História Wonderland e logo ali. - Capítulo 16


Escrita por: ~

Exibições 44
Palavras 5.380
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


ooi ooi gente!!!! espero que gostem do meu cap!! bem vindos novos leitores!! esse cap foi meio trabalhoso mais acho que vão gostar! bjus!!

Capítulo 16 - Baile de máscaras


Fanfic / Fanfiction Wonderland e logo ali. - Capítulo 16 - Baile de máscaras

sabe aquele momento que você acorda tarde e está super atrasada para uma aula importantíssima de matemática, e parece que tudo coopera para dar errado mas mesmo assim você consegue chegar e quando você entra na sala todos se viram para você te olhando de cima a baixo? já teve essa experiência?... digamos que talvez luci estivesse certa sobre o pó de arroz e os cabelos presos.

todos me olhavam como se eu fosse um extraterrestre, que na verdade era quase isso. senti meu rosto queimar, quando algumas mulheres com o rosto tão branco como um palhaço apontavam e riam para mim. me virei subindo em direção ao quarto, não  queria está ali. não mais.

alice? - a voz forte de stefan me fez parar no topo da escada.

ele estava como um perfeito cavalheiro. cabelos penteado para traz e uma máscara sem detalhes mais ainda sim muito chamativa.

stefan? - me aproximei.

nossa...você está..Uau! - me olhou de cima a baixo.

fiquei chocada ao ouvir aquela expressão usada por stefan. um parte do meu cérebro, acho que aquela que usava para olhar revistas, ficou em  êxtase por saber que sim! as pessoas já usavam esse termos em 1865.

valeu..- sua expressão foi de pura dúvida. revirei os olhos. - obrigado...grata.. entendeu? -ri.

oh.. sim, sim. claro - parecia eufórico.

notei que havia uma rosa vermelha no bolso do terno, e essa rosa sorria para mim. o cheiro de stefan era de hortelã e terra. de certo modo isso era bom, na verdade era bom demais. me sentia bem perto de stefan e estava meio óbvio que ele gostava de está perto de mim também, de modo que sua presença me causava confiança.

venha. quero te apresentar a todos. - segurou minha mão me levando para o meio da multidão que me olhava com mais curiosidade que eu.

eram tantos nomes estranhos, tantos vestidos chamativos, tantas mulheres que me olhava com desdém e tantos adolescentes e velhos que olhavam descaradamente para meus seios.

me sentia sufocada com tantas perguntas. porém uma me chamou atenção.

'essa e a alice?'

olhe só! - segurou em minha cintura.- quero te apresentar a algumas pessoas.

me senti insegura, mas sorri.

essa e minha tia, eliza. - beijou a mão de uma velha com 50kg de maquiagem no rosto.

não a necessidade querido. - sorriu para o homem. - estou encantada com tamanha peculiaridade desta jovem. muito prazer sou a duquesa de Quest. - estendeu a mão esperando alguma reação minha.

olhei para os lados tentando descobrir Oque deveria fazer. então apertei firme sua mão em uma cumprimento formal.

a senhora pareceu ofendida.

qual seu nome querida? - a senhora com um leque na mão me perguntava mostrando sua fileira de dentes amarelados.

A-Analice white - cruzei as mãos sobre a barriga. - mais todos me chamam de Ana ou só alice.

A-alice? - me olhou surpresa. - stefan sobrinho querido. ela e a Alice? - corei com seu olhar.

sim, tia. - seu olhar era meigo. - essa e a Alice.- seus olhos brilharam por detrás da máscara.

compreendo. - ela observava o sobrinho.

que colar lindo, e de família? - outra velha de cabelos verdes me perguntava com gentileza.

oh.. não, não. - toquei o colar lembrando de luci. - e de uma amiga minha.

diga a sua amiga que esse colar e muito lindo. - seu sorriso era doce.

obrigado dona...- a olhei pensativa.

oh. desculpe não fomos apresentadas. - estendeu a mãos apertando gentilmente a minha. - meu nome e estrela. também sou duquesa de Quest.

apontei para a ambas em duvida. - vocês são irmãs?

