História Wonderland (Dramione) - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger
Tags Dramione
Visualizações 231
Palavras 1.461
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Capítulo 16


Fanfic / Fanfiction Wonderland (Dramione) - Capítulo 16 - Capítulo 16

Draco voltara com os olhos inchados e a abraçara Hermione tão forte que ela quase pode ouvir seu coração partido chacoalhar no peito.

Em seguida, Leighanne e Hermione subiram juntas. A bruxa examinava os monitores para ter uma ideia do estado de Oliver. Acreditava que o feitiço podia ser executado sem que isso prejudicasse sua recuperação. Hermione disse a Leighanne que estava estudando medicina e pediu que a garota pegasse um copo d’agua para ela umedecer os lábios rachados do avô. Quando ela virou de costas, Hermione apontou a varinha diretamente para o peito de Oliver.

— Enervate.

O tórax do idoso se expandiu, como se ele tivesse inspirado profundamente. Oliver começou a piscar freneticamente.

— Ele está acordando. – Leighanne disse alarmada.

— Chame um médico. – Hermione pediu.

Com a garota fora, Hermione utilizara magia para acalmá-lo murmurando palavras calmantes a um Oliver agitado e confuso. Quando o médico adentrou a sala, ela e Leighanne foram expulsas.

Fora Leighanne que contara a todos a novidade, inclusive a Margie, que havia chegado. Draco encarou Hermione e soube que tinha sido ela. Todos acharam que seria boa ideia que Margie fosse vê-lo primeiro, tanto por serem amigos a mais tempo, quanto para atualizar Oliver sobre os recentes acontecimentos. Enfiar Kimberley no quarto sem aviso só faria com que tivesse outro ataque do coração.

 

***

 

Uma semana depois Draco esperava com Margie que os papéis de alta fossem emitidos e eles pudessem levar Oliver de volta para casa. Kimberley, Erik e Leighanne estavam hospedados no Centro para Idosos e Oliver tão podia estar mais feliz.

Os médicos disseram que os ataques e a operação tinham enfraquecido consideravelmente o coração de Oliver, e isso, somado a perda de peso, agravava ainda mais a situação. Todos sabiam que o tempo dele era curto, por isso aproveitavam cada momento que ainda lhes restava. Os bruxos passavam o dia todo com eles, desfrutando da última semana de férias.

Aproveitaram também para ajudar os pais de Hermione. Draco fora apresentado num almoço de sábado e no domingo o dr. Burke veio fazer uma visita. Draco não mentira, o médico era realmente muito bom, mas só conseguiram progresso depois da sugestão de Hermione de aliar os feitiços, com o método trouxa de hipnose clínica que ela estava estudando.

Quando voltaram ao asilo, Hermione estava no melhor dos humores. Draco teve dificuldade em se desvencilhar dela e descer do carro quando estacionaram. Não que ele tivesse tentado com muito afinco. A garota o agradecia e o beijava na mesma proporção.

— Quer parar de me agradecer? – Draco ria. – Eu não fiz nada. Foi o Dr. Burke e você que conseguiram.

— Você fez isso possível.

— Foi uma estratégia friamente calculada para ganhar pontos com os seus pais. É parte do plano pra eles gostarem de mim.

— Um plano brilhante, de fato. – Hermione concordou enquanto o beijava novamente.

— Fazer isso em um carro é altamente desconfortável.

Hermione gargalhou alto e eles finalmente desceram do automóvel.

O cheiro de comida os dominou assim que entraram pela porta. Peixe com batata, Draco reconheceu. Hermione o beijou uma última vez antes de ir atrás de Margie. Draco seguiu para a biblioteca onde geralmente encontrava Oliver. Ele estava com a neta contemplando uma pilha de álbuns de fotografia.

— Meu amigo! – Oliver saudou Draco.

— Oi. – Draco sorriu e abraçou Oliver.

 

***

 

Com o fim da semana veio a volta às aulas. A família de Oliver não podia mais ficar, mas Kimberley não quis se separar do pai. Ele iria morar com ela em Campbell.

Apesar de saber que era o melhor para Oliver, a ideia entristeceu imensamente Draco. Sentia como se o estivesse perdido antes da hora, mas Hermione prometera usar aparatação sempre que ele quisesse ver Oliver novamente e Kimberley assegurara que suas visitas seriam muito bem-vindas.

 

***

 

Depois de um tempo a rotina dera um tom de familiaridade a vida dos bruxos. Eles estudavam, visitavam Oliver e ajudavam Margie pelo menos uma vez por semana. Hermione ainda ensinava Draco sobre a cultura trouxa e certa vez o levara até Londres para passarem um final de semana.

