História Wonderland (Dramione) - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger
Tags Dramione
Visualizações 153
Palavras 1.957
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Último dia de postagem! Espero que gostem!

Capítulo 15 - Capítulo 15


Fanfic / Fanfiction Wonderland (Dramione) - Capítulo 15 - Capítulo 15

Seu plano não fora muito elaborado. Draco apenas dirigiu para a escola depois de tomar a poção polissuco com o fio de cabelo que pegara do casaco de Erik na noite anterior. O bruxo contava que Erik fosse familiar o suficiente para que a secretária o deixasse entrar sem fazer perguntas. Estava com sorte, ela o cumprimentou como a um conhecido e disse que Kimberley ainda não havia chegado.

Draco fingiu surpresa e pediu se podia usar o banheiro enquanto esperava. A secretária não se opôs e ele solicitou que a moça avisasse a Kim que ele a esperaria na sala dos professores. Depois de se engrenhar para dentro da escola e encontrar a sala, esperou que a poção perdesse o efeito. Ele bebera pouco de propósito. Queria conversar com Kim como si mesmo não como Erik. Cerca de vinte minutos mais tarde Kimberley atravessara o batente da porta.

— Você? – havia raiva e descrença em sua voz, mas Draco alcançou a varinha de Hermione e lançou um feitiço para que a porta fosse trancada, além de um feitiço silenciador ao redor da sala.

Ele não fez nenhum esforço para esconder a varinha.

— O que é isso? – Draco não sabia se ela perguntava especificamente sobre a varinha ou sobre a situação em geral, mas apontou o objeto magico para uma cadeira e a transfigurou num vaso.

A mulher gritou e foi para o lado oposto da sala, colocando a maior distância que conseguiu entre eles.

— O que você é?

— Sou um bruxo. E não vou lhe fazer mal... - ele assegurou - mas vamos ficar aqui trancados até você me ouvir.

— Ainda é sobre Oliver? Por que é que não entende? Eu não quero vê-lo, Edward. – ela agora soava assustada.

— Meu nome não é Edward. É Draco. Draco Malfoy. E você tem que falar com ele.

— Não, não tenho. – ela disse com teimosia.

— Seu pai teve um ataque do coração. Tiveram que fazer uma cirurgia. E ele não está acordando.

— Eu sei, Erik me disse. – ela teve pelo menos a decência de parecer envergonhada.

— Ele não tem muito tempo. Você tem que ir vê-lo! – que droga, porque ela não entendia?

— Por que se importa tanto?

— Porque ele foi uma das melhores pessoas que eu já conheci! – Draco cuspiu pra ela. – Me ajudou quando eu não lhe dei nenhum motivo. Eu era até rude com ele. – Kimberley soltou uma exclamação de descrença. – Seu pai estava te protegendo. Qual o seu problema? Gostava de apanhar, é isso?

Draco viu um grampeador voar em sua direção. Deu um passo se desviando do objeto sem grande esforço, o que só pareceu enfurece-la mais.

— Você tem filha, não tem? – quando ela não respondeu Draco lhe apontou a varinha ameaçador.

— Tenho... – ela disse com relutância.

— E se sua filha se casasse com um cara que bate nela? Você ficaria sentada assistindo? – Kimberley não lhe deu uma resposta. - Seu pai é um bom homem. Acredite, eu sei o que é ter um pai de merda e o seu está longe de ser um. O seu se meteu em problemas pra te ajudar. O meu me meteu em problemas para ajudar a si próprio. Oliver me mostrou como é ter um pai de verdade e você não dá a mínima.

Ela ainda se manteve calada, mas Draco pode ver lagrimas escorrendo por seu rosto.

— Oliver te ama e sente sua falta. Ele te escreveu uma carta. – Draco tirou o envelope do bolso e o fizera flutuar até Kimberley, que pegara com as mãos tremulas. – Leia. – ele pedira, mas Kim balançou a cabeça negativamente. – Não vou abrir a droga da porta enquanto não ler essa carta.

A declaração fizera com que Kimberley se decidisse e abrisse o envelope.

Enquanto a mulher lia, o bruxo vira uma nova torrente de lagrimas inundar o seu rosto.