infelizmente sim. - a velha de dentes amarelos resmungava virando uma taça com bebia nos lábios.

aquela velha escrota já estava me dando na telha.

oh... eliza porque e sempre tão inconveniente? - ambas se olharam como se fosse soltar fogo pelos olhos.

acho melhor irmos. - stefan me guiou pelo salão me afastando pela festa.

já longe de toda aquela balburdia, sorri para stefan ele realmente parecia constrangido com toda aquela confusão causada pelas das duas tias.

desculpe por isso. minhas tias são...- olhou para as senhoras que ainda discutiam.- complicadas. não sei como mamãe as aguentou.-

há não se preocupa. sei bem como e.- sorri.

e onde está ela? - olhei ao redor  a procurando.

perdão, aquém se refere? - percebi suas sobrancelhas juntas por detrás da máscara.

sua mãe. ela veio? - algo brilhou em seu olhar.

ela... - meio que sorriu sem jeito. - ela e uma estrela. - pôs as mãos no bolso da calça olhando o chão.

passei alguns segundos tentando compreender óque ele queria dizer. e então a fixa caiu. uma forte dor em meu peito se instalou quando percebi que havia tocado em uma ferida.

meu Deus...me desculpa. e-eu.. d-desculpa mesmo...- olhei o chão. - Deus...como sou inconveniente. - minha bochecha ardia com tamanho constrangimento.

está tudo bem. - tocou em meu rosto com delicadeza. -  o nome dela era celeste. era a mulher mais linda do mundo para mim, e a mais gentil também. ela sempre fazia bolo com torta de amoralescas. - sorriu olhando algumas crianças correndo pelo castelo. - ela era linda.

o que aconteceu?- toquei em seu braço.

quer uma bebida? -  notei como aquele assunto o deixava triste então decidi seguir o ritmo da musica. 

confirmei sorrindo. o loiro se afastou indo até uma mesa.

o olhei enquanto andava no salão, parecia abalado com o assunto.

aproveitei que estava  só  e olhei o lugar. um dia antes o salão já parecia incrível, porém agora com todas essas pessoas aqui... estava mais que incrível, estava mágico. a música dos violinos e piano juntamente com as flautas e o restante dos instrumentos de sopro davam um ar de  que tudo poderia acontecer naquela noite.

haviam tantas máscaras e leques e vestidos peculiares e incríveis que era quase impossível não ficar completamente encantada com tudo. olhei sobre o ombro e notei que stefan estava preso em uma conversa com dois homens de máscaras. o olhei e ele sibilou desculpas. sorri.

andei lentamente pelo salão indo ver alguns casais que se arriscavam em uma pista de dança. e bem no meio dos casais vi mirana com seus movimentos delicados inconfundíveis, ela sorria e dançava de um jeito estranho. parecia uma quadrilha mas de um jeito diferente. olhei para os lados achando que qualquer momento o Sr darcy iria entrar no salão com elizabeth benet.

está uma bela noite não acha? - olhei sobre o ombro vendo um homem completamente colorido de cabelos vermelhos. me observando.

notei que ele vestia uma saia escocesa verde e azul que combinava com as meias coloridas. sua máscara vermelha da mesma cor que os cabelos me fizeram o olhar com mais curiosidade. ele ainda tinha sua cartola sobre a cabeça. prendi o riso, não queria que se irrita-se comigo. não naquela noite.

oi..- sorri.

voltei minha atenção as pessoas que dançavam sincronizadamente.

você está linda. - senti seu cheiro de chá bater contra meus cabelos me deixando aturdida.

v-valeu.. você também está um arraso. - ele ria de mim.

muito obrigado. - olhamos os casais na pista.- quer dançar? -

eu não sei dançar assim. - apontei para as pessoas em perfeita sintonia uns com os outros.

eu também não sei. mas tentar e errar, seria melhor do que não tentar.- tocou em meu ombro com aquelas mãos quentes.