Foram a um show de rock, ao museu de cera e a um restaurante cinco estrelas. Mas foi quando visitaram a London Eye, também conhecida como Millennium Wheel, que Draco teve sua revelação. Viu Hermione, ao entardecer, no topo daquela roda-gigante e percebeu que não podia mais viver sem ela. No dia seguinte a levara para sua casa a apresentando à mãe como sua namorada.

Draco não pode dizer que a mãe ficou feliz com a notícia. Talvez tenha sido o choque de aparecer sem avisar, com uma menina que ele antes odiava, mas ela recebeu a bruxa com toda educação e respeito. Narcisa insistiu que eles passassem a noite lá e quando Draco voltou do banho encontrou a mãe e a namorada agarradas uma a outra. Quando perguntou o que estava acontecendo recebeu respostas vagas, mas o clima definitivamente pareceu mais leve depois disso.

Com a proximidade do Natal, eles foram convidados pela família de Oliver a passar o feriado com eles, mas nenhum dos dois quis passar o feriado longe de sua própria família. Resolvendo o assunto, Draco ofereça a mansão para que todos pudessem comemorar juntos. Inclusive o pessoal do asilo. Fora a melhor festa de Natal da vida de Draco.

No ano novo ele e Hermione viajaram para praia, na Grécia.

 

***

 

Em uma tarde de fevereiro Draco recebeu uma ligação. Oliver tinha sentido fortes dores no peito, e fora levado ao hospital.

— Passei 20 anos trancado, não quero morrer fechado dentro de um hospital. – ele reclamou.

Os médicos disseram que não faria nenhuma diferença, pois não podiam fazer mais nada por ele. Então o desejo de Oliver fora atendido e ele voltou para casa. Ele pediu um grande pote de sorvete e permaneceu com um humor calmo e até alegre durante todo o tempo. Draco e Hermione aparataram para lá e o sonserino se recusou a sair de perto Oliver, desde o momento em que pusera os pés pra dentro da casa de Kimberley.

— Draco, não posso agradece-lo o suficiente por ter trazido Kimberley de volta pra mim. Não têm ideia do quanto isso significou. – Oliver dizia, na tarde do dia seguinte, ao bruxo que apenas balançava a cabeça. – Vejo uma grande diferença no rapaz que chegou para trabalhar no asilo e no homem que está agora diante de mim.

— Obrigado por ter sido o pai que eu nunca tive. – Draco conseguiu dizer entre as lágrimas.

— Tenho muito orgulho de você.

— Eu te amo, Oliver.

— Eu também te amo, filho. – eles se abraçaram.

Draco queria memorizar como era senti-lo em seus braços, o calor de seu corpo, o cheiro, a fisionomia. Não queria esquecer Oliver.

— Pode chamar Kimberley pra mim? – o bruxo confirmara com a cabeça e lhe beijara a testa antes de sair.

Quando voltou com Kimberley, Erik e Leighanne, encontrou Hermione na cama segurando a mão de Oliver enquanto conversavam. Ela chorava. Ambos se retiraram para deixar a família a vontade e foram para sala. Oliver falecera cerca de meia hora depois.

 

***

 

Só se ouvia o som do motor do carro e as ocasionais fungadelas de Draco. Hermione dirigira por ruas tranquilas sob um sol quente e um céu aberto.

— Devia estar chovendo. – Draco disse. – Devia ser o dia mais feio que já existiu.

— Não... – Hermione respondeu calmamente. – Oliver não gostava de coisas fechadas. Sempre quis tudo bem aberto. Aposto que foi ele quem mandou um dia bonito como esse.

Draco não respondeu, mas Hermione viu um pequeno sorriso se formar nos lábios do bruxo enquanto ele passava a mão pelos olhos. O carro foi estacionado e ambos seguiram para junto da aglomeração de pessoas no gramado. A mão de Draco apertava com força a da bruxa quando tomaram seus lugares.

O funeral fora pequeno e simples, mas isso não diminuía o quanto Oliver fora amado.

Leighanne e Margie disseram algumas palavras, homenageando o morto, o que só fizera Draco e Kimberley chorar ainda mais.

— Obrigado. – Kimberley disse depois de dar um abraço demorado em Draco antes de ir embora.

Os bruxos foram os últimos ali. Draco não quis partir depois do fim da cerimônia e ficou encarando a terra recém revirada por um tempo. Hermione não se importou e ficou ao seu lado. Ela usou sua varinha para fazer mais uma coroa de flores ao idoso. Em certo momento Draco se virou para ela e abraçou. Depois lhe deu um beijo salgado e os conduziu até o carro.

Hermione o seguiu em silencio. Não havia nada que ela pudesse dizer para consolar o coração do namorado. Ela não sabia de onde viera a conexão que unira Oliver e Draco, mas de algum jeito ele mudara Draco para sempre. E ela seria eternamente grata por isso.



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