História Wonderland (Dramione) - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger
Tags Dramione
Visualizações 167
Palavras 2.323
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Estamos oficialmente na segunda metade da história! Boa leitura!

Capítulo 9 - Capítulo 9


Fanfic / Fanfiction Wonderland (Dramione) - Capítulo 9 - Capítulo 9

Quando voltaram para casa de repouso na segunda feira, Hermione informara a Draco que o reitor achara que o trabalho voluntario que fizeram até então fora o suficiente. A garota, porém, insistiu que ficassem, não apenas um dia a mais como havia sugerido inicialmente, mas uma semana inteira. Draco quis protestar, mas Hermione usara a sua desculpa favorita, que basicamente se resumia a “Faça o que eu digo ou o acordo está desfeito”.

Draco teve que usar todo seu autocontrole para não despejar todo tipo de xingamentos em cima da garota. Hermione também argumentou que com a chegada das férias de verão, eles teriam muito tempo livre para ajudar Margie e ensiná-lo a dirigir. Foram juntos alugar um carro e naquele mesmo dia fizeram sua inscrição para aulas de direção.

— Pensei que você fosse me ensinar. – ele acusou.

— Eu vou, mas não posso te dar uma licença. A carteira de motorista só se consegue na autoescola.

O sr Oliver ficara visivelmente triste quando eles informaram que não viriam mais depois daquela semana, ou pelo menos não todos os dias. Draco prometeu que viria visita-lo quando pudesse, e falou sério. Sua animação só melhorou quando Hermione contou que talvez tivesse localizado sua filha, disse ainda que ficaria feliz em levar sua carta para ela.

Passaram o resto da tarde jogando cartas. Hermione mal se afastara da mesa quando Oliver começou a falar.

­— Você tinha me dito que vocês não eram amigos, rapaz.

— E não somos... – Draco respondeu, mas Oliver teria que ser surdo para não ouvir a dúvida em sua voz.

— Por que está relutante em ser amigo dela. Ela me parece uma moça bastante gentil e interessante. E inteligente. E bonita.

— Ok, ok. Já entendi. Posso te dar o número do telefone dela, se está tão interessado.

— Está fugindo da minha pergunta. Por que é tão apreensivo em relação a ela? É uma ex-namorada, por acaso?

— O que? Não! – Draco respondeu ultrajado.

— Então o que? – o bruxo bufou e permaneceu calado – Nós concordamos e ser sinceros um com o outro. Eu te contei minha história.

— É complicado. – ele falou simplesmente.

— Mais complicado que ser preso como mandante de assassinato?

Draco encarou aqueles bondosos olhos azuis e por um momento quis lhe contar tudo. Mas não podia, o mundo bruxo tinha que ser mantido em segredo. Mas talvez ele pudesse contar somente um pedaço. Queria ouvir o conselho do velho.

Se a relação de Draco com seu pai fosse saudável ele imaginava que seria parecida com o relacionamento que tinha com Oliver.

— Nós estudávamos na mesma escola e bem... para encurtar a narrativa, a gente não se dava muito bem.

— Imagino que não era muito legal com ela. – Oliver concluiu.

— Hey! O que te faz pensar que a culpa era minha?

Oliver riu como se a resposta fosse óbvia.

— Eu me enganei? – ele perguntou e Draco deu de ombros derrotados.

— Ela não é nenhuma santa. Me deu um soco uma vez. Bem no nariz.

Primeiro o idoso arregalou os olhos depois desatou a rir.

— Garota esperta.

Uma resposta já se moldava na boca de Draco quando Hermione reapareceu pedindo ajuda para colocar a mesa.

— Draco... - Oliver sussurrou assim que o sonserino se pôs em pé. – ...segundas chances são raras. Agarre a sua e não deixe escapar.

 

***

 

Somando as aulas da autoescola e as de Hermione, as habilidades automobilísticas de Draco estavam começando a se formar. A bruxa também cumprira sua promessa e lhe ensinara a preparar alguns pratos. Draco era esperto e aprendia a tudo com rapidez. Quando não acertava nas primeiras tentativas ficava mal-humorado e irritadiço e eles discutiam.

Hermione não se importava com as discussões, contanto que Draco se mantivesse respeitoso, o que, até o momento, estava sendo. Ele lia os livros que ela pedia que lesse, assistia aos filmes indicados por ela, mas havia uma barreira que Hermione não conseguia derrubar. Algumas vezes ele parecia à vontade com ela, e no minuto seguinte, como se se lembrasse de quem ela era, ficava rígido e inalcançável outra vez.

A semana estava quase no fim e agora se encontravam sentados no chão da sala do apartamento dela bebendo suco enquanto Hermione o ensinava sobre os meios de transportes trouxa. Draco examinava a foto de um submarino no tablet da bruxa enquanto ela reunia toda sua coragem para falar.

— A gente podia sair hoje. – disse com a maior naturalidade que conseguiu.

Imediatamente os olhos de Draco caíram sobre ela, primeiro arregalados e depois desconfiados.