e-eu não sei...- mé escorei na parede. - melhor não tentar... todos já estão me olhando estranho, imagina se soubessem que não sei dançar.-

aos poucos outras pessoas se aproximava para dançar também, todos sempre bem trajados e com passos delicados na pista. me lembravam nitidamente aquelas damas e senhores de um musical, o fantasma da opera, cena que se passava em um teatro antigo, com todos os dançarinos descendo  as escadas cantando, e como no filme todos estavam mascarados dançando sincronizadamente. era como se estivesse em um vídeo clip do one republic.

sorri.

quer uma bebida? - o ruivo me olhava.

assenti ainda vidrada na dança tão familiar e tão desconhecida para mim.

algo dentro de mim me fez querer dançar também. caminhei em direção a pista porém stefan me parou.

aí está você. - tinha duas taças em suas mãos. - sinto muito por demorar, acabei me encontrando com alguns duques de wonderland, e bom... como pode imaginar. - sorriu pesadamente.

tá tudo bem. - sorri.

voltei a olhar a pista de dança que agora começava a esvaziar, dando oportunidade a outros casais.

ela e linda não e? - olhei stefan admirando a pista.

oque e linda? -voltei a encarar a orquestra.

a música. e linda não e? não imagino outros tipos de melodias.- suspirou.

imediatamente me lembrei de meu celular caído na cama. haviam várias músicas na minha playlist e talvez stefan gosta-se de ouvi-las.

de onde eu venho existem vários estilos  músicas. - o olhei.

seus lábios estavam sendo mordidos e ficando cada vez mais vermelhados por causa daquela fileira de dentes brancos perfeitos que os mordia sem dó  alguma. e estranhamente ele parecia não se importar por morder aqueles lábios em público.

" fala sério um homem desse mordendo a boca assim deveria ser considerado um crime..."

que tipo de músicas podem existir além dessa maravilhosa sinfonia? - clareei a garganta.

bom, eu posso te mostra se quiser. - dei de ombros tentando não parecer tão interessada.

e-eu adoraria. - seus olhos brilharam aparentando sua euforia.

eu vou buscar, já volto.- me virei indo em direção as escadas.

haviam tantas pessoas que era quase impossível andar sem se encostar em alguém, a máscara dificultava a identificação de cada pessoa porém aqueles cabelos ruivos eram inconfundíveis.

tarrant conversava com mally mais mantinha seu olhar fixo em mim. parecia curioso, de modo que sorri mostrando que estava tudo bem.

subi as escadas o mais rápido que pude e logo ouvi passos atrás de mim, o ruivo ainda parecia intrigado.

onde vai? - parou em minha frente tirando a máscara.

eu só vim pegar uma coisa no quarto. e você? veio fazer algo ou só tá me seguindo? - ri.

n-não estou te seguido... só queria saber se estava bem. - revirava a máscara na mão.

eu to bem. - ri dando as costas.

você vai cumprir com o que prometeu? - sua voz era calma.

fechei os olhos tentando me lembrar oque havia prometido. de modo que só concordei sorrindo, tentei ser o mais convincente possível. o ruivo pareceu acreditar.

lúci não estava no quarto talvez ela já estivesse na festa se divertindo como todos os outros trabalhadores do castelo. vi muitos deles rindo e dançando no meio do salão, porém a grande maioria era confundida no meio de tantas fantasias e máscaras.

o celular estava como havia deixando, ainda sobre a cama. olhei o espelho tentando ver se havia algo a ser melhorado, estava pálida como uma doente. passei um pouco mais de fruta nos lábios e notei uma coisa pontuda e preta como carvão ou lápis de olho, algo semelhante.

passei um pouco nos olhos fazendo um contorno  deixando meus olhos mais marcados e tirando aquela aparência de sem vida.

no corredor a música já podia ser ouvida. olhei para meus tênis que apareciam pela beira do vestido, os escondi melhor. não queria perguntas, não mais oque já haviam feito.

procurei por uma música que me lembra-se aquele baile, e não achei música melhor que -
 
" all the right moves "- era perfeita, tanto na sincronia como na letra.

passei pelo grande relógio de corda encostado na parede da escadaria, algo dentro dele reluzia como uma pedra brilhosa ou um pedaço de espelho contra a luz. me aproximei tentando ver oque era o objeto e acabei me deparando com uma porta. não havia nada além do encaixe da chave, e as gravuras na madeira. segui com a ponta dos dedos todo o desenho, que dava uma ideia de móvel antigo. havia algo lá dentro e de uma forma estranha, essa coisa me chamava. notei que os ponteiros não giravam como o.normal.