 

***

 

Quando Draco saíra do prédio com Kim andando ao seu lado, Hermione achou que estava tendo uma alucinação. Kim tinha cara de choro, é verdade, mas não fez menção de sair correndo do bruxo. Os dois se aproximaram de Hermione e Erik, pra quem Hermione tinha ligado quando Draco sumiu. Ele passou para pegar Hermione no hotel e ambos foram juntos para a escola. Quando se aproximou, Kimberley passou os braços em volta do pescoço do namorado.

— Vamos ver o meu pai. – ela disse.

O homem e a bruxa olharam perplexos para Draco que só deu de ombros. Kimberley entrou no carro com Erik enquanto Hermione seguia com Draco para o carro alugado. Os bruxos iriam pegar suas coisas no hotel enquanto o casal faria uma pequena mala para viagem. Se encontrariam na saída da cidade.

­— Você está brava? – Draco perguntou sem tirar os olhos da rua.

— Por que não me contou? – sua voz estava ligeiramente magoada. – Achou que eu ia te impedir?

— Não, eu só... era uma coisa que eu precisava fazer sozinho.

— Por causa do seu pai?

— É... – a resposta foi quase inaudível. Hermione alcançou uma das mãos de Draco do volante e entrelaçou seus dedos com os dele. Draco levou sua mão a boca e lhe deu um beijo.

No quarto de hotel arrumaram rapidamente seus pertences, pagaram a conta, compraram provisões e foram esperar Kim e o Erik no local marcado.

Hermione ficaria com o primeiro turno. Combinaram que fariam a viagem inteira em um dia. Se cumprissem o trajeto estipulado, sem nenhum contratempo, chegariam essa noite a Oxford. Os bruxos resolveram esperar em pé ao lado do carro, já que passariam o resto do dia sentados.

— Acha que devemos chamar um Medibruxo para Oliver? – Draco perguntou.

— Acho que não faria diferença. Os feitiços curativos são apenas mais rápidos, não mais eficientes.

— Ele vai morrer, não vai? – Draco não olhou para ela ao fazer a pergunta.

Sim.

— Draco, você conseguiu convencer Kimberley. Sabe o quanto isso significa para Oliver? Ele vai até conhecer a neta. Você fez algo maravilhoso.

— Mas ele ainda está inconsciente. E se ele morrer antes de vê-las?

— Oh, isso não vai acontecer. Não vamos deixar, podemos usar Enervate.

A ideia pareceu animar Draco um pouco. Ele a encarou por alguns segundos enquanto passava os dedos pela extensão de seu maxilar. Depois, como se se lembrasse de repente, tirou a varinha do bolso e devolveu a Hermione junto com o resto da poção polissuco que sobrara.

— Desculpe. – ele disse cabisbaixo.

— Não tem problema, posso te emprestar minha varinha quando...

— Não. – ele disse prendendo Hermione entre ele e o carro, olhando no fundo de seus olhos. – Me desculpe por tudo. Pelas vezes que eu te xinguei e te menosprezei. Pelas brigas, provocações, ameaças. Pelo que fiz na escola, pelo que a maldita da minha tia vez com você.

— Draco...

— Desculpe, Mione, por tudo. Sei que não te mereço. Nem você, nem Oliver mas... – ela interrompera sua fala o beijando de uma maneira que nunca tinha beijado antes.

Não era desejo, foi algo mais intenso, que veio do coração. Naquele momento Draco os sentiu se conectamos em um nível diferente. Ela o beijou como se quisesse para sempre. Como se fosse precioso. Como se espantasse todos os fantasmas que assombravam sua alma.

— Está tudo perdoado, Draco. – ela disse num sussurro com a testa colada na dele.

— Eu te amo. – ele sussurrou.

— Eu também te amo. – ela sussurrou em resposta.

Nesse momento Erik buzinou e eles voltaram para dentro do carro.

 

***

 

Draco assumiu a direção da metade final da viagem depois de pararem para abastecer. Toda refeição fora feita no carro, pois não queriam perder tempo. O sonserino contou a Hermione sobre como convencera Kimberley, mas omitiu a parte em que revelara ser um bruxo. Não viu necessidade, já que apagara essa parte da conversa da memória dela depois.

