capítulo 14 - Capítulo 14

Hermione dormia de bruços e suas costas nuas imploravam para ser tocadas. Primeiro as mãos de Draco percorreram sua extensão, depois seus lábios subiram até encontrarem a boca de uma Hermione sonolenta e descabelada, mas bruxa não continuou. Insistira que deviam se dedicar a sua busca logo cedo, e cerca de uma hora depois estavam em frente à escola que Kim trabalhava observando atentamente a movimentação dos poucos funcionários.

Esperavam encontrar um rosto que se assemelhasse a foto que Oliver dera a Hermione, mas estavam sem sorte, teriam que perguntar na recepção. Felizmente essa secretária fora mais eficiente e lhes fornecera um telefone de contato.

Hermione não acreditava que um telefone fosse o suficiente. Não podiam marcar de se encontrar em um local público, pois ela fugiria a qualquer menção que fizessem a Oliver. Sem perder tempo ela pegara a varinha e lançara um Confundus na secretaria. Passou para o lado de dentro do balcão, alcançou os registros e tirou uma foto do endereço de Kim com o celular.

— Tem mais Sonserina em você do que eu pensava. – Draco a provocou com um meio sorriso.

— Tinha que ser feito. Já perdemos tempo demais. – ela respondeu.

— E as câmeras de segurança?

— Eu as enfeiticei também.

— Você é um perigo para a sociedade. – ele acusou.

— Já roubei um banco antes, esqueceu? – ela lhe devolveu presunçosa e Draco gargalhou.

           

***

 

Dirigiram até a casa da filha de Oliver e encaravam de dentro do carro a bela residência de dois andares, em um bairro nobre da cidade.

— O que fazemos agora?

— O ideal seria conversar com ela dentro da casa, para evitar um escanda-lo. – Hermione disse. – Alguma ideia?

— Sabe o nome de uma escola que ela costumada trabalhar, vinte anos atrás?

— Lady Margaret School. – a garota respondeu se lembrando da conversa que teve com Oliver a muito tempo, impressionando a si mesma e a Draco.

— Sabe-tudo. – ele acusou recebendo um tapa no braço em retorno, enquanto saia do carro e ia em direção a casa vizinha. Malfoy parou diante da placa “vende-se” e arrancou um dos números do telefone do letreiro.

— O que está fazendo? – Hermione perguntou enquanto Draco tocava a campainha da casa de Kim.

— Entra no meu jogo. – Draco teve tempo de responder quando a porta foi aberta, por ninguém menos que Kimberley. – Boa tarde, desculpe incomodar, mas nós ficamos interessados em comprar a casa ao lado e parece que tem um numero a menos no telefone de contato.

— Oh, essas crianças. – ela respondeu examinando a placa. - Só um momento, acho que tenho o telefone aqui em algum lugar.

— Muito obrigada sra... – Draco começou.

— Humphrey. – ela respondeu pegando a mão que Draco lhe oferecia.

— Professora Kimberley Humphrey? – Draco perguntou como se lembrasse de súbito quem ela era. – Bem que achei seu rosto familiar! – Draco disse com dissimulação que fez Hermione apertar os lábios para não rir.

— Eu te conheço? – sua voz era desconfiada.

— Sou Edward Smith. Fui seu aluno na Lady Margaret School, lembra? Era minha professora favorita!

— Edward Smith... – ela claramente fazia um esforço para se lembrar. – C-como vai, querido?

— Que mundo pequeno. Essa é Hermione, minha esposa.

— Tudo bem? – Hermione esticou uma mão para cumprimenta-la.

A mulher ainda não encontrara forças para dizer a Draco que não fazia ideia de quem ele era e quanto mais Draco falava, mais ela se sentia constrangida por não lembrar do antigo aluno que a tinha em tão alta conta. Por fim foram convidados a entrar e tomar um café. Quando a bebida lhes fora servida Hermione resolvera que a farsa já tinha ido longe demais.