Alice? - a voz suave de mirana vinha por detrás de mim.

fechei a pontinha de vidro do relógio.

mirana usava seus cabelos não totalmente preso mas haviam cachos brancos caídos sobre o colo. seus lábios negros davam um belo contraste com a mascara totalmente branca com detalhes dourados tanto na arte como nas penas e renda do acessório. seu vestido era bem colado ao corpo na parte de cima, porém bufante na saia. mesmo sendo creme com dourado e pérola, o vestido tinha elegância e muita beleza.

o que está fazendo aí sozinha? - fazia movimentos leves no ar, com sempre.

eu..e..- olhei a fechadura. - nada, só estava admirado a arte da madeira. - sorri.

venha querida, venha. - segurou em minha mão. - temos que apresenta-lá a todos. - os degraus se aproximavam.

eu já conheci muita gente, acho que não quero ser apresentada a mais ninguém. - torci os lábios. - se não se importar.

oh.. querida. já está cansada de toda essa formalidade não e? - ela olhava para frente.

mirana eu não quis ser ingrata nem nada do tipo. para falar a verdade eu sou muito grata por você me ajudar e me acolher aqui na sua cas... - olhei em volta.  - digo no seu castelo. mais e que, quero apenas passar despercebida.. não gosto de ser o centro das atenções. - mirana me parou na escada.

tudo bem querida. - seu sorriso foi calmo. -não pode viver a vida para agradar os outros. eu entendo isso. - sorri. - então permita que eu lhe apresente a um grande amigo. e prometo deixa-lá em paz para se divertir. - respirei fundo.

tudo bem .- seu sorriso foi acolhedor.

a travesei o salão de festas sem a máscara. aquela coisa ja estava pinicando, e me sentia melhor sem ela.

uma jovem, deveria ter minha idade, estava sentada olhando o chão. seus cabelos vestido e lábios pretos a deixavam extremamente sombria. porem havia algo no olhar dela que me fazia ver um certo divertimento em está ali.

continuei andando e vendo mirana cumprimentar todos no caminho. a garota de preto ainda olhava o chão com um meio sorriso no rosto, alguns segundos depois ela desatava  a rir sozinha. note uma bebida azulada em sua mão.

isso e feito de glacias? - correia os olhos.

oque ? - mirana olhou na mesma direção que eu. - aquela bebida? - confirmei  - sim. todas as bebidas contém um pouco de suco de glacias. são para nos deixar mais alegres. - voltou a andar.

passamos por tarrat e mally rindo em um canto da festa. sorri para o animal, e né respondeu com uma careta. tarrant mexia os dedos no ar.

[...]

havia uma nuvem de fumaça colorida e densa em um canto de um dos salões da festa.

Alice querida. quero que conheça Absolem, e nossos meninos! - nos aproximamos.

haviam dois meninos gordinhos e idênticos ao lado da nuvem de fumaça.

uma denso sopro de fumaça veio em meu rosto.

- quem e você? - a voz forte e autoritária me deu um certo temor.

a-absolem? - toci.

você não e absolem, eu sou absolem. a pergunta aqui e quem e você? - abanei a fumaça tentando ver quem falava comigo.

meu nome e ...cof...cof... e Alice. - meus olhos ardiam.

você não e a Alice, menina burra.- outra camada de fumaça vinha em meu rosto.

da pra para de fazer isso? - me aproximei. - eu sou Analice. alice e só apelido. - observei a lagarta azul.

isso e o que veremos. - o olhei boquiaberta.

você e uma lagarta? - ri. - isso e alguma piada ? - sentei em uma poltrona ao seu lado.

ele ria.

não e a alice  e só uma menina burra. - Cerrei  os olhos.

eu não sou burra, e eu nome e alice sim. - cruzei os braços.