Dirigir era uma boa distração. Mantinha a cabeça de Draco inteiramente focada na estrada e não no estado crítico de Oliver. Apesar do pouco tempo que passaram juntos, Draco ia sentir tanta falta de Oliver que o assustava.

Ele pensou que sentiria falta do pai quando o levassem para Azkaban, mas não. Não havia nada para sentir falta. Dinheiro fora a única coisa que ele lhe dera. Draco se lembrava de presentes caros, viagens e lugares bonitos, mas não conseguia se lembrar de nenhuma conversa significativa, nem de momentos de afeição. Isso apenas a mãe dera.

Quando chegaram em Oxford foram direto para o hospital e encontraram Oliver sozinho. Apesar de Margie ir sempre que podia, não conseguia ficar lá todo o tempo. Apenas Kimberley foi autorizada a entrar por ser da família. Foi dito ao restante que esperassem até o horário de visitas do dia seguinte, o que Draco achou uma palhaçada. No momento, ele era mais íntimo de Oliver do que a filha e tinha muito mais direito em vê-lo, mas não ousou dizer as palavras em voz alta depois de todo trabalho que tivera em convencer a mulher a ir até lá.

Hermione o convidou para passar a noite em seu dormitório com ela e estendeu o convite também a Erik, mas ele preferiu ficar no hospital com Kimberley. Disse que encontrariam um hotel depois.

Enquanto Hermione tomava banho, Draco fora até seu dormitório avisar Hunter de sua chegada. Hunter lhe dera as boas vindas e informara que seu “tio” tinha aparecido novamente e que entregara a carta que Draco lhe deixara.

O sonserino se livrara de sua mala e das roupas sujas. Vestira novas e voltara para o dormitório de Hermione sob as acusações de Hunter.

­— Ahhh, então agora é namorada?? Quero ser oficialmente apresentado.

— Hoje não. A gente se vê amanhã. – Draco respondera enquanto saia pela porta.

Eles pediram pizza e terminaram a garrafa de vinho de Hermione ao som da estação de rádio, de música clássica, que Oliver gostava.

 

***

 

No dia seguinte chegaram ao hospital duas horas antes do horário de visitas. Encontraram Leighanne com Erik, que pelo visto, tinha dormido em uma das cadeiras da recepção. Foram apresentados a uma menina com mais ou menos a mesma idade deles, muito parecida com a mãe.

Kimberley aparecera e dissera que Oliver estava na mesma e Erik insistiu que ela comesse alguma coisa. Draco quis em ser o próximo a vê-lo, mas a enfermeira disse que tinham que esperar o horário de visitas. Apenas com a intervenção de Kimberley a mulher o deixou subir.

O bruxo não estava preparado para vê-lo daquela maneira. Havia todo tipo de tubo saindo de Olive, ele estava conectado à maquinas e monitores e Draco teve que controlar sua repulsa. Aquela tecnologia trouxa mais parecia uma câmara de tortura do que um lugar de auxílio. Oliver tinha um corte no peito, visível através da gola da camiseta. E, por Merlim, como estava magro. Draco ficou fora por quanto tempo? Foi no máximo uma semana, como ele podia estar tão magro?

Sentiu lagrimas escorrendo por seu rosto enquanto se aproximava da cama. Hermione disse que conversasse com ele, falou que ele podia ouvir, mas o que deveria dizer? Devia se despedir? Se sim, como é que se despede de alguém que vai morrer? Ele ia mesmo morrer?

— Oliver... – ele começou incerto, enxugando as lagrimas. – Não pode morrer sem acordar antes, está bem? Tenho que pedir desculpas por ter sido um imbecil. E Kimberley, ela está aqui, com a sua neta. – ele segurou sua mão com toda delicadeza. – Ela é igualzinha a Kim, mas tem as suas mãos, eu reparei. Mãos grandes e firmes. E você também vai gostar de saber que sua filha realmente aprendeu a escolher um parceiro dessa vez. Erik é um cara muito legal. Nos ajudou a convence-la. E Hermione também está aqui. Eu e ela estamos namorando agora. Temos tanto para contar, Oliver, por favor... – sua voz tremia e seu rosto já estava encharcado novamente – Por favor, não morra. Por favor...



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