— E por que?

— Por que não? Posso te ensinar em um bar tão bem quanto aqui. – ela dera de ombros fingindo que não se importava se a resposta fosse positiva ou negativa. – Vamos ter a companhia de estranhos ao invés de nos aborrecer apenas com a presenta um do outro. – ela terminou sorrindo.

A dúvida ainda cintilava por trás dos olhos cinzas de Draco conforme a garota levava os copos para pia, aumentando a casualidade da conversa. Permanecia de costas lavando-os quando a resposta do sonserino chegara a seus ouvidos.

— Tanto faz.

— Legal. – ela respondeu sem nenhuma animação. – Já foi no The Crown?

— Não, mas sei onde é.

Eles marcaram de se encontrar lá e Draco fora embora de maneira apressada.

Hermione não sabia onde estava sua sanidade quando chamou Draco para sair, mas por Godric, aos poucos começara a gostar da companhia dele. Sim, gostava, era inútil negar. Ela era um ser humano horrível se admitisse que sempre tivera que retroceder sua inteligência para que as pessoas a entendessem?

Draco fora a primeira pessoa, além dos professores, com quem conseguia conversar de igual para igual. Ela não tinha que explicar do que estava falando e podia discutir com ele sobre qualquer assunto. Ele podia sustentar seus argumentos e quando o bruxo estava de bom humor eles debatiam sobre livros que ambos leram, por inciativa própria, anos antes. Definitivamente seu dinheiro lhe comprara uma boa educação, era uma pena que seu pai tivesse destruído sua personalidade. Mas agora Hermione podia ver o que Dumbledore vira. Talvez o sonserino valesse o esforço. Talvez ele pudesse ser salvo.

Não essa baboseira romântica de salvar um cafajeste com amor, mas dando uma chance a um ser humano que está disposto a mudar, mostrando um mundo novo a ele e deixando que o descobrisse.

 

***

 

Cinco minutos antes da hora marcada Draco chega no bar. Era todo feito de madeira. Balcão, parede, teto. Não era o lugar mais limpo do mundo e ao fundo ele reparou em três mesas estranhas. Elas tinham buracos nas extremidades e laterais e eram afundadas, com um tipo de toalha verde presa por cima. O local estava quase vazio e o bruxo encontrou uma mesa com facilidade. Esse não parecia ser um estabelecimento que Granger frequentaria e por um momento imaginou que ela o tivesse mandado para lá como uma brincadeira de mau gosto.

A ideia mal se formara em sua mente quando a bruxa apareceu pela porta e acenou para ele. Não, ela não faria isso. Ela o cumprimentou com um sorriso e eles pediram lanches e fritas. Draco quis uma cerveja, Hermione pediu vinho.

— Escolha interessante de lugar. – o sonserino começou.

— Sempre quis vir aqui. Me faz lembrar o Cabeça de Javali.

— Sim, é sujo e simplório igual. – ele concordou sarcástico.

— Tive boas lembranças lá. Fazer uma rebelião contra Umbrige por exemplo. – ela sorriu ao se lembrar. – Espero que a comida aqui seja boa. – como se se lembrasse de uma coisa, Hermione remexera em sua bolsa. – Trouxe algo para você.

Era um livro de Hogwarts. Estudo dos trouxas.

— Por que você tem esse livro?

— Fiz essa aula no terceiro ano. – Draco a encarou como se ela fosse louca, o que Hermione pareceu encarar com bom humor. – Achei que seria interessante ver os trouxas do ponto de vista dos bruxos.

— E foi?

— Bem, sim. Mas não o suficiente para que eu quisesse continuar a matéria. Imaginei que fosse ser mais útil pra você do que pra mim.

Draco pegara o livro e o examinara. Parecia que tinha acabado de sair da loja de tão bem conservado. Hermione chamou sua atenção novamente, lhe entregando outra surpresa.

— O que é isso? – ele encarava o pequeno cartão com sua foto.

— É sua carta de motorista.

— Tão rápido? Mas eu nem... – ele parou no meio da frase adivinhando o que acontecera. – Você. – ele concluiu. Um sorriso brincava nos lábios de Hermione. - Usando magia para trapacear, Granger? Estou orgulhoso de você. Um brinde a sua saúde.

Ambos ergueram os copos e brindaram, a comida chegou logo em seguida. Draco perguntara sobre a estranha mesa que vira ao entrar e ela lhe explicara que se tratava de um jogo. Jogo de bilhar ou sinuca. O garoto ficou interessado e quis jogar. Hermione ficara animada, dissera que era boa nisso. Já jogara antes com os primos quando ia a casa da tia. Ainda era estranho vê-la assim, leve e feliz ao lado dele. Draco também não levantara as usuais barreiras contra ela naquela noite. Ele simplesmente não quis. Dane-se, Salazar! Apenas uma noite não poderia ser tão errado.

— O que acontece se eu enca... en...

— Encaçapar. – Hermione ajudara.

— Encaçapar uma das suas bolas? – Draco perguntara.