quem aquela lagarta pensava que era pra me chamar de burra?, tinha  certeza que aquela lagarta tinha fumaça na cabeça.

alice! - os gêmeos diziam igualmente.

os olhei assustada.

quem são vocês? - eles eram extremamente baixos.

eu sou  Tweedledee e ele é Tweedledum.  - os olhei.

pelo contrário eu sou tweedledum e ele é tweedledee. - ambos diziam a mesma coisa.

como você ficou tão alta? - tweedledee me olhava forçando a vista.

esse e o tamanho normal dela. - o outro gordinho socava seu irmão.

ela era bem menor quando a vimos pela primeira vez.- parou olhando meu vestido.

 não seu tonto, ela bebeu o suco minimizador para passar pela porta seu burro. - pisquei.

aé...- ele ria.

já se lembrou de tudo menina burra? - ele tragava o narguilé.

voltei minha atenção a absolem que ainda fumava narguilé fazendo vários desenhos e formas com a fumaça.

lembrar? - o olhei. - lembrar oque ?-

logo saberá. - o olhei sem compreender absolutamente nada.

voltei a olhar para frente confusa com tudo oque o inseto azul havia insinuado. tinha que descobrir sobre oque todos sempre falavam e me escondiam. me lembrei de stayne em meu primeiro jantar.

'...então, Analice - o homem alto me chamava atenção pela decima vez. - como foi para você voltar a wonderland? - seu sorriso cínico me arrepiou.

voltar? - olhei para mirana que me lançou um olhar assustado. - eu nunca estive aqui antes. como poderia voltar? - seu sorriso se desfez.

você ainda não contou a ela maluco? - ele olhava para tarrant ao seu lado que segurava firme a sua faca...'

lembrei como tarrant estava nervoso aquela noite. e como todos pareciam não querer me falar a verdade, mesmo sabendo de tudo. minha mente rodava pelas lembranças.
lembrei do modo como luci falava comigo. como se eu já estivesse morado aqui ou algo do tipo.

suspirei olhando o chão.

todos estão escondendo algo de você não e mesmo? - absolem se defumava em sua nuvem de narguilé.

girei a máscara em minhas mãos.

os gêmeos brigavam por algum motivo.

estou perdida absolem. - continuei girando. - completamente perdida..

fechei os olhos tentando lembrar de minha família.

não está perdida. está aonde devia está. - voltava sua atenção para mim. - tenho algo a lhe mostrar.- o olhei curiosa. -
ele apontou para uma pequeno pergaminho feito de papel já meio velho. o peguei analisando o peso.

desenrole o oraculo. - assenti.

abri com cuidado o pergaminho vendo desenhos que aos poucos se formavam.

o oraculo, o autentico calendário do mundo subterrâneo. - os gêmeos se aproximaram.

e um calendário? - o olhei.

contemple-o, ele mostra tudo e todos os dias. - olhei para os desenhos fascinada.

mostre para ela the and day. - outro desenho se formou.

the and day e o dia em que você destronou a cabeçuda. - o gordinho sorria.

eu oque? - pisquei.

ah, essa aí e você lutando contra o exército da rainha vermelha. - meu coração batia aceleradamente.

havia um exército de cartas de baralho e logo atrás uma espécie de monstro soltando raios pela boca. e eu estava o enfrentando.

essa não sou eu. - me levantei.

mais você e a alice. a alice da profecia ! - um dos gêmeos me olhava aflito. - e a única que pode nos salvar.

v-vocês estão loucos?! essa não sou eu!! - absolem soltou outra camada de fumaça.

não e a alice, nem de longe.- sai daquela parte do castelo.

meu peito apertava e o ar já não existia. sai pela porta da cozinha para uma mesa solitária lá fora.

um vento forte soprava os folhas e balançava as árvores de wonderland. baixei a cabeça tentando me controlar, ou acabaria criando uma tempestade sem controle algum.

aos poucos minha respiração se acalmou porém o pensamento ia a todo vapor, o medo do que estava por vir era maior que tudo no mundo todo. fechei os olhos tentando conter as lágrimas.

boa noite alice.- pulei no acento ouvido a voz de chessur.

oque você quer? - fiquei na defensiva.