— Senhora Humphrey. Sinto muito, mas... o tudo o que... Edward... te disse até agora, fora uma mentira. – Kimberley ficou visivelmente abalada. Fez menção de se levantar quando Hermione continuou. – Por favor, não se assuste, não estamos aqui para lhe fazer mal algum. E prometo que iremos embora logo. Mas viemos de Oxford até aqui só para vê-la. – Hermione usava o tom de voz mais doce que conseguia.

— E por que? – Kimberley perguntou e toda a gentileza que antes havia em sua voz tinha sumido. – Quem são vocês?

— Somos amigos de seu pai. Estamos aqui por Oliver. – Draco respondeu.

— Eles os mandou aqui? – Kimberley ficava cada vez mais brava.

— Não, viemos por conta própria. – Draco continuou - Oliver é nosso amigo e sente muito sua falta. Éramos voluntários no asilo que ele vive...

— Quero que saiam da minha casa. Agora. – ela disse com firmeza.

— Kimberley, por favor, Oliver... – Hermione começou.

­— O senhor Gondor está morto pra mim. Morreu a 20 anos atrás. Agora saiam ou chamo a polícia. – ela ameaçou.

— Ele está com problemas no coração, Kimberley. – a voz de Draco soava urgente agora – Vai morrer de verdade em breve.

­— Não me importo! – Kimberley gritou. – Saiam da minha casa!

Draco tentou insistir, mas Hermione o puxou para fora com uma enxurrada de pedidos de desculpas antes que Kim batesse a porta em sua cara.

 

***

 

— A gente devia voltar lá, petrificar ela e arrastá-la de até Oliver! – Draco dizia enquanto voltavam derrotados para o hotel. Hermione lhe lançou um olhar reprovador.

Draco sabia que não estava sendo razoável, mas não ligava. Não achava que o idoso tivesse errado no que fez vinte anos atrás. Por que ela não entendia? Draco conhecia pais ruins. Do tipo que te transformam em Comensais da Morte para salvar a própria pele. E Oliver era um bom pai. Não podia falhar com ele. Não queria.

Hermione disse que tentariam novamente, mas o sonserino que não via como. Essa mulher não os deixaria se aproximar dela novamente. Draco girava nas mãos a carta que Oliver escrevera para filha. Hermione a tinha guardado e disse que essa podia ser a desculpa para um novo encontro. O sonserino não estava muito convencido.

— Talvez a gente devesse deixar a carta de Oliver em sua caixa de correio e voltar pra casa. – Hermione sugeriu.

— Quer desistir? – o pescoço de Draco estalou quando se virou abruptamente para a bruxa.

— Não podemos forçá-la, Draco. – ela respondeu com pesar. – A escolha é dela. Fizemos nossa parte.

Mas a doçura na voz da garota não foi o suficiente para tirar a questão da mente de Draco. Sim, Hermione estava certa, não podiam forçá-la, mas Draco não conseguia esquecer o assunto. Oliver merecia coisa melhor.

 

***

 

Caixas de China in Box estavam espalhadas pelo quarto de hotel enquanto conversavam preguiçosamente na cama quando o celular de Hermione tocara e o mundo de Draco parecera desaparecer sob seus pés.

Oliver havia sofrido um ataque do coração e tivera que ser operado. Hermione havia lhe explicado. Angioplastia é um procedimento para abrir artérias e restabelecer o fluxo normal do sangue para o coração. A operação acontecia nesse exato momento e Margie ligaria quando terminasse.

Draco se enroscara em Hermione, como se ela fosse sua tabua de salvação, mas não dizia nada. A garota via a ponta de seus dedos ficarem brancas conforme ele apertava o celular dela nas mãos.

Eram três da manhã quando a ligação finalmente aconteceu, mas não havia muito a ser dito. Agora só podiam esperar para ver como o idoso iria reagir. Hermione conseguira dormir depois de um tempo, mas quando acordou, encontrou Draco sentado na mesma posição. O relógio marcava 7:54.

— Você dormiu? – Draco balançou negativamente a cabeça, ainda distante. — Draco... – Hermione se inclinou e lhe deu um beijo suave nos lábios. Aquilo pareceu desperta-lo por um momento. Ele oferecera um sorriso fraco e alcançara o celular começando a primeira de milhares de ligações que faria para Kimberley.