— Eu ganho duas bolas no placar. A que você encaçapou e a menor bola que eu tiver. E se alguém encaçapar a bola branca, ela tem que retornar ao ponto inicial e a menor bola do adversário é encaçapada também. – Draco fez sua tacada.

— Nunca tomaria você como uma especialista em um jogo desses. – o bruxo instigara.

— Não sou especialista, só sei as regras. Meus primos me ensinaram. Eles levam esse jogo a sério. Muito a sério.

Jogaram duas partidas, a primeira foi vencida por Draco. Hermione aproveitara para lhe informar sobre a crença popular trouxa chamada ‘sorte de principiante’. Draco se sentira ultrajado e exigira que jogassem novamente. Na segunda vez Hermione fora vitoriosa. Jogaram então uma terceira vez para tirar a prova e Draco vencera. Por pouco, era o que Hermione insistia em e salientar.

Pagaram a conta e foram embora, mas na esquina Hermione percebera que esquecera o celular e voltou para busca-lo enquanto Draco a aguardava. Ele não devia ter esperado, ele sabia. Podia muito bem ter ido embora. Uma voz dentro dele o repreendera por isso, mas bebeu cerveja demais para se importar.

— Jaqueta legal, cara. – uma voz viera do outro lado da rua. Draco estreitara os olhos e vira três silhuetas que o fizeram se lembrar de Crabbe e Goyle. Draco não respondera conforme as figuram se aproximaram dele.

— Acho que você devia dar ela pro meu amigo. – o da direita dissera. – Ele pediu com educação.

— Ele não pediu nada, na verdade. – Draco incitou com coragem. Não sofreria bullying de trouxas insignificantes como aqueles, por sua honra como um Malfoy.

— Não vou falar de novo engomadinho. Somos três contra um.

— Olha, ele sabe contar. – Draco desafiou e seus reflexos de apanhador o ajudaram quando o rapaz da direita tentou alcançar a jaqueta que o bruxo segurava na mão.

Entretanto o que parecia ser o líder, lhe deu um empurrão bem no meio do peito fazendo Draco bater com as costas contra a parede. Com um puxão rápido seu amigo arrancara a jaqueta da mão do sonserino. As gargalhadas que ressoavam pela rua fora todo o encorajamento que Draco precisara. Com todo seu peso deu um murro no líder, que caiu desavisado no não. Draco devia ter batido com mais força que pensara, pois o cara apagaram por alguns segundos. A surpresa fez seus amigos pararem de rir enquanto Draco recuperava a jaqueta e pulava por cima deles.

Hermione voltara mas não tivera tempo de perguntar o que estava acontecendo. Fora logo arrastada por Draco enquanto ambos corriam como se suas vidas dependessem disso, o que devia ser verdade no momento. Os três já estavam atrás deles quando viraram a próxima esquina.

— O que... – ela tentara, mas Draco a interrompera.

— Confundos, Hermione! Rápido.

A garota entendera o recado e lançara o feitiço. Atordoados os rapazes pareceram não saber o que faziam ali. Com a pequena distração os bruxos correram de volta ao campus, onde uma festa acontecia. A música estava alta e eles se apoiaram na parede mais vazia que encontraram enquanto recuperavam o folego. Sem saber por que, eles começaram a rir. Foi somente nesse momento que Draco percebeu que não largara a mão de Hermione.

— Você está bem? – Draco perguntou ainda se recusando a solta-la. Não que a garota tivesse dando algum sinal de que queria que isso acontecesse.

— Estou, o que aconteceu? – ela quis saber.

— Eles queriam minha jaqueta.

— Draco! Por que não deu a eles? – Hermione perguntou com olhar severo.

— Ficou maluca? Isso é couro de dragão!

— Eles podiam ter te machucado. E se eles tivessem armados? Vai morrer por causa de cour... – Hermione se calara de repente e o sonserino se virou para ver o acontecera.

— Eles têm que estar aqui em algum lugar. – a voz de um dos rapazes alcançara os ouvidos do bruxo.

Com um reflexo, Draco posicionara Hermione de costas para uma janela, se colocou na frente dela pegando seu rosto com ambas as mãos e a beijando. Sentira o corpo de Hermione ficar tenso antes de responder ao seu toque. Quando a mão dela subira para seu pescoço e a dele descera para sua cintura, Draco se esqueceu de todo o resto. Os lábios macios de Hermione buscavam pelo seu, primeiro suaves e incertos, depois famintos. Ele a trazia com força até seu peito enquanto ela puxava seus cabelos de maneira deliciosa.

O apito estridente do segurança da universidade chamou Draco de volta a realidade. Os penetras estavam sendo arrastados para fora do campus quando Draco deu um grande passo para trás segurando Hermione pelos ombros para que ficasse onde estava.

Salazar, que merda ele tinha feito??

A garota não se moveu, como se não quisesse assusta-lo e Draco dera outro passo para trás horrorizado com a cena.

Ele beijara Hermione Granger.



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