apenas falar com você. - seu sorriso era gigante.

oque quer? - olhei para a máscara em minha mão.

quero esclarecer algumas coisas sobre oque houve a alguns dias a trás. - seu corpo se materializou em minha frente.

não quero falar sobre isso. - desviei o olha para o chão.

as luzes e a musica do castelo invadiam o lugar, minha cabeça doía de tal forma que era impossível explicar. a imagem do monstro que havia visto no oraculo me deixou completamente aturdida e apavorada, sabia que no fundo do meu ser eu era apenas uma garota assustada que queria voltar para casa. uma lagrima sorrateira percorria meu rosto enquanto olhava chessur falar sobre coisas que não ouvia, ou simplesmente não ligava a minima.

no dia em questão não haveria maneira de estar em dois lugares ao mesmo tempo pois estava com mally e lebre de março no chá da tarde, acredite alice jamais a machucaria.- o olhei tentando esconder meus medos e compreender oque o gato risonho queria dizer.

chessur... - suspirei. - e-eu não sei... ainda me assusta estar perto de você. - olhei para aporta da cozinha iluminada por vários candelabros e cheia de cozinheiros e a lebre de março tentando fazer outra vez uma sopa. - d-desculpa..-

o gato baixou as orelhas com os olhos dilatados o deixando aparentemente delicado e inofensivo. ate que finalmente desapareceu me deixando sozinha novamente.

olhei o céu estrelado com algumas nuvens passageiras. era o mesmo céu que via todas a noites em tinha casa.

sinto sua falta. - uma lágrima ameaçou cair de meu olhos. não podia chorar, havia muitas pessoas no jardim e certamente minhas lágrimas iriam afetar o tempo.

acorda alice...acorda...por favor... acorda. - feche os olhos tentando não chorar.- não sou a alice que esperam. não sou a alice da profecia. não sou, não sou...-

as segurei o máximo que pude. - saco! - gemi. - odeio esse lugar.-

eu só quero acordar.. - olhei a floresta.

de imediato me lembrei do lago aonde existiam sereias.

espera. - parei encarando a floresta escura. - quando se está em um sonho ruim você só acorda se morrer. - falava sozinha perto da porta da cozinha.

se eu de alguns jeito me matar... não vou ser a alice que todos esperam. e... e eu vou voltar para casa! - algumas senhoras e seus maridos andavam pelo jardim logo adiante. - não e real alice...- sorri. -então e isso, eu vou acordar. -

perdão com quem fala? - me virei ficando de frente para uma cachorro de orelhas baixas.

minhas pernas tremeram. - c-copo...copo de leite? - o cachoro se aproximou.

meu nome e bayard - sentou me fazendo sorrir.

copo de leite ! - o abraçei com uma sorriso que não podia ter tamanho algum. - que saudade de você.-

eu sinto muito mais não sei quem você e. - se sentou olhando para meu rosto.

toquei em seu pelo macio. olhando aqueles olhos castanhos gigantes. meu coração batia aceleradamente, o melhor amigo da tinha vida estava bem na minha frente. não haviam palavras a serem ditas.

sorri sentindo as lágrimas escorrerem pelo meu rosto. nunca estive tão feliz em todo esse tempo.

não se lembra de mim? - o abraçei.

não. qual o seu nome ? - deitou no chão com as patas uma sobre a outra.

a-alice..mais não sou a alice de que vocês tanto falam. - ele se levantou me olhando seriamente.

você e a alice certa, acredite.- me rodeou olhando meu vestido. - o chapeleiro não teria se arriscado por uma alice qualquer.- olhou para o castelo.

arriscado? - franzi o cenho. - ele nunca correu perigo. -

wonderland não e um lugar só de maravilhas alice. precisamos de você. - limpei  os olhos.

olha eu não sou quem pensam que sou okay?! - respirei me pondo de pé. - sou uma fraude! vocês esperam por uma garota corajosa... e eu não sou! - apontei para mim mesma.

the and day  está para chegar se você se desviar do seu destin...- me olhou cerrando os olhos.

eu faço o meu destino! - voltei para o salão. fosse o que fosse não iria ser a alice que todos esperavam, porque  aquela era a minha última noite em marmoreal, na verdade era minha ultima noite em wonderland.