Ao final do segundo dia alguns avanços haviam ocorrido. Eles conseguiram localizar o namorado de Kimberley. Hermione insistiu em encontrar Erik sozinha. Era uma situação delicada colocar dois homens exaltados, defendendo causas distintas, no mesmo local. Draco não gostou da ideia, mas quando Hermione disse que levaria a varinha as objeções de Draco morreram.

O café em que se encontraram não estava cheio e quando um homem muito magro e de óculos se sentou à sua frente, falando com simpatia, Hermione relaxara a mão na varinha. Não esperava que ele fosse ficar do seu lado. Achou que a ameaçaria e exigiria que deixassem Kim em paz, mas ele revelara que vinha tentando fazer ela se reconciliar com o pai havia anos. Revelou também que Kimberley sempre fora muito sensível a esse respeito. Ele também crescera sem um pai e a história o tocava profundamente.

— Oliver teve um ataque do coração há dois dias. Ele ainda não acordou. – Hermione revelou. – Tentamos avisá-la, mas ela não nos atende, nem visualiza as mensagens.

— Eu dou a notícia. – ele assegurou.

Erik também disse que avisaria a filha de Kimberley, Leighanne.

 

***

 

No dia seguinte tentaram ligar para Kimberley novamente, mas seus números finalmente foram bloqueados. Erik concordou em encontra-los no restaurante do hotel para trocarem notícias.

Leighanne iria para o hospital visitar o avô na sexta, mas Kim ainda se recusava a entrar em contato, mesmo sabendo da situação de saúde do pai.

— E ele? Melhorou? – Erik perguntou.

— Não. – Draco respondeu – Os médicos disseram que já era para ele ter acordado, mas ele ainda continua inconsciente. Eles não sabem qual o problema.

— Acha que estamos fazendo progresso, Erik? Acha que ela está cedendo? Não podemos ficar por muito mais tempo. Precisam da gente por lá. – Hermione disse.

— Infelizmente não. Nunca a vi tão determinada. Não sei se posso insistir muito mais. Kimberley não me dá abertura. Mas vou tentar amanhã novamente quando ela voltar da escola.

— Pensei que ela tivesse de férias. – Draco apontou.

— E está. Ela só tem que levar umas cadernetas e buscar seja lá o que for na sala dela.

Terminaram o jantar depressa e quando Erik anunciou que ia embora Draco se levantou rapidamente e segurou o casaco para que o homem o vestisse, agradecendo pela ajuda. Erik não esperava pela gentileza, mas assentira e fora embora.

Hermione teve a impressão de ter visto Draco pegar alguma coisa de dentro do capuz do casaco de Erick, mas não viu nada na mão do bruxo conforme ele as enfiava no bolso e os guiava para o quarto. Lá a bruxa insistiu que fossem embora no dia seguinte. Draco concordou distraído.

Durante os últimos dias Draco ficara estranhamente calado. Mas não parecia a Hermione que ele estava em estado de choque ou algo do gênero. Não, ela conhecia aquele olhar, mais evidente essa noite do que em qualquer outra.

Era o mesmo olhar que Harry tivera no rosto quando disse que iria a Penseira de Dumbledore ver as memorias das lagrimas de Snape. E alguns momentos depois o amigo pareceu morto nos braços de Hagrid, ou graças a Merlim, foi o que todos pensaram na hora.

Draco estava quieto porque estava tramando alguma coisa. Hermione o confrontou, mas Draco disse que ela estava imaginando coisas. Ele mentiu, ela sabia e Hermione fingiu que acreditou. Ambos concordaram em dormir cedo e Draco pediu que Hermione não se preocupasse, mas quando acordou de manhã notou que quatro coisas haviam sumido.

Draco.

Sua varinha.

O carro.

E uma poção polissuco que havia em sua bolsa.

 

Não se preocupe. Logo dou notícias.

Quero fazer uma última tentativa antes de ir embora.

Confie em mim,

Draco.

 

Dizia o bilhete que ele deixara.



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