[...]

andei decidida para o quarto. iria acabar com aquela ilusão de uma vez por todas.  passei por tarrant que desfez o sorriso ao ver minha expressão de raiva, dúvida, medo e um pouquinho de dor.

ei. - tocou em eu braço.- está tudo bem?

me solta essa festa já acabou  para mim. - tentei me soltar porem o ruivo era mais forte que eu.

não. não acabou! - sorriu delicadamente. - não até cumprir o que prometeu. - gruni.

não to com cabeça pra isso tarrant. - me virei indo em direção as escadas.

ei espera! - se pôs em minha frente. - o que houve meu anjo? - seu olhar era sincero. sincero ao ponto de me fazer querer me jogar sobre seus braços e chorar tudo o que estava prendendo a festa toda.

acho que você já sabe  o que está me matando! - apontei.

se me falar juro que te ajudarei. -  uma valsa começava no salão. o ruivo sorriu para mim. - me concede essa honra mi lady ? - minhas bochechas esquentaram.

não.. eu não sei dançar, já te disse isso. - ele suspirou me olhando seriamente.

eu sei que não sabe, por isso vamos dançar do meu jeito. - segurou minha mão me levando para o meio do salão.

todos estavam em uma perfeita sintonia de passos e ritmos. olhei para o ruivo que apontava para meu celular juntamente com os fones.

porque está com isso aqui? - segurou um lado do fone.

de imediato né lembrei de stefan. olhei ao redor procurando-o. até que notei um homem alto parado com as mãos no bolso me encarando. seus rosto estava sério, e fechado como uma tempestade carregada de nuvens escuras.

gemi.

olha desculpa mais podemos pular essa? - segurei a mão do ruivo o tirando para fora da pista. - eu tenho que falar com uma pessoa. e muito importante, mais eu fico te devendo essa. juro. - o ruivo meio que sorriu olhando para o chão.

t-tudo bem Ana..- deu as costas indo em direção a mesa de chá.

me senti mal por ter dispensado ele dessa forma, mas já havia prometido mostrar a música para stefan, mais também havia prometido uma dança com o louco.... " que merda você está fazendo ana?!? "

mesmo assim, algo em mim se quebrou ao ve-lo  dessa forma.

sacudi a cabeça indo em direção a stefan, que me olhava duramente.

que? - psique.

o loiro olhava para o louco do outro lado do salão de convidados.

ei! não ferra né?! - pus as mãos na cintura.

parece que você esqueceu de seus compromissos. - me olhou de maneira fria.

do que você está falando? - torcida os lábios. - eu trouxe o celular. quer ouvir as músicas sim ou não? - estendi o fone.

o loiro tirou a máscara respirando pesadamente. ele tinha seu polegar e indicador pressionando a testa. o olhei esperando um Não bem direto. porém envez disso stefan me presenteou com um dos seus belos sorrisos.

tudo bem. - pegou o fone pondo no ouvido direito.

okay..- olhei a lista. - oh, essa você vai gostar.-

- I'm beginning to feel like a Rap God, Rap God All my people from the front to the back nod, back nod Now who thinks their arms Are long enough to slapbox, slapbox? They said I rap like a robot So call me Rapbot....-

stefan me olhou estarresido.

não? - ele riu. - okay.. talvez essa.-

- Sweet dreams are made of this Who am I to disagree? I travel the world And the seven seas-- Everybody's looking for something. Some of them want to use you...-

ele fez várias caretas em desaprovação.

tudo bem.. eu tenho outras. - olhei a playlist.

porque não coloca a sua favorita? - tocou em meu ombro me fazendo arrepiar.

t-ta..eu vou..- balancei a cabeça. - vou por.

- I need another story Something to get off my chest My life gets kind of boring Need something that I can confess...-

stefan me olhava com um meio sorriso nos lábios. ele vez ou outra piscava, mas raramente me deixava desviar o olhar.

não gostei do rumo daquela conversa, não gostei mesmo.

finalmente a música chegou ao seu final nos trazendo devolta a realidade. fiquei feliz por finalmente ter acabado, maia.um pouco e stefan estaria me pondo contra a parede. não que fosse ruim óbvio, porém muito mais estava em jogo ali.

minha vida por exemplo.

bzzz...bzzz....bzzz....

nova mensagem

"oi sua danadinha!, quero te informaram algo de extrema importância. infelizmente sua bateria não será carregada automaticamente. então a economize o máximo que puder!"

olhei para a porcentagem. haviam apenas 49%.

"pois quanto mais economizar mais dicas eu vou te mandar! porém se bateria acabar... sinto muito pois aí tu iras ficar.

ps: as coisas mais valiosas estão muitas vezes de baixo dos nossos narizes."

não brinca...- travei o telefone. - desculpa.. a bateria ela ta acabando. - enrolei o fone no aparelho.

tudo bem. foi uma experiência magnífica minha senhora.- beijou minha mão. - se me pemite irei cumprimentar algumas pessoas. - se curvou e saiu.

olhei novamente a mensagem no telefone quando senti espetadas em minha perna. olhei para ver óquei me causava tanta dor. mally me furava com um agulha.

oque está fazendo?! - a empurrei com o pé.

a ratinha vinha novamente em minha direção, parecia furiosa.

aí! - a chutei novamente. - para com isso! porque ta fazendo isso?! - a ratinha né encarou.

porque você e uma grande idiota e se mecher outra vez com chapeleiro eu juro que furo seus olhos! - olhei ao redor.

arrant estava de costa olhando a grande mesa cheia de bules e xícaras de chá. andei em sua direção ignorando o dormidongo que me ameaçava de várias formas possíveis.

ele mantinha seu maxilar travado. o observei em silêncio, tarrant era sulreal demais para mim.

oi. - ele olhou por cima do ombro.

ola.. - suspirou.

quantos chás...- ri.

sim..são muitos chás..- ele puxava a língua.

sua aparência era de alguém para baixo.

então...- fiquei de frente para seu rosto pálido. - ainda vai me contar o final daquela estória?.

o príncipe stefan não está mais precisando da sua atenção?..- ele cerrou os pulsos.

me senti ofendida. - como assim? ta querendo me dizer que eu sou algum tipo de idiota que fica atrás de homem? - uma fúria me tomou. contive minha voz para não assustar as pessoas aí redor. - e isso que está dizendo?! - levantei as mãos. - quer saber dane-se! eu vim aqui pra ficar com você por que.... porque...eu em sei o porque!. okay?! mais ja que eu sou do tipo que e só estalar os dedos e vou, então acho que estou sobrando aqui! - virei as costas. - divirta-se escolhendo a droga do seu chá!

ana espera não quis dizer isso. - segurou minha mão. - você sabe que não...apenas, fique aqui, e ignore as idiotices que saem da minha boca. - o olhei duvidosa.

havia algo mais ali, mas não era dia nem hora para aquilo.

ta..- voltei meio receosa com seu humor inconstante.

desculpe. - seu olhar era totalmente voltado para o chá.

sabia que tinha exagerado, e na hora me pareceu ser a coisa certa a fazer.

desculpa, por exagerar...- o olhei com o canto dos olhos.

um pequeno sorriso brotava em seus lábios.

ainda quer ouvir o resto da estória? - me empurrou com o ombro.

prendi o riso. - tudo bem.

seu olhar inocente juntamente com aquela leve separação entre os dentes o deixa lindo. de uma forma estranha, mais ainda sim, lindo.

vamos? - estendeu a mão.

pra onde? - levantei a barra do vestido correndo entre as pessoas.

você vai ver!- o ruivo segurava o chapel na cabeça.

a noite não podia ficar melhor.

(continua)


Notas Finais


então???? oque acharam??!! ah!!!! eu amei escrever esse cap!<3<3<3<3 eu deixei várias pistas do que podem acontecer no futuro! kkkk cometem!!! bjuuu
ps: se houver algum erro de digitação me perdoem estou postando pelo cel e fica meio pombo...

até mais!! bjjj


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